
Mariana Rocha Entrevista Dra. Paula Dall'Stella : Medicina Funcional e Tratamento com Cannabidiol
Esta é a primeira de uma série de entrevistas realizadas pela Health Coach Mariana Rocha, fundadora do "Quero Harmonia". Este podcast tem como convidada a Dra Paula Dall Stella, que é, atualmente, uma das médicas precursoras ao uso do Cannabidiol como forma de tratamento no Brasil. Nesta entrevista, ela conta sua trajetória “por trás das câmeras”, falando sobre como escolheu a profissão de médica e o que a levou estudar e trazer conhecimentos que vêm possibilitando a quebra de tabus e trazendo mais inovação e saúde através do tratamento integrativo que realiza.
Transcrição
Hoje,
Quem tá comigo como entrevistada do dia é a doutora Paula Estela,
E a gente tem uma sinergia muito boa,
Não só através da meditação,
Mas pelo nosso papo já de pensar em saúde de forma integrada,
Estilo de vida,
Usar a meditação para alinhamento e autoconhecimento.
Então,
Tenho o prazer de introduzir a doutora Paula Estela hoje aqui com temas incríveis na medicina que vocês vão saber daqui a pouco.
Bem-vinda,
Doutora!
Obrigada,
Obrigada por estar aqui,
Pelo convite.
É uma honra participar desse programa.
Fico muito,
Muito feliz,
Porque a nossa mensagem aqui,
Que vocês já acompanham,
Sabem,
É de vida integrada.
Eu falo que o canal é de vida feliz,
Positiva e integrada,
E tem tudo a ver com o tema que você aborda.
Eu queria que você contasse um pouquinho da sua história de vida,
Até como você tem essa etica,
Toda essa perspectiva,
Pra gente caminhar até o seu momento agora,
Que é de muita coragem,
E aqui a gente trabalha com o caminho do coração,
De encorajar as pessoas,
Empoderar as pessoas.
Eu acho que a sua história pode contribuir pra muita gente,
Inspirar muita gente.
Então,
Conta um pouquinho da sua história pra gente.
Bom,
Eu decidi fazer medicina até aí sem grandes comemorações.
Eu acho que a história de Marco,
Que começou a acontecer de diferente na minha vida,
Foi quando eu terminei a faculdade de medicina,
E que eu percebi que nada naquele momento do que estava sendo oferecido,
Que existia,
Era o que eu queria fazer.
E eu percebi,
Assim,
Os meus colegas trabalhando exaustivamente horas em plantões.
Então,
Eles doentes,
Meus colegas,
Dormindo mal,
Comendo mal,
Cuidando de gente que estava com problemas crônicos,
E eu percebi que aquilo não tinha fim.
É como se todo mundo estivesse doente,
Na minha perspectiva,
Naquele momento.
Então,
O médico não estava saudável.
Como é que o médico que não era saudável podia cuidar do doente?
Estava todo mundo,
De certa forma,
Doente.
Então,
Eu saí em busca de algumas respostas.
Sigo buscando,
Não sei se encontrei todas,
Mas eu fiz,
Eu saí,
Fui pra Londres.
A ideia era fazer residência fora.
Eu tenho dupla cidadania,
Eu ia continuar os estudos lá fora,
E de lá aconteceram,
Enfim,
Um acidente trágico,
Um terrorismo,
Nove bombas em Londres no mesmo dia,
E a partir daquele momento,
Algumas coisas,
Enfim,
Mudaram,
Porque eu decidi sair de Londres e passar um tempo fora,
E eu escolhi a Ásia para fazer isso.
Então,
Eu comprei um ticket de três meses,
E eu voltei um ano e meio depois.
E nesse tempo na Ásia,
Eu comecei a entrar em contato com realmente,
Enfim,
Ideologias,
Filosofias,
Religiões,
Estilos de vida,
Alimentação,
Completamente diferentes do que eu estava habituada a viajar e conhecer.
A gente acaba sempre indo pra Europa,
Pros Estados Unidos,
E a Ásia é muito longe,
E quando eu cheguei lá,
Esse foi um dos motivos que eu perdi o ticket de volta,
Foi uma mudança de paradigma,
Enfim,
Acho que de tudo que eu conhecia,
Desde as pessoas,
A beleza daquela diversidade,
A beleza das diferentes formas de pensar,
E como a interação com a religião era completamente diferente do que a gente estava acostumado aqui.
