
No. 31 - Tudo Bem Fracassar | Podcast Autoconsciente
Fracassar dói, e tentar a todo custo evitar o fracasso pode doer ainda mais. Mas é possível não sofrer tanto com as nossas falhas e tornar mais leve o aprendizado com elas. Tudo vai depender de como tratamos a nós mesmos quando fracassamos. De como explicamos pra nós mesmos as nossas falhas. De como lidamos com o nosso natural sentimento de fracasso. E é disso que a gente vai tratar aqui.
Transcrição
Fracassar dói,
E tentar a todo custo evitar o fracasso pode doer ainda mais.
Mas é possível não sofrer tanto com as nossas falhas e tornar mais leve o aprendizado com elas.
Tudo vai depender de como tratamos a nós mesmos quando fracassamos,
De como explicamos para nós mesmos as nossas falhas,
De como lidamos com o nosso natural sentimento de fracasso.
E é disso que a gente vai tratar aqui.
Eu lhe dou as boas-vindas ao Autoconsciente,
Um podcast que entende você,
Para você se entender melhor.
Sou Regina Gianetti,
Criadora do programa de autogerenciamento Você Mais Centrado,
Para a gente ter mais foco,
Bem-estar e paz com a gente mesma.
Eu faço esse podcast para compartilhar reflexões e ações para uma vida com mais autoconsciência.
A minha intenção é que ao terminar um episódio,
Você se sinta melhor do que quando começou.
Se este é o primeiro episódio que você escuta,
Eu te convido a escutar o número zero,
Em que eu apresento a proposta desse podcast e justifico a ideia de estarmos mais autoconscientes,
Nesse mundo louco em que a gente vive.
Autoconsciência traz autoconhecimento.
Nos coloca no aqui e agora,
Que é onde a vida realmente acontece.
Permite fazer escolhas coerentes com o que sentimos e desejamos.
Isso faz sentido para você?
Então escute aqui.
A gente vê por aí gurus do empreendedorismo,
CEOs de startups bandaladas e novos pensadores dos negócios falando do fracasso como algo positivo.
Se você assistir as palestras ou ler os livros dessas pessoas,
Que estão muito em evidência pelo papel que elas têm na sociedade,
Você vai encontrar ideias como falhas fazem parte do processo de inovação.
Se você não está errando,
É porque não está fazendo algo novo.
Fracasso é conhecimento,
Não tenha medo de falhar.
Eles falam disso com muita convicção,
Com muita galhardia.
E quem ouve,
Se anima.
É mesmo,
Né?
A gente pode ser bem resolvida com os nossos erros,
A gente pode ficar ok quando falha,
Pode tirar lições dos fracassos,
Fazer do limão uma limonada.
Bom,
Então tá.
Mas agora,
Aqui entre nós,
Com muita sinceridade,
Para você,
Esse discurso só vai até a página 2?
No seu íntimo,
Você não tem esse desprendimento todo para lidar com o erro e o fracasso?
Quando falha,
Você se sente péssimo e tem vontade de desaparecer?
Isso é compreensível,
É natural.
O fracasso é uma experiência dolorosa para o ser humano.
Não é de admirar que a gente se sinta assim.
Mas olha,
É possível sim achar que tudo bem fracassar.
É possível sim não sofrer tanto com as nossas falhas e tornar mais leve o aprendizado com elas.
É possível até que o mundo não desabe e a vida não acabe se a gente não atingir objetivos.
Tudo vai depender de como tratamos a nós mesmos quando fracassamos.
Vai depender de como explicamos para nós mesmos as nossas falhas.
Vai depender de como lidamos com o nosso natural sentimento de fracasso.
Para começar,
Por que fracassar é tão doloroso?
Em parte,
Porque o fracasso quebra uma expectativa de êxito,
De obter determinado resultado.
Então,
De cara,
O fracasso gera frustração,
O que por si só já é doloroso.
Mas não fica só nisso.
O fracasso dói também porque é uma experiência que pode nos trazer consequências indesejadas,
Como parecer incompetentes,
Ficar para trás,
Ser julgados,
Reprovados,
Repreendidos,
Perder a confiança de alguém,
Decepcionar,
Causar algum prejuízo,
Coisas assim.
