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No. 37 - Quando Nos Sentimos Perdidos | Podcast Autoconsciente

by Regina Giannetti

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Nossa mente divagante pode facilmente se perder no mar de possibilidades que o mundo oferece. Então, escolher torna-se um problema; decidir, um drama. Precisamos de um ponto de referência, um “lugar” onde a gente vivencie o que é real. Esse ponto de referência é o momento presente. E é nele que a gente pode ler a nossa bússola interna para se orientar na vida.

Transcrição

Eu lhe dou as boas-vindas ao Autoconsciente,

Um podcast que entende você para você se entender melhor.

Sou Regina Gianetti,

Criadora do programa de autogerenciamento Você Mais Centrado,

Que é para a gente ter mais foco,

Bem-estar e paz com a gente mesma.

Eu faço esse podcast para compartilhar reflexões e ações para uma vida com mais autoconsciência e a minha intenção é que ao terminar um episódio,

Você se sinta melhor do que quando começou.

E aqui vai mais um episódio para vocês,

Queridos ouvintes.

Tem aqueles que me escrevem,

Né?

Quando é que sai outro?

Estou ansioso pelo próximo.

Então,

Esse podcast é quinzenal.

Domingo sim,

Domingo não,

Pode contar que tem novidade.

Você que me acompanha sabe que cada episódio quase sempre se relaciona com algum ou com alguns que começaram antes.

Eu falo isso,

Né?

É bom você escutar esses anteriores,

Porque cada vez que escuta,

A gente tem uma percepção diferente e isso também ajuda a ir mais fundo no episódio atual.

Agora,

Se você é novo por aqui,

Se este é o primeiro episódio que você escuta,

A minha dica é escute o número zero.

Nele,

Eu apresento a proposta do podcast e explico o porquê de a gente ter mais autoconsciência.

O autoconsciente é serial.

Os episódios têm uma sequência em que os assuntos vão se aprofundando.

Episódio 37.

Quando nos sentimos perdidos.

Eu começo agradecendo a dois ouvintes,

O Luiz Eduardo e o Célio.

Eles entraram em contato comigo por e-mail na manhã de hoje,

25 de maio de 2019,

Que é então o dia em que eu começo a produzir esse episódio.

O que eles escreveram me inspirou a falar sobre esse tema.

E para você que está me escutando,

Apure os ouvidos que aqui vai mais um daqueles meus causos.

A princípio,

O tema desse episódio 37 era outro.

Era um tema que,

Na lógica da minha mente,

Ia dar sequência ao episódio anterior.

E eu comecei a trabalhar nele na minha tarde,

Sexta-feira.

Mas aí,

Quando eu cheguei no sexto parágrafo,

Eu empaquei.

Eu empaquei de um jeito que nada do que eu escrevia me agradava.

Nada encaixava.

Eu relia aqueles seis parágrafos,

Acho que um milhão de vezes.

Eu mudei de ordem,

Eu tentei seguir outro caminho,

Mas não adiantou.

Não rolava,

Não fluía.

E eu comecei a ficar desconfortável com isso.

Eu sei que quanto mais eu tentava encontrar uma sequência para o texto,

Mais desconforto eu sentia.

E era um desconforto assim,

Visceral.

Uma sensação de aperto no abdômen.

Até que quando deu umas dez e tanto da noite,

Eu parei.

Me rendi.

Desliguei o computador e fui dormir,

Esperando que hoje,

Quem sabe,

Eu acordasse mais inspirada.

Às vezes acontece.

Tem dias que o trabalho não rende,

E é melhor deixar a lojinha,

Ir dormir,

Descansar a cabeça.

Mas o que aconteceu,

Na real,

Foi que hoje eu acordei encarnada com o episódio.

Nem tinha levantado da cama e já estava pensando nele.

O que é que eu faço?

Vou mudar o tema?

Não,

Tem que ser este tema.

Mas não está rolando.

Bom,

Quando eu me pego assim,

Com a mente agitada,

O que eu faço é uma prática de meditação.

Então,

Eu levantei,

Tomei o café e sentei para meditar.

E fiquei lá um tempo,

Prestando atenção na respiração e observando os pensamentos que vinham e deixando ir esses pensamentos.

Depois que acabou,

Eu me sentia mais calma e continuei lá,

Sentada no sofá,

Pensando no que eu tinha observado em mim,

No que estava acontecendo comigo.

