
Reconectando-se com Fernanda Mello
Ter baixa auto-estima, não aceitar o corpo, ser obcecada pela dieta e viver se privando, é a realidade de milhares de mulheres, infelizmente. Precisamos nos libertar dessas regras sem sentido e nos reconectar com nós mesmas e com o nosso corpo.
Transcrição
Oi,
Eu sou a Dudu Schett.
Se você tá aqui pela primeira vez,
Seja muito bem-vindo.
Se você já esteve aqui comigo antes,
Muito obrigada por ter voltado.
Durante a minha vida,
Tentaram me enterrar sem saber que eu era uma semente.
Eu floresci,
Eu ressignifiquei a minha história e transformei a minha vida.
Eu criei esse podcast para ser um espaço holístico de ensinamentos,
De trocas e de insights.
Um lugar que eu possa te contar tudo que eu aprendi durante esses anos,
Percorrendo o caminho de cura emocional e espiritual,
Depois de ter vencido um AVC,
Quando eu tinha 23 anos.
Então,
Quando você se sentir perdido,
Sozinho ou sem rumo na vida,
Faça uma pausa e venha para cá.
Eu quero que esse podcast se torne o seu conselheiro,
Seu amigo,
Seu colete salva-vidas,
Para quando você vai em desistir de si mesmo.
A cada episódio,
Eu quero plantar sementes de amor próprio,
De cura,
De resiliência e esperança dentro do seu coração,
Para você refletir,
Pensar e se questionar.
E hoje,
O que vamos plantar?
Bom,
Fê,
Então,
Primeiro de tudo,
Eu quero agradecer a sua presença,
De estar aqui hoje,
Nessa conversa.
Eu acho que vai ser muito gostoso e muito útil para muitas mulheres.
Eu espero,
Assim,
Que a gente consiga plantar uma sementinha da mesma forma que você plantou em mim há um tempo atrás.
E,
De verdade,
Assim,
Dos profissionais da área da saúde que eu conheço,
Que eu tenho contato,
Que eu já fui paciente,
Enfim.
Para mim,
Você é uma das melhores.
Quando a gente fala de alimentação saudável,
Consciente,
De nutrição,
Porque eu acho que você enxerga a pessoa como um todo,
Como um ser integral.
E isso,
Acho que é uma visão,
Assim,
Que faz total diferença.
Então,
Antes da gente começar a nossa conversa,
Eu queria que você contasse um pouco da sua história e como você chegou até aqui.
Qual que é a sua jornada?
Sim,
Sim.
Bom,
Eu que agradeço o fato de estar aqui.
Seu trabalho também está cada dia mais incrível e obrigada pelo elogio.
Eu acho que,
Hoje em dia,
Assim,
Cada vez mais eu me sinto mais alinhada em relação a essa questão mesmo de atendimentos,
De conseguir ter ferramentas para realmente conseguir ver a pessoa de uma maneira mais holística mesmo,
Mais ampla.
Então,
Eu me formei como nutricionista,
Faz 14 anos,
E fiz pós em nutrição esportiva.
Sempre fui muito ligada a esportes,
Comecei a surfar nova.
Sempre fui muito,
Assim,
Mais de esportes coletivos,
Nunca muito de essa coisa de academia e tal,
Mas era muito apaixonada por esse lifestyle de esporte e tal.
Então,
Fui para a nutrição esportiva.
Assim que eu me formei,
Eu já comecei a pós-graduação.
E aí,
Eu sempre trabalhei na parte mais clínica.
Então,
Eu trabalhava sempre em São Paulo.
A minha faculdade foi em São Paulo,
Na São Camilo.
E aí,
Eu comecei a trabalhar com médicos.
Então,
Eu fiquei com o Roberto Calil,
Que é cardiologista,
Com Denise Eze,
Que é endócrino.
Enfim,
Fui trabalhando mais com médicos mesmo.
E também trabalhava no setor de obesidade do Hospital das Clínicas,
Como voluntária,
Na parte de bariátrica.
Então,
Eu trabalhava com pacientes que iam para a cirurgia bariátrica,
De redução do estômago,
Para quem não conhece.
Então,
Eu fazia esse trabalho entre esses médicos,
Fazia a parte nutricional dos pacientes com os médicos.
Então,
Eu sempre tive muita vivência.
Isso foi uma grande escola para mim,
Trabalhar com médicos.
E era legal,
Porque eles tinham essa visão também de,
Calma,
Antes de eu medicar,
Antes de eu entrar com a medicação,
Faça com a Fernanda,
Vamos ver o que a gente consegue melhorar.
E é isso.
Só que eu sempre me senti muito ilimitada no meu atendimento,
Na época em que eu morava no Brasil,
Porque eu sentia que as pessoas.
.
.
Eu passava de época que eu sabia,
Que eu tinha aprendido o que seria ideal para a pessoa,
Mas a maioria das pessoas,
Muitas vezes,
Não conseguiam seguir.
E eu não me sentia assim.
Eu sempre tive essa coisa de conversar mais,
De abrir espaço para a pessoa,
Mas muitas vezes eu não tinha tantas ferramentas para acolher melhor.
Então,
Eu comecei a estudar.
Quando eu me mudei,
Na verdade,
Eu sempre tive essa vida de São Paulo,
Corrida frenética.
Então,
Eu sempre tive muito essa coisa de que.
.
.
Um valor muito forte da minha parte profissional.
O bom bem-ser,
De eu por melhor.
Então,
Eu tinha muito essa coisa na minha cabeça.
O que,
De uma maneira,
É bom,
Porque te dá ambição,
Você vai atrás,
Mas,
Ao mesmo tempo,
Era frenético.
