
Podcast - Por Que Não Consigo Mudar?
Por que não consigo mudar? Essa pergunta é o primeiro passo rumo ao autoconhecimento. Quando fazemos essa pergunta, significa que concluímos que isso não é possível. O máximo que podemos é alterar nosso comportamento de forma temporária, a custo de muito esforço e sofrimento. Por incrível que pareça, muitas pessoas não se dão conta de que não podem mudar a si mesmas. Mas, paradoxo curioso, disse Carl Rogers, no momento em que nos rendemos e nos aceitamos tal como somos, com todos os defeitos, então mudamos.
Transcrição
Por que não consigo mudar?
Esse assunto eu já abordei no meu blog e achei muito legal,
Porque é um assunto que interessa a todos Todos queremos desenvolver aptidões,
Queremos superar certas imperfeições,
Enfim,
Queremos mudar de algum jeito Mudar nossa situação,
Mudar nossa atitude,
Comportamento,
Hábitos,
Vícios,
Etc Bem,
Por que isso é importante?
Porque o máximo que nós conseguimos mudar o nosso comportamento é de forma temporária Nos esforçamos ao máximo,
Nos sugestionamos,
Fazemos autoafirmações,
Mas isso tudo a gente consegue apenas de modo temporário Até hoje,
O que eu vi,
E que vários autores também perceberam,
É que para se mudar um comportamento de forma mais ou menos permanente É preciso haver autoconhecimento,
É preciso que a pessoa se conheça Por que isso não é possível?
Mudar pelo próprio esforço,
Mudar nosso comportamento,
Nossos hábitos,
Nossas atitudes,
Pelo nosso próprio esforço Porque somos,
Ao mesmo tempo,
O sujeito que quer mudar,
Ou o agente de mudança,
E o objeto a ser mudado Quando nós tentamos fazer isso,
Nós nos tornamos dois,
Quer dizer,
Sujeito e objeto Aquele que quer mudar,
E que faz a mudança,
E aquilo que deve ser mudado Então,
Fica uma contradição E nós,
Em certo aspecto,
Não somos dois Então é muito difícil fazer isso É você tentando contra você mesmo Há uma frase do Carl Rogers,
Em que ele diz o seguinte O paradoxo curioso é que quando eu me aceito como sou,
Então eu mudo É interessante essa frase,
Se a gente for levar para a terapia,
A gente pode perceber o quanto ela é verdadeira Porque quando o cliente chega para a terapia,
Toda pessoa que chega para a psicoterapia,
Ela quer mudança na sua vida Então ele começa a falar dos seus problemas,
A falar de si mesmo,
Do seu relacionamento com as pessoas,
Consigo mesmo Querendo mudança À medida que vai falando,
O psicólogo vai extraindo,
Vai perguntando vários aspectos com relação àquele assunto que ele quer mudar Aquele problema sobre a pessoa,
Querendo entender tudo isso E à medida que ele pergunta,
É necessário que a pessoa se aprofunde cada vez mais em si mesma É preciso que ela pense mais a respeito,
Ou sinta em relação aos seus sentimentos,
Ou sensações Procurando responder essas perguntas E na medida que ela supera a vergonha em dizer isso,
Ela está se aceitando À medida que ela procura um psicólogo e começa a falar de si,
Ela está aceitando essa situação Antes,
Ela evitava tocar nesses assuntos Era tabu,
Como se fosse um tabu Ficava só dentro dela,
Ela ficava ruminando esses assuntos Nunca externava,
Nunca falava para alguém Mas no momento em que ela decide contar para alguém,
Isso é sinal de aceitação É preciso que ela aceite aquilo,
Para poder falar sobre isso Uma outra diferença importante,
Uma outra diferenciação que a gente precisa fazer É entre aceitar e concordar Aceitar é uma coisa,
Concordar com aquele conteúdo que eu estou falando,
Com aquele assunto,
É outra coisa Uma coisa é você aceitar o erro,
O seu erro ou imperfeição Aceitar é no sentido de constatar que aquilo está em você É você aceitar,
Eu tenho isso,
Eu tenho esse erro É você se render ao erro ou imperfeição Agora,
Já concordar com esse erro ou imperfeição Significa você executar o erro voluntariamente,
Porque você quer Aceitar não significa você concordar com aquilo Você pode discordar,
Eu não aceito esse erro em mim Eu discordo disso,
Eu não quero isso para mim,
Eu quero mudar E isso é aceitação Por quê?
Porque você está constatando que aquele erro,
Aquela imperfeição está em você Por outro lado,
Você não está concordando com ele,
Vocês viram a diferença?
Então,
Essa diferença é muito importante Geralmente,
O ser humano evita aceitar os seus erros ou imperfeições Com medo de concordar e acabar executando aquilo Então,
É mais fácil ele não tomar conhecimento Eu evito,
Eu deixo aquilo escondido de mim mesmo Eu não sou isso,
Ele nega o erro ou defeito em si mesmo Para evitar executar aquilo,
Porque aí fica mais fácil Então,
Se eu não sou aquilo,
Se eu não tenho esse erro Então eu não vou executar,
Não vou fazer,
Não vou proceder dessa maneira Agora,
É mais difícil realmente você aceitar,
Você saber que tem aquele erro E ao mesmo tempo você falar para si mesmo Não,
Não vou,
Não vou fazer isso Mas é a maneira mais correta de se fazer as coisas De se proceder psicologicamente Porque aí você é consciente do seu erro,
Você pode mudar Você pode se mudar,
Você pode escolher entre fazer ou não fazer Uma frase do Jung que eu gosto muito e que concorda com essa frase de Rogers que eu acabei de citar é Aquilo a que você resiste,
Persiste Aquilo a que a gente resiste em nós mesmos Aquilo que nós resistimos em aceitar,
Acaba persistindo É como uma mola,
Sabe?
Uma mola que você comprime contra a parede Na medida em que você está bem disposto,
Está com energia Você consegue manter a mola comprimida É como se você pegasse um erro seu e comprimisse contra a parede Seria a mola Só que a gente acaba se cansando E na medida em que a gente se cansa,
Essa mola acaba se estendendo novamente Nós ficamos fracos E ela volta ao normal E aí assim que a gente recupera a força,
Voltamos E é assim que todo ser humano faz Com seus erros e imperfeições Ele comprime os seus erros,
As suas imperfeições E com o tempo,
Eles acabam voltando ao normal E ele precisa sempre tentar de novo,
De novo,
De novo Outro aspecto com relação a isso É que o bem e o mal são relativos Como assim?
Não existe nada que seja puramente mal ou puramente bem Aquilo que é muito bom em determinadas circunstâncias Se é empregado em determinado tempo,
Que não é o regular,
O normal para aquilo Acaba se tornando mal E aquilo que é mal,
Se é empregado com consciência No tempo certo,
No lugar certo Acaba se tornando um bem Muita gente,
Por exemplo,
Critica a internet A que a internet é ruim e tal Aquele negócio todo Há um tempo atrás,
Muita gente criticava a TV Ou vários outros equipamentos tecnológicos Mas o interessante disso tudo é o que?
Tomarmos consciência desses equipamentos E empregá-los conscienciosamente De forma consciente Então,
Uma faca pode tanto matar,
Quanto ser empregada para cortar alimentos A mesma coisa ocorre com qualquer aspecto,
Qualquer conteúdo que a gente usa Pessoal,
Por enquanto,
Por hoje,
É só
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