E tem mais essa,
Ficamos decepcionados conosco mesmos,
Nos julgamos e criticamos por ter falhado.
Como o ser humano é naturalmente motivado a evitar o sofrimento,
Coisa que eu sempre falo aqui no Autoconsciente,
Nós vamos fazer de tudo para não errar nem fracassar.
E nisso nós somos muito incentivados no convívio com as outras pessoas,
E desde muito cedo.
A educação que recebemos se baseia na aprovação e recompensa de certas atitudes que temos,
Para nos motivar a fazer aquilo que é considerado certo.
E se baseia também na desaprovação de outras coisas que fazemos,
Para desencorajar ações consideradas erradas.
Na escola aprendemos a atingir objetivos,
Se temos sucesso ganhamos boas notas,
Parabéns e sorrisos,
Nos sentimos bem conosco mesmos.
Se fracassamos recebemos notas vermelhas,
Em vez de sorrisos vemos caras sérias,
Colegas zoam da gente e nos sentimos mal conosco mesmos.
É nesse sistema de aprovação e reprovação que a gente se desenvolve.
Ele está aí desde que o mundo é mundo,
Evoluiu muito ao longo das eras.
Hoje não se admitem mais os métodos violentos que já foram normais em outras épocas,
Mas em essência é o mesmo sistema de aprovação e reprovação.
Ele tem uma intenção que em princípio é positiva,
Que é impulsionar por o aprendizado e a superação,
Mas também gera efeitos colaterais,
Nos comparamos aos outros,
Temos sentimentos de inadequação,
Inferioridade,
Culpa,
Vergonha,
Às vezes também raiva e muito,
Muito alto julgamento pelos nossos erros e fracassos.
Há um sistema similar no mundo do trabalho.
Apesar do discurso fracassar faz parte,
Se você não está errando é porque não está inovando,
Etc.
Então é o seguinte meu bem,
Você pode fracassar desde que tenha sucesso,
Você pode errar desde que entregue o resultado.
O mundo do trabalho hoje é mais competitivo do que nunca,
As pessoas são frequentemente avaliadas e devem se adequar a padrões de desempenho,
Isso gera uma quase obsessão por conseguir,
Conseguir cumprir,
Conseguir realizar,
Conseguir atingir o resultado.
O modelo mental do conseguir está profundamente enraizado em nós e é replicado em todas as esferas da vida.
Temos que conseguir satisfação profissional,
Conseguir segurança financeira,
Conseguir um relacionamento estável,
Conseguir um corpo saudável,
Conseguir o equilíbrio perfeito entre vida profissional e pessoal,
Etc,
Etc.
Veja,
É legítimo a gente querer essas coisas,
São benéficas para nós,
Não tem nenhum problema nisso.
A questão é a ênfase que a gente coloca em conseguir essas coisas,
Como se o nosso valor enquanto seres humanos dependesse disso.
Como diz o médico alemão Friedmann Schaub,
Autor de um programa para a superação do medo e da ansiedade,
Abre aspas,
As demandas da sociedade moderna nos treinaram para nos adequar,
Competir e comparar o tempo todo.
Baseamos nosso senso de valor pessoal em validações e julgamentos externos.
A vida deixou de ser uma jornada para se tornar uma corrida,
Sem uma linha de chegada para alcançar.
Fecha aspas.
Podem dizer por aí que a gente tem permissão para fracassar,
Mas no fundo,
No fundo,
Esse continua sendo o mesmo velho mundo de winners e losers,
Ganhadores e perdedores.
Em vista desse cenário,
Não é à toa que a gente faça de tudo para evitar o fracasso.
Nossa mente cria estratégias elaboradas para não fracassar,
E algumas dessas estratégias não necessariamente nos livram do fracasso,
E ainda alimentam o auto julgamento e a insatisfação conosco mesmos.
Uma delas é a autossabotagem,
Que acontece quando por medo de fracassar,
A gente se impede de fazer o que precisa fazer,
E até mesmo o que quer fazer.
Por exemplo,
A pessoa quer emagrecer,
Quer muito se sentir mais leve,
Se ver mais elegante,
Ou ela quer fazer um curso para valorizar o seu currículo.