E eu tinha esse lado de gostar muito de surfar,
De ir para a praia.
E aí,
Eu comecei a ver que a minha rotina,
Quando eu estava em São Paulo,
Eu sofria muito.
Quando eu estava na praia,
Era meio óbvio isso,
Mas eu comecei a realmente questionar se eu estava morando no lugar certo.
E aí,
Surgiu a oportunidade de vir para a Califórnia para estudar.
Eu falei assim,
Vou estudar inglês,
Vou tirar um ano para repensar a minha vida,
Estudar inglês.
De repente,
Vou fazer um pós-doutorado,
Vou fazer um doutorado,
Na verdade.
E conversei com o Dr.
Calil,
Que na época era o principal médico que eu ficava.
Ele super me apoiou e a gente começou a ver essa questão de fazer doutorado e tal.
E aí,
Eu vim.
Eu vim com total ideia de que eu iria voltar para o Brasil depois de seis meses e um ano.
Só que aconteceu que,
Obviamente,
Me apaixonei pela Califórnia.
Que não é difícil,
Né?
Não.
E comecei a estudar e pensar em outras coisas.
Só que,
Quando eu realmente falei assim,
Não,
Eu vou ficar pelo menos um ano aqui.
Eu preciso ficar um tempo para me adaptar,
Para pegar o inglês legal e tal.
E aí,
Eu comecei a olhar outros cursos,
Começar a pesquisar outras coisas.
E aí,
Para eu me manter aqui,
Eu comecei a falar,
Bom,
Vou fazer um blog.
Isso já faz oito anos,
Né?
Vou fazer um blog que eu vou conversar,
Vou falar com as pessoas,
Vou falar sobre nutrição,
Mas de uma maneira mais leve,
Através de receitas,
Né?
Tipo,
Para as pessoas aprenderem a cozinhar mais.
Porque quando eu cheguei do Brasil,
Eu não sabia cozinhar.
Não,
Não acredito.
Para mim,
Ser uma cozinheira,
Assim,
A vida inteira.
Não,
Zero,
Zero.
Ah,
Mas assim,
Me virar aqui foi uma coisinha bem básica,
Sabe?
Mas,
Assim,
A minha paixão mesmo foi quando eu tive que me virar,
Fazer minha comida aqui no Brasil.
A gente tem bastante essa cultura de ter alguém em casa,
Né?
Hoje em dia,
Já não é tão comum,
Mas,
Assim,
Era uma coisa que eu tive na minha realidade,
Né?
Então,
Eu comecei a fazer o blog,
Né?
E comecei a me interessar mais por fotografia de comida,
Essas coisas,
Né?
E aí,
Paralelo a isso,
Na vida pessoal,
Eu conheci o meu marido,
Né?
Que foi,
Assim,
Um super parceiro e a gente acabou,
Né,
Ficando juntas.
Você conheceu ele aí,
Quando você mudou?
Sim.
Que massa.
Exato.
Então,
Ele tinha,
Né,
A gente acabou,
Aí a gente casou,
Depois a gente foi morar junto,
Casando e tal.
E,
Assim,
Não perdi aquela vontade de voltar para o Brasil.
Isso,
Né?
E aí,
Aqui,
Eu comecei a procurar alguns cursos e aí eu achei o curso de health coach que você fez também,
Né?
Sim.
E eu achei muito incrível porque eles deram bastante essa visão de,
Né,
Comida primária,
Né?
Que são outras coisas além da comida,
Né?
A nossa bem-estar,
Né,
Relacionamento.
Que é a comida que a gente não vê no prato,
Né?
Exato.
É o que alimenta a nossa,
Né?
Exato.
A nossa alma,
Enfim.
Então,
Eu comecei a falar assim,
Gente,
Nossa,
Até que,
Enfim,
Eu tô ouvindo um curso falando que eu sempre senti falta nos meus atendimentos,
Né?
E aí eu comecei a explorar mais esse lado de health coach,
De,
Né,
Eu comecei a também perceber que as pessoas chegavam para mim com,
Já assim,
Comendo muito bem,
Sabe?
Só que com uma neurose absurda,
Assim.
E aí eu falei assim,
Calma,
Eu acho que a gente cruzou a linha,
Né?
A gente cruzou a linha do saudável e virou uma obsessão,
Né?
Perfeito.
E aí eu comecei a me mergulhar nesse assunto porque eu comecei a ver até na minha vida pessoal que eu tava perdendo essa noção de ser saudável,
Né?
Eu tava ficando super obcecada porque eu comecei a estudar essa questão de core intestinal e aí é um livro que você lê que fala,
Abomina alguns alimentos,
Aí você fica neurótica.
Então,
Assim,
Aí eu me vi num padrão de comportamental transtornado,
Né?
Então eu falei assim,
Não,
Calma aí.
E uma das coisas que me ajudou a entender isso foi que eu sempre tive o hábito de escrever,
Né?
Diário,
Né?
O journaling.
Maravilhoso.
E eu comecei a escrever sobre isso,
Sobre como que eu vou ajudar as pessoas a serem mais saudáveis se a minha relação com a comida não tá tão boa.
Por que que essa relação não tá tão boa,
Né?
E aí eu comecei a pesquisar,
A seguir pessoas que tem essa linha de uma nutrição mais gentil,
Comportamental.
Enfim,
Nutricionistas aqui nos Estados Unidos,
Né?
Que seguem a linha mais de intuitive eating.
E aí eu comecei a ver que tava tudo errado.
E aí eu comecei a estudar mais esse lado de mindful eating,
Fiz o curso de emotional eating também.
