
Yoga: Origens, Mitos e Filosofia
by João Alencar
Afinal, qual é o objetivo do Yoga? O que o Yoga tem a ver com o Budismo, o Jainismo e o Tantra? O Yoga é uma religião? Como o Yoga mexe com nossa mente e nossas energias? Estas e muitas outras questões são respondidas neste episódio com a professora de Yoga convidada Nathália Azevedo.
Transcrição
Olá pessoal,
A gente está começando aqui mais um podcast do AlmaLivreCast,
Mais um episódio.
Hoje eu estou aqui com a Nathalia Zervedo,
Com a nossa primeira entrevista,
Nosso primeiro episódio especial aí,
Pra gente falar sobre Yoga.
Nathalia,
Mais conhecida como Nath,
Está aqui com a gente pra falar um pouquinho sobre que diabos é isso,
Que coisa que é o Yoga,
É um exercício físico,
Né?
Nas academias,
Não é isso Nath?
Conta aí pra gente como é que é essa história do Yoga.
A gente encontra muito em academia.
.
.
Oi gente,
Prazer.
A gente encontra muito em academia,
Pessoas fazendo exercício,
Suando,
Mas o Yoga,
Ele é uma filosofia antiga.
Há discussões se é indiana,
Se é védica,
Locais que foram surgidos,
Mas.
.
.
Hoje em dia a gente encontra na Índia.
É,
Né?
Então o Yoga não é necessariamente um exercício.
Yoga,
Eu ouvi falar que tem gente que diz que é uma religião.
Você pode dizer que o Yoga em si é uma religião?
Não.
O Yoga,
Ele trabalha com a nossa essência interna.
Mas ele não trabalha com um ser divino,
Um senhor,
Uma coisa maior que a gente.
Ele não prega isso.
Ele é uma filosofia de vida,
Um autocuidado,
Mas ele não trabalha com.
.
.
Se for traçar uma semelhança,
Ele é um pouco semelhante ao Budismo nesse aspecto.
Que não tem um ser divino,
Embora o Budismo seja uma religião.
O Yoga,
Ele não tem essa parte ritualística,
Não tem nada disso.
Entendi.
Então,
Você está falando do Budismo.
.
.
Mas então,
Em que sentido ele se assemelha ao Budismo?
A filosofia de internalização,
De observar seus pensamentos também,
Essas coisas?
Isso.
Ele tem uma semelhança nesse aspecto,
Embora a essência seja quase contrária uma do outro.
Porque o Budismo,
Ele trabalha a negação do nosso eu interno,
O esvaziamento da mente.
O Yoga,
Ele trabalha a plenitude.
Ele trabalha o nosso preenchimento interno.
Então,
É como se fossem vertentes contrárias nesse aspecto.
E como é que funciona esse preenchimento interno?
Quando a gente vê os oito caminhos,
Que os dois têm oito caminhos,
A gente percebe que a finalidade dos dois são um pouco diferentes.
Enquanto o Budismo trabalha o atingimento lá do nirvana,
O Yoga trabalha o nosso preenchimento do ser em sermos plenos.
Só isso.
Entendi.
Essa história dos oito caminhos,
Quem é que plagiou quem nessa história?
Foi o Budismo?
Foi o Yoga?
Tem uma discussão muito forte sobre isso,
Mas a mais aceita é que os dois copiaram do Jainismo.
Do Jainismo?
Jainismo,
Que é uma religião muito antiga na Índia.
As escrituras datam aí de mais de cinco mil anos,
Enquanto o Yoga e o Budismo não chegam a mil anos antes de Cristo.
Então teriam sido duas vertentes diferentes.
É,
Porque inclusive os oito caminhos do Yoga é copia e cola do Jainismo,
É idêntico.
Não mudaram nem as palavras.
Já o Budismo,
Os três últimos são iguais,
Que tem o Samadhi,
O Dhyana,
A concentração,
A meditação,
O Samadhi,
Essas coisas.
Mas o restante,
Eles mudaram um pouquinho algumas palavras.
Mas o do Yoga é idêntico.
Então,
Falando um pouquinho,
A gente começou falando sobre exercícios,
Né?
A galera usa como exercício porque tem aquelas posturas,
Aquelas coisas todas lá que tem um certo nível de dificuldade,
Que trabalha a forma física até certo nível,
Né?
Mas então,
Como é que isso é usado no Yoga para alcançar essa plenitude que você estava falando?
A parte física do Yoga é relativamente nova,
A gente chama mais de Yoga moderno.
O clássico tinha poucas posições,
Que eram trinta e duas,
Que eram posições sentadas e deitadas para a pessoa conseguir meditar por muito tempo.
Você estica o corpo,
Alonga para você conseguir uma estabilidade para meditar por muito tempo.
Então,
Essas posições e tal que a gente vê nos Estados Unidos,
Que é mais famoso,
Inclusive professores indianos pegam licença nos Estados Unidos,
Pegam licença nos Estados Unidos para você ver como é novo.
E aí a gente trabalha,
Aproveita também atualmente,
Já que tudo se desenvolve,
Inclusive o Yoga.
O Yoga a gente costuma falar que é uma colcha de retalhos,
Né?
