Seja bem-vindo a esta prática.
Começo por lhe pedir que se sente numa posição confortável,
Com as costas direitas,
Mas não muito rígidas,
Com os pés bem assentos no chão,
E com as mãos apoiadas no seu copo,
Com as palmas das mãos para cima ou para baixo,
Conforme preferir.
E começo por lhe pedir que foque a sua atenção nas orelhas,
Narguas e pernas em contato com a cadeira em que está sentado,
Apercebendo-se que há aí uma variedade de sensações,
E que essas sensações podem ser de pressão,
De calor,
De aperto,
E que possivelmente a sua mente estará já a tentar regular essas sensações como positivas ou negativas,
Confortáveis ou desconfortáveis.
Mas,
Pelo menos durante a realização deste exercício,
Vamos tentar deixar de parte a nossa cabeça esses rótulos,
Que a nossa cabeça tanto gosta de produzir.
Vamos ao fazer um esforço para nos focarmos nessas sensações,
Independentemente do seu significado positivo ou negativo.
E peço-lhe agora que alargue a sua atenção ao facto de ter as suas mãos apoiadas no seu copo,
E que isso também,
Possivelmente,
Cause algumas sensações no seu corpo.
Peço-lhe agora que foque a sua atenção na zona dos seus pés,
Na ligação dos pés com o chão,
E que tente perceber se há também aí sensações.
Pode tentar focar a sua atenção na zona da arcada do pé,
Na planta do pé,
No peito do pé,
Ou até nos dedos dos pés.
E se por algum motivo não houver aí qualquer tipo de sensações,
Não há problema.
Foque-se exatamente nisso,
Na ausência de sensações,
Sem desolar ou criticar.
Peço-lhe agora que foque a sua atenção na sua respiração,
No ar a entrar e a sair do seu corpo,
No facto dos ombros subirem quando o inspira,
E descerem quando o expira.
Ou até reparando que quando o inspira,
O ar que entra pelas suas narinas é habitualmente mais fresco do que aquilo que sai,
Que é habitualmente um pouco mais quente.
E apercebendo,
Enquanto inspira e expira,
Enquanto respira,
Na realidade,
Apercebendo que este é um processo natural,
Que não tem que forçar o seu organismo,
O seu corpo,
A respirar.
Este é um processo automático e natural,
Que não tem de fazer nada,
Muito bem isso.
E se,
Entretanto,
A sua cabeça estiver roubada ou se for a atenção para outras áreas do seu corpo,
Ou até para pensamentos,
Ou para coisas que tem de fazer hoje,
Ou amanhã,
Ou amanhã,
Para algumas das suas preocupações,
Aperceba-se só o que isso aconteceu,
Sem se criticar,
Sem se julgar,
Voltando para a sua respiração,
Para o ar a entrar e a sair do seu corpo,
Para o facto dos ombros subirem quando inspira,
E descerem quando o expira.
Peço-lhe agora que,
Mantendo os seus olhos fechados,
Foque a sua atenção em sons que consiga ouvir.
Claro que ouve o som da minha voz,
Mas,
Entretanto,
Fique em silêncio,
Para lhe permitir que ouça outros sons.
Tente focar-se no som mais distante que consiga ouvir,
Seja o quão for.
Agora,
Vou contar de 10 até 0,
Vou-lhe pedir que abra os ombros quando chegar-se ao 0,
E olhando à sua volta,
E apercebendo de 1 ou 2 objetos que aí estão no seu corpo.
10,
9,
8,
7,
6,
5,
4,
3,
2,
1,
0.
Muito obrigado,
E volte-te um bom dia.