E aí eu comecei a ir pra esse lado,
Porque eu vi que a necessidade da maioria das mulheres que me buscavam era muito mais essa.
Mesmo que elas não soubessem.
Total.
Eu fui um caso desse,
Né,
Fê?
Que pra você já comia bem até demais,
Né?
Já tava até desenvolvi.
.
.
A ortorexia é um transtorno alimentar.
Sim,
Já é conhecido como transtorno alimentar.
É.
Mas até antes de eu falar sobre isso,
Contar um pouco desse meu caso,
Eu até queria te fazer uma pergunta antes.
É.
.
.
Bom,
Eu te conheci sendo sua paciente e eu lembro.
.
.
Paciente,
Cliente,
Não sei como é que você.
.
.
Eu falo cliente,
Mas pode ser paciente.
Enfim,
E eu lembro que o que me chamou muita atenção,
Que eu fiquei muito encantada,
É que você não passou uma dieta.
Não tinha assim,
Tá a hora que você vai comer isso,
Tantos gramas,
Depois tá a hora isso,
Isso e isso.
Não,
Você deu ali umas orientações.
Então,
Isso é.
.
.
Tipo assim,
Tá quebrando muitas regras,
Que a gente fica recém de dietas e tudo mais.
E foi a primeira vez que eu tive ali uma orientação daquela e eu falei,
Nossa senhora,
Será que eu vou conseguir?
Porque a gente fica a vida inteira tão.
.
.
Sim.
Dentro daquela caixinha,
Né,
De comer de tantas horas,
Comer isso,
Comer isso.
Como que foi essa transição,
Assim,
Pra você começar a aplicar isso nas pessoas?
Como que elas receberam isso?
Não,
Muito legal você falar isso,
Porque muitas pessoas que me procuram,
Me procuram até com essa intenção,
Né,
De melhorar a relação com a comida,
Mas na hora que elas estão esperando o que eu vou passar pra elas e elas recebem uma coisa que é mais.
.
.
Não é tão assim,
Exatamente como você falou,
Tá a hora,
Tantas quantidades.
Elas ficam super perdidas.
Isso,
É isso.
Perdidas.
E esse é um dos problemas da dieta,
Né,
Dessa cultura da dieta que a gente tem,
Que é,
Assim,
A pessoa,
O profissional,
Vai me dizer o que eu vou fazer,
Independente do que eu sinto,
Da vontade que eu tenho,
De quanto eu quero comer.
E,
Então,
Isso acabou desenvolvendo uma certa falta de,
Uma certa ignorância.
Sim,
Falta de autonomia,
Né,
Do nosso próprio corpo.
Total,
Total.
Então,
Assim,
A pessoa,
Enquanto,
Se eu não te falar exatamente o que você tem que fazer,
Eu não sei.
Não,
Mas assim,
O meu objetivo é o contrário,
Porque se você for pensar numa criança,
Né,
Eu vejo até com o meu filho,
Que é um bebezinho.
Quando ele não quer mais,
Ele vira a cara,
Ele sai do peito,
Ele não quer mais.
E quando ele tá com fome,
Ele pede,
Ele chora,
Entendeu?
Então,
Assim,
É.
.
.
Nosso corpo manda sinal,
Né,
Se.
.
.
Sim,
Desde criança.
Só que o problema é que,
Muitas vezes,
Quando a gente é criança,
A gente tem isso,
O que é bem comum,
De casa,
Pelas mães,
Ou,
Né,
As mães que fazem dieta,
As mães que estão sempre falando,
Olha,
Não vai engordar a filha,
Ou.
.
.
Porque isso é comum,
Se você pensar na história da mulher,
A gente sempre teve essa coisa de nosso corpo,
Nosso valor,
Né?
Então,
A gente vê que isso é uma coisa que é carregada por gerações,
Né?
Tá enraizado,
Né?
A gente tem que.
.
.
Sim.
Trabalhar justamente o oposto,
Né?
Se libertar de.
.
.
E eu acho que seu trabalho é justamente esse,
Eu vejo muito assim,
Né?
Você quer,
Assim,
Ao meu ver,
Você quer que as mulheres se reconectem com elas,
Né?
Com a essência,
Com o corpo,
Né?
Com os sinais do corpo.
E até,
Inclusive,
Eu lembro que na época que eu te procurei,
Eu te achei no Instagram,
Eu lembro que adorei o conteúdo,
Me identifiquei muito,
Logo de cara,
E eu lembro que era numa época que eu tava,
Assim,
Completamente fora da casinha.
Assim,
Emocionalmente,
Sabe?
Mentalmente.
Eu tava,
É curioso,
Que eu tava super magra,
Tava,
Aparentemente,
Assim,
Se você me olhasse,
Nossa,
Que corpo bonito,
Magra,
Com músculo e tudo mais.
Tava no shape,
Dentro daquele padrão,
Entre afas,
Assim.
Sim,
Sim,
Sim.
Só que,
Por dentro,
Eu tava um caos,
Né?
Eu tava recém de dieta,
Eu desenvolvi a ortorexia,
Né?
Que é um transtorno.
.
.
Isso é importante,
De repente,
A gente explicar,
Né?
Isso,
É.
Então,
Eu vou dar aqui uma breve introdução,
Mas a ortorexia é uma preocupação excessiva com a comida saudável,
Né?
É uma obsessão,
Assim.
Eu lembro que eu deixei várias vezes de ir em vários lugares,
Porque eu sabia que não ia ter a minha comida.
Minhas atitudes todas eram desse tipo de comportamento.
