
Meditação Autorregulação
Meditação guiada de auto-regulação do corpo e da mente. 15 minutos para observar o corpo sem julgar nem tentar mudar nada,para permitir qualquer sensação, emoção ou pensamento. 15 minutos de aceitação de todas as nossas partes.
Transcript
Bem-vindo,
Bem-vinda a esta meditação de autoregulação.
Para começar,
Pedia-te que te sentasses numa posição confortável,
Que consigas relaxar,
Mas mantendo-te alerta.
Pode ser uma posição sentada ou deitada,
Mas se normalmente costumas adormecer,
O ideal será mesmo ficares numa posição sentada.
Podes-te encostar,
Podes-te sentar numa cadeira e começa já a trazer a tua atenção para o teu corpo.
Percebe qual é que será a posição para te deixar mais confortável.
Entrás depois a tua atenção para a tua respiração,
Inspirando profundamente e expirando.
Mais duas vezes,
Inspira e expira.
Última.
E expira.
Agora que trouxeste a tua atenção para a respiração e que tens um ponto para onde voltar caso te distraias,
Traz agora a tua consciência,
A tua atenção,
A tua intenção para a zona dos teus pés.
Percebe se há alguma sensação física,
Algum desconforto,
Alguma mudança de temperatura,
Se está frio,
Se está quente,
Se sentes o chão ou se sentes o tecido das meias que tens calçadas.
Sem julgar,
Sem tentar mudar,
Só mesmo observando.
Observando o pé direito,
Observando o pé esquerdo.
E tomando atenção às diferentes sensações ou à falta delas que podemos ter no nosso corpo.
E mantendo esta atenção,
Este interesse,
Esta curiosidade,
Traz agora até aos teus tornozelos.
Observa-os.
Percebe-se alguma mudança de temperatura também.
Onde é que eles se tocam,
Onde é que eles tocam o chão.
Tomando atenção,
Sem tentar mudar,
Só tomando consciência.
Com esta mesma consciência,
Com este mesmo poder de observação,
Traz a tua atenção até à zona dos gêmeos parte debaixo das tuas pernas.
Podem estar a tocar no chão,
Apenas a suportar o peso dos joelhos.
Observando novamente se há alguma sensação,
Alguma dor,
Algum formigueiro,
Ou se para o outro lado não há nada,
Não tem que haver.
Só queremos mesmo observar,
Sem tentar mudar.
E continuando a nossa observação do corpo,
Trazemos atenção até aos joelhos,
Percebendo do joelho direito se há alguma sensação,
Percebendo o joelho esquerdo,
Observando apenas se a temperatura é fria,
Se é quente,
Se há alguma diferença entre eles.
Continuando,
Continuando o nosso caminho,
Subimos para as coxas,
A parte de cima das pernas,
Os nossos músculos mais fortes e observamos novamente se há alguma sensação,
Algum formigueiro,
Alguma dor,
Sem tentar mudar nada,
Só observando.
Enquanto observamos,
Trazemos também a nossa atenção para a zona pélvica,
Com a mesma consciência,
Com a mesma curiosidade,
Sem vontade de mudar nada,
Observando apenas as sensações,
O toque,
O suporte da cadeira,
Do chão,
Onde é que a pele toca,
Com o sítio que nos está a suportar.
Conseguimos sentir do lado direito,
Conseguimos sentir no lado esquerdo as nossas nádegas a tocar no sítio que nos suporta.
Agora,
Observamos novamente,
Tomamos consciência dessa zona do corpo,
Sem a tentar mudar e agora que chegamos à metade do corpo,
Fazemos uma inspiração profunda e uma inspiração.
Focamos a nossa atenção na zona abaixo do umbigo,
Conseguimos sentir alguma diferença também aqui,
Alguma sensação,
Observando apenas.
Observando também a zona do umbigo,
A nossa barriga,
Podemos aproveitar para sentir o movimento da respiração.
Continuamos a subir,
Sentindo as nossas costelas,
Aproveitando também aqui para sentir a respiração que sobe e deixa,
Também na zona do peito.
Como é que sentimos aí a nossa respiração?
Ela chega até à zona do peito ou fica apenas na barriga ou na zona das costelas?
Não tentamos mudar,
Observamos apenas.
Qual é o padrão da minha respiração?
Continuo com esta observação do meu corpo e trago esta atenção e esta consciência.
