
Como Tirar Suas Metas do Papel
Estamos em busca de ir atrás daquilo que queremos. Mas como resolver agir e concretizar tudo o que está em nossas mentes? Pra tomar coragem e refletir sobre como tirar nossas metas do papel, conversamos com Natália Santoianni, que tem ajudado muitas pessoas nesse caminho. Ouça nosso bate-papo, e entenda como se livrar dos julgamentos e ter mais clareza do que precisa para tornar o que você deseja, realidade.
Transcrição
Quantos projetos ou ideias você já teve,
Mas que nunca colocou em prática?
Ou então acabou abandonando?
Na maioria das vezes,
Muita gente sente dificuldade em avançar até que seus planos se concretizem.
Mas por que sentimos essa dificuldade?
Medo,
Insegurança,
Falta de foco,
Ânimo e clareza?
Já aconteceu com você?
Hoje temos acesso a uma quantidade de informações como nunca visto.
Mas será que isso nos ajuda ou acaba nos confundindo?
Eu sou Júlia Guarnieri.
E eu sou Bárbara Duse.
E este é o Pra Mim Eu Digo Sim Podcast.
Hoje vamos falar sobre como ter clareza te ajuda a concretizar seus planos,
De que forma geralmente as pessoas se sabotam,
Como não deixar que o medo de falhar te impeça de tentar,
Metas possíveis e planejamento.
E pra isso a gente vai conversar com a Natália Santoriani,
Que trabalha como mentor e coaching de mulheres e acredita que quando temos clareza de quem somos,
Tudo fica mais fácil.
Oi Nath,
Obrigada por estar aqui hoje.
É um prazer te receber.
Eu sei que antes você trabalhava no mundo corporativo e em algum momento você resolveu criar o seu negócio próprio e passou a ajudar as pessoas com seus projetos e metas.
Como que foi pra você esse processo?
Como que você fez a transição?
Oi meninas,
Primeiro de tudo,
Muito feliz em estar aqui nesse projeto lindo de vocês,
Muito honrada e vamos lá contribuir com a galera que tá ouvindo a gente.
Então,
Como as meninas falaram,
Eu já trabalhei num mundo corporativo,
Né?
Sou formada em administração e em design,
Então vim de um mundo onde era mais focada em empresas,
Em resultado,
Marketing e trabalhava também.
.
.
Cheguei a trabalhar em multinacionais,
Então é uma pegada bem diferente do que eu trabalho hoje.
E é engraçado porque se me falassem há alguns anos atrás que hoje eu seria empreendedora,
Que trabalharia com desenvolvimento humano,
Com mulheres,
Que estaria me expondo nas redes sociais,
Eu nunca acreditaria.
Mas essa jornada acabou me levando a chegar até aqui.
Então,
Depois de um tempo trabalhando nessas multinacionais,
Eu comecei a me questionar.
Teve um momento em que eu não me via mais fazendo aquilo ali por muito tempo.
Eu não me sentia realizada.
Eu comecei a sentir,
Digamos assim,
Um vazio.
E por ter me formado tanto em administração como em design,
Ter trabalhado além de e agências de publicidade,
Na minha cabeça era assim,
Não,
Eu já tentei de tudo e eu não vou me sentir mais realizada em nada,
Eu vou estudar para concurso,
Porque o que importa no fim das contas é eu ter qualidade de vida.
Naquele momento eu atribuí a qualidade de vida,
A estabilidade financeira e fui estudar para concurso,
Só que não foi uma escolha de dentro para fora.
Foi muito mais porque eu me vi perdida ali e naquele momento não se falava tanto em autoconhecimento quanto se fala hoje.
Então é muito importante esse debate que está tendo.
O projeto de vocês também vem muito trazer isso.
Então isso é muito importante para a gente trazer essa clareza de quem a gente é.
Aquele momento lá atrás eu não tinha clareza de quem eu era,
Do que eu queria,
Então eu tava tomando as escolhas muito mais pelo externo,
Pelo que normalmente as pessoas fazem.
E aí nesse processo eu comecei a me cobrar demais,
Fiquei ansiosa,
Me cobrando muito a ter um resultado,
Ter um status.
Então eu tava ali estudando pra concurso e eu queria,
Me comparava com as outras pessoas e queria ter um resultado que naquele momento eu ainda não tava tendo.
E acabou que eu me cobri.
Descobri demais nesse processo e fui me anulando.
Fui deixando de sonhar,
Fui deixando de vibrar e a partir desse processo que eu fui tendo uma ansiedade muito forte,
Comecei a sentir falta de ar,
Etc.
Eu,
Opa,
Alerta vermelha,
Né,
Deixa eu entender o que está acontecendo aqui comigo,
Porque eu nunca tinha sentido isso antes,
Inclusive foi muito novo.
Então,
Essa foi basicamente,
Foi o meu chamado,
Vai,
Se fala muito em chamado,
Né,
No autoconhecimento,
E eu acredito muito que essas coisas que acontecem na nossa vida,
Seja de ansiedade ou seja de outras questões mais profundas que a gente acaba tendo,
São um chamado pra gente ter essa clareza de quem a gente é e entender o que a gente tá trilhando.
Então,
A partir daí,
Eu fui buscar o meu próprio autoconhecimento,
Fui me entender,
Fui buscar o que eu realmente queria,
E aí eu entrei nesse mundo do desenvolvimento humano,
Conheci o mercado do coaching,
De consultorias,
De mentorias,
De forma geral,
Psicologia Positiva,
E hoje eu tô aqui.
Basicamente,
Resumidamente,
Se eu posso falar,
Foi isso que me fez hoje fazer o que eu faço.
Entendi,
Nath.
E assim,
Quanto tempo que você ficou nesse processo,
Você acha,
Até você descobrir e ter mais clareza do que você queria?
Você tem noção mais ou menos de quanto tempo durou isso?
Tenho.
Que tem assim.
