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No. 39 - Abraçando a Vida Como Ela é | Podcast Autoconsciente

by Regina Giannetti

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Neste episódio eu trago uma reflexão para apoiar você a aceitar e lidar com uma situação que não está como você gostaria, ou que faz você se sentir infeliz. Vamos pacificar os sentimentos, deixar ir julgamentos e expectativas, reconhecer a situação como ela é e deixar o amor liderar.

Transcrição

Bem-vinda,

Bem-vindo ao Autoconsciente,

Um podcast que entende você para você se entender melhor.

Sou Regina Gianetti,

Praticante,

Instrutora de Mindfulness,

Criadora de um programa de autogerenciamento que eu chamo de Você Mais Centrado,

Para a gente ter mais foco,

Bem-estar e paz com a gente mesma.

Eu faço esse podcast para compartilhar reflexões e ações para uma vida com mais presença,

Com mais autoconsciência.

Isso faz muita diferença na nossa vida.

E a minha intenção,

De coração,

É que ao terminar um episódio,

Você se sinta melhor do que quando começou.

Gente,

Ultimamente eu ando muito novidadeira,

Né?

E a novidade agora é que eu vou compartilhar as referências de conteúdos que eu cito nos episódios,

Nos stories do Instagram.

Quem já me segue por lá sabe que eu divulgo o lançamento de novos episódios assim que eles se extraiam,

Né?

E quem ainda não me segue,

É só me procurar como Regina.

Gianetti ou como Você Mais Centrado.

E se esse é o primeiro episódio que você escuta,

Eu te convido a escutar também o número zero,

Porque nele eu apresento a proposta do podcast e explico o porquê de a gente ter mais autoconsciência.

O autoconsciente é serial.

Os episódios têm uma sequência em que os assuntos vão se aprofundando.

Então é legal escutar desde o começo.

E se você gostar do que vai ouvir aqui,

Compartilha com seus amigos,

Nas redes sociais,

Nos grupos de WhatsApp.

O que faz bem pra você pode fazer pra muito mais gente.

Episódio 39 – Abraçando a Vida Como Ela É Eu começo esse episódio agradecendo muito a vocês que responderam ao meu post no Instagram e compartilharam suas histórias de aceitação das situações difíceis da vida.

Eu recebi várias,

Todas lindas,

Tô recebendo até agora.

É pena que não cabem todas aqui,

Mas pra quem quiser,

Tem o espaço pra comentários da página desse episódio lá no site do autoconsciente.

Você pode deixar a sua história lá,

Tá?

Olha,

Nós vamos ter ainda muitas histórias pra compartilhar aqui no podcast,

Viu?

Porque eu acredito que nós estamos nessa vida pra compartilhar.

Pra compartilhar os nossos dons,

As nossas vivências,

Os nossos aprendizados,

Eu penso que compartilhar nos aproxima,

Faz a gente ver aspectos de nós mesmos nos outros,

Aspectos que a gente precisa trabalhar e também aspectos muito bonitos de compaixão,

De grandeza.

Nós somos todos grandiosos,

Em essência,

E é disso que o autoconsciente veio pra nos lembrar.

A nossa primeira história é a da Marina,

De Sorocaba,

São Paulo.

Ela teve uma gravidez super tranquila,

Aparentemente normal,

E aí o filho caçula dela,

O Pedro,

Nasceu com as mãozinhas defeituosas.

Os dedos dele eram todos colados.

Logo depois também se descobriu que ele tinha sopro no coração e uma má formação na espinha dorsal.

E por fim,

Veio mais uma notícia.

Os médicos diagnosticaram no Pedro uma síndrome rara,

Síndrome Óculo Dento Digital,

Que também é chamada de O3D.

Só pra você ter uma ideia,

Existem 250 casos registrados dessa síndrome em todo o mundo.

A Marina,

Como toda mãe,

Ela desejava que o filho viesse ao mundo com saúde,

Que pudesse levar uma vida normal,

Claro,

E quando ela soube que o Pedro era uma criança especial,

Ela disse que ficou no chão.

O que é que não passa pela cabeça de uma mãe numa situação como essa,

Né?

É muito difícil.

Ela conta que passando o choque da descoberta,

Tudo que ela pensava era em agir.

