14:29

Dez Dedos de Apreciação

by Paula Beatriz Ribeiro

Rated
5
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
13

Exercício de apreciação do nosso quotidiano através da técnica de Atenção Plena, ou Mindfulness, para orientarmos a nossa mente numa atitude exploratória, com curiosidade sobre o que vivenciamos. Observar como podemos simplesmente apreciar algo útil, funcional ou mesmo belo e desfrutarmos das sensações positivas despertadas pela apreciação. Meditação adaptada do exercício de Dez Dedos de Gratidão sugerido pelo Prof. Dr. Mark Williams na obra “Mindfulness: A Practical Guide to Finding Peace in a Frantic World”.

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Transcript

Bem-vindos a esta meditação de apreciação.

Nesta prática de atenção plena ou mindfulness,

Vou exemplificar o exercício dos 10 dedos de apreciação,

Um dos exercícios mais usados para despertarmos de um modo de vida em piloto automático,

Tomando a decisão intencional de prestar atenção à variedade de aspectos que podemos apreciar na nossa vida,

Todos os dias.

Notem que não me referi a agradecer nem a gratidão.

Por vezes pode ser mais difícil praticar a gratidão.

Em fases complicadas,

É natural sentirmos resistência ao exercício de agradecer.

Por isso mesmo,

Talvez seja mais fácil usarmos antes o conceito de apreciar algo nos nossos dias.

Podemos apenas apreciar,

Sem pressão,

Observar e registrar algo que consideramos positivo,

Belo,

Funcional,

Útil.

Assim,

Libertámonos da obrigação e até mesmo de alguma sensação de culpa por não nos sentirmos exatamente agradecidos.

Como sempre,

A meditação é uma ferramenta para nos ajudar a viver melhor,

Não é rígida nem fixa.

Compreendemos que nem sempre nos sentimos da mesma forma e encaramos isso com naturalidade e gentileza.

Em meditação,

Ouvimos-nos e não nos obrigamos a fazer nada que não nos faça sentir bem.

Nesse sentido,

Vamos então adotar uma posição confortável,

Sentados ou deitados,

Ou mesmo a pé.

Nesta prática,

Usamos os dedos das mãos para nos guiar,

Como veículo para sentir o nosso corpo e as sensações.

Colocamos as mãos no colo,

Palmas viradas para cima.

Aproveitamos e fazemos duas respirações bem profundas,

Para nos colocarmos inteiramente neste momento.

Inspiramos pelo nariz e expiramos pela boca.

Voltamos a atenção para as sensações físicas das nossas mãos.

Observamos se sentimos calor ou frio,

Alguma vibração,

Um formigueiro,

Ou talvez a nossa própria pulsação.

Observamos apenas o que se passa nas nossas mãos.

Daqui,

Começamos por envolver o dedo polegar esquerdo na mão direita.

Sentimos o contacto do dedo com a palma da outra mão,

Sentimos este conforto.

Com uma atitude curiosa,

Vamos tentar trazer à mente um objeto da nossa casa que apreciamos.

Pode ser uma peça de mobília,

Louça,

A moldura de fotografia.

Tentamos pensar em algum objeto que nos faça sentir bem.

Mantemos o objeto em mente,

Visualizamos a cor,

A forma,

Evocamos o sítio onde ele está e deixamo-nos apreciar a sua existência.

Soltamos agora o polegar esquerdo e envolvemos o dedo indicador.

Sentimos o toque das nossas mãos.

Procuramos agora na mente uma peça de roupa que já nos acompanhe há algum tempo.

Aquela peça conforto de que tanto gostamos,

De que tanto apreciamos.

Pensamos na sua textura e deixamo-nos ficar aqui um pouco a apreciar o uso que lhe damos e como essa peça nos dá uma sensação de bem-estar.

Apreciamos.

Libertamos então o indicador e envolvemos na mão direita o dedo do meio da mão esquerda.

Com gentileza,

Orientamos a mente para algum aspecto natural com o qual convivemos no nosso dia-a-dia.

Uma planta em casa,

Uma árvore pela qual passámos no caminho para o trabalho,

O mar,

A praia,

Um parque.

Pode ser o que quisermos.

Um aspecto natural e visual.