A gente sempre vai juntando coisa nova,
Absorvendo e trabalhando o nosso interno a partir dessas ferramentas.
Então,
A partir da nossa consciência corporal,
A gente trabalha o nosso ser interno,
Porque,
Inclusive isso a gente vê nos Yoga Sutras,
O corpo faz parte da mente.
O corpo é como se fosse uma extensão da mente.
Então,
Para trabalhar a mente,
A gente começa trabalhando no corpo.
Então,
É uma das etapas,
Tanto que quando a gente vê os oito caminhos,
Tem lá os asanas.
Mas não é só isso,
A gente não trabalha isso isoladamente.
Embora há pessoas em academias,
Etc,
Que trabalham isoladamente.
.
.
Os asanas são as posturas.
As posturas,
É.
É legal essa coisa que você falou de a mente e o corpo não estarem separados,
Né?
Porque é comum a gente ver isso em filosofias orientais,
De que você tem que alinhar a mente com o corpo,
As duas coisas,
Que elas estão separadas e tudo mais,
E pelo jeito não é bem assim no fundo,
Né?
Não.
É porque a gente,
Para focar a mente,
A gente não pode estar com o corpo de qualquer jeito.
A gente não consegue focar a mente mexendo em alguma coisa,
Limpar a mente fazendo alguma coisa muito complexa.
A não ser que já tenha um treinamento mental muito forte,
Né?
Um trabalho anterior ali.
E ali a gente vai meio que treinando a mente,
Aos poucos,
Através do corpo.
É como se fossem etapas.
Tem pessoas que conseguem isso mais rapidamente,
Tem pessoas que é mais lentamente.
Que isso a gente,
Lendo hoje,
Você vai encontrar lá o Samadhi.
Com semente e sem semente.
Os sem semente são as pessoas que tem facilidade e alcança ali rapidinho aquele foco,
Aquele estado mental vazio e pleno com maior rapidez,
Sem ferramentas.
O com semente é o que passa pelos oito caminhos.
Que aí passa pelos Pranayamas,
Pratyahara,
Asana,
Dhyana,
Dharana,
Passa por tudo.
Então com semente seria como se tivesse plantão na semente,
Que aí vai ser regado por esses processos aí,
Pra ela brotar,
Pra alcançar o.
.
.
O Samadhi.
Não é o objetivo do Yoga,
Mas é uma das etapas que a gente precisa alcançar pra alcançar uma plenitude do ser.
Quando você falou dessa coisa de utilizar as posturas pra meditar por mais tempo,
Dessa interação da mente e do corpo.
Não é só a mente que manda no corpo,
Né?
O corpo também influi nos estados mentais,
Né?
Então se você tá com o corpo de qualquer jeito,
Também vai ter um resultado na sua mente,
Né?
É inclusive a ideia de quando a gente faz o Asana,
A gente ficar nele um tempinho.
É pra dar o corpo o processamento da posição,
Né?
Pra dar o.
.
.
Por exemplo,
A gente faz uma torção,
Né?
É,
A gente faz uma torção.
Quando a gente faz uma torção,
A gente torce os nossos órgãos internos.
A gente tá ali esvaziando o nosso.
.
.
Por exemplo,
A gente faz uma torção pro nosso lado direito,
A gente tá espremendo o nosso baço.
A gente tá espremendo o baço ali,
Tirando o sangue do baço.
Quando a gente tira o sangue,
Na hora de voltar.
.
.
Você pega uma toalha assim.
.
.
É,
E quando a gente volta,
O sangue volta novo.
Volta limpo.
E ali você tá purificando o órgão.
Só que não vai adiantar você só virar e voltar.
Você tem que ficar um tempinho.
Então você tem que esperar o órgão processar aquela posição.
Não é instantâneo,
Né?
É,
Tanto que tem.
.
.
Você vai procurar várias formas de yoga.
Você vai procurar.
.
.
Tem tipo de yoga de toda quanta jeito,
Né?
Aí o Vinyasa Flow,
Que ele é mais rápido,
Ele trabalha mais com o calor,
Com o fogo do corpo.
Aí ele já tem outro objetivo.
Você vai trabalhar com Dali Yoga,
Que é um pouco mais lento,
Aí ele trabalha essa introspecção de cada movimento.
Então,
Por isso que eu falei mais cedo de.
.
.
Tá tudo bem o pessoal da academia fazer do jeito deles lá,
Porque cada um tem um foco.
Porque a gente pode usar os asanas com tantos objetivos,
Tanta coisa,
Que cada um vai encontrando a sua forma de expressar isso.
E aí cada asana tem uma coisa de haver com.
.
.
Você falou com a energia,
Né?
Do fogo.
Tem.
Às vezes o asana quer trazer algum atributo também?
Com certeza.
Nesse sentido de.
.
.
Cada asana trabalha.
.
.
Uma qualidade,
Né?
É,
Quando a gente vai estudar yoga,
É uma coisa muito complexa,
Porque a gente tem milhões de asanas.
Cada asana trabalha um chakra ou mais de um.
Um pranavayu,
Que a gente chama,
Que é como se fossem os centros energéticos do nosso corpo,
Que não são chakras,
São lugares do nosso corpo que absorvem ou extraem energia.
Trabalha um aspecto mental,
Aí a gente alia isso a pranayama.