Mas apesar do seu desejo ou necessidade,
Ela não dá o primeiro passo,
Ela não começa ou abandona o projeto na metade,
Por medo de fracassar,
Por achar que não vai conseguir emagrecer ou concluir o curso.
Na autossabotagem,
A lógica da mente é a seguinte,
Eu sei que preciso fazer,
Eu quero muito fazer,
Mas eu não vou fazer,
Porque eu não vou aguentar ter um fracasso aqui.
A ironia da coisa é que quando se sabota,
A pessoa cria uma armadilha para ela mesma,
Ela se cobra e se julga por não fazer,
E o sentimento de fracasso que ela tanto queria evitar,
Acontece do mesmo jeito.
O assunto fica num limbo emocional,
Mal resolvido,
E fica incomodando.
Outra forma de autossabotagem é não fazer deliberadamente aquilo que somos capazes de fazer.
Por exemplo,
A pessoa tem no trabalho uma função que ela domina plenamente,
Seguramente.
Ela tem qualificação para exercer uma função até superior àquela,
Mas não vai atrás de uma promoção nem de uma recolocação,
Porque tem medo de fracassar.
Aqui a lógica da mente é a seguinte,
Eu sei que posso fazer mais,
Mas é melhor eu não me arriscar,
Porque eu posso fracassar e ser julgado incompetente.
E assim a pessoa se condena a fazer um trabalho em que ela não cresce,
Que muitas vezes nem a motiva.
Os outros podem ignorar que a pessoa tem cacife para fazer mais,
Mas ela própria não pode se enganar,
E no seu íntimo ela se cobra e se julga por não ter coragem de sair da chamada zona de conforto.
Tem ainda outra forma de autossabotagem bastante comum,
Que é procrastinar.
Eu falo mais disso no episódio 22 para entender a procrastinação sem culpa,
Escute se você ainda não escutou.
Mas voltando ao ponto aqui,
Vamos imaginar que a pessoa tem uma apresentação super importante para fazer.
O bom senso recomenda fazer com antecedência o que é importante,
Para nos precaver de imprevistos,
Para ficar bem feito,
Mas a pessoa empurra com a barriga a montagem da apresentação,
Cada dia por um motivo.
Quando o prazo está se esgotando,
Não dá mais para adiar,
É lavar a madrugada e faz o trabalho.
Qual é a lógica da mente aqui?
Bom,
Se eu não tive sucesso nessa apresentação,
É porque eu tive pouco tempo,
Eu fiz o melhor que pude.
Que fascinante a mente humana,
Não é?
Ela é capaz de provocar o próprio fracasso por uma causa que ela controla,
Para não ter que enfrentar um fracasso por incompetência.
Resumindo então,
A autossabotagem é uma estratégia de evitação do fracasso que consiste em não fazer,
E na mão contrária tem a estratégia de fazer demais,
Compulsão por realizar.
Segundo a psicologia,
A pessoa overachiever,
Realizadora compulsiva,
Ela é movida ou por uma exacerbada necessidade de reconhecimento por atingir objetivos,
Ou por um exacerbado medo de fracassar em seus objetivos.
O que na verdade são dois lados da mesma moeda,
A necessidade de sucesso e o medo do fracasso.
No trabalho,
A pessoa realizadora compulsiva se envolve com o máximo possível de atividades,
E se não tem atividade o bastante,
Ela inventa.
Aí,
Para dar conta,
Trabalha muito,
E num ritmo alucinante.
Chega cedo,
Ou sai tarde,
Ou as duas coisas.
Almoça correndo,
Porque tem sempre muito para fazer.
Tem altíssimo grau de exigência consigo mesma,
É perfeccionista e tenta controlar tudo.
É complicado o relacionamento dela com os colegas ou liderados,
Porque ela tende a esperar que os outros tenham o mesmo ritmo,
E aí surgem conflitos,
Claro.
Por mais que atinja os seus objetivos,
Nunca é o suficiente.
Ela está sempre em busca de mais,
Insatisfeita com o que realizou,
Acossada pelo medo de fracassar.
Quanto sofrimento podemos causar a nós mesmos para evitar a dor do fracasso,
Não é?
É uma grande ironia isso tudo.
Sairia bem mais barato enfrentar o fracasso e pronto.
Só que não.
A nossa mente tenta controlar as coisas,
E acaba complicando tudo.