E o meu entendimento foi que eu estava forçando aquele texto.

Ele não fluía,

Por algum motivo.

Talvez eu não estivesse pronta para escrever sobre aquilo.

Talvez não fosse o momento.

Mas eu insistia porque estava apegada ao tema.

Na minha lógica,

Tinha que ser aquele tema.

Então,

Eu continuava tentando e o meu lado perfeccionista me julgava por não estar conseguindo escrever.

E eu comecei a me sentir mal com esse auto julgamento.

Enfim,

Eu estava fazendo aquilo que,

Definitivamente,

Não funciona para escrever um episódio desse podcast,

Que é tentar controlar o processo de escrever,

O processo criativo.

Teve um momento em que eu resolvi ver as horas no celular e tinha ali as notificações de dois e-mails.

E me chamou a atenção que os e-mails tinham chegado exatamente no mesmo horário,

Às sete e cinquenta e dois da manhã.

Eu li um,

Depois li outro e,

Por um momento,

Eu pensei que fossem mensagens da mesma pessoa,

Porque o conteúdo era muito parecido.

Mas aí eu li de novo e vi que não,

Que eram e-mails de duas pessoas diferentes e que,

De formas diferentes,

Eles diziam a mesma coisa.

Me sinto perdido.

Aí me deu um estalo.

Peraí,

Os e-mails chegaram no mesmo minuto,

Dizem a mesma coisa e o que eles dizem tem tudo a ver comigo também,

Porque eu também me sinto perdida nesse momento com esse trabalho.

Cara,

Isso é louco,

É coincidência demais.

Bom,

Eu fiquei um tempo processando isso e tive uma ideia.

É sobre isso que eu vou escrever,

Sobre nos sentirmos perdidos.

Às vezes,

A nossa mente escolhe seguir por determinado caminho,

O caminho que parece ser o melhor,

Ou o mais lógico,

Ou o mais seguro,

Ou talvez o caminho que todo mundo está seguindo,

Sei lá.

Mas,

Apesar de fazer sentido para a mente,

Aquele caminho,

Ou aquela escolha,

Não nos deixa confortáveis.

A gente sente um incômodo no corpo,

Um aperto no peito,

Uma aflição na região do abdômen.

É algo dentro de nós que chama a atenção,

Parece que está querendo dizer alguma coisa,

Mas a mente insiste em ir por ali.

A gente encontra dificuldade naquele caminho,

Faz um grande esforço e o desconforto só aumenta.

Chega o momento em que a gente trava,

Empaca,

Não dá para seguir em frente.

Outras vezes,

A gente não sabe qual caminho seguir.

São tantas opções,

Mas qual será que é a melhor?

Qual será que é a certa?

A gente quer analisar todas e decidir qual escolher,

Mas não dá,

São muitas possibilidades.

Existe uma pressão para escolher,

Para decidir,

Para agir,

Mas existe também muita dúvida.

Nossa mente está super acelerada,

A mil por hora,

E,

Ao mesmo tempo,

Está travada,

Paralisada,

Não consegue agir.

A gente procrastina e se culpa por procrastinar.

O mal-estar é muito grande.

Alguma dessas situações é familiar para você?

Se for,

Como eu sempre digo,

Deixe ir o auto-julgamento,

Deixe ir a autocrítica,

Deixe ir a autocobrança.

Expire fundo agora,

Solte,

E vamos entender isso.

A sensação de estar perdido pode ter vários motivos.

Pode ser uma crise de identidade,

Pode ser uma perda que nos tira o chão,

Pode ser uma mudança que abala as estruturas da gente.

Mas eu vou falar aqui é de um motivo que está mais no nosso cotidiano,

Que tem a ver com a vida que a gente leva hoje,

No nosso mundo pós-globalizado,

Acelerado e hiperconectado,

Complexo,

Hiperabundante de opções,

Onde tudo é possível.

Em outros tempos,

A vida era mais simples.

Não tinha internet,

Não tinha smartphone,

Não tinha tanta coisa para a gente se ocupar,

Interessar,

Acompanhar e nem escolher.

Eu me lembro desse tempo.

Quando eu era criança,

Existiam uns quatro,

Cinco canais de televisão.

E tem mais essa,

Eles não ficavam no ar o dia todo.

Eu me lembro de ligar a TV de manhã e ficar olhando para uma figura estática na tela,

Esperando que as pessoas da televisão começassem a trabalhar.