No período que eu estava estudando para concurso,
Que eu posso dizer que foi tipo assim,
Não sei o que eu vou fazer da vida,
Eu vou estudar para concurso,
Eu fiquei três anos estudando e aí foi mais ou menos uns dois anos e meio que me deu essa crise de ansiedade e aí eu fiquei uns seis meses nessa busca para descobrir o que é que realmente faria sentido para mim e aí eu entrei para o mundo do desenvolvimento humano.
Então,
O que é que eu vejo hoje?
Se lá atrás,
Ao invés de eu tomar a decisão E aí,
Vou estudar para concurso,
Já que eu não sei o que fazer.
Se eu fosse me descobrir de verdade,
Tudo seria muito rápido.
Então,
No processo de autoconhecimento,
Quando começou para eu encontrar a luz no fim do túnel,
Foi mais ou menos uns seis meses.
E aí,
Hoje eu estou há três anos empreendendo.
Então,
Isso faz o quê?
Uns três anos e meio.
Porque eu posso dizer assim,
Quando eu descobri esse mundo do desenvolvimento humano,
Comecei a ir a treinamento de inteligência emocional,
Passei por processos de coaching e tudo mais,
Eu disse,
Caramba,
É isso,
E tipo,
Eu vi onde estavam os meus erros de tomar escolhas ou tomar um rumo pra minha vida que não fazia sentido pra mim,
Eu disse,
Caramba,
Quantas outras pessoas também não estão vivendo a sua vida pautada nos outros,
Nesse olhar externo,
Sem saber o que é que elas realmente querem.
Então,
Esse meu despertar pra ver que várias coisas da minha vida estavam desalinhadas por simplesmente eu não saber quem eu era,
Me ajudou também a olhar alguma coisa que realmente fazia sentido pra mim.
Pronto,
Fez o meu olho brilhar.
Então,
Uma coisa que eu tinha perdido foi esse brilho nos olhos,
Porque no começo,
Quando eu comecei a trabalhar em multinacionais,
Eu era muito,
Sabe aquela pessoa que veste a camisa da empresa?
Eu era muito essa pessoa,
E com o passar do tempo eu fui perdendo isso.
Então,
Como eu perdi isso,
Eu achei que nunca mais eu iria me realizar.
Então,
Ter esse brilho nos olhos de novo foi o que fez eu dizer,
Não,
Beleza,
Me encontrei.
Claro que esse processo de autoconhecimento acaba.
Então,
Cada vez que a gente se conhece mais,
A gente vai galgando novos degraus.
Então,
Essa questão da clareza.
Por que é tão importante a gente entrar em movimento?
Porque a gente nunca vai ter clareza 100% de tudo,
Como,
Às vezes,
A gente gostaria.
Então,
Às vezes,
Quando a gente está em busca de novas direções ou de novos caminhos pra gente,
Eu vejo muitas pessoas travarem porque elas não têm essa clareza 100%.
Sendo que a gente só vai ter uma clareza maior,
Quando a gente dá os nossos passos.
Então,
Por exemplo,
Quando eu decidi fazer a minha formação em coaching,
Um pouquinho antes,
Eu disse,
Poxa,
Será que é isso mesmo que,
Pô,
Eu vou querer trabalhar com isso para o resto da vida?
Será que,
Sabe?
Mas eu tinha que ir,
Eu tinha que fazer para depois entender se era aquilo ou não.
Claro que a gente vai sair fazendo as coisas aleatoriamente,
Né?
A partir dali,
Eu já tinha algum autoconhecimento e vi que fazia sentido para mim.
Mas é uma descoberta que a gente vai trilhando.
Então,
Por exemplo,
Naquele começo,
Eu trabalhava só com coaching,
Hoje eu trabalho com mentoria também,
Porque eu tenho minha própria jornada,
Fui ganhando experiência,
Tirei o meu projeto do papel e hoje eu consigo também ajudar outras pessoas a tirarem seu projeto do papel,
A empreenderem,
Viverem do que amam.
Então,
Nunca tem um ponto final nessa jornada do autoconhecimento,
Mas tem uma base pra gente tomar decisões mais assertivas.
Então,
A cada momento a gente vai ir se conhecendo,
Né?
É assim que eu enxergo,
Pelo menos.
Ouvindo você falar sobre esse processo de transição de carreira,
Parece ser uma coisa muito factível.
E quando eu penso em termos de clareza de quem somos,
Do que gostamos,
O que faz bem,
O que não faz,
O que a gente quer,
Eu acho que fica bem mais fácil entender o que precisa ser feito.
Mas pensando em qualquer projeto,
Seja uma mudança de emprego,
Que foi no seu caso,
De carreira,
Seja lançar um novo negócio ou um negócio próprio,
Ou mesmo se aventurar em um novo rolê,
Ou tentar um novo esporte,
Por exemplo,
Como é que eu,
A gente,
No caso,
Quem está nos ouvindo agora,
Pode começar a tirar seus planos do papel?
Porque o que eu queria entender é como é que funciona?
Quais são os primeiros passos?
Perfeito,
Ju.
Muito boa a sua pergunta.
O primeiro passo é,
De fato,
Ir atrás dessa clareza.
Então,
O que eu trabalho é baseado em três pilares.
Clareza,
Autoconhecimento e movimento.
Então,
O autoconhecimento vem dessa clareza de quem a gente é.
Então,
Para qualquer projeto que for.
Você falou aí de um novo esporte,
De alguma coisa nova.
É a gente entender o que faz sentido para a gente.
Não é só tentar o novo pelo novo.
E a gente vai entender o que faz sentido para a gente nessa descoberta.
Se aprofundando,
Buscando ou ferramentas,
Ou profissionais,
Ou livros,
Não tem um único caminho de autoconhecimento.
E até,
Por exemplo,
De reflexão mesmo,
De parar,
Pensar,
Refletir,
Escrever.