Nem tinha tempo pra questionar ou lamentar a situação.

Tinha muita coisa que precisava ser feita,

Ter informação sobre a doença,

Encontrar um médico que entendesse daquilo,

Ir atrás de toda ajuda que fosse possível.

A Marina escolheu abraçar sua vida,

Como se apresentava naquele momento,

E continuar abraçando tudo que viesse pela frente,

Porque a gente só pode lidar com aquilo que aceita,

E é disso que trata este episódio,

Aceitação,

Porque nem tudo na vida é como a gente gostaria que fosse.

De repente a gente tem um relacionamento afetivo,

Mas se chateia com alguns comportamentos do nosso par,

Ou talvez o relacionamento como um todo esteja ruim,

Ou quem sabe o problema seja a falta de um,

Né?

De repente a gente tem um bom trabalho,

Mas o chefe é uma pessoa difícil,

Ou é o clima na empresa que não anda bem,

Ou não é nada disso,

Na verdade não estamos felizes com o trabalho,

De repente a saúde vai até que bem,

Mas não estamos satisfeitos com o nosso corpo,

Ou talvez o problema seja justamente a saúde,

Ou a dificuldade financeira,

Ou não ter tempo para vida pessoal,

Enfim,

Tem sempre algo que não está como a gente gostaria,

Mas quem sabe a gente possa abraçar a nossa vida como ela é,

E descobrir o que ela tem para nos oferecer.

Todos nós buscamos estar satisfeitos com a vida,

Nas diversas áreas dela,

Saúde,

Amor,

Sexo,

Família,

Amizades,

Trabalho,

Dinheiro,

E outras tantas que a gente poderia citar aqui,

Mas para quantos de nós algo não está como a gente gostaria?

Eu acredito que para todos também,

Parece que sempre falta alguma coisa,

Tem sempre algo que é motivo de insatisfação,

E aí a gente questiona,

Por que a felicidade não pode ser completa,

Eu me esforço tanto,

Por que tem que ser assim?

A insatisfação com aspectos da vida é quase que a regra na experiência humana,

E infelizmente nos últimos tempos surgiram ainda mais motivos para nos sentir insatisfeitos,

Eu falei disso em episódios passados,

Vale lembrar de dois desses motivos aqui,

Porque eles influenciam muito a nossa percepção da própria vida.

Um dos motivos para a nossa insatisfação é a ideia de ter que estar feliz o tempo todo,

O nosso mundo é uma ditadura da felicidade,

Em que ter problemas,

Em que ter dificuldades e dor emocional é quase como se fosse algo anormal,

E por que?

Porque a humanidade evoluída tem muito conhecimento,

Tem ciência avançada,

Tem tecnologia,

Tem confortos que tornam a nossa vida mais fácil,

E isso cria uma falsa ideia de que tudo é possível,

Uma falsa ideia de que só não é feliz quem não quer,

Até porque também existem terapias e todo tipo de autoajuda para a gente ser feliz.

Ser feliz virou a norma,

E sentir-se insatisfeito ou infeliz fora da norma,

E aí quando temos alguma área de insatisfação na vida,

Sofremos duplamente,

Sofremos com a insatisfação em si e sofremos também por achar que não deveríamos estar insatisfeitos.

Um outro motivo para a insatisfação é a comparação social,

Que também está muito em alta nesses nossos tempos.

Se comparar com os outros é algo que todos nós fazemos,

E que tem um papel importante no nosso desenvolvimento,

É por meio das comparações que a gente avalia as nossas atitudes,

Habilidades,

Os nossos resultados,

A gente cria um ideal para nós,

E isso nos dá a motivação para nos aprimorar.

Até aí tudo bem,

O problema é que nos últimos tempos o surgimento das mídias sociais principalmente ampliou muito as situações e o campo de comparações,

A gente vive numa vitrine global de rostos bonitos,

Corpos sarados,

Casais apaixonados,

Férias perfeitas,

Pessoas bem-sucedidas,

Famílias de comercial de margarina,

E nessa vitrine a gente sempre encontra alguém que aparenta estar mais feliz do que nós,

Aí a gente se compara com o que vê,

E dependendo do que acontece no momento,

Bate a insatisfação com algum aspecto da vida.

As coisas não estão lá muito fáceis para nós,

Não é?