Você se identificou com alguma dessas estratégias da nossa mente para evitar o fracasso?
Alguns ouvintes que me escrevem brincam comigo.
Você parece telepata,
Parece que lê o que se passa na minha mente.
Fiquem tranquilos,
Eu não leio mentes.
É que eu conheço essas experiências.
Como que eu poderia falar delas se não tivesse experimentado antes também,
Não é?
Eu sou um ser humano como você.
Se tem alguma diferença entre a gente,
É apenas que eu iniciei um pouco antes o caminho da autoconsciência,
E posso lhe mostrar o que já percorri desse caminho.
Eu apenas pratico observar o que se passa na minha mente de uma forma compassiva,
Sem julgamento,
Sem assumir o que eu penso como verdades absolutas e imutáveis sobre mim e sobre o que quer que seja.
Bom,
Vamos ver o que é possível fazer para tornar menos dolorosa possível a nossa experiência com fracasso.
Algo que ajuda bastante é compartilhar os insucessos.
E não só isso,
Mas também micos,
Mancadas,
Vexames e afins.
Compartilhar com alguém próximo,
Com quem temos afinidades.
Temos a tendência de não falar sobre essas experiências e até mesmo escondê-las,
Porque nos envergonhamos delas.
Em geral,
Somos preocupados com o que os outros vão pensar.
Então,
Quando a gente compartilha,
Está desapegando dos nossos julgamentos sobre o que o outro vai pensar e abrindo um canal de conexão com ele.
Geralmente,
A pessoa que ouve o nosso compartilhar não nos julga.
Pelo contrário,
Ela se solidariza,
Porque todos nós conhecemos a dor de fracassar.
Isso é tão benéfico que alguém teve a ideia de criar o Instituto do Fracasso,
Em inglês,
Failure Institute.
É sério,
Viu?
Ele tem site na internet e tudo.
Tem representações no mundo todo,
Inclusive no Brasil.
As pessoas procuram o instituto para compartilhar seus insucessos nos negócios e trocar experiências que ajudam a empreender com mais sucesso.
Nesse contexto,
Veja que interessante.
Quanto mais retumbante o fracasso,
Melhor.
Mais aprendizado se pode compartilhar.
Esse instituto nasceu no México da experiência pessoal de uma empreendedora chamada Letícia Gasca.
Ela conta que por anos amargou um fracasso nos negócios que não afetou apenas a ela,
Mas um grande número de pessoas.
Era um empreendimento para a venda de artesanatos indígenas,
Criado para gerar um impacto positivo numa comunidade de baixa renda,
Mas que não deu certo e acabou mesmo gerando muita frustração.
A Letícia se sentia muito culpada e jamais falou sobre isso.
Até que num jantar com amigos empreendedores,
Ela tomou coragem de soltar essa história.
E para surpresa dela,
Todos os amigos compartilharam histórias parecidas.
Numa apresentação para o TED Talk,
Aquelas palestras em vídeo pequenininhas que passam no YouTube,
A Letícia Gasca diz assim,
Abre aspas,
Aquela noite foi como um exorcismo para mim.
Eu percebi que compartilhar nossos fracassos nos faz mais fortes e não fracos,
E que me abrir para minha vulnerabilidade me ajudou a me conectar com os outros de uma forma mais profunda e significativa e acolher lições de vida que eu não teria aprendido antes.
Fecha aspas.
Eu vou aproveitar o embalo e também compartilhar uma experiência de fracasso,
Algo de que até hoje eu não falei da forma como eu vou falar aqui.
Foi a experiência que precipitou a minha demissão da Editora Abril,
Em 2001.
Um ano e meio antes,
Mais ou menos,
O meu diretor me ofereceu a chefia de redação de uma revista de astrologia que a editora havia incorporado.
Ele achava que a revista destoava do padrão editorial da Abril e queria mudanças.
Eu topei o desafio e assumi a revista.
Junto com a equipe,
Eu fiz um plano de mudanças e em poucas semanas saía a primeira edição nessa nova fase.
Já naquela edição,
As vendas foram menores e nos meses seguintes continuaram caindo.
Eu queria acreditar que iríamos atrair um novo público afinado com a nova proposta,
Mas isso não aconteceu.