Então,
A religião foi um presente no dia a dia,
E isso foi chamando a minha atenção,
E é onde eu começo então a experimentar e dar os primeiros passos na meditação,
No yoga,
Na alimentação vegetariana,
E eu começo ali a me desenvolver,
Que foi maravilhoso ter acesso a tudo isso,
Na fonte,
Né?
Que demais,
Foi tipo um sabate?
Foi,
Porque de lá eu acabei trabalhando na África,
Com trabalho voluntário,
Então foi um momento da minha vida que mudou,
Me transformou e modificou,
Assim,
Se eu já existia dúvida sobre como,
Que médica eu queria ser,
Lá eu tive mais ainda,
Porque eu falei,
Puxa,
Com certeza absoluta eu não quero o que já existe,
Mas eu não sabia o que eu queria.
E aí,
Eu fiz alguns retiros de meditação,
De silêncio,
Onde eu aprendi técnicas importantes que eu levo até hoje,
Fiquei 15 anos numa alimentação vegetariana,
Aprendi muito com isso,
Porque a partir daí eu tive que buscar na natureza outras fontes de alimento,
E isso me desenvolveu muito,
E enfim,
O tema das superfoods,
E como ter uma alimentação vegetariana equilibrada,
Saber combinar os alimentos,
Enfim,
Experimentei de tudo praticamente nesse assunto,
E quando eu cheguei no Brasil,
Eu tive que,
Enfim,
Voltar a trabalhar no mundo real,
Depois da África,
Então.
.
.
Foi um ano e meio?
Eu fiquei praticamente dois anos fora,
Porque depois eu fui pra África,
Eu morei no Congo,
E eu trabalhei junto com o Médico Sem Fronteiras,
Em uma missão de paz na ONU daquele ano,
E.
.
.
Que ano foi tudo isso?
Foi em 2006,
Quando eu fui pra África,
E aí lá,
Enfim,
Também foi um outro choque de realidade,
Porque eu saio da Ásia,
Que claro,
Muita pobreza,
Muita diversidade,
Muitos ricos e pobres,
E aquela população do meio mal assistida,
Muitos problemas sociais,
Mas ao mesmo tempo uma fartura,
Na Ásia existe uma fartura.
A comida é muito boa,
Tem as pimentas,
Os curries,
A cultura é muito rica,
Existe.
.
.
Por mais pobre que seja,
Existe uma fartura,
E a África é o oposto disso.
Então eu me deparei primeiro com a escassez total,
Escassez total de condição,
De higiene,
De educação,
De tudo.
O que me fez crescer muito os quatro meses que eu morei no Congo.
Quando eu chego no Brasil,
Até me adaptar e decidir o que eu ia fazer,
E que medicina eu ia fazer,
Isso demorou um tempo até sedimentar e eu entender que caminho que eu ia seguir.
Eu acabei fazendo residência no Hospital das Clínicas,
Me especializei em transonografia geral,
De lá eu trabalhei no sírio,
E enfim,
Sempre senti que faltava alguma coisa.
Foi importante pra mim também ter me consolidado como médica tradicional,
E isso também foi importante,
Trabalhar num hospital,
Toda dificuldade,
Enfim,
Você tem muitos desafios quando você tá num hospital.
E é maravilhoso,
Eu amo isso,
Eu adoro,
Aliás,
Esse tipo de trabalho,
Que você tem uma riqueza enorme de gente competente,
Pessoas inteligentíssimas pra trocar informação,
É uma diversidade de pacientes e de doenças,
E isso sempre me instigou muito,
E eu adoro conversar com os pacientes.
Então,
Quando eu fazia ultrassom,
Eu conversava muito,
E você tem que mudar o seu estilo de vida,
Você tem estratose por isso e por isso,
E vamos mudar a alimentação,
Eu sempre sentia que faltava alguma coisa nesse sentido.
Um outro suporte.
É,
Que eu me perguntava,
Será que é isso que eu vim fazer mesmo?
Será que é isso?