Cada pranayama trabalha um aspecto mental,
Um aspecto energético.
Com mudra,
Que também trabalha cada mudra,
Que tem milhões.
Mudra é a postura da mão,
Né?
É a postura da mão.
Não só da mão.
Mudra a gente faz com língua,
Faz com corpo,
Faz com outras coisas também.
É quase um asana.
É quase um asana.
Tem os bandas também,
Que a gente chama.
Um banda?
Um banda.
Banda é com DH,
Né?
Banda é como se fosse contração dos nossos músculos internos.
A gente chama de contração dos esfíncteres.
A gente tem vários esfíncteres,
Né?
Garganta,
Estômago,
Anal,
Vários ali.
A gente trabalha contração desses.
E aí também serve pra absorção de nutrientes,
Absorção energética.
A gente vai combinando asanas e todas essas coisas pra trabalhar atributos físicos,
Mentais,
Energéticos.
Por isso que a gente trabalha com iogaterapia.
Que a gente vai montando,
Dependendo do estado de uma pessoa,
Dependendo do objetivo dela,
A gente monta uma coisa pra ela.
Ali personalizada,
Entendeu?
Tanto que teve uma vez que eu fiz um curso de chakras,
Que foi maravilhoso.
Foi dois dias e meio trabalhando chakras.
A gente trabalhou muito os esfíncteres,
Os bandas,
Os pranayamas.
Na semana seguinte,
Eu praticamente não comi comida.
Porque quando eu comia,
Eu absorvia mais o nutriente de menos comida.
Então,
Eu me sentia satisfeita com menos coisa.
Até respiração,
A gente absorve melhor os nutrientes do ar.
Então,
Eu precisava.
.
.
A respiração ficou mais lenta,
Eu comia menos.
Foi uma coisa assim que eu falo,
Caramba,
É muito louco.
Caramba.
Eu achava que era uma coisa assim.
.
.
Porque eu vi,
Por exemplo,
Uma palestra de psicologia,
Falando que as posturas físicas realmente tem um impacto no seu psicológico,
Né?
Que ela até sugere que,
Sei lá,
Você vai pra uma entrevista de emprego,
Se você for no banheiro,
Antes de ficar fazendo postura de super-homem,
Postura de super-herói,
Você vai estar mais confiante na hora de dar a entrevista,
Né?
Dá uma mexida no seu psicológico sobre a sua auto-imagem,
Né?
Mas não é só isso,
Né?
Vai muito além disso,
Do próprio funcionamento do organismo.
É,
Tanto que tem estudos do yoga,
Tô até lendo um livro sobre isso,
Que as pessoas ficaram fazendo um monte de estudos sobre o yoga pra provar se é exercício físico ou não,
Né?
Aí a questão cardiovascular e etc.
Teve um monte de experimentos aí,
Alguns negativos,
Outros positivos.
E chegou a conclusão que o yoga realmente não trabalha muito a questão cardiovascular do nosso corpo.
Se você quer trabalhar a questão de respiração,
Ter mais resistência pra fazer as coisas,
O yoga não é o caminho.
Não é um exercício aeróbico não,
Né?
Não,
Não é um exercício aeróbico.
Embora alguns sejam mais rápidos,
Tipo vinyasa flow,
Aquele hot yoga que a gente vê,
Eles trabalham uma questão cardiovascular um pouco mais forte,
Mas não chega ao patamar de um exercício aeróbico.
Mas ao mesmo tempo,
Nesses estudos,
Paralelamente,
Eles conseguiram perceber que as pessoas ficaram mais estáveis mentalmente,
Pessoas com depressão foram melhorando,
Foram se sentindo melhor.
Então,
Apesar deles quererem provar uma coisa,
Acabaram provando outra.
Entendeu?
Acabaram descobrindo outra ali no.
.
.
Exato.
As pessoas se sentem mais até confiantes,
Porque aumenta a autoestima.
Porque tem exercícios do yoga que a gente trabalha uma questão muscular e de flexibilidade que outros exercícios não exploram.
Tanto que é frequente eu dar em uma aula de yoga as pessoas,
Nossa,
Eu tô mexendo o músculo que eu nem sabia que existia.
Porque a gente faz uns alongamentos e umas forças musculares um pouquinho diferentes.
E aí aumenta a autoestima da pessoa,
Porque ela fica,
Caramba,
Eu consigo fazer.
E o yoga é uma coisa tão ampla,
Gente.
Porque o yoga,
Apesar de a gente ver as classificações de bhakti yoga,
Araja yoga,
Sahaja yoga,
Rata yoga,
Que o pessoal geralmente me pergunta isso é rata yoga ou é hot yoga?
É assim o exemplo.
Aí eu tenho que explicar,
Olha,
O rata yoga é todo yoga físico.
Se você tá trabalhando físico,
É rata yoga.
Aí do rata yoga tem as ramificações,
Né?
Combaline yoga,
Tem vinyasa flow,
Aí tem o rata yoga clássico,
Tem os que a pessoa chama de rata yoga contemporâneo,
Que são mais básicos.
Você pode usar,
Inclusive,
O Iyengar,
Que é um yoga com aparelhagem.
Tem vários tipos.
