
O que é Piloto Automático e Armadura emocional?
Esta track explora o funcionamento do piloto automático e como ele nos afasta do momento presente. Também aborda a armadura emocional — mecanismos de defesa que usamos para evitar sentir dor. Ao reconhecer esses padrões, abrimos espaço para escolhas mais conscientes e autênticas.
Transcrição
Então,
Eu queria retomar com vocês um pouco das temáticas que a gente começou a explorar juntos no nosso primeiro encontro,
Principalmente os conceitos de piloto automático e de armadura emocional.
E também queria convidar vocês a seguirem observando como que essas dinâmicas aparecem no dia a dia de vocês,
No cotidiano.
A gente falou sobre como muitas vezes a gente vive no automático,
E isso significa que a gente reage a situações,
A gente toma decisões,
A gente se comunica,
A gente se relaciona,
Sem nem sempre perceber o que a gente está sentindo,
O que a gente de fato precisa,
Quais são as nossas necessidades naquele momento.
E esse modo automático,
Ele é uma forma de sobrevivência,
Mas ele também pode nos desconectar da vida como ela está acontecendo agora.
Ele pode ser algo muito importante,
Por exemplo,
Quando a gente estava aprendendo a escrever,
Por exemplo,
A gente precisava fazer todo o movimento de uma letra,
Né?
Digamos que a gente ia escrever a letra E,
Então era todo um exercício para desenhar o E,
Todo um exercício para desenhar o S,
Né?
E agora,
Por exemplo,
Porque esse é um processo que está automatizado,
A gente não precisa mais ter esse trabalho,
Né?
A gente já vai escrever e automaticamente se lembra como fazer esses desenhos dessas letras,
Né?
E isso é bastante importante,
Isso guarda energia,
Né?
E o que o nosso cérebro está tentando fazer,
Ele está tentando guardar energia,
Ele está tentando nos ajudar,
Mesmo que isso de alguma forma ou de outra acabe nos machucando.
E nessa tentativa de ele tentar nos ajudar,
Automatizando as coisas,
Automatizando como a gente reage,
Automatizando como a gente responde a uma situação,
Ele acaba na verdade nos gerando esse espaço de desconexão,
Porque a gente não está respondendo como de fato a gente gostaria,
Né?
E aí entra o nosso segundo ponto,
Que é a armadura emocional.
E a armadura emocional,
Ela é uma estrutura interna que a gente vai desenvolvendo ao longo da nossa vida para se proteger de experiências de dor,
De rejeição,
De experienciar o fracasso,
De experienciar o medo,
A frustração.
E ela muitas vezes pode se manifestar como uma rigidez corporal,
Um travamento emocional,
Um distanciamento.
E muitas vezes ela também se torna invisível pra gente,
Né?
A gente nem percebe que a gente está vestida com ela o tempo todo,
Né?
Por exemplo,
Uma das armaduras que a gente conversou foi sobre a armadura da excelência,
Né?
E que muitas vezes a gente precisa vestir essa armadura pra poder se manter no nosso trabalho,
Por exemplo,
Por sermos pessoas negras.
A gente sabe que isso vai ser demandado da gente,
A gente vai ser visto com outros olhos pelas pessoas,
Mas se a gente está vestido com essa armadura da eficiência,
Da conta de todos os problemas,
De resolver tudo,
Às vezes a gente está num outro espaço com um amigo ou com uma amiga e essa pessoa nos pergunta,
Oi,
Tá tudo bem?
E a gente responde,
Tá tudo bem.
E como que tu tá?
Já querendo ouvir o que a pessoa tem pra dizer,
Pra que tu possa encontrar soluções pro problema daquela pessoa.
E aí às vezes a gente perde uma oportunidade na qual a gente poderia se conectar,
Ou que a gente poderia se perguntar,
Nossa,
Será que tá tudo bem mesmo?
E às vezes tá,
E aí a gente também consegue entender o que que me fez estar bem,
Né?
O que me fez me sentir bem nesse momento e ter esse espaço de troca,
Né?
Mas não,
Se a gente tá vestido com armadura emocional,
De uma maneira geral,
A gente acaba também se desconectando dessa situação,
Né?
Se desconectando dessa oportunidade,
Se desconectando inclusive de sentir prazer com nossos amigos,
Né?
Porque a gente tá naquela demanda de resolvedor,
A pessoa que resolve todas essas coisas,
Porque é a armadura da eficiência,
A armadura da excelência,
Né?
Então,
Tanto pelo automático,
Quanto a armadura emocional,
Elas têm isso em comum,
Né?
Elas trazem junto com elas um movimento de desconexão.
Desconexão da gente mesmo,
Desconexão do nosso corpo,
Desconexão das nossas emoções,
Dos nossos valores,
E aí que entra o corpo como uma ferramenta importante,
Né?
De presença e percepção.
Nosso corpo,
Ele várias vezes sabe antes na nossa mente que uma coisa tá difícil,
Tá desconfortável,
Tá fora do lugar.
Várias vezes é pelo nosso corpo que a gente consegue perceber,
Inclusive,
Que a gente tá no piloto automático.
Às vezes a gente tá dentro da situação e a gente tá só reagindo,
Só rindo com o fundo do que tá acontecendo,
Mas depois a gente se percebe extremamente cansado e a gente fala nossa,
Fiz,
Fiz,
Fiz coisa hoje,
Tô cansada,
Mas eu nem me lembro bem direito o que eu fiz,
Né?
Eu nem sei direito o que aconteceu.
E isso,
Esse cansaço do corpo é o que nos dá o sinal de nossa,
Eu passei todas essas últimas horas no piloto automático,
Né?
Se dando conta do piloto automático.
Várias vezes a gente consegue perceber isso também por se perceber com uma respiração mais curta,
Pela tensão dos ombros,
Tensão no maxilar,
Na barriga,
Ou quando a gente se percebe armado,
Né?
Fechado,
Tentando controlar tudo e a todos ao redor,
Pra que a gente não sinta nenhuma dor.
E por isso,
Na semana passada,
A gente começou com práticas que nos ajudaram a ouvir o nosso corpo,
Né?
A gente começou com o grounding dos cinco sentidos,
Que nos ajudou através do nosso olhar,
Do nosso tato,
Do nosso olfato,
Do nosso paladar,
Da nossa audição,
Conseguir se reconectar com a gente mesmo,
Né?
E aí depois a gente fez o escaneamento corporal,
Que tinha como intuito não controlar o nosso corpo,
Não utilizar o nosso corpo,
Mas sim ouvir ele,
Né?
E nem sempre isso é fácil,
Ouvir o que o nosso corpo tem pra dizer e nem sempre a gente entende o que ele quer dizer,
Com o que ele tá sentindo,
Mas abrir espaço pra gente ouvir é muito importante,
Porque é esse treino que a gente quer trazer,
Né?
E aí quando a gente se proporciona esse espaço de prática gentil e a gente move a consciência,
A gente consegue treinar a escuta e que vai além dessa prática,
Né?
É uma escuta que a gente pode acabar levando pro nosso cotidiano,
Porque a gente tá praticando aqui,
A gente consegue aplicar isso no dia a dia com maior facilidade,
Porque a gente treinou,
Então a nossa mente,
Ela vai saber trazer isso de volta,
Né?
Então,
É por isso que a gente fez essas práticas.
Eu agora vou convidar vocês a fazerem duplas.
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