E a resposta nunca era muito clara,
Sempre faltava alguma coisa.
Em paralelo,
Eu sempre fiz cursos,
Me desenvolvi espiritualmente,
Como ser humano também,
Sempre procurei não só ser médica,
Mas ser um ser humano,
E me desenvolvei em todos os aspectos,
E nesses cursos,
Enfim,
Eu acabei descobrindo que tinha uma tendência muito forte,
Que eu queria trabalhar com o paciente de uma forma holística,
Estava faltando isso.
Eu continuava identificando que os pacientes,
Muitas das doenças e das comorbidades,
Eles poderiam eliminá-las com o estilo de vida,
Mudando certas coisas básicas,
E eu acho que a gente perde muito pouco tempo falando com ele sobre isso.
A gente não gasta 20 minutos com o paciente explicando a importância que tem o exercício físico,
Por exemplo,
Num paciente oncológico.
Quanto que pode beneficiar o sistema imunológico dele se ele fizer exercício físico?
Enfim,
Entre mil coisas que eu achava que era o beabá,
E pra mim era claro,
Mas eu queria fazer algo por isso.
E sempre ficou guardado numa caixinha ali,
Que eu acessava de vez em quando.
Faltava coragem,
Faltava o que eu vou fazer,
Até que uma situação super aguda,
Digamos assim,
Na minha vida acontece,
E uma pessoa da minha família,
Uma pessoa que eu gosto muito,
Tem um câncer de cérebro,
E eu começo a buscar novas alternativas frente a um tumor tão agressivo e com poucos tratamentos efetivos.
E nessa busca,
Eu começo a encontrar um sistema inteiro dentro do nosso organismo,
Que é o sistema endocannabinoide,
Que além de ter receptores no tumor,
Nós temos receptores no corpo inteiro.
E eu nunca tinha ouvido falar desse sistema,
Que é o sistema.
.
.
Acho que é uma novidade pra muita gente,
Inclusive.
Exato,
Eu acho que agora ele tá quase.
.
.
É um assunto que tá na crista da onda,
Eu comecei isso faz uns dois anos e meio atrás,
E quando eu comecei a estudar o que significava essa gama de receptores e neurotransmissores,
E o quanto ele é importante e tá correlacionado com outros sistemas,
Então é o sistema nervoso central,
Nosso sistema imunológico,
Eu acho que é difícil dizer onde ele não está,
Porque ele tá praticamente no corpo inteiro,
Nós temos receptores,
E muito no cérebro.
Então,
Nisso eu faço pós-graduação em neuro-oncologia,
E começo a estudar,
Nesse meio tempo,
Exaustivamente,
A cannabis e o sistema endocannabinoide.
Então,
Eu entro em contato com os pesquisadores lá fora,
A Universidade Complutense de Madrid,
Onde acontecem as maiores pesquisas,
Talvez,
Nesse campo,
17 anos que eles pesquisam cannabis e câncer,
E entro em contato com as universidades,
Fui pra Israel pra entender como era que funcionava,
Lá eles têm 23 mil pacientes usando cannabis medicinal,
Então fui conversar com os hospitais,
Com os médicos,
Com os pacientes,
Com as mães dos pacientes,
Pra entender mesmo se isso realmente tinha efeito,
Qual que era o efeito,
E transitei aí nesse cenário científico,
E foi o que mais me chamou atenção também,
Eu não tinha ideia quanto o sistema endocannabinoide,
Existiam cientistas que só pesquisam isso,
E o quanto que é sério a pesquisa,
E o quanto que eles são sérios,
Então eu também tinha uma visão da cannabis,
E que isso será,
Será que isso é verdade,
Será que isso não é só apologia,
Enfim,
Eu fui atrás da ciência,
O que que tem na ciência?
E quando eu descobri que tem muita ciência,
Isso me deu mais vontade ainda de trabalhar com isso,
Eu senti no meu coração que eu tinha uma missão,
E aí eu não sei explicar porque é um sentimento,
E que falou,
É isso,
Você vai trabalhar com isso,
E aí eu começo a estudar,
Estudar,
Estudar,
Enfim,
Os médicos,
Amigos,
Acabam sabendo que eu estava estudando sobre o tema,
E sabiam que tinham pacientes que precisavam de ajuda,
E começam a me pedir auxílio nessa questão,
Junto com isso eu começo a estudar medicina.