É uma coisa tão ampla,
Que trabalha tantos aspectos do ser,
Que não tem jeito de todo mundo trabalhar tudo.
Por isso que tem yoga de academia,
Tem o sahaja yoga que você encontra em Brasil inteiro,
De graça,
Que é só meditação,
Ele trabalha uma questão energética,
De focar nos chakras,
Que é muito bom também.
Pessoas que não gostam de fazer os asanas tem a opção,
E tem vários.
Pra fazer todos,
Tem que ter umas três encarnações aí.
No mínimo.
Você acha que tem uma coisa parecida com atenção plena,
Nesse sentido,
De tentar trazer pro seu movimento físico a sua consciência,
A sua mente,
Equilibrada,
Vazia,
Silenciosa,
Nesse sentido?
Com certeza.
Eu,
Inclusive,
Quando eu leio sobre atenção plena,
Eu não sei qual é,
Nunca li,
Não sou especialista,
Mas eu imagino que a atenção plena tenha havido do yoga.
Porque,
Se não veio,
De alguma coisa muito parecida.
Porque o foco é muito parecido mesmo.
Você tá fazendo uma posição de yoga,
É muito natural a gente ver,
Por exemplo,
Pessoas falando.
Ah,
Eu tô lá fazendo a prática,
Chegou um momento que eu esqueci,
Minha vida inteira eu só tava concentrada em fazer aquele asana.
Por mais simples ou difícil que ele seja,
Porque ali a gente tá focando a mente na respiração,
No corpo,
No sentimento que a gente tá tendo ao fazer aquela posição,
Porque a gente também foca na,
A gente chama de yoga somático,
A gente foca na parte do corpo que tá sendo trabalhada ali.
Então é uma meditação ativa.
E aí a gente trabalha a atenção plena naquele momento,
Como tá nossa mente naquele momento,
Como tá nosso corpo,
Como tá nossa respiração,
É um conjunto de coisas tão amplo que a nossa mente vai ficando focada e a gente acaba fazendo a atenção plena,
Né?
Você tava falando ontem sobre a questão do budismo,
Do yoga saindo do brahmanismo.
Aí agora você falou que é do jainismo.
Mais ou menos.
É porque assim,
A gente tem o contexto histórico védico,
Que ali o que,
A maior supremacia ali na época era o brahmanismo,
Que tinha o sacerdócio,
Que eram os sacerdotes que criavam gado,
Né?
Eles tinham que fazer os rituais pra,
As pessoas só tinham poder,
Os governantes,
Só consagravam seu poder,
Apesar,
Através dos rituais lá,
Dos sacerdotes.
E eles cobravam esses rituais com gado.
E aí ficava muito focado ali,
Pessoas ricas só pra além ter poder,
Os sacerdotes tinham muita riqueza,
Então era uma disputa de poder,
Acabava virando isso,
O brahmanismo,
Né?
Que aí tinha aquela coisa do Deus,
Sacrifício.
Essa questão das castas,
Né?
E aí que não podia mexer.
Isso.
Isso daí é mais do hinduísmo,
Mas acaba sendo uma consequência do outro.
E aí o jainismo,
Ele é um pouco mais parecido com o budismo e o yoga,
Que eles pegaram a parte filosófica do jainismo.
O yoga e o budismo,
Tem-se estudos aí,
Os teóricos falam,
Que eram como se fosse um protesto contra o brahmanismo.
Como se fosse pessoas contra esses rituais,
Tanto que no budismo e no yoga não tem ritual.
Eles faziam protesto mesmo pra não ter ritual,
A coisa mais simples possível,
Pra não ficar fazendo sacrifícios a um deus,
A um ser divino,
Falando que o nosso deus era interno,
Que não tinha necessidade de a gente ficar procurando isso fora.
Era dentro.
Então era.
.
.
Tanto que depois o budismo,
Ele foi tratando muito a questão do tantrismo,
Né?
Que o tantra também é isso.
Ele também é uma maneira protestante de lidar com isso.
O hinduísmo e o budismo incorporaram isso mais cedo.
O yoga incorporou mais tarde.
E é sempre um protesto mesmo contra essa riqueza,
Essa coisa mais selecionada,
Mais rica,
Etc.
Sendo que podia ser praticado por pessoas mais simples.
O budismo e o yoga eram praticados na floresta,
No meio do mato.
Você vê o pessoal lá se isolando pra atingir lá os.
.
.
Os.
.
.
Os picos da mente,
O mentirismo,
A nirvana,
O samadhi.
Então era assim.
É interessante que você fala isso e a gente vê que.
.
.
Acho que essa aí seria a ideia inicial,
Né?
Do budismo e do yoga.
Sem ritual,
Né?
Só que aí com o tempo a galera vai ritualizando,
Vai dogmatizando a coisa,
Vai ganhando formato dependendo do país ou dos.
.
.
Dos mestres,
Né?
Dos monges que estão guiando ali a coisa.
E aí às vezes recai uma coisa que é mais externa do que interna,
Muitas vezes.
De ficar fazendo uma receita de bolo,
Que tem que fazer na hora tal,
Faz x,
Y,
Z,
Postura tal.
Mas às vezes se perde aí a essência,
Né?
E aí eu acho que esse processo parece meio cíclico,
Né?
