
Reconhecendo a Paz que Existe na Mente
Através dessa meditação buscamos reconhecer o espaço vazio que existe entre os pensamentos. Um espaço de silêncio que reflete a nossa própria essência, que é simplesmete paz. Pensamentos e emoções flutuam natutalmente pela mente, mas a calma que é inerente ao Ser permanece, a calma é invariável. Que possamos então encontrar essa paz e permanecer nela.
Transcrição
Observando o silêncio entre os pensamentos.
Namastê.
Para começar essa meditação,
Você vai escolher uma postura para se sentar.
Estenda as suas costas,
Crescendo com o topo da cabeça para o alto.
Relaxa os ombros,
Relaxa a expressão facial.
Abra o seu coração.
Tome consciência do corpo na postura em que você escolheu para sentar.
Você pode fazer ajustes,
Se for necessário.
Cultivando,
A partir de agora,
Uma quietude na posição.
Não é uma quietude rígida,
Não é uma quietude forçada.
É a quietude que naturalmente surge da descontração e da entrega.
Entregue-se.
O corpo firme e imóvel,
Ao mesmo tempo relaxado e descontraído.
Aos poucos,
Fique cada vez mais firme,
Cada vez mais estável.
Tão firme,
Tão estável,
Que agora o corpo não se mexe mais.
Não se mexe mais.
Essa firmeza no corpo não é rígida,
Não é tensa.
Você está relaxado,
Está preparado para manter essa forma,
Essa quietude.
Permita,
Então,
Que as sensações físicas sejam o foco do seu pensamento.
Perceba como você está em relação à observação do corpo.
E tome consciência da observação dele.
Consciência total no corpo e no que ele está sentindo.
Consciência total no fato de que você é a testemunha silenciosa.
A calma que observa essas sensações físicas.
Então,
Da mesma maneira que você tomou consciência do seu corpo,
Sentindo o denso,
Agora você vai tentar sentir o que é mais sutil.
E vai levar a consciência para a sua respiração.
Trazendo a atenção para a ponta do nariz.
Com os olhos fechados,
Relaxe as pálpebras sobre os globos oculares.
E mantenha a atenção no limite exterior das narinas.
Aquele ponto que define se o ar está dentro ou fora do seu organismo.
Ou seja,
Aquele ponto que você define o que é interno e o que é externo.
E ali,
Mantendo a atenção na ponta do nariz,
Com os olhos fechados,
Você começa a observar o fluir da respiração natural,
Sem interferir.
Consciência total no fluir natural da respiração.
Você é Sakshi,
A testemunha silenciosa.
A calma que observa essas sensações sutis da respiração.
A atenção no fluxo natural da sua respiração.
Observe a respiração fluindo,
Expandindo e recolhendo.
Consciência total no fluxo natural da respiração.
E na observação das sensações vinculadas a ela.
O crescimento,
Expansão,
Quando você inspira.
E o recolhimento que naturalmente leva a sua atenção para o coração.
Observe quando você inspira,
Como naturalmente o tórax se expande.
E quando você expira,
Naturalmente o recolhimento que leva a sua atenção para o coração.
Passe a controlar essa respiração.
Observe quando você inspira,
Expansão.
Tentando expandir ao máximo,
Criando espaços.
E de forma controlada,
Você expira,
Recolhendo.
Observe como existe uma pequena pausa entre a inspiração e a expiração.
Inspire.
Expire.
Inspire.
Expire.
Percebendo os efeitos do controle respiratório.
Observe,
Você está totalmente presente.
Aqui e agora.
Então,
Consciência de todos os conteúdos do pensamento.
Consciência total agora nos seus pensamentos.
Observe como cada pensamento surge do anterior e dá lugar ao próximo.
Num fluxo constante.
Observe a mente.
Observe o conteúdo do pensar.
Consciência total.
Você é a testemunha silenciosa.
A calma que observa os movimentos internos.
Observe a mente da mesma maneira como se você observasse nuvens no céu.
Da mesma maneira como você fez anteriormente,
Observando o fluir natural da respiração.
Então,
Sem julgamentos,
Sem análises,
Sem envolvimento.
Apenas observe os pensamentos.
Consciência total.
Assim como existe uma pequena pausa entre inspirar e expirar,
Você percebe que também existe um pequeno hiato,
Um pequeno momento de silêncio entre um pensamento e o outro.
Observe esse espaço de silêncio entre cada pensamento e o que vem depois.
Observe o vazio que acontece entre os pensamentos.
Você está consciente,
Está presente,
Está observando a própria mente.
Perceba que se a mente pensa,
Ou se está acontecendo esse silêncio entre os pensamentos,
Esse vazio,
O intervalo na mente,
Eu,
A átima,
O ser,
A consciência,
A essência,
Sempre permanece,
Está sempre presente.
Esteja a mente pensando ou não,
Eu permaneço presente.
Porque o eu é o invariável,
Que estava antes,
Durante e depois de cada pensamento.
Lembre-se,
Assim como na respiração,
De expandir e recolher,
Existem aquelas paradas,
Aqueles instantes em que eu terminei a expiração,
Mas não comecei a inspiração.
Da mesma forma,
Tem esse silêncio entre os pensamentos.
Eu reconheço,
Portanto,
Esse silêncio.
Eu percebo que esse silêncio está sempre presente.
Assim eu percebo que não há necessidade de parar de pensar.
O yoga e a meditação ensinam que você não precisa ir contra a sua experiência.
Não há nada de errado se você não consegue parar de pensar.
Porque o eu,
A sua essência,
Já é livre e está sempre presente.
O eu está antes do pensamento,
Durante e depois do pensamento.
O silêncio vai sempre permanecer.
Aquele silêncio que é a base de tudo,
Que é consciência.
Consciência não depende do pensamento em forma de ação,
Nem para existir,
Nem para se revelar.
Assim,
Esse invariável,
Esse silêncio que não muda,
Essa calma é o que você é.
Você pode chamar de Shantarapas,
Que é inerente ao ser.
Pensamentos e emoções flutuam naturalmente.
A calma permanece.
A calma é invariável.
Pela prática da meditação,
Nós vamos reconhecer essa calma.
Então,
Nos estabelecer nela,
Permanecer nela.
Entendendo isso,
Eu consigo aceitar a minha mente como ela é.
Eu paro de sofrer devido ao apego que tenho com os pensamentos.
Devido à identificação que faço deles.
Mas agora,
Eu não me identifico mais.
Eu olho para a mente e observo esses movimentos dos meus pensamentos sem envolvimento.
Lembrando que o eu é a base,
É a verdade,
Aquele silêncio que está sempre presente.
Shantaha,
Você é essa calma invariável.
Quando você se dá conta disso,
Você permanece em paz.
Conhecendo a calma como aquilo que você é,
Você fica em condições de olhar para tudo aquilo que chamamos de vida com muito mais economidade,
Com muito mais tranquilidade.
Assim,
Eu vou permitir que essa consciência de ser,
Essa calma,
Permaneça ao longo de todos os momentos do meu dia.
Eu estou em paz.
Eu vou permanecer em paz.
Que ao bem da verdade,
Eu sou essa paz.
Nossa meditação termina aqui.
Volte a atenção para o exterior.
Perceba a sua respiração acontecendo.
Sinta os movimentos de expandir e recolher.
Sinta as suas mãos e finalize a prática trazendo as mãos unidas frente do coração.
Prática conclui-se aqui.
A paz permanece.
Namastê.
Conheça seu professor
4.8 (68)
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