São uma das maneiras no Brasil a começar a estudar?
Eu acho que sim,
Eu acho que sim,
Eu frequentei,
Faz dois anos que eu frequento todos os congressos internacionais,
Além disso são poucos os médicos que frequentam,
Porque são estudos muito relacionados à biologia molecular,
À farmácoa,
Então você não vê médicos nesses congressos,
E eu falei,
Uau,
Que cenário,
Adorei,
Fui lá estudar a biologia molecular,
Como é que acontece tudo dentro de uma célula,
Como é que pode o sistema do cannabinoide ser tão importante,
Participar da morte e nascimento,
Por exemplo,
De células do nosso sistema nervoso central,
Eu não sabia disso,
Ninguém sabia disso,
Eu vou conversar com as pessoas e ninguém sabe,
De verdade,
De fato,
Conversar sobre esse tema,
Sabe que existe,
Pincela ali,
Mas não sabe de fato o que acontece,
E é um sistema novo,
Foi descoberto recente,
Também não é,
Nós sabemos praticamente desde 1980 sobre ele,
Então existe também uma dificuldade da indústria farmacêutica,
Porque ele é muito complexo,
Então como nós temos receptores no corpo inteiro,
Quando você acaba ativando um receptor em algum lugar específico,
Você acaba ativando todos os outros,
Então você acaba tendo resposta fisiológica bastante expressiva quando você acaba estimulando esses receptores,
Que são os efeitos conhecidos da cannabis,
Mas que no caso da medicina pode ser exatamente aquilo que eu quero,
Então pode ser exatamente aquele efeito colateral que eu quero que uma paciente tenha,
Então eu começo a estudar medicina funcional,
Fora do Brasil,
E que é onde eu acho que existe a combinação maior,
E aí que eu acho que todas as medicinas são maravilhosas,
Porque a medicina funcional fala muito da mudança do estilo de vida,
Que é integrativa,
Que é isso,
Que é você complementar com o tratamento convencional,
Mas também mostrar para o paciente que se ele dormir melhor,
Se ele tiver uma alimentação equilibrada,
Se as relações pessoais dele estiverem equilibradas,
Se a mente dele estiver equilibrada,
Se ele fizer exercício físico,
Ele vai ter uma qualidade de vida muito melhor.
Nossa,
Você é super calculadora,
Eu vivo assim.
É isso,
Parece que é básico,
Mas quando você transita dentro do mundo médico,
Você vê que os pacientes estão carentes desse tipo de,
Até de puxão de orelha,
De falar,
Escuta,
Você está indo para o oitavo medicamento,
Que tal fazer exercício e perder peso?
É isso.
Então é chamar atenção para o paciente,
Que às vezes tem que ter muita coragem para mudar,
Eu percebo que uma das maiores dificuldades dos pacientes é mudar hábitos.
Precisa ter coragem,
Porque os nossos hábitos estão relacionados à nossa família,
À nossa infância,
Enfim.
Padrões,
Padrão de pensamento.
País,
Enfim,
Tudo que envolve a nossa cultura e que você cresce dentro,
Você acaba comendo aquilo.
E que ao longo da vida talvez não seja o mais saudável.
Eu acho que até complementando isso que você está falando,
As pessoas às vezes,
Nem só quando eu estou doente,
Até um fato de prevenção,
Não só no corpo físico,
Mas às vezes eu estou doente de uma forma emocional,
Estou confuso,
Não consigo fazer as coisas,
Me comprometer com as coisas,
É um lado já de desequilíbrio.
Claro.
Buscando essa vida equilibrada,
A pessoa consegue.
.
.
Ela tende a ter ações melhores,
Ela tende a buscar coisas que elevam a qualidade,
Porque quando você sente na pele que você está saudável,
E você está plena,
E você consegue fazer com o teu corpo aquilo que você quer,
Essa sensação é muito boa.
E quando você atinge essa sensação,
Você não quer outra.
Então,
Você quer dormir cedo,
Porque você quer fazer esporte no dia seguinte,
Porque você sabe que aquilo vai mudar o dia.
