
Mindful Eating - Café da manhã guiado
by Driele
Prática com alimentos são potentes e por isso quero te convidar para um café da manhã! Prepare algo que seja gostoso e caiba na sua rotina! Bora? Fazer decisões alimentares inteligentes e amorosa requer consciência do que está acontecendo. Nessa prática falo mais sobre cada um desses comandantes que podem estar na sala de comando sem que você saiba! - Mente da dieta - Mente da distração - Mente prática - Boca sedenta - Boca nervosa - Estômago faminto - Coração esquecido Essa é uma prática que coloquei como gratuita para você e logo estará junto à área plus do Insight Timer com os outros 5 momentos !
Transcrição
Olá,
Boas-vindas calorosas a você.
Eu sou Drielle Quinoneiro,
Nutricionista anti-dieta,
Formada pela USP e co-fundadora do Centro Brasileiro de Mindfuiting.
Estou no terceiro ano vivendo mais móvel pelo Brasil,
Indo de feira em feira livre e conhecendo mais sobre a biodiversidade e a cultura alimentar desse Brasilzão.
Converso com vocês e gravo essas aulas de Salvador,
Bahia.
E tenho notado como oito anos trabalhando como professora de Mindfuiting,
Como as práticas com alimentos são potentes e também como as pessoas têm desafios de integrar o comer consciente no dia a dia.
Por isso eu vou guiar vocês em seis momentos,
Seis práticas diferentes.
Práticas com a comida,
Que é quando a gente quer saber ali como tomar decisões alimentares inteligentes e amorosas.
A gente vai fazer práticas no café da manhã,
Como o dia de hoje,
No lanche da manhã,
No almoço,
No café da tarde,
No jantar e no happy hour.
Convido que a cada prática você traga aquilo que combina com esse momento do seu dia,
Algo que você goste e caiba na sua rotina.
Eu falei pra vocês,
Decisões alimentares inteligentes e amorosas.
Não basta só ser inteligente,
Quando a gente pensa só na sabedoria externa,
Na ciência da nutrição,
No que falam que é bom,
A gente olha só para esse lugar do inteligente.
E o Mindful Eating vai convidando com que nos relembremos de que o amoroso é essencial dentro desse processo.
E para tomar essas decisões alimentares inteligentes e amorosas,
Primeiro podemos nos perguntar,
Quem tem tomado essas decisões?
Em outras palavras,
Quem está na sala de comando?
Eu trouxe para vocês alguns exemplos de comandantes que costumam ocupar essa sala de comando.
Imagina assim,
Para o café da manhã ou para ontem,
O que você percebeu?
Pode ser que quem estava na minha sala de comando,
Quando eu decidi trazer os alimentos,
Foi a mente da dieta.
O que é a mente da dieta?
É quando a escolha alimentar é baseada no que eu acho que é saudável segundo as dietas,
Nas regras,
Ou no que eu deveria comer para não ganhar peso,
Ou que eu deveria comer para perder peso.
A mente da dieta,
Como um comandante,
Tem esse julgamento,
Esse conjunto de regras.
Pode ser que quem estava na minha sala de comando é a mente da distração.
Eu nem sei muito bem quem tomou essas decisões,
Eu estava ali,
Pegando o que estava na geladeira,
Escutando o meu podcast,
Pensando já no meu trabalho que ia começar.
Então pode ser que a mente da distração seja quem estava nessa sala de comando.
Pode ser também a mente prática,
Abri a geladeira,
Olhei no relógio,
Tenho 20 minutos,
E aí vi o que estava disponível,
O que dava tempo e pronto,
Fiz minha escolha alimentar baseada nisso.
Pode ser que quem estava na minha rede,
Ou na minha sala de comandos,
Foi a boca sedenta.
A boca sedenta que quer texturas diferentes,
Que quer sabores diferentes,
Que quer coisas gostosas.
Pode ser também que quem estava na sala de comando é a boca nervosa,
Que queria mastigar algo logo,
Como uma forma de lidar com a agitação,
A aceleração dos pensamentos.
Dois outros componentes dessa sala de comando que eu trouxe para vocês é o estômago faminto.
Muitas vezes quem estava ali na sala de comando era,
Nossa,
Meu corpo ele precisa de comida,
Tá tendo queda de açúcar no sangue,
E aí foi o estômago que fez essa decisão.
Ou também o coração esquecido,
Às vezes ele costuma entrar algumas ou várias vezes na nossa sala de comando,
No sentido de a decisão alimentar ser tomada a partir desse coração que quer um afago,
Que quer um carinho.
O coração esquecido,
Às vezes,
Porque faz tempo que eu não olho para as minhas emoções,
Porque eu cuido das emoções.
Às vezes a gente chama o coração esquecido também como comer emocional,
E ainda assim pode ser,
Então eu falei para vocês,
A mente da dieta,
A mente da distração,
A mente prática,
A boca sedenta,
A boca nervosa,
O estômago faminto e o coração esquecido.
Pode acontecer de eles estarem em combo dentro da nossa sala de comandos,
E aí a partir dessa introdução a gente vai começar juntas a nossa prática guiada do café da manhã.
Podem trazer o café da manhã aí mais para perto de vocês.
Eu trouxe o meu aqui,
Vamos ver se.
.
.
Descrevendo para vocês o que eu trouxe,
Como eu estou aqui no Nordeste,
Queijo coalho tostadinho,
Tapioca e mexerica,
E café com leite.