Existiam quatro marcas de carro no Brasil,

E só.

Para você ter uma ideia,

O meu irmão,

Com dois anos de idade,

Ele dizia o nome de todos os modelos de carro que circulavam pela rua.

Era simples fazer escolhas.

Que sorvete eu vou tomar?

Que tênis eu vou querer?

Que profissão eu vou seguir?

Era simples escolher,

Porque não tinha muitas opções para considerar.

Então,

A gente não investia muita energia mental nisso.

E outra,

A gente se contentava mais com o que tinha.

Mas aí veio a globalização da economia.

Tivemos os avanços da tecnologia,

A comunicação em rede,

O acesso imediato a todo tipo de informação.

Tudo isso que começou a acontecer de uns 30 anos para cá.

Isso expandiu absurdamente o campo de possibilidades e interesses para a nossa mente.

Nossa mente,

Que é divagante por natureza.

E o que acontece quando uma mente divagante tem um campo tão vasto para explorar?

Ela se perde.

Eu li outro dia um artigo com uma visão muito interessante sobre isso.

O autor compara a mente humana com uma praça de pedágio congestionada.

Imagine uma praça de pedágio gigantesca,

Com 50 faixas de trânsito,

Com milhares de carros enfileirados.

Isso existe,

Na verdade,

Tá?

Acontece numa rodovia na China.

O artigo,

Inclusive,

Mostra uma foto desse pedágio em um horário de pico.

Aí,

Esse autor,

Chamado Niklas Geck,

Ele diz que,

Nessa analogia da mente com a praça de pedágio,

Cada carro representa uma versão do nosso eu.

Uma versão que pode fazer uma escolha alternativa,

Se comportar de um modo diferente,

Pensar,

Falar ou agir de uma forma diferente.

Só que tem uma coisa,

Ele diz.

Considere que apenas uma entre essas dezenas de faixas de trânsito representa o momento presente,

Porque apenas uma versão do nosso eu pode ser vivida no presente.

Então,

Pegando uma carona na analogia desse autor,

O que acontece muito com a gente,

Ser humaninhos do século XXI,

É esse imenso congestionamento mental de tantas coisas para se interessar,

Para escolher,

Para acompanhar,

Para ser.

O que é que está bombando na internet?

Que seriados tem para ver?

O que as pessoas estão falando no grupo do trabalho?

O que está rolando nas redes sociais?

Quem o artista X está namorando?

O que está acontecendo na economia,

Na política,

No Brasil,

No mundo?

Tem muita coisa acontecendo.

E ai de nós se não estivermos ligados e participando do que está acontecendo.

Não queremos perder nada.

Não podemos perder nada.

Não podemos ficar para trás,

Nem por fora e nem por baixo.

Essa ânsia de estar ligado em tudo,

Adivinha?

Já criou uma síndrome,

Né?

Que ganhou o nome de FOMO,

Iniciais de Fear of Missing Out.

Algo do tipo medo de estar perdendo alguma coisa,

Entre as inúmeras coisas que acontecem.

E tem também a FOBO,

Que tem vários significados.

Eu já vi pelo menos uns três.

Mas o significado que interessa aqui,

No nosso contexto,

É Fear of Better Option.

Medo de que exista uma opção melhor.

Com tantas possibilidades que o mundo nos oferece,

Escolher é um problema.

Escolher uma coisa significa renunciar a um milhão de outras coisas.

E se o que estamos escolhendo não for o melhor?

A gente escolhe não apenas pensando no que vai obter,

Mas também no que vai perder.

Com tantas possibilidades,

Decidir é um drama.

E se a gente tomar a decisão errada?

No que depender da nossa mente,

A decisão não sai nunca,

Porque tem sempre informação nova chegando,

Mudança acontecendo.

Tem uma expressão para isso,

No idioma espanhol,

Que é parálises por análises.

Paralisia por tanto analisar.

Com tantas possibilidades,

Até tomar uma direção na vida pode ser complicado.

Para onde eu vou?

O que eu quero?

Então,

Gente,

Não está funcionando deixar nossa mente solta no mar de possibilidades que é o mundo de hoje.

Isso nos deixa aflitos e perdidos.

Precisamos de um ponto de referência,

Um lugar onde a gente vivencie o que é real,

O que está acontecendo aqui,

Agora.

Esse ponto de referência é o momento presente.