Então,
É esse tipo de transformação que eu acho que o médico tem um papel fundamental.
A gente.
.
.
Os pacientes acreditam na gente.
Então,
Levar esse tipo de informação é muito importante.
Então,
Nesse sentido,
Eu acho que o trabalho que eu faço complementa muito o que o médico tradicional.
.
.
Enfim,
Eu acho.
.
.
Não sei nem se essa é a palavra correta.
Mas enfim,
Que o médico precisa ter um apoio,
Talvez ele não consiga sozinho.
De repente,
O oncologista está preocupado em lutar contra o câncer,
Que já é bastante coisa,
Em manter esse paciente vivo,
Em manter esse paciente em homeostase,
Em equilíbrio,
Para que ele consiga performar e ter uma resposta,
Um tratamento satisfatório.
E aí,
Quando esse paciente chega para mim,
O que eu quero?
Eu quero otimizar isso.
Então,
A gente tem que olhar como é que estão as vitaminas desse paciente,
Como é que ele está realmente tendo uma alimentação equilibrada e olhar ele de forma geral.
E é onde a cannabis entra.
Porque a cannabis,
Ela entra num aspecto que.
.
.
Ela aumenta a qualidade de vida.
Eu vou ter que usar a cannabis como um todo.
Depois,
Se você tiver dúvidas de que forma,
Que uso,
Etc.
,
A gente entra talvez no mais profundo.
Mas eu vou usar os cannabinoides em si da forma medicinal,
Que é o que eu estudo e que é como eu aplico.
E é onde eu vejo que realmente melhora a qualidade de vida dos pacientes.
Eles acabam usando menos medicações analgésicas,
Antidepressivos,
Ansiolíticos.
Então,
O paciente tem menos efeito colateral.
Quando ele diminui a dosagem de medicação,
Ele tende a ter uma melhor qualidade de vida.
Quando ele diminui números de medicações,
Além dele economizar.
Porque isso é uma coisa que também eu percebo muito.
O quanto que o nosso olhar hoje está sempre direcionado para a doença.
Então,
O paciente,
Ele espera ficar doente.
Quando ele fica doente,
O gasto dele na doença é muito alto.
Então,
Ele já chega.
Doutora,
Eu não quero gastar mais nada.
E aí,
A gente quer tentar promover a saúde.
E a gente quer que ele tome vitamina e minerais.
Enfim,
E tenha uma dieta melhor.
Isso vai custar dinheiro,
Óbvio.
Porque,
Infelizmente,
O orgânico ainda é mais caro.
Você comprar alimentos de alta qualidade exige realmente.
.
.
É mais caro.
E o paciente também precisa ter mais disciplina.
Exige bastante coisa.
Não é simples ser saudável.
A gente já não está com esse chip.
A gente precisa ter disciplina para poder ser saudável.
Então,
São várias coisas que não são fáceis.
Escolher mudar,
Né?
A pessoa tem que escolher mudar e colocar em prática.
Em prática e deixar os hábitos para trás.
Enfim,
É bastante coisa para um paciente.
Para qualquer um.
Mudar.
Mas o resultado é fantástico.
Então,
Quando eles mudam e eles voltam no consultório,
Eu falo,
Puxa,
Doutora,
Nunca pensei que eu fosse chegar nesse patamar.
Eu achei que eu ia ter dor para sempre.
E hoje eu faço exercício.
E eu não tenho dor.
Isso acho que é o mais gratificante de tudo.
É o porquê que eu estou lá,
Na verdade.
É para isso que o meu trabalho.
.
.
É isso.
É isso que me faz feliz.
Acho que no final do dia,
Quando você passa régua,
Assim,
Você fala,
O que te motiva,
Né?
Nossa,
Essa é uma das minhas perguntas,
Inclusive.
O que eu gosto de fazer?
O que te motiva a levantar de manhã?
É isso,
Assim.
Por mais exaustivo que seja,
A responsabilidade é enorme.
Você está lidando com vidas,
Com pacientes que estão doentes e que já estão passando por um processo difícil de lidar.
Principalmente os pacientes oncológicos.
É difícil.
E ainda a gente vai ter que mudar.
Puxa,
Doutora,
Mudar nessa hora?
