
Síndrome de Burnout
Neste episódio eu falo com você sobre uma doença muito séria, a qual tem afetado inúmeras pessoas ao redor do mundo: A Síndrome de Burnout. Eu conto para você na visão de quem já teve e como você pode fazer para se cuidar e não se deixar levar pelas circunstâncias da vida. Sigamos no Caminho. Free music by Christopher Lloyd Clarke
Transcrição
Olá!
Seja bem-vinda,
Seja bem-vindo a mais um episódio do podcast No Caminho do Autoconhecimento.
Eu sou a Gisele Duarte,
É um imenso prazer ter você aqui comigo.
No episódio de hoje,
Eu quero falar sobre um tema que eu já escrevi,
Síndrome de Burnout.
Esse é o assunto que eu quero tratar hoje aqui com você.
A Síndrome de Burnout,
Ela pode ser conhecida também como,
Trazendo aqui para o nosso português,
Esgotamento profissional.
Como é que ele pode se dar?
Bom,
Por experiência própria,
Eu já tive duas vezes essa síndrome em anos diferentes,
Bem distintos,
Em que eu estava trabalhando muito,
Horas excessivas de trabalho,
De estudo,
De várias coisas que demandassem a minha mente trabalhar um pouco mais,
Né?
O âmbito intelectual da coisa.
Então,
Eu lembro que eu trabalhando bastante,
Mais de 14 horas por dia,
Às vezes mais de 19 horas por dia,
Estudando vários cursos,
Fazendo faculdade,
Lendo livro,
Né?
A gente já falou disso aí no nosso episódio passado,
Inclusive.
Mas,
Nas épocas que deram,
Bom,
Na primeira época,
Eu não tinha essa consciência de que eu precisava dar uma atenção especial nisso,
Para não virar outras coisas.
A primeira vez foi em 2012,
Eu trabalhava muito e eu achava que era assim,
Normal.
Então,
Eu trabalhava muito,
Eu estudava,
Fazia cursos,
Lia livros,
Queria ser perfeita.
Eu nem sabia que essa opção nem existia,
Né?
Porque é uma invenção dessa sociedade pós-moderninha,
Em que quer que a gente faça milhões de coisas e a gente já aprendeu que não é bem assim.
E nós temos duas formas de aprender isso,
Pelo amor ou pela dor.
Adivinha de que forma eu aprendi?
Eu aprendi pela dor,
E como se não bastasse,
Em 2018 eu tive uma segunda síndrome de burnout.
E claro que dessa segunda vez foi até pior.
Por quê?
Eu tinha consciência.
Nossa,
Eu já tinha consciência do que eu estava fazendo.
Eu queria ter a capacidade,
Na época,
De poder aplicar tudo aquilo que eu aprendi no yoga,
Quando eu me formei lá em 2015,
Em Hatha Yoga,
E eu acabei não aplicando isso.
Eu estava numa condição de que eu precisava trabalhar para me manter e me sustentar.
E essa pressão foi tão grande na minha cabeça de que eu só trabalhava e estudava,
Só trabalhava e estudava.
E aquele medo rondando,
Porque antes eu estava numa empresa e eu precisava desse trabalho que eu estava fazendo ali,
Terceirizado,
E ainda rolava esse medo de,
De repente,
Amanhã pode ser que eu não estivesse mais lá,
Por falta de produtividade.
Então eu tinha que mostrar,
Porque eles queriam que a gente mostrasse,
Que a gente estava ali atuando em alta performance o tempo todo,
Que nós éramos muito efetivos naquilo que nós estávamos fazendo e prestando em serviços.
E aí pifou,
Né?
Aí a hora que pifou e a hora que eu fui parar no hospital todo dia por conta disso,
Aí eu acabei sendo dispensada.
Ou seja,
Adiantou eu ter e mostrar tanta produtividade assim?
Pois é.
Na primeira vez,
Em 2012,
Eu nem sabia desse termo,
Não conhecia.
E aí eu só comecei a ter consciência de que estava acontecendo alguma coisa errada comigo quando eu tive,
Pela terceira vez,
Síndrome do pânico.
É,
E não é agradável.
Quem já teve sabe que não é nada agradável,
É muito ruim,
Na verdade,
E parece que a gente está morrendo.
E a gente não sabe explicar,
Mas parece que a gente está morrendo.
E era para ser uma viagem agradável essa terceira vez que se manifestou essa síndrome do pânico.
Eu estava em Angra dos Reis,
Indo fazer uma aula de mergulho,
E eu achava que eu era tipo,
Sabe,
Aquela aventureira que podia tudo.
E aí,
Com aquela roupa toda apertada,
Cilindro,
Máscara,
Oxigênio entrando assim a rodo,
Com aquela máscara,
Tudo muito pesado.