Então,
Pouco a pouco podemos nos aproximar do que escolhemos para tomar o café da manhã,
Convidando a nossa atenção gentil a checar o nosso corpo,
A procura de tensões desnecessárias e até fazendo ajustes na postura para ficar ainda mais confortável para essa prática.
Dando algumas respirações mais vagarosas,
Até que a sua respiração possa acontecer sem esforço ou controle,
Checando se alguma informação ou mensagem que seu corpo envia sobre o dia de ontem.
Se você descansou o suficiente,
Se comeu o suficiente,
Se bebeu água o suficiente,
Se se movimentou ou se esticou o suficiente,
Dê alguns instantes para perceber qualquer informação disponível sobre o dia de ontem.
Ou ainda se o corpo pede menos água,
Menos comida,
Menos descanso,
Menos movimento.
Parando aqui para validar essas mensagens e descobrir qualquer outra mensagem disponível agora para você.
Agora,
Permita-se olhar com curiosidade para o seu café da manhã.
Quem estava na sala de comandos quando você fez essa escolha?
A mente da dieta?
A mente da distração?
A mente prática?
A boca sedenta ou a boca nervosa?
O estômago faminto?
Ou seria o coração esquecido?
Ou ainda outro comandante que não foi nomeado?
Não tenha pressa,
Apenas note.
Pouco a pouco,
Se aproxime das cores do seu prato.
Baseado no que você vê,
O quão atrativo está essa refeição de 0 a 10.
0 é nada atrativo visualmente,
10 é lindo visualmente.
Percebendo também os contrastes com o prato ou com outros possíveis componentes da mesa.
Até que você possa fazer a sua primeira rodada de teste do sabor.
O quanto realmente saborosa está essa comida na boca?
Vá pouco a pouco,
Cada um na sua experiência,
Pegando os alimentos separadamente,
Se possível,
Trazendo a boca e notando o que a boca diz de o quão saboroso está.
0 a 10.
0,
Nada prazeroso,
Nada saboroso.
E 10,
A comida mais saborosa do mundo.
Vá fazendo essa pequena rodada de teste de sabor.
E permitindo sentir o máximo de prazer possível a cada mordida.
Se for confortável para você,
Você pode fechar os olhos e levar toda a sua atenção na dança que acontece com o alimento,
Com a língua,
Com os dentes,
Essa dança dentro da boca.
Levando o tempo necessário para você,
Depois de fazer a rodada do teste do sabor,
Você também pode experimentar combinações,
Se fizer sentido com o que você trouxe.
Notando o quão saborosa é essa combinação.
Percebendo também o que é saboroso,
A temperatura,
A textura,
O sabor em si,
A combinação entre eles.
Se a qualquer momento você notar que se distraiu da prática,
Sem problemas,
Isso acontece com todas as pessoas.
Apenas relembre da âncora da boca.
As âncoras são como suportes da presença e um recurso valioso para que a gente possa cultivar a nossa atenção gentil enquanto come.
Notando o que quer que surja nessa prática.
Quem sabe estranhamento por comer dessa forma,
Curiosidade para descobrir mais ou possibilidade de percepção.
E eu gostaria de oferecer para vocês mais uma âncora ou um suporte da atenção.
A qualquer momento que você se perceber em pensamentos como como com isso o dia tem que começar ou uma aceleração,
Você pode descansar as costas no encosto da cadeira,
Posicionar os pés no chão,
Sentir a respiração movimentando o seu corpo.
E quando estiver pronta,
Conectar ou se reconectar com a âncora da boca.
Reiniciando o seu comer esse café da manhã mais consciente e curiosa.
Escolhendo um ritmo para sua alimentação que faça sentido para você.
Nem tão rápido que você perde a experiência e nem tão devagar que fica enfadonho,
Chato.
Qual o ritmo que faz sentido para você?
Se permitindo a se familiarizar com esse ritmo que você está escolhendo.
O convite agora é fazer uma pequena pausa e se perguntar sem julgamento e com curiosidade.
Se você pudesse refazer a sua escolha do que comer,
Ela mudaria?
Caso sim,
Como seria?
Não existe um certo e errado,
Mas baseado nessa experiência que você está tendo agora.
Se você pudesse refazer a sua escolha do café da manhã,
Ela mudaria?
No seu tempo?
Ficando um pouquinho mais com essa investigação?
Ou retornando a saborear o seu café da manhã?
E você pode até se agradecer por se oferecer essa refeição com curiosidade,
Com essa atenção gentil.
Pouco a pouco eu vou finalizando essa prática,
Mas sinta-se à vontade para continuar degustando o seu café da manhã.
E antes de partir eu vou deixar duas perguntas para que você possa compartilhar aqui nessa experiência,
Nessa área do curso.
Nessa experiência,
O que você notou na prática?
Compartilha com a gente.
E também se você pudesse refazer a escolha,
O que você descobriu?
Você faria novamente essa escolha ou ela se manteria?
Conta aqui pra gente na rede ou nesse espaço de compartilhamento de rede de apoio desse curso.
E a gente se vê para o nosso lanche da manhã em breve.
E a investigação que vai ficar até o nosso lanche da manhã é Quem está na minha sala de comando agora?
Vou deixar o nome aqui para vocês,
Para vocês se lembrarem,
Se familiarizarem com eles ou descobrirem novos também.
Até breve.
Com muito carinho,
Driele Quinoneiro.
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