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​Viver é representar papéis

by Patricia de Abreu

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4.8
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Meditação
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27

Quais são os papéis que eu represento na sociedade? Quem sou EU quando não estou representando estes papéis? Quem sou EU? Shāntaḥam - Você é a pura paz! Esta meditação foi inspirada nas aulas e textos do professor Pedro Kupfer e de seu mestre Swami Dayananda. Uma reflexão para relativizarmos os problemas da vida e vivermos mais conscientes de quem somos em essência. E se você gostar dessa meditação conheça o método soma de yoga comigo online e ao vivo. Hariḥ Oṁ, Paty

Transcrição

Vamos iniciar a nossa meditação de hoje,

Agora me preparo para relaxar,

Soltando as mãos sobre os brinquedos,

Me preparo para dar conforto para o corpo nesta postura que eu escolhi.

Observe que há uma firmeza,

Juntamente da firmeza,

Uma descontração.

A firmeza acontece na quietude e na descontração.

Se for necessário encostar na parede,

Não tem nenhum problema em relação a isso.

Ou sentar em uma cadeira,

Eu não vou me forçar para manter essa posição rígida.

Vou manter a posição estável e relaxada.

Não tenho direito de sofrer,

Pelo contrário,

Eu tenho direito de me acolher,

De dar conforto para o meu corpo.

Para que a postura escolhida suporte a meditação.

Eu consiga ter um tempo de interiorização sem que o corpo se sinta desconfortável.

Então essa imobilidade,

Essa permanência sempre dentro de um bom senso.

De um abraço que você dá em si mesmo.

Um abraço confortável.

Toma consciência das suas mãos,

Se possível você toca a ponta dos dedos e indicadores com os polegares.

De maneira que os dedos formem círculos.

Não tendo feito esses ajustes,

O olhar agora vem para a respiração.

Toma consciência do toque do ar nas marinhas.

Perceba o ritmo.

A temperatura.

Observe se é possível,

Sem forçar,

Fazer aquela respiração acelerada,

Vástrica para a manhã.

Sem contrair o rosto,

Sem franzir o intercílio,

Sem apertar os lábios,

Sem tensionar as pernas.

Ao respirar,

O plexo solar se move naturalmente para fora,

Sem criar hiperlordose,

A lombar neutra.

Quando eu expiro,

Naturalmente o abdômen se recolhe.

Começa devagar e vai tentando aos poucos acelerar esse ritmo.

Encontrar essa cadência para você.

E permanecer no ritmo.

Quando estiver pronta,

Pode começar.

Não precisa ser no meu ritmo,

Pode ser mais rápido,

Pode ser mais lento.

Mas há uma presença,

Uma conexão do pensar com o respirar.

Uma conexão do pensar com o respirar.

O movimento do abdômen interage pelo movimento do diafragma.

Quando eu inspiro,

Os pulmões se expandem,

O diafragma empurrado para baixo,

O abdômen vai para frente.

Quando eu expiro,

Os pulmões se esvaziam,

O diafragma naturalmente sobe,

O abdômen é recolhido.

Consciente desse processo,

Do que está acontecendo comigo durante o pranayama.

Mais alguns segundos nesse ritmo,

Nessa cadência que você chegou.

Depois você pode ir reduzindo.

Até inspirar profundamente,

Sentindo o abdômen expandindo.

Sem mexer na lombar.

Exalar profundamente e delagar,

Percebendo naturalmente a descontração do abdômen.

Então eu deixo a respiração livre.

E eu já consigo talvez fazer algum ajuste,

Alguma análise em relação a como eu me senti.

A se eu me esforcei demais,

Se eu continuei na minha zona de conforto.

Se eu tive tontura ou se realmente eu ainda não encaixei,

Talvez preciso diminuir o ritmo.

E observando o que aconteceu,

Eu me preparei para o próximo passo.

Observando o que aconteceu,

Eu me preparo para tentar um segundo ciclo.

Ajustando o que for necessário para conseguir manter a mente na respiração.

É como se a gente enfeitiçasse a nossa própria mente na respiração.

Do tempo presente com o agora.

Tudo se desfaz.

Passado e futuro somem,

Porque eu estou respirando na eternidade do momento presente.

Quando eu quiser,

Vai devagar até acelerar,

Encontrar o seu próprio ritmo para hoje.

Então mantenha essa cadência,

Permanece nela.

Sem pressa,

Começa a diminuir o ritmo.

Mais lentamente,

Mantendo a tensão,

O sincronismo.