A minha intenção para a zona das costas,
Começando pela parte de baixo,
Observando,
Trazendo até à zona do meio das costas,
Tomando consciência,
Percebendo se há alguma movimentação,
Se há alguma tensão,
Alguma dor,
Sem tentar mudar nada,
Sem mudar de posição,
Observando apenas.
E trazendo também a nossa atenção para a parte de cima das costas,
Para as homoplatas,
Até à ligação com a zona dos ombros,
Uma zona que carrega muita tensão e observamos.
Observamos se há tensão,
Se não há,
Não a tentamos mudar,
Tomamos apenas consciência.
Elevamos essa consciência pelos ombros,
Pela parte de cima dos braços,
O braço direito,
O braço esquerdo,
Continuando este processo de tomada de consciência e de observação.
Passamos pelos cotovelos,
Observamos também,
Até à zona dos antebraços,
Do antebraço direito,
Do antebraço esquerdo,
Passando pelos pulsos,
Trazendo agora a nossa atenção até à zona das mãos,
Uma zona que normalmente consegue sentir mais,
Tem mais sensibilidade,
Onde sentimos muitos formigueiros,
Às vezes alguma dor,
Sentimos muitas mudanças de temperatura,
E vamos parar para observar e perceber se há alguma diferença entre a mão direita e a mão esquerda,
Há alguma sensação diferente.
E trazemos toda esta consciência,
Todo este poder de observação até à zona do pescoço,
Observando também toda esta zona,
Subindo à zona do maxilar,
Todo o rosto,
As orelhas,
Sentindo os olhos,
A zona por cima dos olhos,
As sobrancelhas e o meio das sobrancelhas,
Que também tantas vezes guarda tanta atenção,
Observamos se está tenso,
Se está relaxado,
Sem tentar mudar,
Estamos apenas num processo de observação,
Queremos saber como é que está o nosso corpo.
E continuamos até à zona de todo o topo da cabeça e observamos se conseguimos sentir alguma coisa,
Alguma sensação,
Tomando o máximo de atenção possível a esta zona.
E paramos para voltar a respirar,
Trazendo também a atenção a esta respiração.
E inspiramos,
E a inspiramos.
E aproveitamos toda esta consciência que ganhámos do nosso corpo,
Para o perceber como um todo.
Conseguimos agora não separar as partes e observá-lo como um todo.
Perceber se há alguma sensação física que se destaca,
Alguma emoção,
Alguma informação que não sabíamos,
Até começar a ouvir.
E não tentamos mudar,
Observamos apenas,
Permitimos que a emoção esteja dentro de nós,
E respiramos até esse ponto.
E inspiramos,
E a inspiramos.
Mais uma vez,
Inspiramos,
E a inspiramos.
Uma última vez,
Inspiramos,
E a inspiramos com um som.
Libertamos o que estiver preso,
Libertamos toda a atenção.
Agora sim,
Agora podemos libertar.
E voltamos a observar o nosso corpo,
Se há alguma informação que ele nos seja a dizer,
Alguma emoção que estava escondida até agora,
Algum pensamento.
Deixamos vir,
Não nos agarramos a ele,
E tal como fizemos com o nosso corpo,
Observamos apenas.
Ficamos por alguns segundos,
Apenas focados em observar,
O que quer que seja que o nosso corpo nos quer mostrar.
Seja um pensamento,
Uma emoção,
Uma sensação física,
E observamos.
Lembrando que não nos queremos agarrar a esta emoção,
A este pensamento,
A esta sensação,
Mas apenas observar.
Observando o que provoca em nós,
E o que podemos libertar.
Fazemos agora uma última inspiração,
E a inspiramos.
Trazemos a nossa atenção para os nossos pés,
Para as nossas mãos.
Começamos a mexer suavemente,
Com tempo,
Sem pressa.
Mexemos os dedos das mãos,
Mexemos os dedos dos pés.
Trazemos a nossa atenção de volta para o sítio onde nos encontramos.
Percebemos novamente onde é que estamos sentados,
O que é que está à nossa volta.
Podemos inclusive tentar ouvir algum som que esteja mais longe,
Mais perto,
E com tempo,
Sem pressa,
Podemos voltar a abrir os nossos olhos,
E observar o que está à nossa volta.
Alguma textura,
Alguma cor,
Que nos traga até este momento presente,
Aqui e agora,
Para o fim da nossa meditação.
Quero darte os parabéns por teres feito a meditação até ao fim.
Obrigada,
E até já.
4.7 (73)
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Ema
May 11, 2023
I hear this meditation often but it's always a different journey through my body and mind. At the end I always feel lighter and calmer.
