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Amor Próprio

by Isa Lima

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Minutos de Paz é um podcast que fala sobre a filosofia ética do yoga, seus conceitos e assuntos relacionados. Neste episódio, entenda como a prática do amor próprio constrói dentro de nós o lugar mais seguro do mundo, trazendo mais leveza e paz para o nosso caminho.

Transcrição

Namastê,

Eu sou a Isa da Tântrica e aqui nos Minutinhos de Paz hoje a gente vai falar sobre amor próprio e como isso cria a nossa base,

Cria o lugar mais seguro do mundo.

O amor ele nos é fundamental,

A gente nasce dele,

A gente busca isso na vida de várias formas,

Eu vejo que todos os dias eu preciso me deixar levar em alguns momentos pela pureza de que meu coração pede,

Seja quando eu caminho e uma borboleta passa e eu permito que os meus olhos a vejam até que ela vá embora,

Ou quando eu escuto uma das minhas músicas favoritas pela manhã,

Daquelas que me alimentam a alma,

Que me fazem me sentir muito bem.

Eu acredito que nós somos as melhores pessoas para amarmos a nós mesmos,

Porque a gente sabe exatamente o que a gente precisa,

Basta confiar nisso e se manifesta,

Começa a se manifestar com mais frequência também,

Se você se permite ouvir as suas vontades internas e apreciar as coisas que te fazem bem.

E aí vem uma questão então sobre amor próprio,

De como a gente se vê,

Como nos vemos,

Como pessoas que em si têm um potencial maravilhoso de realizar ações,

Amor e sonhos na nossa vida,

Sonhos que a gente tem,

Ou como pessoas que nunca estão satisfeitas consigo mesma,

Que sempre precisam de algo a mais.

E aí eu nunca me esqueço de uma vez em que uma professora de yoga me disse que nós já somos completos,

Que já temos em nós todas as respostas que procuramos.

E nesse dia eu parei de correr na esteira do tempo,

Na pressa de satisfazer todas as minhas necessidades em um plano completamente montado em todos os seus detalhes.

Percebi como isso me deixava presa em uma gaiola que eu mesma criei e que em parte também me foi imposta pela normalidade,

Pelo ambiente,

Pela sociedade em que eu vivo.

E esse anseio de que eu não era suficiente me levava a viver no futuro e não aqui.

E aí quando as coisas davam erradas no meu futuro,

Eu voltava para o passado,

Mas nunca estava aqui.

Aqui,

Onde as coisas lindas acontecem,

Onde a gente realmente aprende,

Onde a gente é completo e a gente tem tudo que a gente precisa,

Mas é preciso se deixar ser,

É preciso se abrir para visualizar isso.

O trabalho de arrimsa da não violência começa dentro e se queremos saber o que é amor e ainda poder compartilhar isso com outras pessoas,

A gente tem que se amar primeiro.

Quanto mais a gente conhece a nossa natureza,

Que é em si tão incrível e diversa,

Que é mutante,

Que é luz e também é sombra,

Melhor a gente vai compreender o outro também.

Isso se espalha,

Uma coisa que começa dentro e floresce para outras pessoas.

E aí é como se a gente tirasse uma mochila pesada e invisível das costas por nos esforçarmos tanto para ser o que nos pedem para ser e também a gente começa a se conhecer melhor,

O que a gente quer,

O que a gente não quer,

O que a gente precisa aceitar em nosso eu,

Em nosso corpo,

Em nossa vida,

Coisas que nós não temos a capacidade de mudar de imediato e coisas que a gente precisa aceitar e coisas que a gente pode planejar para transformar também,

É tirar um peso,

É tirar um peso da nossa própria autocrítica também,

De ficar se cobrando.

E aí a gente consegue andar com mais presença,

Passos mais leves nos nossos momentos.

Quando a gente começa a se abraçar mais,

A dar mais amor a nós,

Respeitar as nossas vontades sem agredir as pessoas e a vida que nos cerca,

A gente ganha uma capacidade maravilhosa de ser a nossa própria casa.

Essa é a nossa maior segurança,

É nela que a gente pode morar em qualquer lugar,

Em qualquer situação,

Inclusive buscar os mais lindos recursos para lidar com as dificuldades que cruzam o nosso caminho.

Eu acho esse tema muito especial,

Muito especial porque ele realmente mexe muito comigo e eu consigo ver naquele lugar,

Aquela mulher que sentou naquele tapete,

Naquela prática de yoga que eu comentei e que se cobrava muito intensamente a ser um projeto,

Uma projeção mesmo de pessoa que via e eu queria chegar naquele lugar,

Mas aquele lugar estava só na minha cabeça.

Enquanto isso não me permitia me abrir para tantas outras possibilidades,

Inclusive harmonizar coisas que eu já olhava para mim e falava,

Olha,

Você não pode mais fazer isso,

Olha,

Isso aqui não dá mais certo,

Olha,

Isso aqui não vai dar mais para fazer e coisas do coração,

Hobbies inclusive,

Coisas que eu gostava muito de fazer e em algum momento da vida deixei de fazer,

Posso voltar a fazer,

Sabe?

Posso me desconectar,

Posso me dar mais liberdade,

Posso buscar sem essa pressão de me definir em alguma coisa e aí eu começo a entender realmente,

Começo a ver a nossa essência quando a gente se permite experimentar,

Se permite estar aqui,

Vivenciar o dia que nos é dado,

Agradecer por mais um dia e também dar mais clareza para a gente planejar algumas coisas sem tanta pressão,

Sem tanta cobrança de que seja exatamente daquele jeito,

Mas se a gente tem um objetivo,

A gente tem que caminhar para ele,

Mas estando com a cabeça aqui,

Porque as circunstâncias podem mudar,

Então a prática da semana que eu deixo hoje é que nos próximos dias você diga se,

Ou até finja,

Se você realmente não acredita nisso,

Que você é completo já e fica atento à forma que você fala consigo mesmo,

Consigo mesma,

Você se diminui e deixe que a sua autocrítica seja uma versão de você muito julgadora,

Experimente transformar um pouquinho essa relação para que ela seja uma aliada,

Uma amiga,

Daquela que ri quando você erra,

Daquela que cai e levanta,

Para fazer de novo,

Observa como os dias ficam mais leves quando a gente tira esse peso e o esforço para ser alguém que a gente não é,

Quando a gente abandona uma ideia que a gente tem de nós mesmos,

Para a gente viver um dia de cada vez,

Nos observar,

Nos conhecer exatamente como somos e se lembrem que a luz e a sombra,

Naturalmente a gente é imperfeito e é acolhendo essa realidade que conseguimos pacificar nossas ações e viver com mais neveza.

Esse é um convite de Arrisa.

Muito obrigada pela sua companhia,

Um beijo e até a próxima.

4.7 (29)

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Kelly

May 4, 2025

Muito sublime e doce, amei

Cleci

January 29, 2025

Gratidão 🙏🏻

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🙏

Daniel

February 3, 2021

Podcast muito profundo e assertivo. Parabéns!

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