E eu lembro que isso só me gerava mais ansiedade.
Eu me isolava muito,
Né?
Porque eu deixava de ir em vários lugares,
Pra comer em casa.
Enfim,
Aquilo foi virando uma bola de neve.
E eu lembro,
Também,
Que eu olhava no espelho e eu ainda não tava satisfeita.
Eu sempre achava que poderia estar um pouco mais magra.
E hoje,
Eu olho fotos daquela época e eu falo,
Meu Deus,
O que é isso?
Eu tava,
Assim,
Um palito,
Né?
Cheguei a perder a minha menstruação.
Fiquei cinco anos com a menorréia.
Fiz uma bagunça nos meus hormônios.
Enfim,
Eu tava completamente desconectada,
Fora de mim.
Sem a menor percepção do meu corpo,
Dos sinais.
Muito focada no externo.
Eu tava,
Assim,
Em outro planeta.
E eu te achei.
E foi ótimo.
Que você,
Como eu falei,
Foi a pessoa que plantou a sementinha de tipo,
Calma lá,
O que você tá fazendo com o seu corpo?
Pra que tudo isso?
Pra que essa cobrança?
Por que esse chicote?
Essa pressão?
E isso que eu queria que a gente conversasse,
Queria que você explicasse como realmente isso afeta.
Essa coisa da dieta restrita.
Como afeta a nossa mente,
Né?
E as nossas emoções.
Eu acho que essa coisa da dieta restrita,
Da exigência,
Da ortorexia,
Né?
Ela é uma bela de uma ladra de tempo,
Né?
De vida,
Praticamente.
Porque a gente.
.
.
Eu tava até falando.
.
.
Um dos meus maiores focos hoje em dia é justamente esse,
Né?
Então,
Eu tenho muitas histórias,
Né?
De mulheres que passam por isso.
E quanto mais eu ouço,
Mais eu me,
Sabe?
Eu falo,
Nossa.
.
.
Eu até lembro que eu fiz uma promessa.
Nunca mais faço qualquer mudança na minha alimentação que não seja.
.
.
Porque eu realmente precise por um motivo de saúde,
Né?
Real,
Né?
Alguma coisa que não seja assim.
.
.
Ah,
Porque eu quero perder peso,
Porque eu quero estar de tal maneira,
Né?
Então,
Eu acho que pra gente quebrar esse padrão da dieta restritiva,
Tem muito a ver com a imagem corporal também,
Né?
E também a personalidade muito perfeccionista.
São coisas que eu acho que estão muito.
.
.
Elas andam muito juntas,
Sabe?
Então,
A imagem corporal tem esse movimento de body positive,
Né?
Que é justamente pra gente ser mais.
.
.
Aprender a se aceitar mais,
Etc.
Eu acho muito interessante,
Mas eu acho bom a gente lembrar que é muito difícil a gente ser completamente positiva em relação ao nosso corpo,
Né?
Por uma questão muito forte,
Enraizada,
Cultural,
Que a gente tá quebrando aos poucos.
Mas eu prefiro,
Ao invés de usar essa coisa da positividade,
Usar o respeito,
Sabe?
Porque muitas vezes você não é assim.
Eu posso usar até a minha.
.
.
Essa coisa da gente engravidar,
Né?
A gravidez,
Ela muda muito o corpo.
A gente fica com uma barriga enorme na gestação pra acomodar o nosso bebê.
E depois,
Após parto,
Muitas mulheres sofrem com isso.
E é difícil.
Você olha e fala,
Nossa,
Que corpo é esse?
Seu corpo tá mudando um horroríssimo.
Só que é esse trabalho de você parar e pensar.
Tipo,
Onde eu estou?
Qual é o momento atual,
Agora?
Pra estimular essa forma de pensar,
Né?
Então,
Assim,
Poxa,
Eu criei uma vida dentro de mim e meu corpo mudou.
Agora eu tenho que ter paciência,
Né?
Ele vai voltar aos poucos,
Meu filho tá saudável.
Sabe?
Então,
É esse tipo de pensamento que é muito.
.
.
É dar auto-compaixão,
Né?
De você ter mais respeito pela sua história,
Pelo seu trajeto.
Então,
Isso é uma coisa que eu vejo na maioria das mulheres que eu atendo.
Não existe esse momento de pausa de entender o que esse pensamento quer dizer,
Essa autocrítica quer dizer.
Porque,
Muitas vezes,
É uma coisa muito automática de anos,
Né?
Então,
Essa pausa pra entender esse pensamento e falar,
Não,
Calma,
O que é isso?
Não,
Isso é eu me cobrando uma coisa que não vai me fazer bem.
Onde eu estou nesse momento?
E aí,
Isso é uma coisa que você começa a.
.
.
A auto-compaixão é uma coisa que você vai desenvolvendo e é aquela coisa da neuroplasticidade,
Né?
Que você começa a desenvolver,
Né?
Os neurônios,
Eles têm essas conexões,
Né?
O nosso cérebro,
Ele é muito plástico.
Ele se adapta muito rápido.
Rápido,
Não,
Mas ele se adapta.
A gente consegue mudar caminhos de pensamento.
Então,
Quando você começa a estimular esse tipo de pensamento,
Cada vez mais essas conexões vão se criando,
Vai ficando mais natural de você se questionar ao invés de mergulhar na crítica,
Sabe?
Exato.
Eu lembro quando a gente fazia sessões de coaching.
Eu acho que foi você mesmo que abriu o meu olhar de tipo assim,
Ó.
.
.
Até li uma frase esses dias que me marcou.
Self-love over self-judgment.
Então,
Assim,
Para de se julgar,
Né?
