
10. Meditação Chakras Inferiores
Uma meditação para trabalhares os teus chakras inferiores - raiz, esplénico e plexo solar. Centrada na sua limpeza e cura. Quais são os meus medos e inseguranças? Que culpas carregas em ti ou nos outros? Que sonhos tens na tua mente que queres trazer para a ação? Com a música de fundo: Music composed/arranged by Peder B. Helland.
Transcript
Começa por te colocar numa postura confortável,
Onde tenhas a tua coluna bem alongadinha.
Mas alongadinha e direitinha não significa que tenha de estar em esforço.
Cada um de nós tem uma curvatura natural que deve ser respeitada.
Por isso senta-te direita,
Mas numa postura confortável.
Podes colocar as tuas mãos voltadas para cima ou para baixo.
Sente como é que neste momento te faz mais sentido.
E ao estabeleceres a tua postura,
Neste momento,
Vou pedir que te foques na tua respiração.
Estás a respirar?
Não tentes alterar em nada neste momento.
Como é que estás a respirar?
Rapidamente?
Profundamente?
Superficialmente?
Lentamente?
Observa-te.
Observa-te enquanto respiras.
Repara como o ar entra e sai pelas tuas narinas.
Como o teu peito se move.
E faz esta observação sem julgamento,
Só com curiosidade.
Como é que eu estou a respirar hoje,
Agora?
Agora vamos fazer um exercício breve.
Vamos inspirar durante 4 segundos,
Suster a respiração durante 4 segundos,
Expirar durante 4 segundos e suster a respiração durante 4 segundos.
Vamos fazer isto 3 vezes.
Inspira 1,
2,
3,
4.
Retém 1,
3,
4.
Inspira 1,
3,
4.
Retém 1,
2,
3,
4.
Inspira 1,
2,
3,
4.
Sustém 1,
2,
3,
4.
Expira 1,
2,
3,
4.
Sustém 1,
2,
3,
4.
Inspira 1,
2,
3,
4.
Retém 1,
2,
3,
4.
Expira 1,
2,
3,
4.
Sustém 1,
2,
3,
4.
Volta a respirar normalmente,
Ao teu ritmo.
Sempre atenta a como é que estás a respirar.
Não há uma maneira certa nem errada agora.
Foca agora toda a tua atenção na zona do teu chakra de raiz.
O chakra que se encontra na zona da tua pélvis,
No fundo da tua coluna,
Nessa zona pélvica.
Concentra a tua atenção aí.
Imagina uma luz vermelha,
Uma bola de luz vermelha que redupia nessa zona.
Como é que está essa luz?
Está vibrante?
Quente?
Ou tens alguma dificuldade em observá-la?
Alguma dificuldade em senti-la?
Observe essa luz vermelha desse centro energético.
E agora imagina-te a mergulhar dentro dessa luz vermelha.
Como se mergulhasses para dentro dessa luz e estivesse agora completamente imersa nela.
Como se mergulhasses para outra dimensão.
E essa luz fosse o portal.
Imagina-te agora no meio da natureza.
Num local tranquilo,
Onde não se passa nada.
Observa esse local e repara que à tua frente estão umas escadas que descem para o interior do sol.
Tu aproximas-te dessas escadas e começas a descer de grau a de grau.
E a cada contagem minha vais descendo um de grau.
10,
9,
8,
7,
6,
5,
4,
3,
2,
1.
Ao desceres o último de grau percebes que chegaste ao centro da Terra.
Estás como se fosse assim dentro de uma gruta.
Começas a avançar e olhar à tua volta.
Estás dentro do subsolo e quase que consegues sentir o calor da Mãe Terra.
Começas a seguir essa fonte de calor.
Continuas a avançar para dentro da gruta.
Avanças e observas que à frente está o núcleo da Mãe Terra.
E é de lá que vem todo esse calor que tu sentes.
Toda essa energia da vida.
Aproximas-te um bocadinho mais e reparas que a rodear o núcleo da Mãe Terra estão umas raízes muito,
Muito,
Muito fortes.