É sempre meio assim.
A religião começa com algo mais filosófico,
Vai se cristalizando em algo mais externo,
Exterior,
Como se fosse uma receita de bolo,
Que se eu fizer isso aqui eu tô salvo,
Entre aspas,
Aí tem que vir um outro processo de outra revolução pra quebrar com aquilo de novo,
Trazer algo novo,
Entre aspas,
Pra descristalizar essa coisa mais dogmática e mais de externalidade,
Né?
Você falou do tantrismo,
O que que é isso?
É sexo tântrico?
Não.
É pra praticar o tantra lá,
Como é que é?
Kama Sutra,
Tem a ver com Kama Sutra isso aí,
Essa história?
Não.
Sutra,
Se a gente for ler o significado,
Significa costura.
Costura?
Costura,
É.
Você encontra vários sutras ali na região.
Tem,
Inclusive,
Yoga Sutra,
Né?
Que a gente,
Eu baseei o meu estudo no Yoga Sutra.
Que é como se fosse um complexo de frases,
Poemas e textos que fazem a doutrina de tal coisa,
Da explicação de tal coisa.
Aí o Kama Sutra é basicamente isso.
Yoga Sutra também,
Tem vários,
Tem sutras da gramática lá,
Que eu não vou saber o nome mesmo.
É como se fosse ensinamentos,
Né?
Ou instruções.
É como se fosse as instruções mesmo,
Realmente.
Como se fosse as instruções de tal coisa.
Tanto que tem sutra dos mais variados temas.
Um deles é o Kama Sutra.
Mas o Tantra não tem nada a ver com isso.
O Tantra,
Ele é baseado num livro muito grande que um dos capítulos é sobre sexo.
Um deles só.
Ou seja,
A menor parte do Tantra.
No Ocidente,
Que o pessoal acabou pegando esse contexto e acabou pegando esse significado do Tantra.
Mas o Tantra também é uma filosofia É uma outra filosofia?
Não tem ligação com Yoga?
A priori não.
Mas eles acabam incorporando.
Porque o Tantrismo tem pessoas que,
Na Índia inclusive você encontra isso,
Que eles falam que o Tantra é orgia.
Entende?
Porque as pessoas pegam o que eles aprovem,
Né?
Mas o Tantra,
Ele é uma.
.
.
Só o que interessa pra eles,
Né?
Mas o Tantra ele pega uma coisa mais feminina.
Ele trabalha com um poder mais feminino.
Aquele acolhimento,
Aquela coisa mais sensorial,
Né?
O Tantra é sensorial.
É uma coisa completamente sensorial.
Tanto que o pessoal fala,
Ah,
Massagem tântrica.
E aí a gente já imagina aquela massagem que pega os órgãos sexuais e etc,
Que a gente vê muita propaganda disso.
E o pessoal faz isso mesmo.
Mas a rigor,
Se a gente for pegar o conceito da palavra,
Toda massagem é tântrica,
Porque toda massagem é sensorial.
Toda massagem tem um toque,
Né?
Toda massagem tem um toque,
Tem a questão dos sentidos.
Às vezes os cheiros ali,
Dos olhos,
Né?
Exatamente.
Então,
O Tantra é uma coisa muito ampla,
Que se a gente for discorrer aqui dá um podcast enorme.
Dá outro podcast,
Né?
Só falar um pouquinho mais que você falou dessa coisa mais feminina,
Né?
Você quer dizer,
Então,
Que é como se fosse ligada à amorosidade,
Essa coisa.
Exato.
Tanto que o Yoga Tântrico,
Ele é um Yoga que é um pouco protestante aos Yogas que a gente encontra mais comumente na Índia,
Porque a gente vê muito vídeo,
Inclusive tem documentários na Netflix que falam disso.
Que é aquele Yoga que o professor,
O guru,
Né?
Que tá lá,
Ele pega a reguinha,
Bate no pessoal.
Você tá na posição errada!
Isso daqui tá errado,
Tem que ser de tal jeito.
Tem que ser assim,
Assim,
Assado.
O Yoga Tântrico,
Ele é um pouco de protesto sobre isso.
Com menos rigidez,
Né?
Menos rigidez.
Mais amorosidade.
Exato.
Cada pessoa vai fazer no seu ritmo,
Na medida que o seu corpo tem limites,
Na onde sua mente consegue,
Você vai devagarinho até onde você vai,
Sem forçar,
Sem sentir dor.
Que é a coisa da compaixão,
Né?
Isso.
O budismo fala muito também,
Na hora que você vai meditar,
Você não vai se punir por ter se distraído durante essa meditação.
Você vai ter compaixão com você mesmo também.
Isso,
E aí tá tudo bem.
A gente vai alcançar nosso desenvolvimento no nosso tempo,
Né?
Sem problemas.
Bacana.
Mas,
Então,
Voltando pro Yoga.
Você tinha falado que o Samadhi não é o objetivo do Yoga.
Qual é o objetivo do Yoga?
Tem uma discussão muito forte sobre isso.
Tem uns que dizem que é a Moksha,
Que é a libertação.
Tem outros que dizem que é a Ananda,
Que é a felicidade.
Aí,
O objetivo do Yoga,
A rigor,
Assim,
Que a gente encontra mais lugares,
É o Samadhi.
