Olá e bem-vindos a mais um episódio do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu hoje vou falar de um tema muito interessante,
Que chama-se O Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
O Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis é um tema que é muito interessante,
Porque é um tema que tem muito a ver com o mundo das pessoas altamente sensíveis.
Eu hoje vou falar de um tema muito interessante,
Que chama-se Viver no Corpo.
Portanto,
Vou falar da nossa dificuldade e também da nossa capacidade de viver no corpo,
De viver num momento presente em que a mente e o corpo estão integrados.
Vamos também fazer juntos uma prática de rasteio corporal,
Sendo uma prática que nós podemos fazer várias vezes ao longo do dia,
A chamada pausa sagrada,
De modo a entrar num momento presente.
Uma prática de mindfulness,
Que mindfulness,
Relembro,
É o nosso estado de atenção plena num momento presente,
Sem julgamento.
Eu sou a Sofia Loureiro,
Eu sou terapeuta natural,
Sou autora e sou mentora de pessoas altamente sensíveis,
E o Pessoas Altamente Sensíveis é equilibrar o seu sistema nervoso de modo a viver em serenidade com o dom de alta sensibilidade.
Isto,
Por vezes,
Pode ser um desafio,
Porque uma das características das pessoas altamente sensíveis,
Ou seja,
Do sistema nervoso altamente sensível,
É realmente observar e analisar tudo quanto está ao redor.
Isto porque se processa todo o tipo de estímulos,
De uma forma muito profunda,
A nível do nosso cérebro,
E isto faz com que nós realmente,
Às vezes,
Possamos nos perder um pouco na análise e na observação,
Sem passar muitas vezes,
Por exemplo,
À ação.
Então,
O que é que acontece nessa altura?
Nós podemos perder realmente o contacto com o nosso corpo,
Com a vida sentida no presente,
O que leva,
Muitas vezes,
A ter uma mente agitada,
A vivermos ou no passado preocupados pelo passado e com tristeza do passado,
Ou então ansiosos,
Por exemplo,
Com o futuro,
Sempre a preocuparmos,
A planear tarefas.
Portanto,
Pensar é uma atividade realmente,
É perfeitamente natural e nós precisamos de pensar para planear a nossa vida,
Mas o problema é quando nós acabamos por ficar um bocado desconectados e dissociados da realidade.
Portanto,
Por um lado,
A dificuldade de viver no corpo é que nós já vivemos numa sociedade que vive um bocado dissociada.
Acabamos por viver num estilo de vida muito rápido,
Que não dá tempo para pausas,
Que não dá tempo para nos ancorar no presente,
Que nos obriga,
Muitas vezes,
A viver em pressão,
De modo a chegar ao fim do dia com as tarefas todas feitas e sem ter tempo para nós,
Sem ter tempo para este tipo de pausas que são tão importantes para vivermos integrados.
O que é que acontece quando nós depois ficamos um bocado dissociados do nosso corpo?
É que muitas vezes nós perdemos,
Então,
Os sinais que ele nos está a enviar.
E o que é que acontece hoje em dia?
Também vivemos numa sociedade,
Quando quer que o corpo envie um sinal,
Seja ele qual for,
O que nós fazemos é ficarmos muito desconfortáveis porque já não estamos habituados a ler esses sinais do corpo,
Essa linguagem do corpo,
E acabamos é por querer reprimir imediatamente o tipo de sinais que o corpo nos possa enviar.
Por exemplo,
Se for em forma de dor,
Se for em forma de tensão,
O mais natural é que as pessoas vão agarrar num comprimido para eliminar imediatamente esse tipo de sintoma.
Ou seja,
Quando o corpo grita,
Já ninguém o ouve.
E depois,
Por outro lado,
Sendo pessoas altamente sensíveis,
Ou seja,
Tendo o sistema nervoso altamente sensível sempre a processar os estímulos todos,
Também temos essa dificuldade depois de viver assim no presente e de muitas vezes sentir estas sensações.
E queremos então fugir e ficamos nesse mundo mais mental de observação,
Do overthinking,
Como eu falei há pouco.
Não sei se vocês conseguem rever em alguma das coisas que eu estou neste momento a dizer.
Podem partilhar nos comentários quais é que são as vossas ideias em relação a este assunto ou se conseguem identificar com alguma das coisas que eu estou a dizer.
