
A Meditação no Ser de Ramana Maharshi
Esta técnica é a que melhor exemplifica o Jñana Yoga, o Yoga do conhecimento verdadeiro. Ātma Vichāra é o questionamento sobre a natureza real da alma. O objetivo desta meditação é eliminar as falsas ideias sobre o Eu e o ego, e nos ensinar a separar o espectador do espetáculo, a consciência que vê e o que é visto. Música: Chanting Om. Music for deep relaxation. Que haja paz, paz, paz!
Transcrição
Sejam bem-vindos,
Bem-vindos a essa meditação.
E hoje vamos fazer uma prática chamada Atma Vichara.
É a meditação no ser de Ramana Maharishi.
Essa é uma técnica de jnana yoga,
O yoga do conhecimento verdadeiro.
É um questionamento sobre a natureza real da alma.
Essa meditação tem como objetivo eliminar as falsas ideias sobre o eu e o ego.
E nos ensinar a separar o espectador do espetáculo,
A consciência que vê e o que é visto.
Vamos lá?
Para começar,
Eu quero te convidar para unir as palmas das mãos frente do coração.
E se fizer sentido para você,
Abrimos esse momento com um mantral.
Salta todo o ar,
Inspira.
Om.
Para relaxar as mãos e com os olhos fechados,
Percorrendo mentalmente o corpo,
Eu vou acomodar o corpo.
Escolher uma posição bem confortável.
A coluna estendida,
Os ombros relaxados,
O coração aberto.
Escolha como vai deixar as suas mãos sobre o joelho,
Sobre o colo.
Se quiser juntar algum dos seus dedos,
Como polegares e indicadores.
Faça o que fizer sentido para você.
De maneira que o seu corpo consiga permanecer firme e imóvel.
E ao mesmo tempo,
Completamente relaxado e descontraído.
Relaxe a expressão facial.
Traz aquele sorriso para os lábios,
Os olhos fechados,
Sem tensão.
E a sua atenção na respiração.
Sente o contato do ar com as narinas,
Sem comando por parte da mente.
Comece a se conscientizar da sua respiração natural.
Inspirando,
Eu estou consciente da inspiração.
Expirando,
Estou consciente da expiração.
Com presença,
Vamos começar este auto questionamento.
Quem sou eu que não sou este corpo?
Sou o ser que é imaterial,
Imutável e imperecível.
Quem sou eu que não sou esta mente que pensa?
Sou o ser que é serenidade e paz.
Quem sou eu que não sou os cinco sentidos?
Sou o ser que é silêncio e comunhão.
Quem sou eu que não sou as emoções?
Sou o ser que é ponderação e equilíbrio.
Quem sou eu que não sou sensações?
Sou o ser que é satisfação.
Quem sou eu que não sou desejo,
Necessidade,
Vontade?
Sou o ser que é plenitude.
Quem sou eu que não sou passado,
Presente e nem futuro?
Sou o ser que é atemporal,
Eterno.
Quem sou eu que não sou ego,
Personalidade?
Sou o ser que é tudo.
Quem sou eu que não sou os papéis que representam?
Sou o ser que é a verdadeira natureza,
A verdadeira identidade.
Quem sou eu que não sou individualidade?
Sou o ser que é uno.
Quem sou eu que não sou orgulho e vaidade?
Sou o ser que é simplicidade.
Quem sou eu que não sou insegurança e medo?
Sou o ser que é luz.
Expirando,
Eu estou consciente da minha inspiração.
Expirando,
Eu estou consciente da minha expiração.
Voltando a atenção para sua expiração.
Sentindo o ar entrando,
O ar saindo.
E a partir dali,
Voltando a atenção para o exterior.
Conectando-se com os sentidos,
Ouvindo os sons,
Sentindo os cheiros.
A luz que entra,
Mesmo com seus olhos fechados.
Com um comando por parte da mente,
Inspira para o fundo.
E solta o ar pela boca,
Bem devagar.
Ah!
Externalizando totalmente a sua atenção a uma consciência das mãos.
E vamos uni-las frente do coração para terminarmos a nossa meditação de hoje.
Seja paz na natureza,
Paz nos relacionamentos.
Que a gente se lembre da paz que existe nos nossos corações.
Inspira.
Chante,
Chante,
Chante.
Carinho.
Namastê.
Obrigada e até a próxima meditação.
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