A escrita é uma ferramenta muito poderosa de autoconhecimento e que ajuda a gente a ter essa clareza.
Então,
Por exemplo,
Se você está pensando num novo projeto,
Começa a se questionar disso,
Para gerar mais essa clareza.
Por que ele faz sentido pra mim?
O que é que me empolga,
O que é que me dá,
Me deixa animada para esse projeto.
Ou então,
Para quem não tem um projeto,
Que é muito comum isso,
Viu,
Ju?
É a pessoa assim,
Ai,
Beleza,
Quero alguma coisa nova,
Ou quero empreender,
Ou quero,
Né,
Alguma coisa,
Algum projeto novo na minha vida,
Mas não sei por onde começar.
E isso,
Muitas vezes,
É um indício de que está faltando esse autoconhecimento no sentido de entender o que é que você quer,
O que é que você quer construir,
Qual é a vida que você quer viver.
E isso acontece muitas vezes porque a gente parou de sonhar.
A gente cresceu,
Veio para o mundo adulto,
Entendeu que tinha que ser racional,
Que tinha uma cartilha a ser seguida,
A mais B igual a C,
E aí quando você vê,
Não é nada disso.
E aí você fica,
Meu Deus,
E agora?
Então eu acho que essa clareza também começa a vir mais profundo quando a gente volta a se permitir sonhar.
Então quando a gente se permite sonhar,
E deixa de achar que isso besteira,
A gente começa a resgatar desejos que a gente tinha vontade,
Que a gente tinha às vezes sonhos de criança ou às vezes novos sonhos,
Porque a gente também muda e isso começa a fluir.
Então uma pergunta que eu gosto muito já para quem tá ouvindo a gente começar a gerar essa clareza é o seguinte,
Imagina que aparece o gênio da lâmpada aí pra você.
Você pode pedir qualquer coisa na sua vida.
O que você pediria hoje?
E eu sei que talvez algumas pessoas diriam,
Ah,
Eu pediria não sei quantos milhões de reais,
Pediria isso,
Pediria aquilo.
E aí vai entender,
Por exemplo,
Para quem respondeu,
Ah,
Não sei quantos milhões de reais,
O que você faria com esse dinheiro,
Sabe?
Então é entender o que é que tá por trás,
Porque às vezes a gente acha que é tudo muito difícil,
Que sonhar é perda de tempo,
Porque a gente foi ensinado a isso e tal,
Só que é isso que vai mover a gente,
É isso que vai dar para gente,
A coragem de depois fazer as mudanças que a gente vai precisar.
Porque,
Cara,
Se tem uma coisa que eu tive,
Foi medo.
Quando eu decidi empreender,
Eu nunca fui uma empreendedora nata,
Sabe,
Meninas?
Então,
Assim,
Isso nunca foi natural para mim.
Eu sempre fui uma pessoa super introvertida,
Tímida,
Insegura.
Então,
Quando eu disse,
Caramba,
Eu vou empreender,
Quem vai mandar os clientes para mim?
Acostumada com o formato corporativo que tinha lá,
Cada área tinha o seu A empresa tem o seu departamento e eu vou ter que ir atrás dos clientes,
Eu vou ter que vender.
Então assim,
Já conectando,
Claro,
Com essa minha trajetória,
Mas isso pra qualquer outro sonho.
Quando a gente pensa num sonho,
Num projeto,
Sempre vai ter alguma coisa que vai tirar a gente da zona de conforto.
E se a gente for só por isso,
Sem conectar aquilo de verdade com o nosso coração,
As coisas não acontecem.
Então eu falo muito que a gente tem que conectar mente,
Coração e a saúde.
Muitas vezes as pessoas ficam só querendo ir lá,
Fazer a ação,
Executar e uma hora não vai,
Trava.
Por que?
Tá faltando às vezes o coração pra ter aquela paixão,
Pra ir,
Pô,
Eu vou mesmo com medo,
Eu vou me preparar.
Também você não precisa queimar a ponte,
Né,
Como falam,
Jogar tudo pro alto.
Mas como que eu posso me preparar?
Como que eu posso começar a me movimentar pra ir na direção do que eu quero?
Então acho que conectando essas coisas e respondendo lá a tua pergunta.
Eu acho que começa a gente se permitindo para sonhar e se permitindo se conhecer num nível mais profundo para conseguir ter essa clareza.
Não,
Exato.
E assim,
A gente tem muito.
.
.
A gente tem vontade.
Eu acho que nem pessoas se conseguem ser mais sonhadoras,
Assim,
Do que outras.
Acho que isso vai muito do perfil,
Né,
De cada um.
Eu me identifico com esse perfil.
De sonhadora?
Eu também,
Só que às vezes eu,
Por exemplo,
Né,
Você falou da escrita.
E pra mim eu concordo super,
Assim,
A escrita funciona demais,
Eu já escrevi muito sobre tudo que eu gostava de fazer,
O que eu não gostava,
Quando eu tava tentando descobrir também algo pra eu criar um negócio próprio,
Enfim Só que daí eu comecei a perceber que eu fazia listas,
Tipo,
Imensas,
Sabe?
Que quando eu olhava praquilo,
Eu falava,
Nossa,
Eu desisto,
Sabe?
É muito difícil,
Eu não vou conseguir fazer isso E aí eu percebi que era uma forma de auto-sabotagem,
Sabe?
Eu ficava criando dificuldades meio que pra mascarar um medo de que eu tava tendo de agir,
De tomar uma decisão,
De às vezes decepcionar alguém.
Eu acho que isso também é um negócio que pega com muita gente,
Sabe?
Medo de decepcionar pai,
Mãe,
Ou.
.
.
Acho que até nós mesmos,
Né?
Nós mesmos,
É.
Medo do que a gente não conhece,
Né?
É,
Que foi aquilo que você falou,
Quando você falou que resolveu empreender,
Você também teve medo,
Você não sabia como ia ser.
Sim.