E aí o instrutor falou que era só eu andar e uma hora eu ia cair no mar e estava tudo certo,
E iríamos começar o nosso mergulho.
E quando eu caí,
Eu tive um ataque do pânico.
Não foi nada agradável.
E o que eu fiz a respeito na época?
Eu fui procurar aulas de yoga,
Porque quando eu estava na faculdade em 2007,
As aulas de yoga,
Apesar de serem feitas numa academia,
Elas me acalmavam na época.
Então,
Eu pesquisei algumas aulas para fazer,
Para me acalmar,
Para eu poder começar a aterrar certas emoções,
Aquele vendaval de coisas e informações,
Que eu estava tentando processar na época.
E foi aí que eu conheci o Instituto Hermógenes,
Lá no Rio de Janeiro,
Quando eu morava lá.
E o meu professor era um senhor que beirava aos 70,
74 anos,
Professor João Batista.
Ele era maravilhoso,
Foi um dos melhores professores que eu já tive em yoga e foi a melhor das opções que eu pude fazer naquela época.
E assim,
Eu fazia essas escolhas aqui inconscientes,
Mas graças até a essa síndrome de burnout que eu tive,
Me fez encontrar aulas de yoga,
Me fez encontrar alternativas para que eu pudesse lidar com aquela situação em que eu me encontrava.
Eu escolhi estar naquela situação.
Nós estamos onde nós nos colocamos.
E desde então,
Foi um passo em volta.
Em 2012,
Comecei as aulas de yoga e foi a melhor coisa do mundo,
Foi a melhor coisa da vida.
Você aprender a tomar consciência da sua respiração e que a respiração pode ser clichê,
Mas a respiração é vida e a gente respira de forma completamente errada,
Se a gente não ter essa consciência.
E aprendendo isso,
Eu fui aprendendo também de que eu precisava deixar de lado certas coisas e eu precisava tomar consciência não só da minha respiração,
Mas também da minha vida.
E de que eu não precisava ser uma pessoa ali em alta performance 100%,
Doando meu tempo e a minha capacidade intelectual de processar algo o tempo todo.
Aliás,
Se eu continuasse nesse ritmo,
Alguma coisa poderia vir de pior.
E esse foi o processo.
E por que que depois,
Em 2018 para mim,
Eu sinto que foi tão ruim,
Entre aspas tão ruim?
Porque eu já tinha essa consciência,
Eu já tinha estado ali uma vez,
Eu já havia buscado recursos,
Ou seja,
Eu já tinha ferramentas para poder aplicar no meu dia a dia,
Mas eu acabei deixando o medo da escassez tomar conta.
E aí eu preferi trabalhar incessantemente,
Finais de semana,
Feriado,
Para entregar algo que eu já nem estou mais lá para entregar.
E o que sobrou de tudo isso?
Eu,
A minha vida,
O meu dia a dia.
Então por isso que cuidar de nós é tão importante,
Em primeiro lugar,
Do que cuidar de qualquer outra coisa.
Porque no começo e no fim da nossa vida,
Restarão quem?
Ninguém.
Restará apenas nós.
Restará apenas você mesmo.
Então,
Veja só,
Tudo que acontece no processo,
Nesse ato entre o início e o fim da vida,
São coisas que você pode agregar em segundo plano.
Em primeiro plano está o auto-amor,
O auto-cuidado,
O auto-conhecimento,
O amor próprio,
A auto-percepção,
A percepção de si mesmo,
A manutenção daquilo que você precisa fazer para consigo,
Porque se você não fizer,
Ninguém vai fazer.
E se eu não tivesse parado para prestar atenção no que eu estava fazendo comigo?
E se eu tivesse continuado trabalhar da forma que eu estava,
Ou estudar da forma que eu estava?
Beleza,
Concluir cursos,
Ter faculdade,
Ter pós,
Mas e aí?
O que adiantar tudo isso,
Certificados e diplomas,
Se de repente,
Talvez,
Nenhuma nova chance para estar aqui eu tivesse?
E aí?
Será que vale sempre a pena a gente ouvir esses grandes gurus falando que nós devemos estar o tempo todo aí,
Em alta performance,
Entregando tudo que a gente estiver entregando?
Eu não sei se você já ouviu isso,
Mas eu vou compartilhar com você,
Porque está super na moda falar isso,
E aí eu vou ressignificar para você.
Estude enquanto eles dormem,
Trabalhe enquanto eles se divertem,
Lute enquanto eles descansam,
Depois viva o que eles sempre sonharam.
E as pessoas acham lindo compartilhar isso,
Sabe?