Nós agora,
A seguir,
Vamos fazer um pequeno rastreio corporal para nos apercebermos e nos familiarizarmos de como pode ser esta técnica feita.
Esta técnica pode ser feita ao longo do nosso dia,
Em pequenas pausas que nós façamos.
Por exemplo,
Há pausas que eu antes não gostava nada,
Por exemplo,
Estar numa fila no supermercado.
Ou,
Por exemplo,
Eu estou a trabalhar com a minha esposa,
Ou,
Por exemplo,
Eu estou a trabalhar no computador e o computador está demasiado lento nessa altura e eu antes pensava.
.
.
Eu essas pequenas pausas aproveito precisamente para isto.
Ou aproveito para,
Por exemplo,
Alongar o meu corpo,
Mexer as articulações ou tudo isto,
Ou faço um rastreio corporal que hoje em dia já começa a ser muito automático,
De entrar em contacto com as minhas sensações,
Para eu saber o que é que eu estou a sentir naquele momento e o que é que eu preciso naquele momento.
E,
Se nós nos habituarmos a fazer estas pequenas pausas ao longo do dia,
Vamos cada vez entrar mais em contacto com as nossas emoções e poder-vos dar respostas conscientes e ter uma mente mais clara do que está sempre a passar-se à nossa volta.
Portanto,
Isto seria muito importante,
Fazermos pausas ao longo do nosso dia,
De modo ao nosso corpo dar oportunidade ao nosso corpo e mente de estarem no mesmo sítio,
No mesmo lugar,
Ao mesmo tempo.
Estas pausas,
Eu gostava de referir que não são pausas intelectuais.
Isto é mesmo começarmos a aprender a sentir as sensações no nosso corpo,
Sem julgamento.
Eu tenho feito práticas de mindfulness ao longo destes episódios que têm objetivos diferentes,
Como por exemplo o RAIN,
Que é o reconhecer,
Aceitar,
Investigar e nutrir quando temos emoções difíceis.
Esta prática é diferente,
É um rastreio corporal,
É o que se chama um body scan,
Apenas para sentir,
No momento,
O nosso corpo e vivermos mais integrados,
Está bem?
Para podermos dar resposta,
Realmente,
Aos desafios que nós vamos tendo no nosso dia a dia.
Portanto,
Antes de praticar o rastreio corporal,
Seria bom estabelecer na nossa mente a nossa intenção de darmos a oportunidade de sentir a vida no nosso corpo.
Para onde vai a nossa intenção,
Vai a nossa atenção e a nossa energia.
Por isso,
Antes de fazer estas pequenas práticas ao longo do dia,
Se conseguirem estabelecer a intenção,
Eu vou fazer esta pequena prática para entrar em contacto com a vida no meu corpo,
Para sentir-me mais conectada,
Para viver na realidade do momento presente,
No aqui e no agora.
Portanto,
Estabelecer qual seja a intenção com que vocês mais se identificarem antes de fazer uma pequena prática de rastreio corporal.
Portanto,
Se estiverem sentados,
Sentem-se confortavelmente,
Com a coluna ereta,
Os ombros descontraídos,
Também podem estar em pé.
Se estiverem deitados,
Temos de ter a atenção de manter a mente desperta.
Portanto,
Vamos inspirar e expirar três vezes,
De modo a libertar a atenção e a ancorar-nos no momento presente.
Vamos inspirar e expirar.
E de novo,
Inspirar e quando expiramos,
Expiramos com um suspiro.
De modo a libertar a tensão no corpo.
E vamos,
Uma terceira vez,
Ancorar-nos no presente com uma inspiração e uma expiração.
Vamos libertar a tensão,
De modo a sentir a fluidez das sensações e da vida no nosso corpo.
E vamos começar pelo topo da cabeça.
Quais é que são as sensações no topo da cabeça?
Pode ser quente,
Pode ser um formigueiro,
Pode ser uma sensação de aperto,
Pode ser uma sensação de expansão.
Eu só observo e sinto essa sensação.
Depois passo para a nuca e para os ouvidos e para as orelhas.
Qual é que é a sensação que está nesse local?
Depois sinto as sensações a nível da testa,
A nível dos olhos.
Descontraio os olhos e as sobrancelhas.
Liberto o maxilar.