E isso eu acho que em tudo,
Né,
Até tudo que é novo,
Que a gente não conhece,
Eu acho que todo mundo tem um certo receio,
Um medo,
Alguma.
.
.
Limitação.
Toda mudança gera um desconforto.
Com certeza.
Ninguém falou que ia ser gostoso mudar e aí entra o que a gente até falou no nosso último episódio.
Êêê.
.
.
E não sei,
Queria escutar de você um pouco sobre isso,
Né?
Ou que.
.
.
Como que esse medo atrapalha as pessoas e como a gente pode não deixar isso ser um impedidor pra tirar nossos projetos do papel.
Nossa,
Essa questão do medo é o principal,
Né?
Porque qualquer movimento,
Qualquer mudança,
Qualquer novo projeto que a gente tá indo,
Vai tirar a gente da zona de conforto.
E aí vem a questão do instinto natural,
Né?
De,
Opa,
Não,
Vamos sobreviver.
Aí vem a autossabotagem,
Né?
Os nossos sabotadores internos e vem,
Não,
Peraí,
Fica aí quietinha.
A gente foi feito pra sobreviver.
A gente funciona dessa forma e quanto menos energia a gente gasta,
Né?
Melhor,
Né?
De forma bem simples para o nosso cérebro,
Digamos assim.
Então,
Quanto menos energia a gente gasta,
Melhor.
Então,
Vou poupar energia.
Como é que eu poupo energia?
É me desafiando?
É me arriscando?
É talvez arriscando errar,
Perder dinheiro,
Perder tempo ou ser julgada?
Ou é ficando quietinha no cantinho?
É ficando quietinha.
E aí vem uma pergunta que eu faço muito para minhas mentoradas,
É o seguinte.
Você tem a opção de,
Uma,
Ir pelo lado,
De fazer acontecer,
É se preparar,
Ir mesmo com medo e se desafiar,
Ou você tem a opção de atender esses sabotadores que querem que você fique quietinha.
Então são dois caminhos.
Você quer ser feliz e realizar seus sonhos,
Tirar seus projetos do papel,
Ou você quer só sobreviver?
A missão dos sabotadores é fazer com que a gente sobreviva.
E a gente tem duas opções.
Beleza,
Eu vou só sobreviver,
Ficar aqui quietinha,
No cantinho,
Por mais que seja zona de conforto,
Não é gostosinho.
Então é muito escolher a dor que a gente quer sentir.
Então a gente pode sentir a dor da estagnação e a dor do crescimento.
A dor da estagnação é quando a gente,
Poxa,
Eu queria tirar tal projeto,
Eu tenho um sonho e tal,
Mas é muito difícil,
É complicado,
Porque as pessoas vão pensar e se der errado e tal.
Isso fome muito a gente também.
Ou a gente tem a opção de ir pelo caminho da dor do crescimento.
Pô,
Não é fácil,
É desafiador.
Vocês falaram aí,
Por exemplo,
Do receio das outras pessoas,
O que elas vão pensar,
O que elas vão falar.
No meu caso,
Por exemplo,
Meus pais não me apoiaram.
Eles achavam que não ia dar em nada,
Que eu não ia poder me sustentar com isso.
Então,
Assim,
É muito difícil quando a gente não tem o apoio das outras pessoas,
Mas é uma coisa que eu falo sempre,
É o seu sonho.
Então,
Não dá lag isso para outras hoje.
A maior apoiadora tem que ser você mesma.
Então não é uma coisa que é fácil porque é muito mais fácil quando a gente tem todos os recursos,
Todo o apoio e mesmo assim mesmo assim,
Tem os nossos desafios internos.
A nossa maior batalha é essa batalha interior.
Então,
Esse medo vem por conta dessa questão de auto-sabotagem.
A partir do momento que a gente tem clareza de quem é,
A gente volta para o primeiro ponto de entender quem a gente é.
Entender que uma pessoa,
Por exemplo,
Vai se sabotar mais pelo perfeccionismo,
Por querer complicar e deixar difícil,
Como foi o caso aí que a Bárbara falou.
Por exemplo,
Eu tenho uma ideia megalomaníaca aqui de um projeto vai ter não sei quantos pilares e tantas coisas e tal e aí às vezes vai ficando tão complexo que putz você olha para aquilo ali caramba isso vai dar muito trabalho vai ser muito difícil vai precisar de muito dinheiro muito tempo não vou conseguir ou então tem outros sabotadores que são do tipo ai vou me esquivar vou me esquivar dessa situação porque eu vou ficar no que é mais prazeroso no que é mais agradável só que aí fica o que com aquele sentimento ali de que poxa não tô vivendo aquilo que eu queria viver então assim esses mecanismos os termos vão travando a gente,
E é natural.
Agora,
Quando a gente entende esses mecanismos e aí vem o papel do autoconhecimento,
A gente vai abrindo espaço pra quê?
Pra se empoderar.
Então,
Assim,
A meu ver,
Esse processo de tirar algum projeto do papel,
O autoconhecimento faz um papel de empoderar a gente pra que a gente consiga seguir apesar desse medo.
E também começar aos poucos eu acho que é o mais.
.
.
É porque quando você começa aos poucos aquilo não te assusta,
Você não precisa se expor tanto às vezes e você acaba meio que tendo um tempo maior para ir se adaptando com a mudança que está acontecendo,
Não só na sua vida como dentro de você também E uma vez eu vi uma frase que é assim,
O ótimo é inimigo do bom,
E isso me ajuda muito quando eu tô com alguma ideia na cabeça e eu quero fazer E eu penso assim,
Tá,
É melhor eu fazer isso assim da forma que eu consigo Embora não seja perfeito como eu gostaria Mas pelo menos eu tenho um sentimento de realização do que se eu não tivesse feito,
Né?
A gente passou um pouco por isso no nosso,
No lançamento do podcast Justamente porque a gente tava querendo atingir assim,
A perfeição,
Né?