Deslocas o teu olhar para cima e reparas que há uma árvore ali também.
Uma árvore enorme,
Maior que tu já viste,
Cujas raízes fortes circundam o núcleo da Mãe Terra.
Avanças e decides abraçar essa árvore.
Sentir a sua firmeza,
A sua coragem de estar ali.
A sua segurança.
E decides sentar-te.
Porque nessa árvore tão grande e entre as suas raízes e o seu tronco existe um sítio perfeito para tu te sentares.
Sintas-te e sentes que não há sítio mais seguro do que aquele para estares neste momento.
É um local onde te sentes completamente acolhida.
Completamente protegida.
Não há nada que te possa fazer mal.
Não há nada que te possa preocupar neste momento.
É como se tivesse tudo ali.
E essa sensação de suporte,
De apoio,
Leva-te a questionar.
Tantas vezes eu digo,
Eu preciso disto,
Eu preciso daquilo.
Tenho tanto medo disto,
Tenho tanto medo daquilo.
Quais é que são esses teus apegos?
Esses teus medos?
Essas tuas inseguranças no teu dia-a-dia?
Neste momento estás nesse local,
Tão segura,
Tão protegida,
Que começas a refletir e a questionar-te sobre quais esses teus medos que tu costumas trazer contigo e que neste momento se estão a tornar tão irrelevantes.
Observa toda essa tua insegurança,
Todos esses teus medos,
Todas essas sensações de escassez que costumas ter no teu dia-a-dia.
Eu preciso disto,
Eu ainda não tenho isto,
Mas eu tenho tanto medo.
E se isto acontecer?
E à medida que esses pensamentos vão surgindo,
Observa-os simplesmente.
Não te deixes apegar por eles,
Observa simplesmente.
Não lhes dês importância.
Observa só com uma atitude de curiosidade,
De perceber de facto o que é que tem andado por aí dentro de ti.
E à medida que eles surgem,
Observa como essa árvore absorve todas essas inseguranças,
Todos esses medos.
Tudo isso se dissipa por essas raízes que estão por baixo de ti.
Tudo isso se deixa absorver por essas raízes,
Pela Mãe Terra.
E assim abre-se caminho para a tua força,
Para a tua coragem.
Porque nada te faz sentir mais segura de ti,
Mais apoiada,
Mais sustentada do que estar aí nesse local.
Deixa que a Mãe Terra absorva tudo isso.
Todos esses medos,
Inseguranças,
Apegos,
Toda essa escassez da tua vida.
Ali tu percebes que estás segura,
Que a Mãe Terra tem tudo para te dar.
E não há espaço para medo,
Apenas para a força,
Para a coragem.
E para o saber que,
Independentemente de tudo,
Estás sempre apoiada e sustentada.
Aproveitas que estás aí e focas agora a tua atenção na zona do teu chakras plénico.
O chakra que se localiza dois dedos abaixo do umbigo,
Na zona do teu abdômen.
E vou-te pedir para que imagines esse teu chakras plénico como se fosse um imenso mar.
Um mar com água a ir e a vir.
Observe essas ondas do mar nesse teu chakras plénico,
Nessa zona do teu corpo.
E observe essas ondas do mar a estender-se à água do teu corpo.
Todo esse mar se estende e agita toda a água do teu corpo.
E agora repara,
Estás diante desse mar,
A ver as ondas a ir e a vir.
E vou-te convidar a trazer à tua mente um sonho que sempre quiseste concretizar.
Pode ser um sonho de criança,
Pode ser um sonho que ainda tenhas hoje.
Não importa se se pode ou não concretizar,
Mas vou-te convidar a trazer à tua mente um sonho.
E repara como ficas feliz só por pensar nesse sonho.
Não importa se vai concretizar ou não,
Mas sente só essa energia e essa alegria do sonho que estás a sonhar.
Imagina-o concretizado.
Imagina todos os pormenores.
Imagina-te a concretizar esse sonho.