Vimos hoje e nos trouxe alguma alegria,

Mesmo que na altura não tenhamos dado muita importância.

Apreciamos agora,

Neste momento.

Soltando agora o dedo do meio e abraçando o dedo anelar,

Sentimos este novo tó.

E orientamos a mente para pensar em algum som agradável que tenhamos ouvido hoje.

O som dos pássaros algures ou uma música que nos animou.

A voz de alguém querido ou a voz na rádio que nos alegrou.

Até o simples som da água a correr quando lavamos as mãos.

Usamos este momento para concentrar nesse som e evocar na nossa mente o quanto a apreciamos.

Deixamos o dedo anelar e envolvemos o dedo mindinho.

Notamos a diferença de tamanho face aos outros dedos.

Estamos a passar tempo com o nosso corpo.

E agora pensamos em algo que comemos e apreciamos.

Uma peça de fruta,

Um pouco de pão.

Trazemos à mente o paladar e a sensação do que comemos.

Passamos algum tempo a apreciar como essa comida nos nutriu,

Nos agradou.

De novo,

Algo simples ou toda uma refeição.

Nós escolhemos.

Soltamos agora as mãos.

Fazemos uma respiração profunda.

Inspiramos pelo nariz e a expiramos pela boca.

Estamos presentes neste momento.

Damos conta de que nem é assim tão complicado encontrar coisas que apreciamos.

Colocamos então o dedo polegar direito na mão esquerda.

Sentimos o contacto do dedo com a palma da outra mão.

Procuramos na mente agora a parte do dia que mais gostamos.

Uma rotina,

Um gesto,

Alguma parte do nosso dia-a-dia que apreciamos.

Talvez o momento em que tomamos café após o almoço ou lavar a cara pela manhã,

A sensação da água fresca.

Ou quando nos deitamos na cama após um dia cheio.

Um pequeno momento diário que realmente apreciamos.

Soltamos o polegar e envolvemos agora o dedo anular esquerdo.

Com uma atitude curiosa vamos pensar em alguém que nos tenha facilitado hoje o dia.

Com um simples gesto,

Abriu-nos uma porta,

Passou-nos um papel,

Ofereceu-nos um sorriso de relance.

Não precisa de ser nada muito relevante.

Algo simples.

E apreciamos essa pessoa nessa simplicidade.

Passando agora para o dedo do meio,

Voltamos a atenção para o nosso animal favorito.

Do gato ao elefante,

Trazemos à mente o animal que mais apreciamos.

E dedicamos uns instantes a sentir essa sensação que um animal nos traz.

Apreciamos a sua existência.

Agora envolvemos o dedo anular esquerdo na mão direita.

É a vez de apreciarmos algo em nós mesmos.

Pode ser um aspecto físico ou da nossa personalidade.

Nós escolhemos.

Dedicamos uns instantes a apreciarmo-nos.

Por fim,

Envolvemos o dedo mindinho.

Sentimos a diferença de peso,

Do toque.

E fica agora ao vosso critério.

Escolher algo que desejam apreciar.

Podem deixar a mente vaguear e ver o que surge naturalmente.

Do mais significativo ao mais pequeno de detalhe.

Permitimos-nos apreciar.

É um simples exercício.

Mas que pode fazer tanto por nós.

Ajudando a melhorar a nossa disposição.

A ver como o nosso dia a expande.

A própria vida.

Podemos fazer o exercício ao final do dia.

E simplesmente recorrer o que fomos fazendo.

Detalhando as pequenas coisas que apreciamos.

Ou logo de manhã.

É uma questão de vermos o que funciona melhor para nós.

Um momento de atenção plena e de compreensão.

Dos espaços que habitamos.

Com carinho e apreciação.

Às vezes dez coisas podem parecer muito.

Mas como viram hoje,

É simples.

Podemos também escolher dez coisas de uma certa categoria.

De tipos de comida.

De tipos de animais.

Dez pessoas da nossa vida.

Dependendo do dia,

Da nossa fase de vida.

Ouvimos-nos e percebemos o que realmente nos inspira a apreciar.

Obrigada por estarem aqui hoje.

Espero que tenham apreciado este momento.

Boas práticas!

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Paula Beatriz RibeiroPortugal

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