Será que eu consigo?
Será que eu tenho força para mudar?
Não é fácil.
Não é fácil para mim,
Não é fácil para eles,
Não é fácil para ninguém.
Mas eu gosto muito da ideia de andar juntos.
Eu sempre proponho me dar as mãos.
Porque quem vai fazer o processo é o paciente.
Quem tem o poder de mudar ele,
Quem tem o poder de qualquer coisa,
É o paciente.
Então,
Eu gosto muito dessa frase,
De empoderar o paciente.
Ele é o dono da saúde dele.
Ele é o dono da história.
E quando o paciente sente que é ele,
Não sou eu.
Estou lá para guiar ele.
Exato.
Ele é o protagonista.
O trabalho que eu faço também é de coaching.
É isso.
Depende do paciente.
As pessoas precisam tomar mais as rédeas da própria vida.
Eu faço a escolha.
O que eu vou comer hoje é uma decisão individual.
É o que você faz na hora que você vai comer.
Então,
Você pode estar em qualquer lugar.
E ter disciplina.
Então,
É isso.
É levar a consciência para o momento presente.
É levar a consciência para a alimentação.
Para as escolhas.
O que eu vou fazer com o meu dia?
Que música eu vou ouvir?
Quais são as pessoas que eu vou falar?
Que tipo de leitura eu vou ocupar o meu tempo?
Trazer essa presença.
E a cannabis veio.
.
.
Quando eu comecei a perceber que os pacientes que me procuravam,
Que queriam usar a cannabis para qualquer doença que fosse,
Eu comecei a perceber que eles estavam doentes não só na doença,
Mas doentes em diversos aspectos.
E isso me motivou muito a procurar voltar a estudar fisiologia,
Metabolismo.
Enfim,
Que é onde a medicina funcional tem uma atuação maravilhosa.
E anda de mãos dadas com a oncologia,
A imuno,
A remato.
Enfim,
Eu percebo que os pacientes que me procuram têm normalmente doenças crônicas.
Então,
São pacientes que com o quadro arrastado e que já vem tomando várias medicações.
Então,
Quando a gente coloca a cannabis,
Os pacientes começam a melhorar e mudam o estilo de vida.
Acabam comendo melhor e incorporam a meditação.
E o sono melhora.
E eles começam a ficar mais donos da situação.
O papo com os médicos deles é muito legal.
Porque é uma junção de forças.
E a gente quer que o paciente fique bem.
No fundo,
A ideia é essa.
A ideia é melhorar a qualidade de vida.
E assim como você falou,
Eu entendi que eu vim aqui para elevar a vibração do planeta.
E eu acho que eu vim aqui para ajudar as pessoas a melhorarem a vida delas de alguma forma.
De qualquer forma.
Se eu conseguir um pouquinho já na vida de quem entra em contato comigo,
Eu já estou feliz.
Qualquer que seja essa mudança.
É isso que no final do dia conta.
Eu concordo muito com você.
Encontro com pessoas assim até em atendimentos meus.
E eu acredito muito que não só os pacientes,
Como eu estava falando.
De maneira geral,
As pessoas têm que começar a ter essa percepção de quem eu sou,
O que eu vim fazer aqui.
De ter as escolhas certas.
Porque é muito fácil reclamar.
Acho que a maioria das pessoas reclama e esquece de agradecer o tanto de coisa boa que tem.
E o poder de escolha que a gente tem para fazer.
Exato.
Cada coisa realmente é uma escolha.
É uma escolha.
Todo dia a gente faz ela.
Exato.
Toda hora.
Que é até clichê,
Mas é o poder do agora.
Exato.
A gente tem o poder agora.
Então,
O que eu vou fazer com o meu tempo?
É muito fácil entrar na rotina,
Na máquina,
No turbilhão.
Então,
A gente trabalha,
E do trabalho está no carro,
E do carro está em casa.
E no carro tem os filhos,
E dos filhos tem o marido.
E quando você vê,
Te engoliram.
E você está dentro de um turbilhão.
E acordar para isso,
Que é trazer para a tua vida,
Mesmo que ela seja corrida,
Agitada,
É você trazer momentos de paz.
Então,
Momentos de silêncio.