Fazer todos os detalhes do projeto Instagram,
Convidados,
Como que a gente ia falar e tal.
Quando a gente desencanou,
A gente falou,
Não,
Vamos fazer o que a gente consegue pra ter o nosso episódio no ar dia tal.
Independente de como fique,
A gente vai fazer o nosso primeiro episódio acontecer.
E aí foi,
Né,
Ju?
Exato,
Porque Uma coisa que a gente queria era que nosso primeiro episódio fosse perfeito,
De uma coisa que a gente nunca tinha feito,
A gente nunca tinha gravado um episódio,
A gente nunca tinha nem pensado em como fazer uma coisa dessas,
Então a gente foi procurar ajuda e tudo mais.
E quando a gente recebeu a primeira versão,
A gravação,
A gente falava assim,
Nossa,
Mas a gente podia ter melhorado isso e ter feito isso.
E a gente falou,
Não,
Vamos.
.
.
Vamos lançar do jeito que tá,
Do jeito que saiu.
Eu acho que pra uma primeira versão ficou muito bom.
E foi muito bom,
Assim,
Ver esse projeto saindo do papel.
Mesmo que não foi de uma forma tão perfeita como a gente achou que fosse ficar,
Mas a sensação de dever cumprido e de ver aquilo lá saindo do.
.
.
A gente acabou se sentindo até mais motivada pra continuar,
Né?
Aquele risco que a gente tinha de desistir,
Meio que a gente superou,
Né,
Fazendo isso.
Exatamente.
Sem dúvida.
E até pra complementar isso que vocês falaram,
É uma coisa que eu acredito muito e eu repito muito pra mim mesma,
Porque no começo,
Isso também do perfeccionismo me travava muito,
Né?
A consistência vem antes da excelência.
Então,
No comecinho,
Pra mim,
Como eu falei pra vocês,
Era muito difícil me expor.
E aí eu queria gravar no Instagram um vídeo perfeito.
E às vezes eu demorava 50 minutos pra conseguir gravar um vídeo de 5 minutos.
Voltava,
Ia,
Voltava.
Tentava que a entonação fosse perfeita,
A escolha da palavra fosse perfeita.
E aquilo ali demandava muita energia.
E o que virou uma chavinha pra mim foi que,
Pera aí,
O vídeo não vai sair perfeito,
Até porque eu tô desenvolvendo a minha habilidade aqui nisso,
É uma competência nova também,
É isso pra mim.
Então,
À medida que eu for consistente,
Ou seja,
Que eu fizer mais vezes,
Vai ser melhor.
Exatamente isso que vocês falaram.
Então,
Essa excelência,
Esse nível de perfeição,
Entre aspas,
Que a gente gostaria de ter muitas vezes,
Só vai vir com a consistência.
Então é uma outra frase também que me ajuda para vocês verem essa questão do perfeccionismo.
Pegava muito no começo.
Eu busco progresso e não perfeição.
Eu tenho um quadro bem na minha frente,
No meu escritório,
Falando isso em inglês.
Então essas âncorazinhas também ajudam a gente a se lembrar quando a gente está gastando mais energia do que precisava.
Linha né é porque aqui a gente tá muito focando assim né você tá no seu processo como que foi toda a sua mudança de de carreira,
Aqui a gente está falando do nosso projeto,
Mas as pessoas que estão nos ouvindo,
E mesmo a gente assim,
Pode estar falando em qualquer pequenos projetos que a gente tem no dia a dia.
Então,
Por exemplo,
Sei lá,
Inserir um novo esporte,
Alguma coisa no nosso dia a dia,
Eu acho que a gente sofre dos nossos julgamentos mesmos,
Nós julgando as nós mesmas,
Então a gente está sempre com o chicotinho ali,
Tentando ser perfeito,
E também dos julgamentos dos outros,
O que as outras pessoas vão pensar.
E eu acho que isso acaba me limitando muito em algumas coisas que eu vou fazer,
Fazer tanto dos meus próprios julgamentos ou do que nossa do que as pessoas vão falar ou será que tá bom será que não tá Nessa linha da perfeição,
A gente tem medo dos julgamentos,
Por isso que a gente quer fazer tudo perfeito.
Você tem alguma dica,
Alguma,
Sei lá,
Alguma coisa que você faz pra sentir isso,
Se livrar disso,
Ou pelo menos amenizar os efeitos desses julgamentos,
Tanto internos quanto externos?
Show!
Falando primeiro do interno,
Né?
É mais uma vez aquela questão de auto-sabotagem.
Então,
Quando eu percebo que eu tô sendo muito dura comigo,
Eu paro,
Tipo assim,
Me conecto profundamente comigo,
Respiro fundo e busco me conectar com a sabedoria interna,
Sabe?
Com o meu eu superior,
Com,
Poxa,
Peraí,
Se fosse outra pessoa aqui,
Né?
Se fosse uma amiga minha,
Será que eu estaria falando isso pra ela?
Isso que eu tô me falando?
Será que eu não tô pegando muito pesado comigo?
Comigo é como é que o meu lado mais sábio reagiria nessa situação então dia desses eu me peguei eu me culpando né por uma determinada situação pensando poxa eu poderia ter agido melhor nessa situação e aí quando eu percebi que eu tava me culpando e eu consegui muito fazer se é essa percepção é escrevendo né como a gente tava falando a escrita eu acho muita terapêutica para mim eu disse peraí eu tô me culpando o que eu posso fazer para parar de me culpar ou me cobrar nessa situação né serve para coisas,
A gente achar que a minha performance,
Meu desempenho poderia ter sido melhor,
Poderia ter feito isso ou aquilo,
É simplesmente focar no aprendizado.
Pô,
Poderia ter sido melhor?
Poderia.
O que eu posso aprender dessa situação?
A partir do momento que eu pego o aprendizado,
Beleza.
Aquela situação serviu para me ensinar.