Para de se cobrar.
Tipo assim,
A gente tem que buscar mais auto-compaixão,
Mais respeito,
Mais gentileza por nós mesmos.
E começa aqui dentro,
Né?
Começa aqui dentro de nós.
E também,
Isso que você falou de entender o momento,
Eu acho fundamental.
Porque,
Hoje em dia,
Querendo ou não,
A gente acaba sendo muito influenciado por rede social,
Né?
Muito.
E daí,
De repente,
Eu estou lá seguindo alguém que está com uma vida,
Com um momento,
Com uma rotina,
Com um corpo completamente diferente da minha.
E eu fico vendo aquilo todo dia.
É um gatilho,
Né?
Óbvio que aquilo vai mexer comigo.
Então,
Isso,
Essa coisa assim,
Eu silenciei várias contas,
Eu fiz uma limpeza no Instagram,
Isso me ajudou muito.
E acho que isso é uma atitude de auto-amor com nós mesmos.
Quando a gente está nesse processo de se libertar desse padrão,
De se aceitar mais.
Com certeza.
Porque,
Que nem eu falei dessa coisa que o nosso cérebro é plástico,
Né?
Então,
Ele absorve muitos estímulos que ele tem,
Né?
Então,
Se o nosso estímulo diário são pessoas que estão divulgando uma certa ortorexia,
Por exemplo,
Ou que estão divulgando uma obsessão com o corpo magro,
O corpo como valor máximo,
Você acaba entendendo isso também,
Né?
Então,
É muito importante você olhar quem você segue,
Né?
E se isso está alinhado com você,
Com certeza.
Eu até,
Na live que você fez,
Eu até notei uma frase aqui que eu adorei que você falou.
Quanto mais a gente se compara,
Menos a gente se entende.
Gente,
Acho que isso,
Assim,
Eu vivi por muitos anos na minha vida.
Porque eu estava me comparando,
Né?
Com várias mulheres,
Isso que a gente estava falando,
Né?
De ficar obcecada com a vida dos outros,
Com essa coisa do Instagram,
Do corpo,
Do que ela faz,
Do que ela toma.
E outra coisa também que eu fiquei pensando,
Por vários momentos,
Eu também posso ter sido essa má referência para outras pessoas,
Né?
Quando eu estava na minha ortorexia,
Eu estava lá postando,
Porque eu fazia jejum de 20 horas todos os dias.
Eu achava lindo,
Né?
Aquela coisa.
Cara,
Eu também estava sendo ali uma má referência.
Então,
Tem que tomar muito cuidado,
Né?
Muito,
Muito.
Você falou uma coisa muito importante porque a gente,
Às vezes,
Não entende o nosso impacto,
Né?
Então,
Por exemplo,
Eu lembro que eu postava muito tempo atrás resultados de pessoas que falavam,
Nossa,
Olha.
.
.
Eu nunca fui,
Sempre fui com antes e depois.
Antes até de ser proibido pelo CRM,
Por exemplo.
Mas eu nunca achei que fosse uma coisa legal.
Mas,
Às vezes,
Assim,
Só de você compartilhar o resultado de uma pessoa no sentido físico,
Por exemplo,
Vai ser um gatilho para outra cliente que está num caminho completamente diferente.
E comecei a me tornar muito mais consciente do impacto dessas atitudes.
E isso que você falou,
Né?
Que a gente compartilha autoritariamente.
Você.
.
.
Deixa eu te fazer uma pergunta.
Para quem está começando nesse caminho,
Que quer ter mais autonomia,
Né?
Que quer poder melhorar essa escuta do corpo,
Essa relação consigo mesma,
Com quebrar essas regras de dieta.
Enfim,
Caminho da sua alimentação mais intuitiva.
É.
.
.
Quais são as dicas que você daria,
Assim,
Pra esse começo?
Eu acho que pra esse começo,
Uma das coisas é isso que a gente já abordou,
De saber as influências,
Cuidar das nossas redes sociais,
Etc.
Uma coisa que eu gosto muito de fazer é fazer tipo um diário alimentar,
Mas não um diário alimentar todo dia,
Tá?
Você pode pegar um dia ou outro dia.
.
.
Porque isso também pode virar uma obsessão,
Né?
Exato,
Exato.
Ai,
Tem que colocar tudo.
Mas,
Assim,
Não é um diário alimentar que você vai colocar só o que você comeu e que horas você vai comer.
O que horas você comeu.
Você vai colocar qual que era o meu nível de fome quando eu comi,
De 0 a 10,
Vamos supor,
Né?
Quanto tempo eu levei pra comer essa refeição?
Quais sentimentos eu tive quando eu comi essa refeição?
Culpa,
Prazer,
Vergonha,
Enfim,
Né?
Mas pra você fazer uma análise de como você tá.
Porque muitas vezes a gente simplesmente não sabe,
Né?
A gente nem pensa em como a gente come,
Né?
Então,
Eu acho que um diário alimentar de um ou dois dias já vai te dar um insight de como você tá fazendo as refeições.
Se,
Por exemplo,
Você tá fazendo essa refeição distraída,
Você tá vendo TV,
Você tá vendo Instagram,
Como é que você tá fazendo ou você tá fazendo essa refeição com atenção ao que você tá comendo,
Né?
Então,
Eu acho que isso é importante,
A gente saber como a gente come.
Porque é muito mais como a gente come e os sentimentos que a gente tem com a comida que a gente precisa criar uma consciência pessoal de como tá essa parte inicial de observar,
Se auto-observar.
Eu acho que o diário alimentar é legal por causa disso.