Momentos de meditação.
Momentos de desligar o celular e olhar no olho de quem está falando com você.
Pequenos momentos em que você está presente.
Porque senão a gente está realmente em um fluxo difícil.
É,
Cada vez mais a gente vê na sociedade hoje.
Não sei,
Está todo mundo de uma certa forma.
.
.
Adormecido,
Parece.
É a sensação,
Né?
De vai,
Vai e não sabe nem para onde está indo.
Está indo,
Está indo.
Então,
Às vezes é falar ou.
E quanto de gente está ansioso,
Depressivo,
Com pânico?
Eu acho que essa é a nossa doença do nosso século.
É a doença do século.
As crianças estão assim também.
Então,
As crianças estão com doenças metabólicas,
Estão sobrepeso,
Estão ansiosas,
Estão com síndrome autoimune,
São desatentas e estão tomando medicações desnecessariamente.
Enfim,
Hoje eu acho que de uma forma geral,
Na alimentação a gente está com um problema grave.
Comprar alimentos saudáveis,
Acho que esse é um ponto super relevante.
Eu acho que quando você começa a entrar no mundo saudável,
Você fala,
Puxa,
Agora eu vou comer o quê?
Você começa a ver que todo rótulo tem alguma coisa que não é legal.
As coisas não têm nome de comida.
Então,
Você está comprando.
.
.
Eu sempre falo para os meus pacientes,
Você não vai comer nada que vem de pacote.
Eu tenho até uma frase para você,
Anda descascando mais ou desempacotando mais?
Isso,
Exato.
Porque faz toda uma diferença.
Você só vai comer comida com nome de comida.
Comida de verdade.
Exato,
Porque é isso.
Porque se você não prestar atenção,
A gente está sendo bombardeada por um monte de produtos químicos.
Não é à toa que a gente está doente.
Então,
Tudo influencia.
O teu intestino influencia na forma como você pensa.
É muito isso que eu estou dizendo.
Quando o intestino influencia na forma que você pensa,
Tudo que vem de fora vai no intestino.
Eu sempre trabalho muito essa parte do intestino com os pacientes.
Porque é verdade.
Então,
O que você come é muito importante.
É relevante.
E a gente tem estudos hoje que já comprovam isso.
Se você mudar a microbiota do intestino,
É ansiolítico.
O paciente fica menos ansioso,
É antidepressivo.
Então,
Tem que estar atento a isso.
Hoje em dia,
Eu acho que é o que tem de ponta,
Em relação à medicina,
É essa junção entre todas as medicinas.
Porque a gente não pode negligenciar nenhuma.
Todas fazem sentido.
Quando uma traz a espiritualidade para dentro da sala do consultório,
Ela é importante.
A outra traz o pragmatismo,
É importante.
E trazer as mudanças necessárias.
Então,
Tudo é importante.
É o equilíbrio.
É o equilíbrio,
Exatamente.
Entender que a gente vive numa cadeia.
E que está todo mundo conectado.
E que todo mundo pode se ajudar,
De uma certa forma.
Essas medicinas todas conversam.
Isso eu acho maravilhoso.
Até você tocando no tema alimentação.
E você ter virado vegetariana.
Tudo,
Às vezes,
Se fala com as pessoas sobre vegetarianismo.
Mas,
Ah,
Eu sou vegetariana.
Mas aí,
Você não come nada?
O que você come?
E aí,
Eu acho que é uma quebra de paradigma.
Porque,
Na verdade,
Amplia tanto a sua alimentação.
Porque você vai comer de forma equilibrada.
É completamente diferente.
Porque agora sim,
Você vai em busca da diversidade.
Exato!
Aí,
Você tem uma diversidade maior.
De cor de alimento,
Você começa a conhecer.
Então,
Eu acho sempre isso uma quebra.
Acho que,
Independente da pessoa ser vegetariana ou não.
Ela tem que sempre explorar o que faz bem pra ela.
O que dá energia pra ela.
Diferentes alimentos.
Eu acho que não pode ficar nessa.
.
.
Nos 10 principais,
Né?
O milho,
A batata.
Se você for ver,
A gente come 10 alimentos principais.
E é o que constitui,
Talvez,
A feira,
Os mercados das pessoas.