Então,
Com esse aprendizado,
Eu sigo em frente,
Sabendo que eu não sou perfeita e que tá tudo bem.
Então,
É exercitar essa amorosidade com a gente.
Pra mim,
Nessa crítica interna,
É esse olhar.
E trazer a atenção plena também pra esses pensamentos,
Sabe?
Então,
Muitas vezes esses pensamentos são muito intensos e às vezes a gente nem percebe que a gente tá se julgando e se criticando Eu percebia muito isso quando eu começava a gravar meus vídeos lá no começo,
Então eu comecei a exercitar isso.
Opa,
Peraí,
Se fosse outra pessoa,
Como o meu lado mais sábio reagiria?
Exercitar amorosidade,
Sabe?
E no sentido das críticas externas,
Isso também me atrapalhou no meu projeto e eu percebo que atrapalha também muitas pessoas.
É saber que quando o outro fala dele,
Fala de você,
Ele tá falando muito mais dele.
Fala muito sobre isso,
Que chama os quatro compromissos.
Eu recomendo muito.
Que leia,
Que vocês leiam,
Enfim,
Quem tá escutando aqui a gente É um livro fininho e traz muita sabedoria Da gente saber que quando o outro fala,
Ele tá falando da perspectiva dele Da visão dele,
Das crenças dele E que ele tá falando muito mais dele do que de você E aí a gente precisa aprender a não levar pro lado pessoal Vou dar um exemplo aqui de,
Cara,
Eu tinha muito medo de fazer live Porque live era ao vivo,
Né Não dava pra editar e ficar lá os 50 minutos querendo editar o que eu tava falando,
Né Então,
Eu soava frio e tal.
E aí,
A primeira live que eu fui fazer,
Depois de todo um trabalho de desapegar das críticas,
Do medo de não ter ninguém,
De ser um fracasso e tal,
O que é que veio?
Assim que eu terminei a live,
Tiveram pessoas que elogiaram,
Falaram bem e tal.
Mas,
Assim que eu terminei,
Eu recebi um direct da pessoa criticando,
Dizendo que você tá falando mais do mesmo,
Muitas pessoas já falam isso e tá sem embasamento e isso e aquilo.
Putz,
Se eu não tivesse preparada para aquilo,
Poderia ser o fim do meu projeto.
Só que como eu tinha me trabalhado internamente,
Eu digo,
Opa,
Peraí.
Aquela pessoa tá falando dela.
Talvez,
De fato,
O que eu falei não serviu pra ela.
Mas o que eu sei?
Sei que minha missão é maior.
Sei que tem pessoas que precisam ouvir a minha mensagem.
Foi exatamente o que eu respondi.
Obrigada pelo feedback,
Agradeço.
Mas eu sei que tem pessoas que precisam me ouvir.
E tá tudo bem se essa mensagem não foi pra você,
Sabe?
Então,
É um trabalho da gente desapegar do ego e saber que nossa missão é maior.
Acho que isso ajuda muito também.
Eu acho que quando você se propõe a fazer algo novo,
A sair da sua zona de conforto,
A começar a mudar,
Você precisa,
Assim,
É muito importante que você tenha um processo de autocuidado,
De autoconhecimento,
De atenção plena,
Seja assim,
Prática de meditação ou ioga,
Eu não sei o que funciona pra cada pessoa,
Mas pelo menos pra mim isso faz muito sentido,
Sabe?
Precisa ter os dois lados,
O lado que você cuida de você e o lado que você,
Do seu projeto,
Do seu lado profissional,
Onde você tá aplicando essa mudança na sua vida,
Porque senão fica muito pesado,
É difícil,
Não é fácil mesmo,
Mas acho que é assim,
Que compensa no fim,
Né,
Você tentar algo,
Sair da sua zona de conforto e depois você começa esse processo de aprendizado que é necessário.
Você tem alguma dica de livro,
Seriado,
Exercício,
Alguma técnica que você usa pra contrabalancear todos esses desafios que surgem com esse processo de mudança,
De planos,
Planejamentos,
Metas?
Cara,
Tem várias coisas,
Assim,
Mas uma coisa que você falou aí,
Né,
Dessa questão do óbvio cuidado pra equilibrar e tal,
Isso é muito importante e uma das coisas que eu prezo muito,
Assim,
No que eu faço,
Ou seja,
Com minhas mentoradas,
Quando eu tô orientando,
É trazer essa leveza no sentido de que o caminho,
Né,
Nessa jornada,
Quando a gente sai da zona de conforto,
Vai fazer algum novo e tal,
Vai ser desafiador,
Mas pode ser leve no sentido de que eu acredito que leveza a gente a nossa verdade,
Sabendo que as nossas escolhas fazem sentido pra gente,
Que a gente tá alinhada com os nossos valores,
Que a gente tá buscando construir uma vida que faz sentido,
Não quer dizer que vai ser sempre gostosinho,
Não quer dizer que tudo vai ser fácil,
Porque não vai,
Mas quando a gente sabe que tá buscando algo maior ou que faça sentido pra gente,
Isso ajuda muito e é comum também quando a gente,
Principalmente falando num projeto profissional,
A gente música tão envolvida que a gente acaba deixando.
.
.
Se deixando levar,
Deixando de cuidar da gente.
E isso aconteceu comigo também.
Você se empolga tanto que você esquece de você.
Só que o nosso trabalho,
Ou qualquer coisa que a gente faça,
Flui a partir da gente.
Se a gente não tá bem,
E isso foi um aprendizado muito grande pra mim,
Principalmente no ano passado,
Se a gente não tá bem,
Nada vai fluir.
Então é primeiro colocar máscara de oxigênio na gente,
Se cuidar,
Buscar se energizar,
Fazer aquilo que traz energia pra gente,
Pra depois fazer qualquer outra coisa.
Então trazer esse autocuidado no sentido de que o que cabe na sua rotina.
