
Por que começamos a meditar?
by WCCMYoung
O ímpeto para começar a meditar, frequentemente, é o momento em que somos confrontados com algo fora do comum, algo que nos sacode de nossa percepção cotidiana da realidade. Pode ser um momento de crise, ou um evento de grandes proporções em qualquer estágio de nossa vida, quando a realidade, aparentemente segura e imutável em que vivemos, é virada de cabeça para baixo: somos rejeitados por um indivíduo ou por um grupo; encontramos o fracasso, perda de autoestima; perdemos um emprego valorizado, ou nossa saúde de repente nos falta.
Transcrição
Olá!
Seja bem-vindo,
Bem-vinda ao canal WCCM Yang.
E hoje vamos para uma nova reflexão.
Por que começamos a meditar?
Muitos chegam à meditação por diferentes motivos,
Diferentes razões.
E aqui eu vou dividir uma das cartas da Escola de Meditação,
Que trata sobre esse assunto.
O ímpeto para começar a meditar,
Frequentemente,
É um momento em que somos confrontados com algo fora do algo que nos sacode,
Sacode a nossa percepção da realidade do cotidiano.
Pode ser um momento de crise ou um evento de grandes proporções em qualquer estágio da nossa vida,
Pode ser um período difícil ou um momento de êxtase em momentos de plenitude,
Quando a realidade,
Aparentemente segura e imutável em que vivemos,
Ela é virada de cabeça para baixo,
Ou quando somos rejeitados por um indivíduo ou por um grupo,
Ou quando experimentamos o fracasso,
A vulnerabilidade,
Quando perdemos nossa autoestima,
Quando perdemos o emprego valorizado,
Ou quando nossa saúde,
De repente,
Nos falta,
Quando somos acometidos por alguma doença.
O resultado pode ser uma recusa em aceitar a mudança,
Ou uma descida na negatividade,
Na desconfiança,
Ou até mesmo num primeiro,
Ou,
Por outro lado,
Se confrontar,
Quando nós somos confrontados com o fato de que nossa realidade não é tão imutável quanto nós antes considerávamos.
Podemos encarar o desafio de mudar a nossa maneira de olhar para nós mesmos,
Nossa estrutura habitual,
Nossa opinião,
Nossos valores.
Às vezes,
Pode ser um momento de beleza única,
Que nos faz compreender que existe mais do que aquilo que os olhos enxergam.
Pode ser um momento de transcendência.
Midgriffith,
Um sábio mestre beneditino,
Ele falava de como a sua consciência da verdadeira realidade não surgiu de uma crise,
Mas da contemplação da natureza.
Em The Gold String,
Ele relata como foi levado pela beleza de um canto de pássaro a um profundo sentimento de assombro diante da visão do pôr-do-sol,
Enquanto um pássaro derramava sua canção.
Ele sentia que tomava consciência de um outro mundo de beleza em mistério.
Especialmente à noite,
Sentiu,
Em muitas outras ocasiões também,
A presença de um que ele denominava insondável mistério.
Nem sempre esse momento é tão prático.
A percepção varia enormemente de pessoa para pessoa,
De momento para momento,
É algo subjetivo.
Alguns de nós podem ter tido um momento de transcendência,
A consciência de uma realidade diferente,
Uma libertação da prisão do ego,
Enquanto escutava uma música,
Enquanto ouvia uma poesia,
Enquanto estava absorto numa obra de arte,
Enquanto lia um livro.
Outros podem nunca ter estado conscientes de um real momento de epifania.
Mesmo assim,
Em algum nível,
Podem ter estado sempre conscientes da realidade,
Da existência de uma realidade superior e sem saber,
Tornando-se cada vez mais sintonizados com essa realidade.
Bem no início da meditação,
Nós frequentemente tocamos a experiência de uma paz verdadeira,
De uma certa centelha de alegria que fervilha.
Momentos como esses,
Em que somos libertados da nossa auto-preocupação,
São realmente dádivas divinas.
Em todo caso,
Esse vislumbre,
Ele não é o fim,
Ele é apenas o início.
Existe um ímpeto para crescer.
O anseio para saber mais sobre essa realidade experimentada se torna mais forte e nós procuramos pessoas que possam nos ajudar a abordá-la.
Nesse ponto,
Frequentemente descobrimos a meditação,
De uma ou de outra forma.
É o início do trabalho de esclarecer e integrar a experiência e assim permitir a escalada para uma consciência espiritual,
Para uma autenticidade pessoal e uma verdade transpessoal.
O fato de uma epifania,
Um vislumbre de outra realidade ser sempre o início da nossa jornada em direção a uma oração mais profunda,
Também significa que não podemos trazer alguém para a meditação que não tenha sentido essa necessidade desejosa de algo mais no seu próprio ser.
Quando nos sentimos chamados a formar um grupo de meditação,
Tudo que podemos fazer é anunciar isso aos nossos amigos,
Aos vizinhos,
À comunidade que nós pertencemos e convidar essas pessoas.
Mas se elas irão adotar a meditação como uma disciplina de oração,
Isso não está em nossas mãos,
Mas no dom do divino,
Sagrado.
Não podemos converter os outros para a meditação,
Podemos apenas acolhê-los e encorajá-los a experimentar,
Mas é da livre escolha dessas pessoas aceitar ou não essa oferta.
Isso também remete a uma frase do Viktor Frankl que dizia que o sentido não é algo a ser dado,
Mas a ser encontrado.
Então,
Ao longo da nossa vida,
Nós podemos passar por um momento de uma experiência,
Ou por uma crise,
Ou por um momento difícil,
Uma experiência de fracasso,
Uma experiência em que nos tornamos vulneráveis ou por um momento de beleza única,
De contato com a natureza,
Com música ou com outra coisa que nos toque,
Que pode ser o gatilho para essa busca de uma forma de oração mais profunda.
É isso.
Que a paz esteja com vocês.
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