
Uma Reflexão Sobre Auto Amor
Vamos falar um pouco sobre auto amor? Essa é uma reflexão que gravei de foma simples, leve e espontânea, buscando inspirar algumas perguntas - Como você tem se tratado? Como tem sido suas conversas internas? Você tem sido seu melhor amigo ou seu maior crítico? Vamos refletir sobre nossa relação mais importante - a nossa relação com nós mesmos.
Transcrição
Olá,
Tudo bem?
Eu queria falar um pouquinho de um assunto que sempre teve em alta,
Mas eu acredito que só de um tempo pra cá ele ganhou a importância de fato que ele precisa,
Que é auto-amor.
E sempre que a gente fala de auto-amor,
De auto-confiança,
De auto-estima,
A gente tende a pensar em relacionamento,
Não no contexto todo.
E eu queria compartilhar o que eu venho pensando,
O que eu venho praticando,
Que é o auto-amor em todos os sentidos,
Em todos os momentos,
Principalmente nos momentos que a gente tá sozinho,
Só a gente com a gente mesmo.
E venho convidar vocês também a fazer a mesma reflexão,
A prestar atenção em como é que andam as suas conversas internas,
Em como é que anda a sua autocrítica,
Como que você anda lidando com os seus próprios problemas e com as suas reações.
A gente normalmente busca a perfeição em tudo aquilo que a gente faz,
Em tudo aquilo que a gente é,
E isso eleva muito o nosso senso crítico,
Fazendo com que a gente viva debaixo da própria chibata,
Onde a gente enaltece muito mais as vezes em que a gente falhou,
As vezes em que a gente não agiu de acordo com o que a gente gostaria de agir.
E isso me leva a pensar na forma que a gente trata o nosso melhor amigo,
A nossa melhor amiga,
Quando eles falham de alguma forma,
Dificilmente a gente vai apontar o dedo,
A gente vai xingar,
A gente vai ser rude,
Muito pelo contrário,
A gente no papel de amigo tá sempre buscando acolher,
Tentando mostrar para o outro um outro lado da história,
Lembrando todas as coisas boas que essa pessoa já fez.
E por que será que é tão difícil a gente agir da mesma forma com a gente mesmo?
Parece tão simples agir assim com os outros,
Mas quando é com a gente,
Fica tão difícil,
A gente se julga,
Se critica,
Se martiriza,
Se machuca,
Algumas vezes se xinga.
E eu venho trazendo muito isso para a minha consciência,
Todas as vezes que eu me pego fazendo isso,
Todas as vezes que eu percebo uma conversa interna num tom rude,
Num tom que não tem amor.
E eu comecei a,
Pouco a pouco,
Trabalhar isso,
Tentar alterar isso,
Observar,
A primeira coisa é observar para tentar entender o porquê que a gente age tanto assim com a gente mesmo,
Aonde que tá essa falta de amor que faz com que a gente nos maltrate tanto.
E isso acho que vem desde uma atitude básica,
Que é pedir perdão para o nosso corpo,
Por todas as vezes que a gente exigiu demais dele,
Nosso corpo que é nosso templo sagrado,
Todas as vezes que a gente agiu sem pensar se aquilo seria o mais adequado para o nosso templo ou não.
Pedir perdão por todas as vezes que a gente mais rejeitou o nosso corpo do que amou,
Do que acolheu,
Do que agradeceu por ter esse corpo que nos permite viver essa experiência,
Essa experiência humana.
Pedir perdão também para a nossa alma,
Por todas as vezes que a gente cala a vontade dela,
Por todas as vezes que a gente esquece que somos espíritos vivenciando uma experiência humana.
E a partir do auto perdão,
Começar a agir sim no auto amor,
A quando perceber uma conversa interna um pouco mais rude,
Mudar o curso desse papo,
Alterar o tom que a gente conversa com a gente mesmo,
Colocar amor,
Colocar entendimento,
Colocar compreensão.
Porque é muito fácil também a gente julgar uma falha,
Um fracasso,
Um desvio de percurso,
Depois que a gente já sabe a consequência disso,
Depois que a gente já viu um resultado.
E talvez seja importante trazer para a consciência diariamente que a gente só erra se tenta.
E se a gente está tentando,
De alguma forma,
A gente está em movimento,
A gente não está parado esperando.
E começar a falar com a gente mesmo,
A amar a gente mesmo,
Da mesma forma que a gente fala e ama o nosso melhor amigo.
Se precisar,
Dá um alto abraço,
Olha no espelho,
No fundo dos olhos,
Fica ali alguns minutos,
Navegando na própria alma,
Nas profundezas do nosso ser.
Até que,
Confortavelmente,
A gente consiga falar para aquele nosso reflexo,
As nossas qualidades,
Que com certeza são muito maiores que os nossos defeitos.
Que a gente consiga,
Confortavelmente,
Relembrar das inúmeras vitórias que a gente teve.
E que só teve essas vitórias porque a gente tentou.
E talvez,
No meio do caminho,
Tenha tido,
Sim,
Alguma falha,
Alguma atitude que você queria ter feito diferente,
Tentou de novo e acertou.
Então,
Que a gente possa lembrar e valorizar todas as tentativas com amor,
Com gratidão.
Que a gente possa encontrar dentro da gente o amor que a gente busca fora e o amor que a gente dá para o externo também.
Que a gente consiga dar todo esse amor e encontrar todo esse amor dentro da gente,
Acolhendo tudo aquilo que a gente é,
Inclusive as nossas sombras,
Os nossos defeitos,
As nossas falhas.
Eu te convido a fazer esse exercício de observação,
De reflexão,
A começar a se olhar no espelho com mais amor,
Com mais cuidado.
Quem ama cuida,
Né?
Então que a gente possa cuidar melhor do nosso templo,
Da nossa alma,
Das nossas emoções.
E que todos os dias a gente possa agradecer por ter a gente mesmo como nosso melhor amigo,
Como nosso amor maior.
E que a gente possa sempre estar em paz com a gente mesmo,
Iluminando nosso próprio caminho,
Nosso próprio ser.
Faz essa reflexão,
Faz esses exercícios e traz para a tua vida todo o amor que teu ser merece.
Namastê.
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