E quando você acaba tendo que buscar outras alternativas.
Uau!
Aí,
É um mundo maravilhoso.
Exatamente!
Aí,
O que você come?
Nossa!
É tanta possibilidade de opção.
Tem muitas possibilidades.
Muitas.
Então,
Eu acho muito bom continuar nesse tema também.
Também,
Conhecendo a microbiota.
Que é todo o aparelho digestivo.
É super legal.
Saber que neurônios,
Né?
Eu estava lendo,
Estudando.
Você gosta do David P.
Almoza?
Muito!
Muito!
Muito!
Muito!
Eu costumo brincar com os meus amigos médicos.
Eu gosto que eles leiam.
Porque depois a gente conversa.
Porque quando a gente vem com o colesterol.
E você começa a falar todas as coisas.
Que o problema é o carboidrato.
E também,
Vamos fazer o carboidrato vilão.
Exato!
A gente tem que ter cuidado quando a gente fala isso.
Principalmente em público.
Mas que realmente as gorduras boas são necessárias.
Essenciais.
Essenciais.
E que o carboidrato de alto índice glicêmico pode ser ruim.
Em que é uma mudança de conceito,
Na verdade.
Que o colesterol é protetor para o sistema nervoso central.
Então,
Eu adoro falar isso também.
Porque você acaba.
.
.
É o fundamento de uma alimentação mais saudável.
Onde você vai buscar alimentos.
Em que se você entender o conceito.
Não precisa de cardápio definido.
Você entender o conceito.
Você sabe que tem que procurar uma proteína de boa qualidade.
Uma gordura de boa qualidade.
A maioria do seu prato.
50% de alimentos vegetais,
Orgânicos,
Naturais,
Frutas.
E uma salada linda,
Maravilhosa.
E o carboidrato que você vai escolher.
É um carboidrato de baixo índice glicêmico.
Na maioria das vezes.
E que 10% do tempo você pode fazer o que você quiser.
Que tudo bem.
Que tem que fazer.
Equilíbrio.
Equilíbrio,
Exato.
E vai poder comer o que quiser.
E que a vida não pode ser tão restritiva.
A gente tem que ter prazer em tudo que a gente faz.
Exato.
Parece que eu percebo que os pacientes,
Quando eles começam a mudar.
É muito mais prazeroso ser saudável.
Então,
Aquele paciente que chega e fala.
Doutora,
Mas sem a minha pizza do domingo,
Eu não vivo.
E passa três meses,
Ele fala.
Doutora,
Eu nem lembro que eu comi a pizza todo domingo.
Porque não faz a mínima diferença.
O próprio corpo começa a ter as necessidades de alimentos mais saudáveis.
A gente começa a ter esse.
.
.
O corpo fala,
Né?
E aí,
Pelo que eu percebo de feedback deles.
Eles vão aprendendo a ouvir.
Então,
Você vai automaticamente tendo escolhas mais saudáveis.
Você não precisa mais.
.
.
No começo,
Você precisa pensar.
No começo,
Você tem que,
Né?
Dar aquela medida.
Ai,
Meu Deus.
Cortei na quantidade.
Depois.
.
.
Começa automático.
É automático.
Você acha que é até um processo intuitivo?
Porque eu acho que quando a pessoa começa a fazer essa mudança.
Ela começa até o corpo pedir o alimento que você está precisando.
Acho que sim,
Acho que sim.
Nesse aspecto que eu acho que o corpo fala.
Você acaba.
.
.
Ai,
Hoje eu quero uma pimenta.
Mas é porque você está precisando daquela pimenta.
E é uma delícia.
Quando você começa a ter essa afinidade com o teu organismo.
Esse nível de conversa.
É uma intimidade.
É uma intimidade,
Exatamente.
E mais uma vez,
O poder de ser você.
De você fazer as escolhas.
Exato.
E não outra pessoa por você.
Ou a propaganda.
Delegar.
Delegar,
Exatamente.
Acho que a gente precisa de um auxílio.
Conhecimento,
Informação.
Mas eu acho que sempre esse processo de autoconhecimento.
Empoderamento.
E tomar as rédeas das minhas decisões.
Perfeito.
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