Tem muita coisa acontecendo no mundo,

Muitos problemas,

Mudanças,

Etc e tal,

Mas,

De verdade,

A vida nunca foi fácil,

Em tempo algum.

Pergunte para os seus pais quais eram os perrengues e insatisfações da vida no tempo deles.

Na verdade,

O problema não é a vida,

Ela nunca foi perfeita,

Nunca foi exatamente como a gente gostaria,

O problema somos nós,

Que temos a expectativa de uma vida perfeita.

Estou exagerando que a gente espera isso?

Da boca para fora a gente até diz,

Imagina,

A vida não é perfeita,

Isso não existe,

Mas no fundo,

No fundo,

Nós temos sim expectativas e preferências de como as coisas deveriam ser e acontecer na nossa vida.

Se não tivesse,

A gente não acharia que certas coisas estão erradas ou vão mal,

Não haveria insatisfações.

A pergunta que não quer calar é por que temos expectativas e preferências de como as coisas deveriam ser?

Isso vem da nossa motivação instintiva de evitar o que traz sofrimento e ir em busca do que traz benefício.

Volto e meio eu falo disso aqui no autoconsciente,

Não é?

É porque é um ponto chave para entender como a gente funciona.

Segundo essa nossa motivação instintiva,

O que traz sofrimento é ruim,

Eu não quero,

Eu não gosto,

Não deve acontecer.

E o que traz benefício é bom,

Eu quero,

Eu gosto,

É o que deve acontecer.

Então,

Olha só,

De um lado tem o que a gente evita e de outro tem o que a gente busca.

São extremos,

São opostos,

Opostos que criam uma visão dualista das coisas,

Uma visão de positivo e negativo,

De bom e mal,

De certo e errado,

De justo e injusto,

De agradável e desagradável e por aí vai.

E aí tudo que nos chega,

Acontecimentos,

Experiências,

Informações,

Nós interpretamos segundo essa visão dualista.

A gente pode até ver nuances,

O mais ou menos,

O menos mal,

O ótimo,

O péssimo,

Mas,

De qualquer forma,

Os opostos são sempre a nossa referência.

Se você se observar por 10 minutos numa situação do dia a dia,

Trabalhando,

Caminhando pela rua ou fazendo uma compra de supermercado,

Você vai se surpreender com o quanto a sua mente interpreta e classifica tudo que ela percebe.

Um desconhecido pede informação na rua e você tem percepções imediatas sobre a aparência da pessoa ou sobre o modo como ela fala.

Você toma o primeiro gole de um cafezinho e avalia se está gostoso,

Se está doce,

Se está bem quente ou não.

Você lê uma notícia no jornal e interpreta se aquilo é bom ou ruim.

É como se a nossa mente fosse um pêndulo que oscila o tempo todo entre os opostos das nossas percepções.

Agora,

Um dado sobre as nossas interpretações sobre as coisas é que elas são relativas.

Quer dizer,

Uma mesma situação pode ser vista como positiva por uma pessoa e negativa por outra.

30 graus de temperatura é bom para quem está na praia,

Mas não é para quem anda na rua de terno e gravata.

Imagine que o seu celular cai e quebra.

Isso é péssimo para você,

Mas não é para a pessoa que vai consertar o celular.

Imagine que no seu trabalho acontece uma mudança que favorece você,

Mas é ruim para um colega.

Já deve ter acontecido algo assim na sua vida.

O que também acontece é uma situação ser vista como positiva e negativa pela gente mesma.

Imagine que você conseguiu o ingresso para um show da sua banda preferida,

Mas aí,

Bem no dia do show,

Você amanhece com gripe,

Com febre,

Com o corpo péssimo e não pode ir,

Claro.

E você vende o ingresso para um amigo.

O show é num lugar aberto e logo de cara cai uma tempestade que estraga completamente o espetáculo.

O seu amigo nem fica até o fim e volta todo ensopado para casa.

Ou seja,

Foi ruim ter perdido o show porque você queria ir.

E também foi bom porque o show acabou sendo uma grande decepção.

O que a gente pode concluir disso,

Então?

Que as situações em si são o que são,

São neutras.

Positivo ou negativo,

Bom ou ruim,

Etc.

,

Etc.