Uma última inspiração profunda,

Sentindo a expansão.

Uma exalação bem lenta,

Deixando que o recolhimento aconteça naturalmente pela descontração.

Então relaxe e deixe que a respiração venha diminuindo.

Deixe que a respiração venha de uma forma natural neste momento.

Eu levo atenção agora para o pensamento.

E observo o ritmo,

A qualidade e o conteúdo do pensamento.

Observação da mente dentro da meditação não é um fim sentimental.

É um meio para se exercer o que chamamos de vairáquia.

O desapego em relação aos próprios conteúdos do psiquismo.

Observe então como cada pensamento surge do anterior e dá lugar ao próximo.

Observo como existe uma continuidade nessa paisagem mental.

E percebo de que maneira acontece o espaço,

O intervalo,

O vazio entre cada pensamento e o segundo.

Observe esse intervalo de silêncio sem opor nenhum tipo de resistência.

Aceitando a natureza da mente como ela é.

Lembro que viver é representar papais.

No entanto,

Eu não sou esses papais que eu represento.

Numa vida plena e consciente,

Eu preciso compreender que existe esse espaço.

Essa distância entre aquilo que eu sou e aquilo que o corpo-mente faz.

Aquilo que as forças da natureza fazem.

Eu não dependo de fazer ou de deixar de fazer.

Eu não dependo dos papéis que eu represento quando faço alguma ação.

Quando eu consigo esse desprendimento em relação aos papéis,

Eu me torno capaz de fazê-los de forma mais equânime,

Mais tranquila.

Pois eu não projeto nas coisas,

Nas minhas ações,

Nos papéis que eu represento.

Coisas que não estejam lá,

Que já não são dessas ações e desses papéis.

Quando eu observo e reconheço a tranquilidade que eu sou,

Que é esse silêncio que você já consegue perceber.

E é Shantarã,

Que é a paz,

Que não depende de fazer ou deixar de fazer.

Relacionar-se,

Trabalhar,

Não depende de fazer.

Relacionar-se,

Trabalhar,

Não depende de nada.

Quando eu realizo esse espaço,

Viver se torna harmonioso.

Quando eu tiro as expectativas,

Quando eu alivio os papéis,

Os relacionamentos,

As pessoas da pressão.

Porque ninguém pode me fazer feliz.

Quando eu olho objetivamente para a minha mente,

Para os meus papéis,

Para as minhas ações,

Para os meus relacionamentos,

Como essa tranquilidade essencial que não muda.

Ou pelo menos não se abala ou não sofre um abalo muito grande quando as coisas não saem de acordo com as minhas expectativas.

Esse é o sábio.

Quando eu reconheço isso,

Eu estou consciente de mim.

Olha para si mesmo agora,

Sentado em silêncio.

Lembre-se mentalmente,

Viver é representar papéis.

Eu,

De fato,

Não dependo desses papéis.

Eu sou esse Shantarã,

Esse espaço,

Esse silêncio que está presente em todos os momentos,

Em todos os papéis,

Nos meus desejos,

Nos meus esforços,

Nos relacionamentos.

Eu coloco agora essa atitude de vairagem,

De desapego,

Porque eu sei quem eu sou.

Sabendo que eu sou esse silêncio,

Ou esse Shantarã capaz de me desapegar,

Dessa serenidade,

Eu me preparo para viver consciente disso,

Dessa constatação.

A felicidade que eu sou não depende de representar papéis.

Não depende de conseguir resultados.

Não depende de ninguém e de nenhum objeto material.

Eu sou a felicidade ou a serenidade que estava antes do pensamento,

Durante e depois.

Eu sou a serenidade que está sempre presente.

Shantarã.

Agora eu me preparo para viver consciente disso e para integrar isso lá fora.

Porque a medicação vai terminar,

Mas eu vou me preparar para aplicar isso através dos meus gestos,

Das minhas palavras.

Isso é a Karma Yoga,

O Yoga da ação de viver consciente para todos os momentos do dia.

Eu posso me lembrar disso.

Shantarã.

Eu já sou a serenidade que estou presente.

Então juntando as mãos à frente do coração,

Concluímos a prática com o mantra da paz.

Inspira para o fundo.

Inspira para o fundo.

Namastê.

Obrigada.

Namastê.

Legendas pela comunidade Amara.

Org

4.8 (5)

Avaliações Recentes

Talita

July 4, 2024

Suas meditações sempre de muita presença!! Obrigada 🙏🏽

Cris

May 5, 2024

Gratidão pela excelente prática!

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