Tipo,
Enquanto está todo mundo dormindo,
Enquanto inclusive você deveria estar dormindo,
Não,
Vai lá,
Trabalha,
Dá o seu sangue,
Estude,
Sabe?
E aí,
Eu vou ressignificar para você essa coisa que as pessoas estão compartilhando,
Que parece que é bem legal,
Até você ter uma síndrome de burnout,
E muitas vezes você não tem uma segunda chance.
Então,
Em vez de estudar enquanto todos dormem,
Estude enquanto você quiser,
Trabalhe enquanto necessário,
Viva,
Porque a vida não é uma guerra,
Depois viva o que você planejou.
Então,
Vamos parar de ser louco e de querer provar alguma coisa para alguém.
Eu também já tentei,
E eu também já tentei trabalhar e estudar enquanto os outros dormiam,
E o que eu ganhei foi síndrome de burnout.
E os sintomas você começa a perceber que você não tá legal quando você começa a entender que muita coisa aí você precisa fazer,
Só que talvez muitas pessoas assim como eu só vai procurar uma ajuda,
Como na primeira vez que eu fiz,
Quando realmente você já tá sem forças,
Porque se você tem uma síndrome do pânico,
Um ataque de pânico,
É porque os outros avisos já passaram por ti,
Mas você nem ouviu,
Você nem deu brecha.
Então,
Assim,
Sintomas de síndrome de burnout pode ser desde falta de memória,
Cansaço excessivo,
Aquela sensação que você tem de não dar conta de tudo,
Você acha que você não vai dar conta e começa a rolar aquela paranoia de que tem muita coisa para você fazer,
E você não sabe por onde você vai terminar,
E aí você quer fazer tudo de uma vez,
E você quer entregar.
Irritabilidade,
Oscilação no humor,
Insônia,
Isso também tem em outras doenças ambientais,
Como estresse também,
A ansiedade e a depressão também,
Mas quando você vai no médico especializado para poder te diagnosticar,
Porque é importante que você vá em um especialista para que você receba um diagnóstico de um profissional qualificado e não vai lá no Google pesquisar se você tem ou se você não tem.
Então,
Você tem que ir no médico bonitão para fazer isso para você,
E aí ele vai te passar algumas coisas para você fazer.
Talvez ele até te passe um remédio,
Dependendo do grau da coisa,
Talvez você precise tomar um remédio,
Talvez não.
E,
Muito legal,
Você pode complementar as terapias holísticas no seu tratamento alopático.
Então,
Desde um floralzinho,
Você pode tomar,
Tratar-se com aromaterapia,
Com massoterapia,
Chiatisoterapia,
Yoga,
Meditação,
Mindfulness,
Até uma constelação familiar para entender por que você foi parar numa síndrome de burnout,
O que estava acontecendo,
Quem você estava honrando.
Trabalhar no teta-healing para você ressignificar suas crenças,
E também você pode ressignificá-las através da PNL,
Por que não?
São sempre efetivos.
Todas as terapias complementares,
Como o nome já diz,
Complementar,
Elas nos ajudam a dar esse apoio para um tratamento alopático,
E com mais força e potência você consegue sair desse estado em que você se encontra.
Síndrome de burnout não é brincadeira,
É uma coisa séria,
Então se cuida.
E se você conhece alguém que tem essa síndrome de burnout,
Fala para ela se cuidar,
Cuide dela também com carinho,
Entenda que não é frescura,
É uma doença,
E é uma doença séria,
É uma doença do século 21,
É uma doença da era da informação.
Não é bonito falar isso,
Ela tem que ser tratada,
E tratada na causa,
Raiz do problema.
A gente está com muita demanda hoje em dia,
A gente está com muita cobrança de que tem que ser perfeito,
De que tem que dar o melhor.
Eu não sou robô,
Você não é,
Ninguém é,
A gente tem que fazer,
Sim,
A gente tem que trabalhar,
A gente tem que planejar,
A gente tem que estudar,
Mas cara,
Caminho do meio.
Eu gosto muito dessa frase,
Caminho do meio,
Para os budistas,
Tudo é caminho do meio,
O que é isso?
É você ter a vida equilibrada,
Você viver em equilíbrio,
Não é nem claro,
Nem escuro,
Caminho do meio,
Não é nem zero,
Nenhum,
É o caminho do meio,
Tipo yin yang,
Sabe?
O yin é o frio,
É a noite,
É o escuro,
É o feminino,
Yang é o calor,
É o claro,
É o masculino.
Quando você está ali na linha,
No tal,
Tal é o equilíbrio,
Tal é a harmonia,
Caminho do meio é o equilíbrio,
A gente precisa encontrar o nosso ponto de equilíbrio,
E quando a gente começa a perceber que alguma coisa não está do jeito que a gente esperava,
Mas assim,
De forma tão sutil,
A gente começa então a poder direcionar a nossa trajetória,
A nossa rota,
E quando a gente vai perceber que é possível fazer isso?
