
A Vergonha de Ser Quem Você É
Não existe dor maior do que sentir vergonha de quem somos. Geralmente, tentamos esconder este sentimento. Entretanto, aquilo que mais tentamos disfarçar é exatamente o que mais precisa de atenção e cuidado. Neste áudio, você vai observar e explorar o sentimento da vergonha, identificando suas principais causas. Depois, vamos fazer uma pequena prática para nos centrarmos e nos sentirmos leves, protegidos e serenos.
Transcrição
Oi,
Eu sou a Dayana Garbim e no episódio de hoje a gente vai conversar sobre a vergonha de ser quem você é.
Eu penso que não existe dor maior para um ser humano do que sentir vergonha de ser quem é.
E essa é uma dor que a gente não costuma conversar muito com os outros.
Exatamente porque a gente sente vergonha.
É sobre o nosso diálogo interno,
Com todos aqueles pensamentos e sentimentos que a gente não gostaria de ter,
Mas que temos e nos envergonhamos.
É aquilo que a gente mais tenta esconder.
Só que aquilo que tentamos esconder é o que mais precisamos aprender a tocar,
A olhar e compreender.
Eu tive o privilégio de aprender que todos nós somos bons e maus,
Ambíguos,
Contraditórios.
Somos,
Na verdade,
Uma coexistência de sentimentos completamente opostos,
Uma explosão de desejos e recalques,
Vontades e proibições.
Somos seres complexos e inexplicáveis.
Compaixão,
Generosidade,
Empatia,
Alegria,
Gentileza,
Amor,
Solidariedade,
Inveja,
Mago,
Egoísmo,
Ciúme,
Possessividade,
Agressividade,
Tristeza,
Ódio,
Raiva,
Rancor.
Somos tudo isso em camadas muito complexas.
É da negação ou do desconhecimento desses nossos pensamentos e sentimentos brutos,
Primitivos e por vezes até obscuros,
Que vem grande parte do nosso sofrimento emocional.
Admitir para mim mesma que eu sinto sim essas coisas e entender que todo ser humano também sente e que isso faz parte da complexa teia de sentimentos,
Emoções e pensamentos que constitui a nossa psique me libertou da prisão emocional em que eu vivia.
Percebi que eu poderia parar de me esconder,
De me diminuir e apenas ser quem eu sou.
Só que para isso eu tive que aprender a responder várias perguntas.
Quem eu sou?
Do que eu sinto tanta vergonha?
Por que eu sinto tanta vergonha?
E você?
O que o aprisiona?
Do que exatamente você sente vergonha?
Do seu corpo?
Da sua voz?
Do seu sotaque?
Da sua origem?
Do jeito como se veste?
De algo que você falou,
Fez e se arrependeu?
Você tem vergonha da sua sexualidade?
Dos seus desejos?
Da sua fome?
Dos seus sonhos?
Dos seus fracassos?
Quando essa vergonha começou?
De onde ela vem?
Eu aprendi que entender a origem desses sentimentos que nos aprisionam é fundamental.
A vergonha a paralisa,
Corrói.
Nos faz ter uma vida medíocre porque estamos sempre preocupados com o que os outros vão pensar.
É uma emoção dolorosa que surge quando não conseguimos cumprir as expectativas inalcançáveis que estabelecemos.
Então você se julga deficitária ou deficitário perante o que você quer que os outros pensem de você.
A vergonha é sempre baseada na comparação com algo que você considera ideal,
Que você classifica como certo,
Adequado ou melhor.
Eu te convido agora,
Se possível de olhos fechados,
A pensar nisso que a gente conversou,
Por meio de uma pequena prática.
Preste atenção no seu corpo neste momento.
Perceba se existe alguma atenção desnecessária.
Perceba que,
Muitas vezes,
Nós estamos com o nosso corpo tão tenso que parece que a gente precisa se proteger de um caminhão vindo na nossa direção a 120 km por hora.
Imagine se você pudesse suavizar a atenção nos ombros,
Nas costas.
Se for possível para você,
Abra e feche a boca suavemente.
Movimente a língua ao redor dos dentes e veja se é possível relaxar o seu maxilar.
Se for possível para você,
Leve toda a sua atenção à sua respiração neste momento.
Faça uma respiração profunda e responda a si mesmo.
Do que você sente tanto medo?
Do que tanto se envergonha?
Será que isso é seu mesmo ou veio de fora?
Será que você está vivendo angustiada e angustiado com sentimentos que nem sabe explicar de onde vem?
Se for possível para você,
Coloque uma das mãos na altura do seu peito.
Sinta o toque da sua mão e diga a si mesmo ou a si mesma palavras que você gostaria de ouvir.
Eu te amo.
Eu me importo com você.
Eu estou aqui para você.
Eu cuido de você.
E se fizer sentido para você nesse momento,
Diga frases como eu me aceito,
Eu me amo do jeito que sou.
Se não for possível para você dizer essas frases,
Tudo bem.
Você pode tentar que eu possa me amar,
Que eu possa me aceitar como sou.
E quando se sentir confortável,
Você pode encerrar essa prática abrindo seus olhos.
Espero que você tenha gostado desse episódio e eu te espero na semana que vem.
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