Mas,
Quando a gente lê os livros,
A gente não vê,
Em nenhum lugar,
Falando que o objetivo do Yoga é o Samadhi.
Samadhi seria a iluminação.
A iluminação.
Por quê?
Porque a gente,
Às vezes,
Não é nem iluminação.
É como se fosse um estado da mente focado,
Pleno,
E que a gente consegue manter a mente vazia e concentrar plenamente naquele momento do aqui e agora.
Como se fosse uma expansão da lucidez da sua consciência.
Exato.
De uma realidade mais ampla.
Exato.
Eu diria que o objetivo do Yoga é unificar o nosso mente,
Corpo e espírito.
Porque o Yoga significa união.
Na verdade,
Eu gosto de usar o significado unir.
Porque a gente é,
Eu acredito que a gente,
Para atingir a união completa,
A gente não atinge nesse plano.
Aí,
A gente está no caminho.
O Yoga é um dos caminhos.
O que as pessoas costumam te perguntar sobre o Yoga,
Assim?
A pessoa é leigo,
Assim,
E faz essa pergunta sempre.
O que você costuma mais ouvir,
Assim,
Tipo,
Ah,
Eu tenho dúvida X sobre Yoga.
Na verdade,
Não é nem pergunta.
É uma afirmação.
Eu não sirvo para o Yoga porque eu não tenho flexibilidade.
Todo mundo fala isso.
E isso é real ou é mito?
É mito.
Porque a gente faz o Yoga para pegar flexibilidade.
É um dos caminhos,
Dos caminhos não,
É um das consequências do Yoga.
A gente vai fazendo e com o tempo você vai atingindo flexibilidade.
Você pega força no corpo.
É fato,
Ele tem coisas físicas que a gente atinge,
Né?
A gente vai pegar mais força no corpo.
Não trabalha muito o cardiovascular,
Né?
Mas,
Pega mais flexibilidade.
A gente consegue resistir melhor a coisas do dia.
A mente fica mais calma.
Então,
Não é você chegar no Yoga já com pouco disso para fazer o Yoga.
O Yoga é justamente para conseguir isso.
Parece que nem a gente fala com relação à meditação.
Não,
Eu não consigo meditar porque minha mente é muito agitada.
Mas a ideia da prática é justamente você conseguir acalmar a mente.
É para você a meditação.
É um exercício,
Você não vai fazer porque você já é,
Você já sabe,
Já consegue.
Eu sempre lembro de uma figurinha que a gente vê na internet que eu sempre faço a ligação.
Uma pessoa,
Uma criança tocando piano.
Aí o pai chega para a criança e fala mas você não toca bem,
Por que você ainda está tocando?
Aí ele diz,
Mas se eu não tentar eu nunca vou conseguir.
É mais ou menos a mesma lógica.
Pois é,
O ruim é que esse tipo de discurso do pai com a criança é capaz de bloquear,
Às vezes,
O processo do aprendizado.
Não,
Você não toca.
É tipo,
Ah,
Então eu não toco,
Então eu não consigo,
Então acabou.
Então,
Papo encerrado.
Aí a gente entra naquele mito do dom.
Você tem que ter o dom para fazer tal coisa.
Gente,
A gente consegue fazer também treinando um pouquinho cada dia.
Sim,
Eu acho que tudo que a gente tem um dom a gente já praticou algum dia seja nessa vida ou em outra.
Foi uma prática anterior já.
É,
Então se não eu tiver essa prática,
Acho que é meio que uma desculpa para também não sair das zonas de conforto.
De não fazer o esforço,
Qualquer coisa que tenha o esforço,
Eu já descarto aí,
Porque então eu não sirvo para isso.
E aquela exigência também de resultados rápidos sempre,
Né?
Que a gente tem hoje em dia.
Eu acho que a galera academia de yoga aí também.
É,
Exato.
Falando em academia de yoga,
Você acha que o yoga que levam assim para a parte mais do exercício,
Mais da malhação,
De ficar sarada,
É uma deturpação do yoga?
Ou será que tem suas vantagens também?
Você acha que pode ser algo que é uma porta de entrada em filosofias orientais?
Eu acho que é uma vertente do yoga,
Só isso.
O yoga é completamente aberto,
Ele é para todo mundo.
Então se as pessoas querem focar mais no físico se faz bem para elas,
Cada um no seu caminho,
Está tudo bem.
É legal que realmente parece que não é,
Que você está mostrando aqui,
Não é mesmo a religião que você tinha falado,
Inclusive,
Dessa evolução do yoga,
Né?
Religião geralmente quer segurar a coisa para ser a mesma coisa para sempre,
Né?
E de não poder ser utilizado para nada fora daquele contexto ali das regrinhas ou dos.
.
.
Exato,
E tanto é isso que quando você vai procurar as origens do yoga você encontra pelo menos 5 teorias diferentes cada um dando uma idade diferente para o yoga e cada um dando a origem do yoga tem uns que falam que o yoga surgiu na Europa tem outros que falam que surgiu lá na Era Védica,
Tem outros que falam que surgiu no Vale do Indo Minha conclusão,
É um colcho de retalhos,
Provavelmente surgiu de todos os lugares e juntou numa coisa só.