Então,
Em paralelo,
Eu comecei a desenvolver o projeto de uma nova publicação de autoconhecimento para substituir aquela de astrologia e tive até aprovação para o lançamento.
Mas semanas antes desse lançamento,
Aconteceram aqueles atentados terroristas nos Estados Unidos,
Em setembro de 2001 e eles abalaram muito a editora.
A revista de astrologia,
Que já não ia bem,
Acabou sendo fechada e o novo projeto foi abortado.
Minha equipe inteira foi demitida.
Eu não lamentei tanto por mim o que aconteceu,
Mas lamentei muito pelas pessoas.
Eu me senti responsável por aquele desfecho.
Na época,
Eu não fui capaz de me retratar com essas pessoas e nem apoiá-las.
Eu tenho consciência de que fiz o melhor que soube e pude na época,
Mas lembrar disso agora revela um resquício,
Um fiapo de culpa que ainda existe.
E eu reconheço que eu preciso trabalhar nisso.
A gente certamente não sentiria culpa se tivesse completa aceitação da nossa condição humana e imperfeita.
E podemos começar a trabalhar a autoaceitação compartilhando os nossos erros e fracassos,
Porque assim estamos admitindo a nossa falibilidade,
A nossa vulnerabilidade e nos mostrando como somos.
A gente sai de um estado de auto isolamento,
De pensar que é só com a gente que acontece,
E de repente descobre que acontece com todo mundo.
Não estamos sós.
Ouvimos as experiências de fracasso dos outros e isso suaviza o nosso coração.
Pois é,
Erramos.
E estamos juntos.
É preciso estender a aceitação também para a vida.
No que dependesse da nossa vontade,
A vida seria talvez um mar de rosas.
Tudo daria certo,
Não haveria obstáculos nem situações irritantes.
Todo mundo concordaria e colaboraria conosco.
Nossos projetos seriam bem-sucedidos,
Em tempo recorde.
Os planos funcionariam perfeitamente,
De acordo com a nossa concepção de perfeição.
Mas a vida é como é.
Não temos controle sobre ela.
Não podemos determinar o rumo dos acontecimentos.
Não podemos evitar imprevistos,
Dificuldades,
Adversidades,
Reviravoltas.
Não podemos impedir que os outros pensem e ajam de forma diversa da que gostaríamos.
Não podemos,
Enfim,
Ter certeza de que seremos bem-sucedidos.
E o que é ser bem-sucedido?
O que são sucesso e fracasso se não nomes para denominar o que queremos que aconteça e o que não queremos que aconteça?
Sob um olhar imparcial,
Fracasso é um resultado diferente do que a gente esperava.
Olha,
Eu fico imaginando como seria a nossa vida se a gente adotasse a postura do cientista que faz experiências num laboratório.
O cientista não tem expectativas quando faz experiências.
Ele está aberto a qualquer resultado.
Para ele,
Toda experiência é válida.
Todo resultado é significativo.
A cada experiência,
Ele descobre algo,
Aprende algo.
E chega um momento em que ele compreende por que aquilo aconteceu e como funciona.
Talvez a gente pudesse adotar uma postura parecida com as nossas experiências de vida.
Se queremos algo,
Vamos colocar uma intenção clara de realizar aquilo e fazer o que é preciso.
Fazer realmente o nosso melhor para realizar,
Com dedicação,
Responsabilidade,
Comprometimento,
E então aceitar o resultado como algo significativo.
Se o resultado é o esperado,
Ótimo,
Vamos celebrar.
Se o resultado não é o esperado,
Talvez a gente sinta alguma dor.
É normal,
Somos humanos.
Mas a dor é passageira.
Se a gente não ficar ruminando o que aconteceu,
Se a gente não ficar se julgando e se culpando,
Ou julgando e culpando a outros pelo que aconteceu,
A dor passa.
Então,
Nós podemos olhar para aquele resultado não esperado como algo significativo e nos perguntar,
O que eu posso aprender com isso?
O que eu preciso melhorar,
Mudar,
Corrigir ou prevenir para ter um resultado diferente da próxima vez?
Se a gente tiver aceitação e usar essas experiências para crescer,
Tudo bem sim fracassar.
Nosso fracasso não será em vão.
Que você esteja bem.
Um abraço.
Conheça seu professor
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