Então,
Observar o que comeu,
Quando comeu,
O horário que comeu,
O nível de fome,
Como você fez essa refeição,
Estava distraída ou não estava,
Como é que você estava fazendo e o tempo que você deveu pra comer,
Por exemplo.
Então,
Assim,
São esses pontos,
Esses cinco pontos que eu acho legal observar durante um dia ou dois e criar,
Às vezes eu não preciso nem,
Quando eu passo para as minhas clientes fazerem isso,
Elas me mandam de volta,
A gente discute,
Eu não preciso nem falar nada,
Elas já sabem,
Entendeu?
Nossa,
Fernanda,
Eu sempre como de pé,
Eu sempre como fazendo outras coisas,
Né?
Então,
Assim,
Essa coisa que é bastante abordagem do Mindful Eating,
É isso,
É primeiro ver,
Primeiro se observar,
Né?
Ver como é que está a situação e sem se julgar tanto,
Né?
Lembra que você está numa jornada diferente,
Você vai aprender a ter uma atenção diferente,
Né?
Não é atenção voltada para o externo,
É uma atenção muito voltada para o interno e isso leva tempo,
Né?
E outra coisa que eu acho muito importante falar é que olhar para dentro nem sempre é fácil,
Né?
Nem sempre é um caminho tipo,
Maravilhoso,
Né?
É duro a gente começar a entender um monte de padrão que muitas vezes a gente vai precisar de uma ajuda profissional,
De um psicólogo,
De um terapeuta para a gente conseguir ir mais profundo,
Mas é libertador.
É necessário,
Né?
Então,
Assim,
Só para a gente fechar esse tópico,
Então é entender o momento de vida que você está e se acolher nesse momento,
Né?
Entender o que você está vivendo,
Quais são as suas necessidades,
Até onde você pode ir e de repente,
Igual você,
Acabou de ser mãe,
É óbvio que mudou,
Né?
Sua rotina,
Sua vida,
Seu corpo e a gente tem que entender isso,
Entender o momento e não querer buscar nada,
Aquela coisa inalcançável,
Né?
Que a gente fica imediatista.
Essa era a palavra que eu queria falar,
Imediatista,
Isso,
É bem isso.
E depois fazer uma limpeza em rede social,
Enfim,
Notícia em tudo que você vê,
Porque é aquilo que a gente falou,
A gente não é,
O que alimenta o nosso corpo ou nossa alma não é só a comida que a gente vê no prato,
É tudo que a gente vê,
Que a gente ouve,
Com quem a gente conversa,
Quem a gente segue em rede social,
Enfim,
Isso é muito importante.
E a terceira é a escrita também,
Que eu acho maravilhoso,
Eu acho que aí já tem três dicas,
Três estratégias que as pessoas podem começar e que fazem toda a diferença.
Ofê,
E agora eu queria que você falasse um pouquinho que eu sei que você é expert nesse assunto sobre a digestão,
Né?
Como ela é realmente a chave na nossa saúde e se você puder dar alguma dica,
Alguma estratégia que você usa,
Usa com seus clientes pra melhorar a digestão,
Porque eu vejo muitas pessoas com problema de digestão,
Intestino,
Né?
E a nossa saúde começa ali,
Né?
É,
A digestão é a sede da nossa saúde,
Então,
Como a gente consegue pegar um alimento bruto,
Grandão,
Né?
E transformar ele em tipo,
Né?
Micropartículas que o nosso sangue vai conseguir absorver,
Né?
E nutrir o nosso corpo inteiro.
E eu acho que assim,
O principal é que as pessoas erram no começo já,
Né?
Que é a mastigação,
Que é a tensão,
Né?
Então.
.
.
A digestão começa na saliva?
Começa na mente,
Né?
Na verdade.
Começa na mente.
Tipo,
Com o que você vai querer comer,
Pensar,
Né?
Eu quero uma coisa salgada,
Amarga,
Doce,
Né?
O que que eu quero,
Né?
Então,
Você vê que quando você pensa em alguma coisa,
Já começa a salivar.
Ou seja,
A sua digestão já tá ativando,
Né?
Então,
Assim,
É muito importante essa coisa de você saber estar conectado ao que que eu quero comer,
Né?
Na maioria das vezes,
Né?
E aí,
A mastigação já é o início mais importante,
Né?
Porque você tá aumentando a superfície de contato do seu suco gástrico e de todas as matérias que vão digerir,
Né?
Das enzimas,
Né?
Que vão quebrar o alimento do estômago.
Porque se a gente não mastiga bem,
Vai uns pedaços grandes pro estômago,
Né?
E grande parte disso,
Desse pedaço,
Não vai ter contato com o material digestivo do estômago.
O que que é mastigar bem pra você?
É o que?
Você mede por quantidade?
Por tempo?
O que que é mastigar bem?
É você sentir que o alimento tá pastoso,
Tá?
É você realmente.
.
.
E assim,
Se você for tomar alguma coisa tipo uma vitamina,
Tá?
Você vai ter um negócio que já tá pastoso,
Né?
Mas mesmo assim,
É bom você saborear isso na língua.
Porque é a língua que vai te dar um sabor.
É a língua que vai fazer você sentir aquela coisa toda,
Também,
Né?
Então,
Depois que desceu,
Já acabou o sabor.
Nossa!
Gente,
Quando eu faço,
Eu viro tudo!
Olha que coisa!
Não sabia disso!
E além disso,
Quando você tá curtindo alguma coisa que já seja pastosa,
Também é legal você aproveitar na boca,
Dar golos pequenos,
Né?
Então,
Acho que a gente tá numa velocidade mundial,
Muito rápida.