E qual seria a idade assim,
Mais ou menos?
Não dá para saber,
Porque como o yoga é cultural,
Ele não tinha documento.
A documentação mais antiga que a gente vê é nas Upanishadas,
Né?
Que aí começou a citar o yoga ali lá pelos anos 1900 a.
C.
1700 por aí.
Mas ali era um yoga muito tímido,
Muito que a gente não consegue traçar com certeza se surgiu ali se foi antes se era só um início de alguma coisa tem muitas teorias,
Muita discussão A gente tem com certeza ali nos Yoga Sutras e na Bhagavad Gita que fala explicitamente,
Né?
Então,
Textos de yoga Upanishadas Yoga Sutras,
Bhagavad Gita O Bhagavad Gita quer dizer então que ele é do Yoga também?
Você vê o o sumário dele é Karma Yoga e não sei o que yoga Ele só fala de yoga Ele é um grande texto de yoga Só que é aquela coisa,
O Bhagavad Gita ele foi escrito eu não sei se alguém já falou isso pra você mas o Bhagavad Gita ele não foi escrito por uma pessoa tinham praças de discussões ali como se fosse aquelas ágoras lá das das europas lá que as pessoas discutiam temas,
Discutiam poemas e etc e com o tempo,
Com os anos,
Foram se construindo a história do Bhagavad Gita então ele é meio que escrito por várias pessoas quando terminou de ser escrito colocaram no livrinho ali tem a história,
Aquele grande épico que faz parte do Mahabharata parece um pouco com a história de Shakespeare,
Né?
Shakespeare não foi uma pessoa era um grupo de teatro que criou aquelas histórias lá tem vários livros com essa discussão,
Né?
Tem o do Caibalion também,
Do Ernst Registro tem a questão do viassa também que quer dizer comentador em em sânscrito,
Que tem vários viassas ali na na era védica que vão escrevendo coisas,
Tem essa discussão também com Patanjali,
Que é o escritor do Yoga Sutras tem gente que fala que não foi uma pessoa só que é o mesmo que escreveu a gramática lá do da era antiga,
Enfim é muita discussão,
Pouca certeza e a gente só fica nas suposições você ia falar alguma coisa do Bhagavad do Bhagavad Gita,
Não do Mahabharata o Bhagavad Gita faz parte do Mahabharata então se eu fosse ler alguma coisa do Yoga,
Digamos que eu estou querendo aprender um pouquinho do Yoga,
Agora eu quero pegar um texto,
Que texto você acha que eu deveria pegar assim?
Yoga Sutra Yoga Sutra é o Yoga mais puro do Patanjali que você falou Yoga Sutra de Patanjali porque o que acontece,
Ele não é o criador do Yoga mas ele é o que é colocou o Yoga em escrita,
Sistematizou ali o Yoga através das ideias já anteriores,
Ele não criou mas ele pegou as ideias já que eram exercidas através dos anos que foi passando diante do tempo e sistematizou ali,
Aí tem as discussões se era uma escola,
Se ele era dirigente de uma escola e sistematizou para transferir para os alunos ou qualquer coisa assim não se sabe mas o importante é que ele é um Yoga puro sem aquela,
Algumas pessoas leem aí eles falam que atingir o Senhor que é Ishvara,
Algumas pessoas falam que Ishvara é Deus,
Mas quando a gente vai entender o Yoga Sutra,
O Ishvara é como se fosse nossa essência interior nada dá a entender que é um Senhor externo de repente são as duas coisas,
Deus,
Essência interior de repente são as duas coisas mas vai de interpretação,
É igual a Bíblia tem as discussões,
As interpretações que ninguém vai ter certeza de nada sempre tem uma coisa subjetiva que cada pessoa vai captar de um jeito exato,
Assim,
Eu ia falar da documentação do Yoga que no início o Yoga era uma cultura então não tem documento que é passado de boca a boca era uma tradição oral também completamente oral,
Por isso que tem essa dificuldade de documentação é difícil a gente achar uma coisa ou outra aí se você for ficar procurando de onde surgiu o Yoga quando surgiu o Yoga,
Você vai achar mil teorias diferentes,
Você vai ficar confuso eu acho que a gente deveria falar sobre algumas concepções erroneas sobre o Yoga,
A gente já falou aqui um pouco sobre a questão do exercício essa questão da iluminação,
Às vezes eu acho que também é uma é uma concepção errônea de se isolar do mundo se isolar da vida cotidiana ir pra montanha,
Se tornar um Yogi,
Né?
De ter que ir lá pras cavernas da Índia e ficar lá isolado do mundo,
E a gente tá aqui falando sobre ter Yoga na cidade,
Em qualquer lugar e fazer essa prática,
Levar essa prática pra vida,
O que você pode dizer sobre isso um pouquinho mais?
