Foi com a autodidata que comecei a aprender o que era a meditação.
E mesmo depois de ler o meu primeiro livro,
O Poder da Meditação,
Mindfulness,
Que continha vasta informação sobre a definição do conceito e atividades de meditação guiada,
Achava difícil meditar.
Quando pensava em meditar,
Pensava em concentrar-me apenas naquelas instruções de meditação que estavam no livro e,
Por isso,
Considerava impossível apenas de ter-me nesse conteúdo,
Sem me afastar,
Sem me desconcentrar.
Mais tarde,
Por recomendação de uma amiga,
Conheci o Insight Timer,
Mas ainda desconhecia o verdadeiro significado do Mindfulness e,
Sozinha,
Fui ouvindo alguns conteúdos que me faziam sentir bem,
Mas que sei hoje se tratarem de conteúdos distrativos,
Com frases motivadoras,
Prosas.
.
.
Entretanto,
Inscrevi-me num curso de meditação para redução do stress e foi aí que compreendi melhor o que era a meditação Mindfulness.
E mais tarde,
Com a prática e com posteriores formações e,
Por último,
Com o retiro do Mindfulness,
É que verdadeiramente experimentei a prática formal,
Que é,
Tão simplesmente,
Estar consciente durante a meditação.
Ou seja,
Quando os pensamentos surgem,
Observamos os pensamentos,
Sem nos fusionarmos a eles e voltamos a focar a atenção no objeto da prática,
Que muitas vezes é a própria respiração.
Ou seja,
Durante a meditação,
A mente naturalmente divaga para pensamentos e,
Estando conscientes de que isso acontece,
Voltamos a focar a atenção no objeto da prática e,
Assim sucessivamente,
É este distrair e voltar a focar em nós mesmos.
É justamente este movimento que consiste a atitude Mindfulness,
Ou seja,
Observar o pensamento e depois voltar a focar a atenção no objeto da prática.
Isto implica as seguintes atitudes.
Aceitação de que a mente naturalmente e inevitavelmente divaga,
Que é humano que isso aconteça,
Que não conseguimos controlar tudo.
Por exemplo,
Se entretanto surge um som externo que nos perturba durante a meditação,
Não o juizamento,
Ou seja,
A suspensão dos juízos,
Como por exemplo,
Não estou a fazer bem,
Não sou capaz,
Como por exemplo,
Não estou a fazer bem,
Não sou capaz,
Implicando-o assim aceitar que o que acontece durante a meditação está bem assim,
Que se acontece assim é porque é assim mesmo o que leva a uma outra atitude,
A deabertura,
À experiência,
Que significa que o que surge está bem assim,
Vai haver dias mais difíceis e dias em que sentimos que a meditação flui.
Outra atitude é a intenção,
Ou seja,
Em cada prática meditativa que fazemos,
Há uma intenção que colocamos,
Que é o estar consciente da experiência desse momento presente,
Surgindo assim uma outra atitude,
O estar presente.
Por fim,
É importante saber que estas atitudes são fundamentais para a prática de meditação,
E que a boa notícia é que elas podem ser aprendidas e desenvolvidas,
E que também trazem inúmeros benefícios para a redução do sofrimento humano,
Também fora da esfera da meditação.