Então,
Tudo que a gente faz,
A gente faz fazendo mil coisas ao mesmo tempo,
Né?
E isso é visto como uma coisa bonita,
Mas pra gente,
Acaba comprometendo a nossa saúde em mil aspectos,
Né?
Então,
Acho que assim,
A mastigação já vai resolver muita coisa.
Certo.
E pra isso,
Você tem que ter atenção,
Né?
Você tem que ter uma atenção no que você tá comendo,
Evitar distrações,
Né?
De TV,
De.
.
.
Por isso que é comum,
Quando a gente tá num evento,
Que tem um monte de gente ali,
Comidinhas ali na mesa,
A gente acaba comendo mais,
Porque a gente tá muito distraído.
Então,
A gente não percebe muito o quão satisfeito a gente tá,
O quão de pobre a gente tá,
Né?
Então,
Essas distrações acontecem.
E as distrações também podem ser mentais,
Tá?
Então,
Elas também podem ser de culpa,
Vergonha,
Que nem a gente tava falando,
Né?
Dessa.
.
.
Desse relacionamento difícil com a comida.
Isso tudo gera um estresse,
Né?
E o momento de estresse,
Ele é completamente oposto ao estado de digestão.
Então,
A gente tem no nosso sistema nervoso um sistema simpático,
Né?
Que é o sistema de estresse,
De dar conta do recado,
De resolver o problema,
De correr do perigo.
E a gente tem o parassimpático,
Que é de relaxamento,
Né?
De você tá calmo,
Né?
Então,
Quando a gente tá em estresse,
Em pé,
Fazendo alguma coisa,
Preocupado,
Com culpa,
Com vergonha,
A gente tá ativando o sistema simpático,
Que é um sistema que vai aumentar a sua pressão arterial,
Que vai diminuir toda a sua potência digestiva,
Muda o pH da sua saliva,
Vai diminuir a quantidade de enzima,
De suco gástrico.
Então,
A gente acaba tendo uma potência digestiva muito baixa,
Né?
Quando a gente tá em estresse,
E a gente acaba sofrendo com a nossa digestão por causa disso.
Então,
Você vê até,
Assim,
Eu sempre falo,
Brigou com alguém,
Chegou no trabalho,
Teve um problema,
Brigou com o marido,
Quando você come nesses momentos,
Assim,
Direto,
Você,
Às vezes,
Sofre com masia depois,
Você sofre com alguma coisa,
Porque você não estava comendo relaxado,
Né?
Com a tensão plena.
Então,
Isso é muito importante.
Então,
Eu sempre falo,
Chegou estressado no trabalho,
Vai tomar um banho depois que você come,
Ou aquela coisa da respiração profunda antes da refeição,
Porque a respiração,
Ela tem esse superpoder de ativar o nosso sistema parasimpático,
Né?
Então,
Essa respiração de inspirar pelo nariz e soltar pela boca com calma,
Nem que seja três vezes antes da refeição,
Já vai,
Se você está mais estressada,
Já vai mudar,
Já vai aliviar e vai ativar o sistema parasimpático para você ter mais potência digestiva,
Né?
Então,
Assim,
Digestão,
Eu posso ir aqui dois dias?
É.
Eu dou.
Mas esse começo,
Tá?
Já ajuda bastante,
Né?
De você reconhecer a fome,
De você reconhecer a saciedade,
Evitar comer demais,
Aquela sensação que você mal consegue andar,
Né?
Porque aí você não está tendo espaço dentro do estômago para os glúteos,
As enzimas ficarem envolvidas com o alimento,
Porque tá tudo muito apertado,
Né?
Então,
A gente tendo,
Desenvolvendo essa coisa de comer até estar confortavelmente satisfeitas,
Isso é,
Assim,
Mind-blowing,
Assim,
Você fica muito bem,
Assim,
Você não precisa mais de alguém te dizer quando você tem que comer.
Você vai comer até você estar bem,
Até você estar satisfeita,
Pode ser que você deixe um pouco no prato.
Sim.
O Fê,
Você não usa mais balança,
Você não pesa nada na sua alimentação,
É totalmente intuitivo,
Totalmente.
Totalmente.
Eu acho que,
Assim,
Eu ainda tenho algumas coisas que eu acho que,
Né?
Eu tenho as minhas preocupações,
Vai ser umas preocupações que não são tão direcionadas com a minha,
Né?
Fisicamente como eu estou.
A estética.
Exato.
Então,
É uma coisa mais,
Assim,
Poxa,
Eu tento o máximo que eu posso optar por orgânicos,
Optar por produtos que são menos processados.
Então,
Essa é uma preocupação real de estar comendo uma coisa legal,
Né?
Então,
Eu acho que é muito intuitivo em relação ao que eu quero,
Em relação ao que eu preciso.
Hoje em dia,
Mas me levou muitos anos para eu me desvincular do,
Né?
Eu acho que também é importante a gente falar do que é legal,
A gente não tem problema a gente,
De repente,
Precisar perder peso ou precisar parar e cuidar um pouco mais da nossa alimentação,
Ter mais saúde.
O principal questão aqui é o quanto isso está me fazendo bem ou mal a minha saúde mental.
Porque é para ser um processo gradual e feliz e gostoso,
É trabalhoso também,
Cozinhar mais,
Aprender coisa,
É.
Mas tem que ser uma coisa que faça a gente se sentir melhor,
Não pior,
Né?
Sim.
Não,
Total.
E também,
Uma outra coisa que eu acho muito legal é que você se permite,
Né?
Você se permite comer.