Sente as sensações enquanto estás a realizar e a concretizar esse sonho.
E sente-te feliz por te permitir sonhá-lo.
Agradece por essa sensação boa que é pensar nesse sonho concretizado.
E aceita.
A aceitação é um dos grandes passos para ultrapassar bloqueios neste chakra.
Sente essa alegria dentro de ti de concretizar e o estás a concretizar.
Aceita que ele vive dentro de ti.
Mas agora questiona-te.
Porquê que ainda não conseguiste realizar esse sonho?
Há algo que podes fazer para alterar isso?
Há algo que está ao teu alcance hoje para concretizares esse sonho?
E se não houver nada que possas fazer.
Se não houver mesmo nada.
Aceita e segue em frente.
Diz-te a ti mesma que me vou permitir sonhar.
Mesmo que os meus sonhos sejam neste momento impossíveis.
Não tenho de desesperar.
Posso apenas desfrutar daquela imagem criada na minha mente.
Desse sonho.
E continuamos a inspirar e a inspirar.
Tendo presente essa gratidão.
Essa alegria.
Inspiramos e a inspiramos.
E agora vamos trazer à nossa mente tudo o que nos bloqueia aos chakras plénicos.
A fluidez da água do nosso corpo.
Vamos trazer à nossa mente os nossos sentimentos de culpa.
Vamos torná-los conscientes.
Quais são as culpas que eu sinto?
Que culpas é que eu carrego em mim?
Vamos pensar no nosso maior sentimento de culpa.
A culpa normalmente é aquilo que nos faz sentir mais escuros.
Aquilo que nos desperta uma energia mais densa,
Mais tensa.
Mas a culpa não deixa de ser um pensamento.
Então vamos conscientemente olhar para a nossa culpa.
Observá-la só.
É algo que eu posso remediar?
Se sim,
Se está ao meu alcance limpar,
O que é que eu posso fazer?
Que decisões é que eu posso tomar para eliminar esse sentimento de culpa?
Ela pode ser algo que fiz no passado,
Uma ofensa,
Um segredo,
Uma atitude?
O que posso fazer para eliminar esse sentimento de culpa?
Pedir desculpa?
Pedir desculpa é retirar a nossa culpa.
Se eu fiz algo de errado,
O que é que eu posso fazer para torná-lo certo?
Então em vez de nos agarrarmos a esse sentimento de culpa,
Vamos arranjar uma solução.
Vamos decidir libertar-nos do orgulho,
De tudo aquilo que nos impede de desfazer a nossa culpa.
E vamos questionar-nos.
Questiona-te.
Estou verdadeiramente aberta a tomar essa mudança positiva na minha vida.
A dar um passo positivo para a mudança.
A permitir-me um novo começo.
E vamos fazer a nossa culpa ir rio abaixo.
E perder-se.
Pelas águas desse rio.
Até diluir-se.
No oceano.
No oceano que começámos por observar.
Por sentir dentro de nós.
Deixamos toda essa culpa,
Todas essas sensações,
Diluírem-se.
Irem rio abaixo.
Pelas ondas do oceano.
Até ser absorvido pela terra.
E vamos pensar que mesmo da lama que fica.
Dessa água que é absorvida pela terra.
Podem surgir coisas muito,
Muito belas.
Vamos visualizar-nos como se fôssemos uma flor de lotes.
Também ela transcendendo da sujidade.
Da culpa.
Como algo muito belo.
Muito puro.
E vamos dizer a nós mesmos que também nós podemos ser como essa flor de lotes.
Emergir bem puros.
Renascidos.
Dispostos a criar algo novo daquilo que antes parecia impuro.
Vamos também perdoar-nos por essas nossas impurezas.
Que nem sempre agimos ou pensamos da forma mais correta.
Mas temos sempre a oportunidade de nos desculpar.
De tirar a culpa.
De nos perdoarmos.
Vamos colocar as mãos no nosso chakras plénico.
Nessa zona de baixo.
Do nosso umbigo.
E vamos dizer a nós mesmos.