Posso até abrir a boca um pouco e depois cerrar apenas com os lábios a tocarem-se levemente.
Sinto as sensações na língua.
Até à raiz da língua.
No céu da boca.
À volta da boca.
Observo com a curiosidade de experienciar a vida no meu corpo tal como ela é.
E se há partes do corpo em que eu não sinto nada,
Saibam que isso é normal.
E à medida que realmente com a prática aprendemos a focar-nos mais,
Essas sensações vão começar a florescer.
Depois passo a minha atenção para o pescoço e para a garganta.
Sem nenhum julgamento das sensações que estão ali presentes.
Sinto a vida do meu corpo.
E passo a minha atenção plena para os ombros.
E sinto os ombros de dentro para fora.
A vida nesse lugar.
Sentir os braços,
Todos os braços.
A sensação dos braços de dentro para fora.
O baile de sensações que passam e que eu sinto sem julgamentos.
Depois passo a minha atenção para as mãos.
As mãos estão relaxadas.
Quais é que são as sensações nas palmas das mãos?
Nos dedos?
Pode ser calor,
Pode ser frio.
Pode ser pressão.
Pode ser uma sensação pulsante.
Todas elas são a expressão da vida no aqui e no agora.
E passo a atenção para o peito.
E recebo com gentileza as sensações na parte do coração.
E depois de todo o meu peito,
Passo a minha atenção para a zona da barriga.
Numa consciência recetiva,
Recebo as sensações nessa zona sem julgamentos.
Depois passo a atenção para as sensações nas minhas costas,
Ao longo da coluna e de todas as costas.
E novamente pode ser pressão.
Pode ser formigueiro.
Pode ser um calor.
Pode ser expansão.
Um baile de sensações.
É a vida de dentro para fora.
Agora vou para a região pélvica.
E sinto as sensações nas ancas,
Nas náticas,
Nos genitais,
De dentro para fora.
Agora deixo o meu corpo até à zona das coxas,
Das pernas.
Sinto toda esta zona de dentro para fora.
Levo a consciência aos meus pés.
Sensação na planta dos pés,
Nos dedos dos pés,
Na barriga dos pés.
Nos calcanhares,
Nos tornozelos,
De dentro para fora.
A vida no corpo neste momento.
E agora sinto todo o corpo como um todo.
Um campo de sensações fluídas,
De vida.
Eu sou testemunha desta dança que sou eu.
E vamos de novo agora,
Cada um ao seu ritmo.
Fazer umas respirações profundas.
Vamos inspirar e expirar.
Vamos inspirar e expirar.
Mais uma vez.
Inspirar e expirar.
Espero que tenham gostado desta prática.
Isto é apenas um exemplo de como nós podemos fazer o rastreio corporal.
As pessoas que têm dificuldade em sentir as sensações,
Ou que acham que são demasiado intensas para elas e que é demasiado difícil,
Podem procurar ajuda e apoio neste processo.
Este é um processo importante.
Aprendemos a entrarmos em contato com as nossas sensações no nosso corpo.
De modo a ancorarmos cada vez mais no aqui e no agora.
Eu vou terminar com uma citação do Henri David Toureau,
Que foi um poeta e naturalista e filósofo americano,
Que ficou muito conhecido por um livro que se chamava Walden.
Aliás,
Há uma citação conhecida no filme O Clube dos Poetas Mortos,
Que é precisamente deste livro do Henri Toureau.
Mas a citação reza assim.
Fico alarmado quando sucede que o meu corpo caminhou uma milha bosca dentro sem lá ter estado em espírito.
E isto não acontece se nós praticarmos mindfulness,
Ok?
Passamos a estar realmente integrados no mesmo sítio,
No mesmo lugar,
O nosso corpo e a nossa mente.
Que todos os seres vivem na paz da sua presença e que todos os seres sejam felizes e livres.
Namastê e obrigada pela tua atenção plena e pelo teu coração presente.
Até ao próximo episódio.
Bem-vindo ao podcast do Mundo das Pessoas Altamente Sensíveis.
Eu sou a Sophia Loureiro e sou a tua anfitriã na jornada de conhecimento deste traço de personalidade para aprenderes a criar uma vida mais alinhada com a tua alta sensibilidade onde a harmonia corpo-mente se unem num estado natural de serenidade.