
Eu Existo Porque Sim
by Rui Martins
Nesta meditação guiada vais explorar uma abordagem corporal para fortalecer a sensação de estabilidade interna e presença. Através de respiração consciente e movimentos simples de ativação e relaxamento da base pélvica, esta prática ajuda a: – Aumentar a consciência corporal – Libertar tensão acumulada na região da pélvis e sacro – Regular o sistema nervoso – Desenvolver uma sensação de enraizamento – Cultivar a experiência de existir sem pressão externa A prática inclui: – Respiração contínua suave – Ativação leve da cadeia posterior – Relaxamento consciente da base do corpo – Integração com foco na sensação de estabilidade interna Podes ajustar o ritmo da respiração sempre que necessário e respeitar os limites do teu corpo. Uma prática simples e profunda para regressar ao essencial: a experiência direta de estar no corpo.
Transcrição
Bem-vindos a mais uma meditação e hoje vamos entrar na caverna da terra,
Porque eu existo só porque sim.
Encontre então uma posição confortável,
Deitada ou sentada com apoio.
Se em algum momento precisares de ajustar o ritmo da respiração ou do corpo,
Faz isso naturalmente.
Só sente o peso do teu corpo.
Eleva a atenção agora ao teu sacro,
Aquele osso triangular na base da tua coluna e percebe que ele está apoiado.
A superfície sustenta-te sem exigir desempenho.
Solta os maxilares,
Deixa a língua pesada dentro da boca e os olhos a descansar nas órbitas.
E comece então com uma respiração contínua e suave.
Inspira pelo nariz,
Sem pausas bruscas,
Como que uma onda constante.
E agora aos poucos,
Direciona o ar para baixo,
Como se a tua zona pélvica também respirasse.
Sente o vento a expandir e a cair naturalmente.
Sente as ancas a abrirem suavemente e quando o ar sai,
Elas retomam o seu lugar.
Se conseguires,
Sente o teu sacro movimentar-se contra a superfície quando o ar entra e quando o ar sai,
Retoma o seu lugar.
E agora levemente,
Coloca uma pressão nos calcanhares.
Os calcanhares contra o chão,
Como se quisesse empurrar o chão para longe e mantém suave um pétalo.
Não ajustes o corpo,
Observa apenas agora.
Repara se o sacro ficou mais pesado,
Se a zona pélvica amaldeceu,
Se surgiu um pequeno suspiro.
Sente a diferença entre segurar e permitir.
Permite que o relaxamento vá um pouco mais fundo.
E agora,
Dobra ligeiramente os joelhos,
Plantas dos pés firmes no chão,
Respira fundo e agora pressiona os pés no chão,
Como se quisesse levantar a pélvis.
Mas mantenha o sacro apoiado.
Ativa as pernas,
Ativa os glúteos,
Ativa a base e mantém.
Um,
E solta-te uma vez.
Deixa as pernas ficarem soltas agora.
E se surgir um pequeno tremor nas coxas ou na pélvis,
Não impeças.
E se não surge nada,
Está tudo bem.
Respira pelo nariz agora,
Mas mais lento.
Inspira profundamente.
E ao expirar,
Deixa sair um som suave.
Repete mais umas vezes,
No teu ritmo.
E agora,
Internamente diz,
Eu não existo para agradar ninguém.
Eu não existo para ser visto.
Eu não existo para ser útil.
Sente-se alguma contração sutil e respira através dela.
Eu não preciso de provar que mereço existir.
Imagina que a terra sob ti absorve a tensão antiga,
Sem violência,
Sem expulsão,
Só devolução ao chão.
Estiga novamente as pernas,
Se quiseres,
Ou mantém os joelhos dobrados.
Coloca uma mão no pas ventre e a outra no coração.
E respira pelo nariz,
Lento.
São duas forças diferentes,
Mas ambas vivas.
E agora diz devagar,
Eu existo.
Porque sim.
É suficiente.
Deixe esta frase descer até o osso.
Não é uma ideia,
É uma permissão.
Imagina raízes a sair do teu sacro,
Descendo na terra escura.
Não temede,
Ela sustenta.
E agora diz,
Eu pertenço a mim.
E respira três vezes profundas.
E aos poucos começa lentamente a regressar,
Sentindo os dedos,
As mãos,
O peso do corpo.
E quando estiveres pronta,
Podes abrir os olhos.
Conheça seu professor
More from Rui Martins
Meditações Relacionadas
Trusted by 35 million people. It's free.

Get the app
