Bem-vindo,
Belo ser radiante.
Gratidão por teres escolhido realizar esta prática comigo.
Antes de começar,
Me gostava que tirasses um momento para tomar nota de como é que te sentes.
Que pensamentos é que têm preenchido o teu dia-a-dia?
Que emoções te levantam desses pensamentos?
Como é que sentes o teu corpo neste momento?
Se está tenso,
Relaxado?
Esta prática vai guiar-te a um lugar que existe entre ti,
Onde poderás retornar sempre que precisares.
O nosso dia-a-dia e tudo o que lhe envolve muitas vezes retira-nos a espontaneidade,
A alegria e a simplicidade de simplesmente estarmos presentes.
Vamos inspirar profundamente juntos.
E expirar.
Vamos então iniciar a prática.
Como sempre,
É importante que encontres uma posição que seja confortável para ti.
Com a ajuda de uma cadeira,
Neste caso,
Sentado mais próximo da ponta e com os pés firmemente assentos no chão,
E as mãos pausadas nas coxas,
Ou sentado sobre uma almofada,
Com ou sem apoio no lombar,
Ou mesmo deitado.
O importante é que te sirva da melhor forma.
Que seja uma posição que tu consigas aguentar durante toda a prática.
E vamos começar por colocar a nossa atenção na respiração.
Inicialmente,
Colocar o foco no ritmo natural da tua respiração neste exato momento.
Nota como o ar entra e sai das tuas narinas.
Se flui de forma igual nas tuas narinas.
Se a temperatura que entra é a mesma que sai.
Se o fluxo é teno ou cheio.
Sempre sem interferir.
Caso sejam pensamentos,
Reconhece-os e retorne a tua respiração.
É perfeitamente normal.
Agora que estás conectado com a tua respiração,
Vamos dirigi-la para o coração.
Pode parecer estranho,
Pois sabes que é impossível respirar pelo coração.
Mas vamos tentar fazê-lo através dele.
Para facilitar e ajudar,
Podes colocar a tua mão sobre o teu peito.
De forma a ser mais fácil.
E se quiseres,
Mentalmente,
Podes também repetir enquanto inspiras pelo coração.
E quando expiras,
Pelo coração.
Inspira.
Pelo coração.
E quando expiras,
Pelo coração.
Inspira.
Imagina o ar entrar pelas narinas e descer em direção ao teu coração.
Como uma névoa verde,
Brilhante.
E expira.
Vendo essa névoa ascender e sair novamente pelo teu nariz.
Inspira.
Imagina o ar entrar pelas narinas e descer em direção ao teu coração.
Como uma névoa verde,
Brilhante.
E expira.
Vendo essa névoa ascender e sair novamente pelo teu nariz.
Continua.
Nesta última inspiração,
Vê a névoa brilhante sair e permanecer à tua frente.
Enquanto cresce,
E a sua luz começa a brilhar de forma pulsante e mais intensa.
Em ti,
Sentes o ímpeto de a seguir,
Quando esta se começa a mover em direção ao horizonte.
O caminho ilumina-se à tua frente,
Deixando-te ter uma pequena amostra do que se encontra mais próximo a cada passo.
E tu segues a luz,
Passo a passo.
Quando a névoa para,
A sua luz intensa permite então que vejas onde chegaste.
E desvanece-se.
Repara agora onde é que estás.
Onde essa luz te trouxe.
Onde essa luz te trouxe.
Consegues ver,
Perto de ti,
Alguém sentado no chão.
De costas.
É uma criança.
Uma criança que tu conheces bem.
Mas da qual muitas vezes te podes ter esquecido.
Ao aproximar,
Está olhando nos olhos.
Vê o que ela faz.
Está a brincar?
Segura algum objeto na mão?
De que cor e como são as suas roupas?
E o que existe ao redor?
O teu quarto de infância?
Está tudo no mesmo lugar?
Irei dar-te agora alguns momentos para explorares este espaço.
Podes tentar sentir o toque da manta da cama.
A rugosidade do chão.
O toque do teu brinquedo favorito.
As suas cores.
E não te esqueças da criança.
Que habita este quarto.
Este momento é só vosso.
Surge um convite.
Para o exterior.
É outono.
E as folhas enchem o chão.
Quando inspiras,
Sentes o cheiro da umidade no ar.
Observas as cores em todo lado.
Neste jardim onde apenas existes tu.
Caminha sobre as folhas.
Sente-as estalar debaixo dos teus pés.
E pontapeias com força,
Levantando-os no ar.
O que acontece?
O riso surge.
Agarra com os braços um monte de folhas e despejas sobre o teu corpo infantil numa chuva de amores e alegria.
Recusija-te no riso provocado pelo teu ato.
Continua a explorar este espaço,
Este jardim.
Brincando,
Saltando.
Voltando a ser a criança que te dá a mão e te puxa.
Reviva as brincadeiras que sempre te fizeram sorrir.
Salta nas poças se as houver.
Trepa a tua árvore favorita e come da sua fruta.
Suja-te.
Riu.
Ao longe começas a observar o sol que desce e começa a pôr-se.
É tempo de voltar ao momento presente.
Se quiseres agradecer à criança,
Deverás fazê-lo agora.
Inspira profundamente.
E expira.
E certo de que estarás sempre seguro,
Deixa agora desvanecer esta imagem do jardim que volta a ser a névoa verde brilhante que te trouxe.
E vai ficando mais pequena.
Pequena o suficiente para voltar a ser inalada por ti.
E com uma inalação profunda,
Inalas essa névoa em direção ao teu coração.
E ao expirar,
Segura-a dentro do teu peito.
Sabendo que ela estará sempre lá.
Quando precisares.
Inspira mais uma vez.
Enchendo bem a barriga.
E expira.
Libertando todo o ar.
Começa lentamente a sentir a superfície que está contra o teu corpo.
Podes começar agora a abrir os teus olhos.
Trazendo a tua atenção de volta ao momento presente e ao lugar em que te encontras.
Olhando à tua volta.
Tentando notar se há algo de novo.
Ou algo que nunca tinhas reparado.
Ou que simplesmente te parece diferente.
Observa as cores.
Sinta o cheiro.
Que a alegria esteja sempre,
Sempre contigo.
Namastê.