Vamos começar por adotar uma posição confortável.
Prometa-te de ter as costas direitas,
Sem tensão.
Vamos fazer algumas respirações mais profundas e vamos iniciar a prática,
Começando por observar,
Sentir,
Ter consciência de como é que está a nossa respiração neste momento.
Mais profunda,
Mais superficial e podemos também tomar consciência do que estamos a sentir.
Veja o que for.
Pode ser agradável,
Desagradável ou neutro.
E não vamos mudar nada,
Vamos simplesmente prestar atenção,
Tomar consciência do que estamos a sentir,
Seja o que for.
Ao sairmos do piloto automático,
Das tarefas rotineiras e dos afazeres do nosso dia-a-dia,
Aproveitamos para ganhar consciência não só da nossa respiração,
Mas também das nossas emoções,
De que forma,
Eventualmente,
Elas se manifestam no nosso corpo e podemos sentir ou imaginar alguma situação que tenha impacto em nós,
Pode ter sido algo que nos disseram,
Algo que nos quiseram e sentimos de que forma é que isso se manifesta no nosso corpo.
Pode ser a respiração que acelera,
Pode haver alguma rigidez muscular em alguma ou algumas partes do nosso corpo,
Talvez até alguma vontade de reagir.
E sempre que assim for,
Vamos levar a atenção para a nossa respiração,
De forma consciente e para aquilo que realmente estamos a sentir,
Aproveitando para cultivar onde é que estamos a sentir,
Seja o que for.
Positivo,
Negativo ou neutro.
Pode ser que se manifeste no estômago,
Talvez no abdomen,
Eventualmente no peito ou até nas costas.
Onde quer que seja que se manifeste,
Devemos simplesmente tomar consciência do que estamos a sentir e onde é que estamos a sentir e ao tomarmos consciência,
Automaticamente saímos do produto automático e a nossa respiração altera-se,
O ritmo da nossa respiração altera-se.
A imagem de um lago,
Um lago sem ondas,
Conseguimos ver as coisas como elas são e geralmente quando assim é,
A respiração aprofunda-se e fica mais serena.
Pode até acontecer que sintamos algo diferente em alguma ou em algumas partes do nosso corpo.
Ficamos com essas sensações e ao ficarmos com essas sensações estamos a nutrir a semente para que as nossas emoções sejam diferentes do que têm sido até agora,
Para que o nosso sentir seja diferente e ao sairmos do produto automático entramos num estado de atenção plena,
Num estado de maior consciencialização,
Nos permite estar ainda mais atentos àquilo que dizemos,
Fazemos,
Sentimos e à medida que nos aproximamos do final da prática devemos relembrar que o ser humano é um ser de hábitos e que facilmente cai no produto automático ao repetir tarefas rotineiras do dia-a-dia.
Uma atrás da outra.
Muitas vezes sem sequer nos apercebermos disso.
Então vamos manter presentes ao longo do dia,
Instante em instante.
Se estamos no produto automático ou se estamos de forma consciente a sentir alguma sensação,
Consequentemente alguma emoção,
Observando-nos momento a momento,
Quer ao que estamos a sentir,
Quer à nossa respiração,
Que geralmente influencia e é influenciada daquilo que estamos a sentir,
A cada instante.
Muito devagarinho.
Vamos começar a mexer.
Pá,
Pá,
Pá.