,

São os julgamentos que fazemos das situações segundo a nossa visão dualista.

Isso de analisar,

Comparar e julgar é o modo padrão da mente humana,

Que tem lá a sua importância nas questões práticas da vida,

É verdade.

Julgamos se um trabalho está bom,

Se uma roupa foi bem passada,

Se um aparelho funciona direito ou se um produto vale o preço de etiqueta.

O problema é que estamos condicionados a enxergar as coisas dessa maneira.

E aí nos surpreende que a gente tenha expectativas e preferências sobre as situações da vida e faça julgamentos quando elas não correspondem ao que a gente quer.

A gente,

Inclusive,

Se julga por situações negativas que acontecem na nossa vida,

Se compara com as outras pessoas,

Se culpa até por estar passando por aquilo.

Na nossa ótica,

Essas são situações que não poderiam acontecer e a gente reage com reclamação,

Lamentação,

Indignação,

Com inconformismo.

Ficam aqueles pensamentos do tipo,

Mas isso é muito injusto,

Por que tem que ser assim?

Por que eu?

Por que comigo?

Aí a gente briga com outras pessoas,

Com o mundo,

Com a vida,

Até com a gente mesma.

A gente gasta uma energia absurda para resistir às situações difíceis da vida,

Como se isso pudesse forçar as coisas a serem como a gente quer.

Só que não funciona,

Né?

Na verdade,

Isso só aumenta o nosso desgaste,

O estresse e a dor.

E é aí que entra a aceitação.

Tem aquele ditado que diz,

Aceita que dói menos.

Não é um ditado muito simpático,

Mas é verdadeiro.

No mundo do mindfulness,

A gente costuma falar em primeiro e segundo sofrimento.

Imagine que o seu par termina sem mais nem menos,

Um romance que ia bem,

E isso dói muito em você.

E essa dor que é provocada pelo fim da relação é o primeiro sofrimento.

Mas a coisa não para por aí.

Você não se conforma com o rompimento e aí fica imaginando os motivos e relembrando cada palavra que escutou e analisando o que deu errado.

Esses pensamentos e interpretações sobre o que aconteceu prolongam a dor da separação e criam uma segunda camada de sofrimento.

É o sofrimento por estar sentindo dor.

É como cutucar a ferida aberta.

E o que seria ter uma atitude de aceitação nesse caso?

Seria encarar a situação como ela é.

O outro terminou,

Não quer mais saber,

Não quer dar explicação.

Não tem nada que se possa fazer.

Acabou.

Ficar ruminando isso só vai tornar tudo mais difícil.

Aceitação é uma das atitudes ligadas à prática de mindfulness.

E quem fala disso muito bem é o John Kabat-Zinn,

Que é um professor de medicina americano que introduziu a meditação no tratamento do estresse.

No livro Atenção Plena para Iniciantes,

Ele explica que a aceitação não é simplesmente engolir tudo o que acontece,

Nem é uma resignação passiva.

A atitude da aceitação é observar como as coisas são,

É buscar uma clareza de visão para que a gente possa ter uma ação consciente.

Eu vou abrir aspas aqui para o professor.

Se as coisas estão indo para o inferno em uma bolsa de mão,

Ter consciência disso pode lhe dar um lugar para ficar de pé,

Uma orientação para agir no momento seguinte.

Mas se você não vir nem aceitar as coisas como elas realmente são,

Não vai saber como agir.

Mesmo que se sinta oprimido pelo medo,

Ter consciência do medo permite lidar com ele para que ele não trabalhe contra você.

Então aceitar é simplesmente reconhecer a situação que está presente na nossa vida.

É contemplá-la como ela é,

Despida dos nossos julgamentos e,

Em lugar de reagir automaticamente ou resistir à situação,

Focar a nossa energia para lidar com ela da melhor maneira possível.

Foi isso que a Marina fez na história que eu comecei a contar lá no início.

Ela dirigiu toda a sua energia para saber lidar com a síndrome do filho e,

Com isso,

Ela encontrou um grupo de discussão sobre a doença,

Um grupo com pessoas do mundo todo que se ajudam e trocam informação,

Encontrou bons médicos para fazer o acompanhamento do Pedro e as coisas começaram a se encaminhar.