Se você quiser comer,
Sei lá,
Um bolo,
Você vai lá e come o bolo,
Que foi isso que você me ensinou também.
Se permita.
Você não vai morrer.
Gente,
Tipo assim,
Ninguém,
Antes a minha ideia era assim,
É tão sério que eu nunca mais vou comer,
Mas,
Gente,
Ninguém morre porque fumou um cigarro na vida.
Pessoal morre porque fumou trinta,
Sei lá quantos mil cigarros,
Né?
É uma coisa de equilíbrio,
Né?
De levar a sua atenção,
De escutar o seu corpo.
Se ele quiser estar te pedindo um pedaço de bolo de chocolate na segunda-feira,
Come o bolo.
Porque quantas vezes eu ficava rejeitando,
Aí eu ia lá,
Comia a banana com aquela pasta de nuts,
Com granola,
Que você vai enfiando um monte de coisa que também é tudo calórico,
Né?
Achando que tá saudável,
É melhor,
Pega e come o bolo.
É,
Porque é isso,
Né?
Você vai se enganando,
Né?
Se enganando.
Eu vou comer isso,
Eu vou comer isso.
Aí uma hora você vai falar,
Quer saber,
Eu vou comer aquele negócio lá.
Porque nada me satisfez.
Exato,
É.
Então você fala,
É muito melhor.
Aí você come,
Você curte e no outro dia tá tudo certo,
Você volta na sua alimentação,
Faz o seu exercício e tá tudo bem,
Né?
Nossa,
Quantos anos eu fiquei maltratando o meu corpo e quantas mulheres,
Né?
Ainda estão nesse caminho,
Justamente por isso que eu te trouxe aqui hoje.
Eu posso te falar que,
Assim,
Muitas.
Muitas.
E muitas nem sabem.
Assim,
Acham que é normal não se gostar,
Se maltratar,
Se previvar,
Não deixar de ir pra praia,
Porque não se sente bem,
Deixar de curtir.
Então eu acho que quando você me propôs essa conversa,
O que você queria falar,
Eu achei que é importante porque eu acho que existe um poder muito grande quando a gente ouve outras mulheres falando sobre isso e a gente fala assim,
A gente não tá sozinha,
Porque são coisas que geralmente as mulheres guardam pra si,
Assim.
Elas não falam.
Ai,
Eu tenho um problema com a alimentação,
Eu tenho condição alimentar,
Ninguém fala.
É uma coisa que traz uma certa vergonha,
Mas é coisa.
.
.
É um tabu,
Né?
É muito normal.
É.
E o Fê,
Então pra gente ir finalizando,
Conta um pouquinho do seu trabalho e como as pessoas te acham,
Porque,
Gente,
Olha,
É life changing.
Eu recomendo muito o programa da Fê,
Porque tudo isso que a gente falou aqui agora é pra quebrar tudo isso e se libertar.
Então conta um pouquinho mais.
Tá.
Eu acho também,
Antes até de eu falar do meu trabalho,
É muito importante a gente saber que muitas vezes,
Uma das dicas que a gente esqueceu de falar em relação a querer melhorar a saúde,
A relação com a comida,
É você procurar ajuda.
Isso é a dica número um.
Perfeito.
Você buscou minha ajuda.
Você buscou a ajuda de outros profissionais.
Eu acho que isso é o número um.
E,
Assim,
Em relação ao meu trabalho,
Hoje em dia,
O meu foco tem sido mais trabalho em grupos.
Então eu tenho um grupo que fala sobre isso,
Que é o curso Reset.
Então eu faço várias aulas falando sobre exatamente esses pontos que a gente conversou,
Falando sobre digestão,
Como cozinhar.
Então eu meio que abordo todos os pontos que,
Nesses anos de vida de atendimento,
Eu acho que são bem legais para as pessoas desenvolverem mais autonomia em relação à saúde.
Então,
Hoje em dia,
Eu tenho esses grupos que eu faço por ano.
Alguns grupos eu tenho para o quinto grupo agora do curso Reset.
E eu faço atendimento que nem você fez,
Pessoal,
Com atendimento online.
Alguns presenciais,
Mas é raro,
Porque são poucas pessoas que moram perto donde eu estou.
Então acaba de ser online.
O grupo eu achei que foi uma saída boa,
Porque ele acaba que é muito mais viável financeiramente para muitas pessoas.
E você tem muito conteúdo.
Mas o individual,
De repente,
Tem muita gente que sai do grupo e fala,
Não,
Acho que eu preciso de uma atenção especial depois com você.
E aí a gente acaba fazendo uma consulta para ajustar uma coisa ou outra.
Então,
Assim,
Eu tenho tanto o individual quanto os cursos.
Certo.
E tem também o seu Instagram,
Que é arrobafemelo,
Né?
Femelog.
Tá.
Tá ótimo.
Nossa,
Muito obrigada,
De coração.
Foi incrível essa conversa.
Você é uma pessoa assim iluminada.
Foi ótimo.
Obrigada,
Viu?
Um prazer,
Querida.
Um beijo.
Obrigada a você.
Um beijo.
Tchau,
Fê.
Obrigada.
Tchau.
Então é isso,
Meus amores.
Eu espero que vocês tenham gostado da nossa conversa de hoje.
E lembrando que esse espaço ele não é meu,
Mas ele é nosso.
Sempre que você sentir vontade de dividir algum pensamento comigo ou me contar da sua evolução ou me sugerir ideias pra gente discutir aqui,
Me manda uma mensagem no Instagram ou me manda um e-mail que eu vou adorar o seu feedback.
Um super beijo e até o próximo.
Conheça seu professor
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