Eu vou falar uma coisa que é um pouquinho que o pessoal vai estranhar mas as pessoas lá na Índia que se isolam,
Eles têm essa cultura de isolar as pessoas pra praticar Yoga quando eles têm algum problema mental não é qualquer pessoa tá,
E quando são pessoas que têm problemas sociais,
Algum problema já prévio que eles falam,
Essa pessoa não consegue viver socialmente,
Aí eles colocam essa pessoa isolada aí de vez em quando vão pessoas lá ensinar Yoga pra eles,
Pra eles conseguirem se desenvolver nesse aspecto é,
É um processo de tratamento é um processo de tratamento,
Claro que vão ter monges,
Pessoas que vão preferir fazer isso e viver isolado da sociedade mas quando a gente vê os princípios do Yoga,
Que são tá lá nos Oito Caminhos,
Que é igual ao do Jainismo,
Que também parece o do Budismo,
Que tem a questão da não-violência tem a questão da ética interna e externa,
Né?
Não roubar,
Não fazer coisas,
Não desejar coisas dos outros lembra um pouco até os pecados,
Algumas coisas,
Então tem ali uma ética social pra seguir,
Tem essas essas vertentes que a gente não consegue exercer se a gente estiver isolado,
Né?
Que é muito fácil a gente seguir um caminho reto quando a gente tá sozinho nós somos seres sociais eu acho que o maior desafio é conviver com pessoas que as vezes são totalmente diferentes da gente,
Né?
E conseguir lidar com elas,
Né?
Porque é fácil eliminar,
Não,
Vou me isolar aí eu não tenho que lidar com essa pessoa mas assim,
A gente também tem que entender que cada um tá no seu caminho tem pessoas que realmente não tem condição de viver socialmente e precisa se isolar ali nessa vida,
Nessa encarnação,
Sei lá dependendo do que a pessoa acredita os Yogas,
Eles acreditam em encarnação eles são pessoas que trazem a questão do Dharma,
Do Karma então,
Essa vida aqui não é só essa então,
As vezes nessa vida precisa realmente se isolar se desenvolver naquele aspecto a gente não tá aqui pra julgar,
Né?
Cada um no seu caminho mas se desenvolver sozinho,
Realmente é uma coisa mais complicada é engraçado que eu tava assistindo muito o Karnal Leandro Karnal,
Esses dias e ele,
Apesar de se dizer ateu ele pesquisa todas essas filosofias orientais,
Budismo,
Taoísmo até cristianismo mesmo e aí ele traz uma coisa interessante que ele falou que essas coisas de você se recolher e você ir pra o contato social é um processo que você deve fazer os dois e as vezes você tem até um processo de recolhimento,
Sim mas não significa que vai ser algo pra sempre você tem a sua solitude de você realmente se de você ter uma introspecção e depois você voltar pro contato e levar o que você tá se enriquecendo ali pro contato e ter esse diálogo e ele até explica mais ou menos o livro dele o dilema do porco-espinho como se todos nós fôssemos porcos-espinhos que a gente tem espinhos que a gente quer ter o contato e a gente tem que lidar com os espinhos do outro e conseguir lidar com isso e não ficar só nesse isolamento de,
Já que eu tenho as minhas questões e meus espinhos e as pessoas têm as questões delas e os espinhos delas,
Então eu não vou ter esse contato de você conseguir ter essa convivialidade,
Desenvolver isso que é,
Eu acho que seria o ideal de toda religião,
Deveria ser de você aprender a ser uma pessoa melhor em grupo ou em sociedade trabalhando essa coisa da interdependência que ninguém sobrevive totalmente sozinho até sobrevive se você criar ali seu isolamento autossustentável,
Sua aplataçãozinha mas você não desenvolve você não cresce,
Você não está trazendo conteúdo novo pra você crescer como pessoa você fica mais ali estagnado tentando imaginar o que seria evoluir sem testar isso no seu contato com outras pessoas exato,
É porque a gente até desenvolve moralmente com a convivência é aquela coisa somos seres sociais a gente construiu nossa evolução da humanidade através da comunicação,
Letras,
Símbolos e etc e aí você se privando disso você está tirando uma grande parte ali do nosso desenvolvimento que talvez seja um caminho que trabalha o nosso desenvolvimento de iluminação até você ter contato com essa diversidade de mentes,
De pessoas e que é alimento para a alma a gente vê em psicologia muito mais recente nem tão mais recente mas como que o amor é essencial para o desenvolvimento da criança esse amor,
Esse contato com os pais contato de afeto mesmo pra você se nutrir espiritualmente ou psiquicamente pra você ter um psiquismo é um psiquismo mesmo a sua manifestação consciencial na vida de forma mais saudável se você não teve esse contato humano emocional tanto que a gente vê crianças que cresceram isoladas mesmo foi abandonado na floresta aqueles casos módulos da vida foi criado por animais e virou praticamente um bicho não tem empatia,
Não tem afeto não tem essa coisa essa coisa de se isolar é interessante para o autoconhecimento mas a gente precisa voltar pra atuar em sociedade também aquela velha questão do equilíbrio a gente precisa tanto de uma coisa quanto a outra porque a gente tem que manter ali uma conservação do nosso emocional mental ao mesmo tempo que a gente tem que trazer isso pra fora,
Comunicação convivência então a gente tem que saber os limites de se isolar e os momentos de estar com outras pessoas então acho que a gente já pode ir encerrando algumas palavras finais pra gente encerrar?
Não,
Só queria agradecer a oportunidade de estar aqui,
Sendo entrevistada eu que agradeço você tá disponível pra dar essa entrevista e aí sempre que precisar então brigadão Nath,
Até a próxima
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