Bem-vindos a esta meditação.
Como sempre,
Começamos por adotar uma posição confortável,
Fazendo uma transição intencional do que estávamos a fazer,
Do local onde estávamos antes,
Para este momento aqui,
Este espaço agora.
Podemos decidir fazer a meditação sentados ou deitados,
Tentando apenas manter uma posição confortável,
Com as costas direitas,
Mas sem forçar.
Podemos,
Igualmente,
Decidir fechar os olhos ou baixar o olhar.
O convite é encontrar a postura que mais nos facilite a nossa atenção à medida que começamos algo novo,
Um pequeno exercício nesta forma de meditação.
Assim,
Neste espaço seguro e tranquilo,
Permitimos-nos existir,
Permitimos-nos este reencontro com o nosso corpo,
Com as nossas sensações físicas,
Observando o que surge aqui,
Dentro de nós,
À superfície do nosso corpo,
Única e simplesmente observando o que surge.
Não é preciso mudar nada,
Nem avaliar se o que sentimos é bom ou mal,
Apenas um exercício de aceitação pelo que é,
Pelo que somos.
Ficamos,
Então,
Aqui um pouco,
Com nós mesmos,
Atentos ao que surge por todo o nosso corpo,
Desde os pés,
Passando pelos tornozelos,
Pelas pernas,
Pelas coxas,
Toda a nossa zona lombar,
A nossa barriga,
O peito,
As costas,
Passamos pelos ombros,
O pescoço e toda a nossa cabeça.
Observamos como as sensações vêm e vão,
Como se manifestam com diferentes intensidades em diferentes partes do nosso ser.
Nesta meditação de hoje,
Aproveitamos esta reflexão,
De como as nossas sensações variam e se alteram,
E vamos orientar a nossa mente também,
Para aceitar essa variação e alteração.
Refletimos como,
Por vezes,
Nos agarramos ao que já passou,
Ao que já aconteceu,
E não podemos efetivamente mudar,
Mas a nossa mente continua lá.
Assim,
Hoje fazemos este exercício nesse sentido,
De libertarmos e aceitarmos as nossas vivências,
As nossas sensações,
Os nossos pensamentos.
Experimentamos dizer para nós mesmos,
Libertamos o que aconteceu antes,
Aceitamos o que existe agora.
De forma pacífica,
Inclinamos a mente para uma atitude de maior naturalidade,
De simples existência.
Soltamos as rédeas do controlo e aceitamos,
Inspiramos profundamente e soltamos o ar,
Pois libertamos o que aconteceu antes e aceitamos o que existe agora.
Com uma atitude gentil e mesmo paciente para com toda a nossa paisagem interior,
Com todas as nossas aprendizagens,
Sabemos que o que aconteceu antes está lá atrás.
E permitimos-nos esta libertação,
Esta aceitação.
Usamos a bagagem pesada das tensões,
Pressões e tentativas de amarrar,
Mudar ou mesmo de ignorar.
E por breves momentos,
Experimentamos ousar o fardo e sentir as nossas mãos,
Sentir os ombros,
Sentir as costas.
Tudo o nosso ser livre deste peso,
Abraçando em nós esta liberdade de apenas soltar e libertar o que aconteceu antes e aceitar o que existe agora.
Neste espaço seguro e sereno,
Sabemos que podemos sempre regressar a este corpo que é a nossa casa,
A esta mente que é o nosso lar.
Aqui não precisamos de forçar nada,
Não somos obrigados a tarefas nem fingimentos.
Permitimos-nos apenas ser e estar com tudo o que somos aqui e agora.
Lembrámos-nos de que tudo isso basta,
Tudo isso é suficiente,
Tudo em nós tem todo o valor e todo o mérito da nossa simples existência.
Em serenidade,
Meditamos,
Liberto o que aconteceu antes e aceito o que existe agora.
Ao nosso próprio ritmo,
Fazemos uma respiração mais profunda e voltamos então ao nosso espaço,
Ao nosso mundo.
Obrigada por estarem aqui hoje.