Ele já fez quatro cirurgias corretivas e está bem,

Mas vai sempre precisar de acompanhamento porque alguns problemas ainda podem surgir mais para frente.

E a Marina está aceitando isso também.

Aqui e agora ela está feliz porque o filho leva uma vida normal.

A Marina conta que ter um filho especial tem ensinado muito para ela.

São lições de paciência,

De tolerância para com certas situações e de empatia.

Porque levando o Pedro para médicos e hospitais,

Ela conheceu as histórias de outras famílias,

As dores de outras famílias e se sentiu muito próxima dessas pessoas.

E aqui a gente tem um ponto muito importante sobre as situações da nossa vida que não estão como a gente gostaria.

O que a gente pode aprender com elas?

O que elas podem transformar em nós?

Nos Estados Unidos viveu um escritor que falava de espiritualidade chamado John Roger que deixou um trabalho muito bonito.

Num dos livros dele,

O título é Momentum,

Deixando o amor liderar.

Ele trata justamente dessa questão das áreas da vida que não vão bem.

Para ele,

Nessas áreas em que a gente vê um desequilíbrio,

Existe,

Na verdade,

Um movimento.

Esse movimento pode causar um certo incômodo ou insatisfação,

Mas é onde existe uma grande oportunidade de mudança.

Eu vou compartilhar um trecho dele aqui com você,

Abre aspas.

Em vez de resistir à falta de equilíbrio ou decidir que a falta de equilíbrio é algo que está mal,

Aceite que é algo que está acontecendo nesse momento.

E apesar do que os seus julgamentos possam lhe dizer,

Raramente é algo que esteja errado na maior parte das situações da vida.

Qualificamos essas experiências como erradas quando não são como queremos,

Ou quando alguém com autoridade nos diz como deveriam ser.

Mas quando vemos a falta de equilíbrio como um movimento em vez de ver como uma deficiência,

A vida se torna uma aventura.

No lugar de tratar constantemente de arrumar situações,

Comece a observar essas experiências para ver o que poderá aprender com elas.

Fecha aspas.

A proposta do John Roger nesse livro é que a gente deixe o amor liderar as nossas atitudes nas situações difíceis,

E lhe sugere duas práticas muito interessantes.

A primeira é dizer eu amo isso para tudo aquilo que é difícil,

Que nos deixa insatisfeitos,

Que nos contraria.

Está enfrentando uma dificuldade no trabalho?

Eu amo isso.

Tem conflito com alguém?

Eu amo isso.

A empregada foi embora?

Eu amo isso.

A grana está curta?

Eu amo isso.

Apareceu um problema?

Eu amo isso.

A gente também pode usar palavras diferentes conforme a situação.

Está sentindo medo,

Tristeza ou frustração?

Eu me amo por me sentir assim.

Cometeu um erro?

Eu me amo nessa situação.

O comportamento de alguém irrita você?

Eu amo fulano por agir assim.

Olha,

Eu sei o quanto é desafiador a gente dizer que ama as nossas situações difíceis.

E não se preocupe se,

No começo,

O que você diz não tem nada a ver com o que você sente.

Tipo,

Você diz eu amo isso para uma situação que deixa você furioso.

Nós somos humanos,

Temos emoções e assim é.

O que importa é a intenção com que a gente afirma eu amo isso.

Essa é uma afirmação de aceitação.

É você afirmando para si mesmo que aceita aquilo como é.

Quanto mais a gente praticar isso,

Mais natural vai ficando.

Dizer eu amo isso me ajudou muito a incorporar a atitude da aceitação.

No começo destoava,

Né?

Parecia até meio irônico.

Mas eu continuei praticando e o sentido dessa afirmação foi mudando para mim,

Até soar como uma intenção verdadeira,

Uma abertura para abraçar a situação,

Confiando que aquilo iria trazer algo de bom para mim.

E aí ficou sincero dizer eu amo isso.

A segunda prática sugerida pelo John Roger é para aqueles momentos em que a gente precisa tomar uma ação para lidar com a situação difícil.

E é uma prática que super combina com a meditação.

Ele diz para a gente procurar um lugar calmo,

Se aquietar e se perguntar,

O que o amor faria agora?

E aí se abrir para as respostas que vierem no nosso interior.