Para algumas pessoas cabe uma rotina matinal de duas horas,
Para outras pessoas cabe uma meditação,
Uma respiração,
Um alongamento ou simplesmente um tomar café da manhã com calma para você começar aquele dia com intenção.
Então não acredito que existe aquele equilíbrio 100% perfeito onde todas as áreas da sua vida vão estar 100% equilibradas,
Mas o que é importante a gente trazer intenção e saber que tudo que vai fluir a partir da gente só vai fluir se a gente tiver bem primeiro.
Então se colocar em primeiro lugar nesse sentido,
Sabendo que não existe uma rotina ideal,
Mas existe aquilo que é possível para você começar a se cuidar para a partir disso ter energia para qualquer outra coisa.
Então acho que é basicamente isso e dando uma dica aqui de livro que eu sempre dou,
Né,
Que a gente não necessariamente tem a ver com essa parte do autocuidado,
Mas tem muito a ver com tudo que a gente tá falando aqui,
Né,
Do medo,
Seja do medo do julgamento,
Medo de errar,
De críticas num novo projeto e tal,
Que eu recomendo demais,
É aquele livro da Brene Brown,
A Coragem Sem Perfeito,
Que é muito maravilhoso,
Assim,
E traz essa questão da É,
Deixa muito claro de que só pode ser julgado,
Só pode julgar quem tá no palanque,
Né?
E eu acho maravilhoso.
Aham,
Quem tá na arena.
Exatamente.
Sim,
E tem também o documentário dela,
Da palestra dela na Netflix,
Que também vale muito a pena,
Complementa o livro,
Assim.
Então,
Mais uma indicação aí que eu super recomendo.
E tudo isso que você falou,
De autocuidado,
De auto-amor,
Com a gente mesmo.
Se a gente não tá bem com nós mesmos,
Como é que algum projeto nosso ou alguma escolha vai fluir tão bem?
Eu acho que essa é a ideia geral do nosso podcast,
Que gerou o nome do nosso projeto,
Que é o Pra Mim Eu Digo Sim.
Muitas vezes,
No nosso dia a dia,
A gente acaba falando sim para tanta coisa.
Esse projeto eu posso trabalhar mais tantas horas eu posso é não eu te ajudo e a gente acaba esquecendo de nós mesmos de falar assim para nós mesmos né então de de falar assim eu preciso de um tempo sim eu preciso fazer isso para mim sim eu preciso é tirar o dia ou hoje,
Sei lá,
Seja o que for.
Sério que eu acho que tá.
.
.
Até pensei nisso agora,
Né,
Que você falou.
A gente geralmente diz sim para os outros sem dificuldade de dizer sim pra gente.
Será que é assim,
A culpa não tá ligado a isso?
Porque às vezes a gente,
Quando a gente se aceita,
Quando a gente se permite,
Geralmente surge um sentimentozinho de culpa de,
Ai,
Não tô fazendo aquilo que as pessoas esperam.
Eu acho que isso tem muito a ver,
Assim,
Com a realidade.
Não sei,
Pelo menos pra mim,
Eu percebi que isso acontece.
Eu acho também.
Tem muito a ver e também tem muito a ver com aquela questão do merecimento,
Né?
De,
Ah,
É como se eu não merecesse,
Eu não merecesse me permitir,
Sei lá,
Um momento de descanso ou de lazer ou um momento só pra mim,
Né?
Eu acho que é muito junto também com essa questão do merecimento.
Está tudo bem se eu me doar,
Se eu fizer isso para os outros,
Mas não está tudo bem se eu fizer isso para mim.
Eu acho que isso é uma coisa que vem vindo de muito tempo,
Uma consciência que foi criada e a gente traz esse padrão.
Sim,
Sem dúvida.
Porque fica aquela ideia de que se eu fizer isso por mim,
Não fizer pelos outros,
Eu sou egoísta.
Mas é aquela história.
Tem a lei do dar e receber.
Se a gente só fica doando,
Doando,
Doando,
Seja energia,
Seja tempo,
Seja o que for,
Falta pra gente.
E aí uma hora vai esgotar.
E não vai ter nem pra você,
Nem pro outro.
Eu vejo muito isso também presente pra mães.
Pra todo mundo,
De forma geral.
Mas pra mães,
Isso eu vejo ainda mais presente.
Doa tanto para o outro e acaba se esquecendo e se anulando nesse processo.
Então é a gente cuidar da gente primeiro.
E eu vou dizer que às vezes a gente acha que isso é besteira e tal,
Mas faz toda a diferença.
E é inclusive o que vai fazer com que você consiga realizar todas as outras coisas muito bem,
Se você estiver bem.
Tem muita mãe que passa por isso que você falou.
A gente tava até começando né,
Ju?
Sobre isso hoje.
Que as mães acabam tendo projetos de filhos por 20 anos,
20 e poucos anos e depois quando os filhos saem de casa é super difícil de criar novos projetos para elas mesmas.
Sim,
Fica um ninho vazio,
Né?
E às vezes elas se culpam se,
Ah,
Eu tenho filhos de,
Sei lá,
Cinco,
Quatro,
Cinco anos e eu tô querendo um novo projeto,
Mas eu vou deixar dedicar pro meu filho.
E uma das coisas que a gente trabalha é justamente o ressignificar,
Pô,
Como será que seu filho ou sua filha vai ficar se descobrir um dia que você abandonou seus sonhos,
Seus projetos por causa dele,
Né?
Tenho certeza que não vai gostar.
Então,
É muito mais uma forma de você enxergar diferente.
Pô,
Você pode ser inspiração,
Para o seu filho de que você não desistiu dos seus sonhos e projetos e mostrar que ele também pode Ou você pode abrir mão por achar que tem que dedicar 100% aos filhos E não é,
É o que faz sentido para você Se para algumas pessoas faz sentido dedicar 100% e não ter outros projetos,
Está tudo bem Mas para quem tem os seus sonhos e projetos não ter o medo do julgamento de que vão falar que tem um filho pequeno Isso rola muito Mas por outro lado,
A gente falou bastante do julgamento e tal,
Que acaba sempre,
Acho que limitando,
Muitas vezes,
A gente tirar nossos projetos e sonhos do papel.