É nele que a gente pode ler a nossa bússola interna para se orientar nesse mundo de possibilidades.

E essa bússola é o que a gente sente.

Se o que a gente está escolhendo ou vivenciando nos faz sentir bem,

Tranquilos,

Seguros,

Ou animados,

Entusiasmados,

Ok,

Vamos continuar nesse caminho.

Mas e se o que a gente está escolhendo ou vivenciando nos traz mal-estar,

Dúvida,

Medo,

Bloqueio,

Insegurança?

Aí precisamos parar e investigar o que isso quer dizer.

Eu me lembro de uma pessoa que eu conheci tempos atrás,

Uma médica,

Que na época ela estava indecisa sobre que rumo seguir na carreira.

Ela era contratada por um hospital,

Um dos maiores hospitais do Brasil,

Mas não gostava de fazer plantões.

Então ela pensou em abrir a sua própria clínica,

Porque aí se livraria dos plantões e também ganharia mais.

Só que ela não falava dessa possibilidade com entusiasmo,

Era com preocupação.

Ela imaginava que com uma clínica própria teria que liderar pessoas e não gostava desse papel de liderança.

E também teria que assumir os riscos de um negócio em que era preciso estar sempre se atualizando e investindo para manter a clínica competitiva.

Enfim,

Ela via inconvenientes em trabalhar para um hospital e também em abrir uma clínica e não conseguia tomar uma decisão.

Aí conversa vai,

Conversa vem,

Ela falou de um trabalho voluntário que fazia para um outro hospital,

Um trabalho num ramo diferente do que ela atuava.

E quando falou nisso,

A expressão dela mudou,

Se iluminou,

Até o tom de voz dela era outro.

Me deu a impressão de que aquilo era algo que ela gostava de fazer,

Até porque ninguém faz um trabalho voluntário sem gostar.

Eu perguntei então se não teria um caminho de carreira naquela área,

Mas ela disse que não,

Que aquele caminho não era interessante profissionalmente.

O que eu vejo nessa história é uma pessoa que busca fazer para sua vida uma escolha lógica,

Com base numa ideia do que seria mais vantajoso e casos de sucesso e dados de mercado.

Mas que ignora um dado importantíssimo,

Que é como se sente em relação às suas opções.

Nossa mente é muito eficiente para identificar alternativas,

Imaginar cenários,

Analisar prós e contras e tudo mais.

Mas na hora de escolher,

É preciso levar em conta o que a gente sente.

Porque se só de pensar em escolher algo a gente sente um desconforto,

O que vai acontecer se escolher aquilo?

Precisa parar e refletir.

Por que eu me sinto assim?

O que está pegando?

De repente,

A gente não está pronta para aquilo.

Precisa se preparar ou amadurecer,

Ou talvez aquela escolha não seja a melhor para nós.

Agora,

Para realmente perceber como se sente,

A gente precisa estar com atenção no presente,

Aqui,

Agora.

O problema é que a nossa mente está sempre ocupada com distrações externas,

Ruminações sobre o passado ou preocupações sobre o futuro,

Divagações e etc.

Com esse nosso habitual congestionamento mental,

A gente mal percebe o que se passa no nosso interior e é fácil ignorar o que a gente sente.

As sensações estão lá,

No corpo,

Mas a mente não dá atenção para elas.

Por isso é que a gente precisa se habituar a estar mais no presente.

Você que acompanha esse podcast me ouve falar disso sempre,

Não é?

E eu vou continuar falando.

A gente vive num mundo de infinitas possibilidades,

Onde é difícil escolher e fácil se perder.

O nosso ponto de referência nesse mundo é o momento presente,

É onde está a nossa experiência real.

Quando estamos no presente,

Percebemos claramente como nos sentimos nas situações da vida e aí podemos escolher o que é verdadeiro para nós.

Quando estamos no presente,

Percebemos oportunidades que aparecem,

Sinais que chegam e indicam a direção a seguir.

Agora,

Vamos voltar para o meu caso.

Veja se não foi bem isso que aconteceu.

Eu encontrei dificuldade para seguir o caminho que escolhi a princípio para esse episódio e ao insistir porque eu estava apegada naquele caminho,

Eu comecei a sentir desconforto.

Aí eu parei tudo e olhei para o que estava sentindo e entendi os porquês.

Me convenci de que não era por ali.

Aí depois eu percebi aqueles dois e-mails na minha caixa postal e o restante você já sabe.

