Encontra a tua posição de máximo conforto.
Pés afastados meio metro.
As mãos afastadas cerca de dois,
Três palmos em relação às ancas.
Voltando para cima às palmas das mãos.
Certifica-te que a cervical está alinhada com a coluna e se for necessário recolhes o queixo à base do pescoço.
Sentindo assim a cervical a desenrolar.
Com as pálpebras fechadas faz uma respiração profunda soltando o ar pela boca ajudando o corpo a relaxar na expiração.
Mais uma respiração profunda ajudando o corpo a relaxar ainda mais profundamente.
Mais uma respiração profunda e desta vez a rendição há de ser profunda também.
E observa aquilo que fica.
Não te é pedido que imagines,
Que inventes.
O convite é apenas ver o que está a ser.
Dá-te conta do contacto entre o corpo e o chão.
Desde os calcanhares à nuca.
Desde as costas de uma mão às costas da outra.
Pese o corpo uma grama ou uma tonelada.
Dá-te conta da mesma força que o chão exerce sobre ti.
Impedindo que o corpo se afunde,
Que fique à tona.
Perceba esse colo que a terra te está a oferecer.
No qual o teu tapete é um intermediário.
Perceba o tapete de yoga a convidar-te a que vivas essa união.
Ao mesmo tempo dá-te conta do processo respiratório a acontecer.
Olha para a respiração sem necessidade de interferir.
Dá-te conta que a respiração já estava a acontecer ainda antes da sugestão de olhares para ela.
Reconhece no mais profundo de ti essa energia que faz com que haja essa vida a pulsar,
A ser sem esforço.
Dá-te conta do alívio que isso transmite.
Ou reconhecer a não necessidade de teres que fazer o que quer que seja para que aquilo que já és possa ser sem esforço.
Dá-te conta como a respiração se torna uma ponte com esse profundo que és.
Enquanto vês a respiração a acontecer percebe o profundo a operar.
Dá-te conta como se olhasses diretamente para isso.
E ao mesmo tempo percebe como toda a estrutura encontra agora um ponto de descondicionamento.
Descondicionamento profundo.
Um ponto de disponibilidade para que o profundo possa operar sem distrações,
Sem tensões,
Sem necessidade de correr,
Sem necessidade de fazer ou de deixar de fazer o que quer que seja.
Usando essa ponte que a respiração é vamos,
Em algumas zonas do corpo,
Praticar um exercício.
Com a tua atenção foca-te na perna direita neste momento.
Senta a perna direita.
Como se a quiseres espreguiçar contraímos todos os músculos dessa perna.
Contrai a perna direita,
Contrai,
Contrai,
Espreguiçando-a,
Contrai.
Inspira,
Levanta um centímetro no ar.
E a expira solta,
Livremente,
Sem necessidade de controlar a queda.
Soltar é soltar.
E sente a perna agora,
Olha para ela.
Dê uma nota das sensações.
Leva agora a atenção para a tua perna esquerda.
E como se a quiseres espreguiçar,
Contrai todos os músculos da perna esquerda.
Contrai,
Contrai,
Da anca ao pé.
Contrai,
Contrai,
Inspira,
Levanta um centímetro.
E a expira solta.
Olha para a perna à distância.
Repara nas sensações que fluem na perna.
Dê uma nota.
Dirija agora a atenção para a bacia.
Contrai um dos glúteos um contra o outro.
Contrai as nádegas,
Contrai,
Contrai,
Contrai.
Inspira,
Projeta o peito para cima,
A bacia.
E a expira solta,
A bacia.
Repara na bacia.
Toma a nota das sensações.
Direciona agora o foco,
A atenção,
Para o braço direito.
Desde as pontas dos dedos da mão direita ao ombro.
Vamos começar por enrolar os dedos da mão sobre si mesmos.
Cerrar o punho.
Contrai o pulso,
O antebraço,
O braço,
O ombro,
Tornando o braço direito tenso.
Tenso,
Preparado para a ação.
Inspira,
Levanta um centímetro,
A ação.
E a expira solta.
Repara nas sensações.
Desde as pontas dos dedos ao ombro.
Repara se existem diferenças entre esse braço e o braço esquerdo.
Nota as diferenças de ambiente.
Foca-te agora no braço esquerdo.
Enrolamos os dedos sobre eles próprios.
Cerramos o punho.
Contrai o antebraço,
O braço,
O ombro.
Torna o braço esquerdo tenso,
Como um bloco de cimento tenso.
Inspira,
Levanta um centímetro.
E a expira solta.
Escuta o braço.
Olha para o braço.
Perceba agora a zona torácica,
A região do peito.
Contraímos as homoplatas uma contra a outra.
Contrai as homoplatas uma a outra.
Contrai,
Contrai,
Contrai.
Inspira,
Projeta o peito para cima.
E a expira solta.
Acolhe as sensações que te estão aí a ser mostradas.
Sensações,
Imagens,
Cores,
Seja o que for.
Libra tanto de tudo o que aí estava preso.
Contraímos agora os nossos ombros em direção às orelhas,
Deslizando-os pelo tapete.
Contrai os ombros às orelhas.
Contrai,
Contrai,
Contrai.
Inspira,
Erga os ombros no ar.
E a expira solta.
Solta santo o pescoço.
Abaz o pescoço e o topo.
A zona da tiroide e a zona da língua.
Contraímos agora todos os músculos faciais em direção ao nosso nariz,
Como se desenhássemos uma careta.
Contrai os tecidos faciais do nariz.
Contrai,
Contrai,
Contrai.
Mantém a tensão,
Respirando.
Perceba a tensão facial.
E a expira solta no rosto.
Desfruta da sensação no rosto.
Da leveza,
Da expansão,
Do estado natural.
Observa tudo neste momento em ti.
Nessa transparência na qual vives e respiras.
Percebe como todo o corpo está disponível para o profundo.
Operar.
Sem tensões.
Sem ses.
Sem mas.
Observa tudo.