Mas quando a gente faz isso e a gente começa a colher os frutos,
Sejam eles,
Eu acho que pode até não ser o que você estava esperando ou que você,
Alinhado com as suas expectativas,
Mas o aprendizado que vem por trás disso,
Quando você sai da sua zona de conforto,
Conforto,
Ele é tão válido e eu digo isso no sentido assim,
Acho que a gente aprende demais quando a gente sai da nossa zona de conforto,
Né?
É dolorido,
Claro,
Mas acho que toda mudança vem com um pouco de dor e lá na frente a gente consegue enxergar os impactos dessas mudanças,
Né?
Os benefícios que essas mudanças trouxeram tanto em termos de desenvolvimento profissional,
Mas assim,
Todo o desenvolvimento pessoal que está por trás.
De tudo isso.
Você,
Nath,
Enxerga muito isso nas suas mentoradas?
Demais,
Eu ia falar agora que o que você falou eu resumi em uma frase.
Não é só sobre tirar o projeto do papel,
É sobre quem você se torna ao tirar.
Então muitas vezes a gente fica focada só no ai,
No projeto,
Na meta,
No objetivo,
Só que é muito maior do que isso,
Muito mais poderoso do que isso.
Dando pelo meu exemplo aqui,
Poxa,
Quem que eu me tornei hoje?
Uma pessoa que fala,
Que se comunica,
Que vende,
Que pra mim,
Vender pra mim já foi,
Ai meu Deus,
Eu não sei vender,
Eu não consigo me expor,
Não consigo falar em público.
Então,
Tchau.
A gente vai destravando e se desenvolvendo E no fim das contas,
Beleza,
Tirei meu projeto de papel Realizei aqui vários objetivos e metas Mas cara,
Me orgulho muito de quem eu me tornei Então isso que eu acho que é o mais gostoso E que às vezes no começo a gente não consegue enxergar Porque o medo é maior Mas isso é o mais gostoso,
Sabe?
Você chegar lá na frente e olhar pra trás e pôr Eu me orgulho de quem eu sou,
Me orgulho de quem eu me tornei Então isso é muito massa,
Assim É sobre quem a gente se torna Nessa jornada.
Acho que isso é o que vale mais do que qualquer outra coisa,
Assim.
Tem até aquela frase que tem tudo a ver com isso que a gente tá falando.
Que é assim,
Escolhas difíceis,
Vida fácil.
Escolhas fáceis,
Vida difícil.
Depois que eu escutei essa frase eu comecei a me sentir,
Não sei,
Mais corajosa pra tentar escolhas não tão confortáveis,
Assim.
Bom,
Nath,
Eu acho que é isso.
A gente tá finalizando nosso segundo episódio.
Você gostaria de fazer mais algum comentário?
Você gostaria de adicionar alguma coisa?
Algo a mais que você está fazendo,
Algum projeto?
Primeiro quero agradecer a vocês,
Mais uma vez,
O convite de estar aqui.
Agradecer a quem tá ouvindo aqui a gente,
Por ter tirado um tempinho aí do seu dia pra escutar a gente.
E volto a falar,
Leveza é viver a nossa verdade.
Não existe uma vida perfeita,
100% equilibrada,
Mas quando a gente se permite sonhar,
Vai atrás daquilo que faz sentido pra gente.
Seja quem sonha de uma forma mais lúdica,
Seja quem sonha de forma mais racional,
Porque tem vários perfis,
Mas quando a gente vai atrás daquilo que a gente quer e faz esse caminho valer a pena,
Se entregando,
Se permitindo,
Se transformar nesse processo,
Se permitindo evoluir,
Se conhecer,
No fim das contas,
Tudo vale a pena.
Então,
Eu acho que pra mim essa é a grande mensagem,
De você se permitir,
De você ir atrás e se movimentar.
Então,
Se eu pudesse deixar uma frase aqui também,
Para quem tá escutando a gente é a ação cura o medo,
Sabe?
Pra mim é isso.
A gente fala aqui do medo em vários momentos,
Mas a ação,
O movimento,
Como vocês falaram,
Dá um passinho,
Depois outro,
Depois outro,
Depois outro.
Isso é que vai curando,
Entre aspas,
O nosso medo e vai fazendo a gente confiar mais na gente,
Né?
A gente se empoderar e entender que sim,
A gente pode.
Então é isso.
Hoje eu ajudo mulheres a tirarem seus projetos de papel,
Que amam e viverem uma vida que faça sentido para elas.
Hoje eu tenho tanto atendimentos individuais de mentoria e coaching.
Então espero ter contribuído aqui com quem está escutando a gente e foi incrível esse papo com vocês,
Meninas.
Foi super gostoso,
Foi enriquecedor escutar todas essas dicas e saber o quanto a gente tá evoluindo a cada dia,
Enfrentando nossos medos,
Nossos obstáculos aqui que surgem no caminho.
E saber que isso só vem para o nosso bem.
Então,
Muito,
Muito obrigada por ter topado participar desse bate-papo e fazer parte desse projeto nosso que está saindo do papel agora.
Ai,
Gratidão,
Tamo juntas.
Fico muito feliz de ver esse projeto nascendo,
Poder acompanhar ele nascendo e pra mim é uma honra estar aqui.
Eu tenho certeza que esse projeto vai muito longe e vai ajudar muita gente que precisa ouvir essa mensagem,
Precisa ouvir o que vocês têm pra contribuir na vida delas também.
Obrigada,
Nath.
Foi um prazer te receber hoje.
Obrigada mesmo.
Um beijo pra você.
Beijo.
Beijo,
Nath.
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