Olha,

Se de repente você está achando extraordinário o que me aconteceu,

Tipo,

Deve ser porque ela é professora de Mindfulness ou sei lá o quê,

Eu te digo com muita convicção,

Isso não é nada extraordinário,

É apenas natural.

Todos nós temos uma sabedoria natural,

Temos insights,

Temos intuições,

Sonhos,

Inspirações,

Isso tudo acontece no nosso interior,

Aqui,

Agora.

Se a gente quiser acessar essa sabedoria,

Só precisa estar presente com a nossa vida interior,

Aqui,

Agora.

E como eu explico a coincidência dos dois e-mails?

Bom,

Eu não tenho uma explicação para isso.

A vida tem lá os seus mistérios,

Né?

A vida tem muita coisa que eu não sei explicar,

Não entendo,

E de verdade eu não acho que eu preciso entender,

Eu apenas confio.

Agora,

Deixa eu te contar o que mais aconteceu neste sábado 25 de maio.

Depois de ter aquele insight,

Né,

Sobre escrever sobre estarmos perdidos,

O meu estado de espírito mudou,

Da água para o vinho.

Eu me senti super animada para explorar esse tema e decidi que iria contar esse caso no episódio.

E aí fui para a academia molhar.

Quando eu cheguei de volta em casa,

O meu marido estava no Skype,

Falando com uma amiga de décadas,

Com quem ele se consulta de vez em quando.

Ela estava tirando tarô para ele.

É a forma como ele procura entender o seu momento,

Os seus desafios e se orientar.

Aí,

Depois que acabou esse papo no Skype,

Ele veio me dizer que a amiga tinha tirado duas cartas para mim também.

E eu fiquei surpresa.

Ué,

Para mim?

E o que foi que saiu?

O que saiu para representar o meu momento foram as cartas do louco e do imperador.

Olha,

Eu não entendo lhufas de tarô,

Mas até que essas cartas fizeram sentido.

De cara,

Eu entendi o louco como a antítese da razão,

A falta de controle,

A espontaneidade.

E entendi o imperador como o oposto,

O poder,

O controle.

E isso tinha a ver com aquela minha reflexão sobre o que estava acontecendo comigo,

Né?

O imperador seria,

Talvez,

O meu lado lógico,

Racional,

Controlador,

Que estava forçando a barra naquele texto.

E o louco seria o que eu preciso deixar rolar,

As ideias que vêm espontaneamente.

Olha aí outra coincidência.

Quer saber?

Eu deveria ter jogado na Mega Sena nesse sábado.

Que pena que na hora eu não tive essa ideia.

Depois,

O meu marido me contou a interpretação da amiga dele para essas cartas,

Que é muito diferente disso,

Claro,

Mas trouxe uma outra visão do meu momento que tem muito a ver também.

Agora,

É surpreendente como as coisas podem mudar de um momento para o outro,

Não é?

Quando eu poderia imaginar que uma situação que começou com tanto incômodo teria esse desfecho?

Pois é,

Eu não poderia.

E isso é que é lindo e fascinante na vida.

Então,

Quando você se sentir perdido,

Não se julgue.

A gente se perde para poder se achar e seguir em frente.

Não lute contra o que você sente.

Apenas aceite e procure entender.

As respostas que você busca não estão fora,

Estão dentro de você.

Apenas fique atento,

Fique presente e confie.

Que você esteja em paz.

Um abraço.

4.9 (47)

Avaliações Recentes

Gisa

April 15, 2024

Me identifiquei rs

Bernadete

February 1, 2024

🙏

TaniaTriatleta

October 21, 2023

Como sempre muito bom.. Mas um pouco desconsolada de ver um gap tão grande... De 2019 para 2023... Mas tá.. Ja sei.. Um dia vai ser contemporâneo ou mesmo presencial. Quero agradecer pessoalmente... Abço!

Keyte

October 5, 2023

Incrível, muito obrigada!!!!

Richard

July 31, 2023

Espetacular! Você conseguiu encontrar uma forma simples de narrar algo extremamente complexo. Obrigado por não ter desistido e ter ido até o fim, neste trabalho, há 4 anos (em 2019) para que eu pudesse ouvir hoje 31/07/2023. Richard Mubarak.

Sylvia

June 19, 2022

Não há uma só vez que eu te escute e não fique melhor a cada áudio

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