Pode ser na forma de imagens,

De pensamentos e até de sensações.

Ele também diz que é importante verificar cada resposta que chega para filtrar as interferências do nosso ego.

Se um pensamento que vier for de algo que pode nos ferir ou ferir alguém,

Deixe esse pensamento de lado.

E se o que vier levar ao bem-estar,

À harmonia,

À felicidade ou à realização,

Então o amor está presente e você pode seguir por aí.

Olha,

Deixar o amor liderar é algo que para mim faz muito sentido.

A sensação que me dá quando eu deixo o amor liderar é de paz,

É de confiança de que tudo está como deveria estar.

Eu vejo o amor liderando também nas histórias de aceitação que eu recebi.

Amor na história da Marina e do seu filhinho Pedro.

Amor na história do Mihael que aprendeu a aceitar as suas crises de pânico.

Amor nas histórias da Rúbia,

Do Ezequias,

Da Suelen,

Da Viviane e tantos outros que me escreveram.

E eu vou encerrar esse episódio com mais uma dessas histórias.

Essa aqui é a da Stoney,

De Larges,

Santa Catarina.

Ela é bancária e aceitou o desafio de ser gerente em uma agência em outra cidade.

Tinha que viajar todo dia.

Era uma rotina puxada,

Sair de casa às oito,

Chegar às vinte,

Cuidar do filho de um ano e ainda trabalhar mais um pouco depois que ele dormia.

Aí um dia ela sofreu um acidente de carro muito grave no caminho para o trabalho.

Ela bateu num caminhão.

O carro se acabou e por milagre a Stoney só teve algumas fraturas.

Ela precisou fazer cirurgia,

Aquela coisa toda,

E voltou para a casa de cadeira de rodas.

Não podia fazer nada.

Mas nesse período de recuperação ela refletiu muito sobre a vida que estava levando.

Ela tinha aceito o cargo de gerente pelo salário para dar o melhor para sua família,

Mas estava se sacrificando muito por isso.

Quando ela tentou voltar ao trabalho apareceu um estresse pós-traumático.

Fazer aquela viagem de novo,

Passar por aquela estrada de novo,

Isso reavivou o choque do acidente e não dava mais para trabalhar naquela agência.

Então o banco fez uma proposta para ela,

Voltar para a agência na cidade dela,

Mas aí seria num cargo inferior,

Que era o que tinha disponível lá,

Para ganhar metade do salário.

Ela ouviu muitas pessoas dizerem,

Você não pode aceitar isso,

Né?

Voltar para trás depois de tudo que conseguiu?

Mas ela aceitou sim.

Aceitou abrir mão do cargo e do salário para estar mais presente para o filho,

Ter mais tempo para a família,

Mais tempo para o que é mais importante para a vida dela.

A Stoney também deixou o amor liderar,

E aliás,

Hoje ela é gerente na agência da cidade dela.

Olha sinceramente,

Depois dessas histórias,

Eu não tenho muito mais para dizer,

Apenas lembrar que nem tudo na vida pode estar como a gente deseja,

Mas quem sabe fique melhor se a gente abraçar a vida como ela é.

Que você esteja em paz,

Um abraço.

4.9 (220)

Avaliações Recentes

Inês

June 21, 2025

Sensível, inteligente, emocionante. Gratidão.🌹

Tânia

September 12, 2024

Regina, obrigada pela oportunidade em ter conhecido você 🙏

Sandra

April 30, 2024

Maravilhoso, amei ❤️❤️

Verônica

December 20, 2022

Foi maravilhoso a maneira como definiu aceitação para o mindfulness !!! Obrigada 🙏🏻

Ivana

August 31, 2022

Obrigada! Que reflexão profunda!!! Me fez um bem enorme!

Natália

August 18, 2022

Perfeito!

Caroll

July 13, 2022

Gratidão

Vanessa

July 8, 2022

Sem mais palavras. Cada episódio do Autoconsciente é uma auto permissão de crescimento. Grata pelo compartilhamento das histórias de demais isso me fez acolher e aceitar a minha de forma mais leve e no aqui e agora. 🌷

Juliana

May 3, 2022

O meu dia ficou muito mais feliz ☺ gratidão

Neiva

April 22, 2022

Suave como uma leve brisa…🌿

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