Quando você vai sacar,
Vai ter essa sacada para começar a mudar,
Para perceber que as coisas podem ser diferentes?
Autoconhecimento,
Quanto mais você se autoconhece,
Quanto mais você busca por isso,
Pela sabedoria de si mesmo,
Mais você consegue criar um termômetro para entender que certas coisas não fazem mais sentido na sua vida.
O seu corpo,
O seu espírito,
A sua alma,
Seja lá o que você quer chamar,
Suas emoções,
O seu campo mental,
Eles vão te falar,
A gente está em conexão,
Porque nós somos ele,
Nós somos um,
E quando a gente começa a nos exercitar através do autoconhecimento para nos alinhar diante de todos os nossos corpos,
Desde os mais sutis até os mais grosseiros,
A gente começa a entender que a gente não precisa seguir um caminho,
O caminho da tendência,
Da modinha,
O caminho da essência do que é sentido,
Qual é o caminho que você deve seguir.
Autoconhecimento é a chave,
Por isso que eu sempre vou bater nessa tecla,
Porque quando eu entendi isso,
E eu comecei a aplicar,
E estou aplicando,
Estou aprendendo,
Porque eu não sou nenhum guro,
Eu ainda erro para caramba,
Lógico,
Sou ser humano,
Eu sou um mestre ascensionado,
Então o pouco que eu sei,
O pouco que eu já passei,
Experienciei,
E sei que tem coisas que é muito ruim a gente passar,
E muitas vezes a gente passa sozinho,
A gente gostaria de encontrar alguém que pudesse nos ajudar,
Então por que eu faço isso tudo aqui?
Para justamente,
Se alguém já passou pela mesma situação que eu,
Situação semelhante,
Que alguma coisa que eu fale e que faça sentido para essa pessoa,
Então para mim já está maravilhoso,
Já ganhei o meu dia,
Porque eu sei quanto é difícil você passar por certas situações,
E você não ter ali um conselho,
Um direcionamento,
Um mentor,
E o caminho da dor é sempre o caminho mais difícil,
A gente aprende,
Mas não precisaria ser assim,
Mas a gente escolhe passar por isso,
E pelo autoconhecimento a gente começa a entender e compreender que os próximos ensinamentos podem ser feitos,
Podem ser vivenciados pelo amor,
As coisas podem vir de forma mais tranquila e elevada,
A nossa vida pode ser vivida da forma mais harmônica e tranquila,
Não precisa ser sempre ferro e fogo,
Talvez isso seja uma crença coletiva,
Uma crença individual enraizada,
Uma crença de ancestrais que a gente precisa ressignificar lá dentro,
No nosso corpo,
Mas isso é trabalho,
Isso é terapia,
E não é indo em uma sessão ou em duas ou três que você vai resolver isso,
Autoconhecimento e terapia é uma coisa que você faz manutenção,
É igual banho,
Você não toma banho uma vez por ano,
Isso daí deixa lá no Brasil colonial,
Hoje em dia não dá,
Nem um dia você consegue ir só com um banho,
Eu pelo menos tomo uns três,
Então a gente precisa ter essa manutenção,
E aí sim as coisas começam a fazer mais sentido e você começa a ter uma percepção mais apurada de si mesmo para entender que,
Opa,
Olha só,
Ó,
Tô trabalhando muito,
Opa,
Por que que eu tô estudando tanto,
Pera lá,
Vamos começar a dar uma equilibrada aqui,
Caminho do meio,
Tal,
Lembre-se sempre disso,
Um ambiente corporativo ele é extremamente carregado,
Ele é extremamente competitivo e se a gente não ter esse equilíbrio,
Esse autoconhecimento,
Essa percepção de si,
A gente pode escorregar e cair no labirinto de uma síndrome de saúde,
De uma depressão,
De uma ansiedade foda,
Não faça isso com você cara,
Se cuida,
Se blinde,
Pratique coisas que façam sentido para você,
Pratique coisas que sejam boas para o teu espírito,
Porque teu espiritual é o pilar que suporta todos os outros pilares,
Mental,
Emocional e físico,
Se você não tem este pilar tão sólido quanto poderia ter,
Os outros estremecem,
Então cuida de ti,
Pratique,
Busque autoconhecimento.
Espero que você tenha gostado deste episódio,
Tudo que você quiser escrever para mim,
Eu vou ler com muito carinho,
Será um prazer receber e eu te vejo no próximo episódio,
Um grande beijo,
Se cuida,
Não seja maluco,
Te encontro depois!
Conheça seu professor
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