Eu perdoo-me.
Eu perdoo-me.
Eu perdoo-me.
Eu liberto-me de toda a culpa que eu possa sentir.
Eu liberto-me de toda a culpa que eu possa sentir.
Eu liberto-me de toda a culpa que eu possa sentir.
Eu permito-me sonhar.
E criar algo novo para mim.
Eu permito-me sonhar.
E criar algo novo para mim.
Vamos acreditar e dizer a nós mesmos que é possível criar algo positivo.
Mesmo quando há imperfeição em nós.
Vamos permitir olhar apenas para aquilo que é bom.
Analisando o que é menos bom.
Aceitando que existe.
Mas focando a nossa atenção sempre naquilo que podemos fazer para ultrapassar as coisas menos boas.
Que fazem parte de nós.
Que acontecem na nossa vida.
Vamos inspirando e expirando.
E vamos agora imaginar um sol.
Feito de fogo.
Na zona do nosso estômago.
Na zona do nosso plexo solar.
Vamos sentir esse calor na zona do plexo solar.
E esse fogo vai queimar todo o incómodo.
Todas as sensações de ansiedade.
Toda a culpa que também já vimos aqui.
Todas as sensações incomodativas.
Esse fogo vai-te queimar tudo.
E quando tudo estiver queimado.
Tudo aquilo que neste momento te incomoda.
Respira profundamente.
Inspiramos serenidade.
E ao expirar vamos espalhar essa serenidade dentro de nós.
Fazendo com que esse sol brilhe dentro de nós.
Preenchendo o nosso corpo com um calor enorme.
Um calor enorme de alegria.
Um calor que queima tudo aquilo que já não nos serve.
E que nos preenche com uma alegria,
Com uma força.
Com uma vontade enorme de viver.
Sente esse calor expandir-se.
Desde o teu estômago.
Para os outros órgãos.
E para todo o teu corpo.
Sente esse calor bom.
E vai respirando profundamente.
Esse fogo ardente que queima ou que já não serve.
Mas que te potencia também.
Naquilo que tu queres vibrar.
Naquilo que tu queres atingir.
Naquilo que tu queres concretizar.
Vê esse sol a brilhar.
Vê-lo expandir para além de ti.
Repara como esse sol,
Esse calor,
Esse fogo.
Te desperta a tua força interior.
A tua autoconfiança.
Repara como esse calor e esse fogo te dá o impulso.
Para assumires a tua responsabilidade.
E para fazer escolhas.
Escolhas em direção dos teus sonhos.
Escolhas em direção ao teu bem-estar.
Te dá essa capacidade de escolhas por muito mais.
Que possam ser as condicionantes da tua vida.
Tudo na tua vida tem uma escolha.
Deixa que esse teu fogo te potencie.
E volta a focar-te.
Na zona do teu plexo solar.
Na zona do teu estômago.
Observe essa luzinha a ir recolhendo.
Esse solzinho a ir recolhendo.
Nesse ponto do teu estômago.
Repara como estão alinhadas as três cores.
A luz vermelha do chakra da raiz.
A laranja do chakra esplénico.
E agora a amarela,
A dourada.
Do chakra do plexo solar.
Volta a tomar consciência do sítio onde estás sentada.
Dessas raízes.
Levanta-te.
Volta a percorrer a gruta.
E vamos subir agora aos degraus de novo.
Três.
Cinco.
Seis.
Sete.
Oito.
Dez.
Volta a sentir o teu corpo físico.
O sítio onde estás neste momento.
Aos poucos volta a sentir.
O teu corpo a movê-lo lentamente.
Quando estiveres preparada.
Abre os olhos.
E leva contigo.
Todas estas aprendizagens.
Que estás segura.
Protegida.
Pela Mãe Terra.
Que és uma flor de lotos.
Que mesmo da água mais lamacenta.
Pode emergir.
E florescer.
E que tens em ti o fogo.
Que é preciso para queimar o que já não interessa.
Mas também para potenciar todos os teus sonhos.
Até já.
