
Redescobrir a Paz: O Caminho de Voltar para Si
A transformação silenciosa que acontece quando aprendemos a desacelerar e a valorizar nossa própria companhia. Ele aborda o caminho de autoconhecimento, a superação e a descoberta de uma paz que só vem ao se conectar consigo mesmo. Uma reflexão profunda sobre tempo, solitude e liberdade interior. Música: Pixabay.
Transcrição
Hoje,
Eu olho para minha vida e percebo que ela mudou.
Algo muito profundo aconteceu,
Mas não foi um evento dramático.
Foi mais como uma transição silenciosa,
Algo que foi acontecendo aos poucos,
Sem que eu realmente percebesse no começo.
Antes,
Eu vivia com pressa,
Sempre com aquela sensação de que havia algo urgente para ser feito,
Algo que eu precisava alcançar.
A cada dia,
Eu corria atrás de algum objetivo,
Como se a vida fosse uma corrida contra o tempo.
Mas agora,
Agora a pressa já não faz mais sentido.
O ritmo da minha vida mudou,
Ele é mais calmo,
Mais presente,
Mais tranquilo.
E de certa forma,
Isso me trouxe uma paz que eu nunca imaginei que teria.
Foi como se o tempo,
Antes um inimigo,
Agora fosse um aliado.
Algo que por tanto tempo eu tentei controlar,
Mas que agora eu percebo que só se revela quando aprendemos a vivê-lo sem pressa.
Eu aprendi a parar e respirar,
E não é uma coisa que se aprende de imediato,
É um processo.
Um processo longo,
Às vezes muito mais longo do que gostaríamos,
Mas,
Ao mesmo tempo,
É um processo que se revela de maneira tão suave,
Tão sutil,
Que a gente não percebe até estar completamente imersa nele.
Eu comecei a curtir muito mais a minha própria companhia,
E ao longo dos anos fui me dando conta de que,
Na verdade,
Essa companhia era a única que eu sempre tive,
E que em muitos momentos deixei de valorizar.
Quantas vezes eu busquei aprovação fora,
Em outras pessoas,
Em relações que,
No fundo,
Não me ofereciam nada,
Além de distrações temporárias.
Eu achava que estar com os outros me faria feliz,
Que a companhia dos outros preencheria algo dentro de mim.
Mas a verdade é que nada pode preencher um vazio que só nós mesmos podemos curar.
Esse vazio não é algo negativo,
Ele é simplesmente um convite à introspecção,
Ao autoconhecimento,
À reconexão com o que realmente somos.
Eu comecei a perceber que a verdadeira liberdade estava em aprender a ser minha própria companhia,
Não tinha mais necessidade de buscar a felicidade fora,
Eu entendi que ela já estava dentro de mim,
E ao fazer esse movimento interno,
Comecei a criar uma relação mais saudável com os outros também.
Não era mais uma relação de dependência,
De querer algo dos outros para me sentir bem,
Era uma relação de troca,
De respeito,
De complementariedade,
Mas a base dessa troca vinha do fato de que eu me sentia bem comigo mesma,
Em minha própria companhia.
Eu percebo que para chegar a esse lugar,
Houve muitas lições ao longo do caminho.
Muitas vezes eu me entreguei a situações,
Relações e escolhas que me desgastaram,
Mas eu precisava passar por tudo isso para entender quem eu sou,
Para aprender a me respeitar e a me dar valor,
O valor que eu mereço.
Foram relações que me ensinaram sobre os meus limites,
Sobre o que eu estou disposta a aceitar e o que eu não estou mais disposta a tolerar.
Eu precisei me perder para me encontrar,
E ao longo dessa caminhada,
As perdas se tornaram de certa forma mais importantes do que as conquistas.
Porque cada perda,
Cada experiência desagradável,
Foi uma oportunidade de crescer,
De aprender,
De me tornar mais forte.
Agora eu vejo as coisas de uma maneira completamente diferente.
Eu aprendi a me escutar e a me respeitar.
O que antes parecia uma falta,
Uma ausência,
Hoje é uma plenitude.
Eu me dei conta de que por muito tempo,
Eu busquei algo fora de mim,
Sem perceber que tudo que eu realmente precisava já estava dentro de mim.
A sensação de paz,
De equilíbrio,
De serenidade,
Essa sensação só surge quando aprendemos a ficar bem sozinhos,
Quando aprendemos a nos dar a nossa atenção,
O nosso próprio cuidado,
A nossa própria compaixão.
Eu percebo também que a vida é um fluxo,
Não é algo que podemos controlar ou planejar em sua totalidade.
Por mais que eu tenha tentado,
Por mais que eu tenha me esforçado,
A vida sempre segue o seu curso,
Com ou sem meu consentimento.
E o que eu aprendi foi a me render a esse fluxo.
Não no sentido de desistir ou de não agir,
Mas no sentido de aceitar que muitas vezes as coisas não vão acontecer da maneira como eu imagino,
E que está tudo bem.
Quando a gente para de lutar contra a vida e começa a se entregar ao que ela nos oferece com todo o seu mistério e imprevisibilidade,
Algo mágico acontece.
A gente começa a viver de forma mais fluida,
Mais leve.
Hoje a solitude me ensina muito,
Ela me traz paz e é nela que eu encontro o meu equilíbrio,
Eu encontrei dentro de mim a tranquilidade que tanto busquei em outros lugares.
Eu me tornei a minha melhor companhia,
Não porque eu sou perfeita,
Pois eu não sou,
Mas porque em todos os meus altos e baixos eu aprendi a me aceitar,
E com isso eu aprendi a respeitar o meu tempo,
O meu espaço,
Os meus limites.
Claro,
Ainda existem dias em que as dúvidas aparecem,
Em que as inseguranças surgem,
Mas agora eu sei como lidar com elas.
Eu sei que não preciso correr atrás de algo ou alguém para me sentir completa.
Eu sou o suficiente,
Eu sou inteira,
Eu sou a pessoa com quem eu vou passar o resto da minha vida,
E isso me dá uma paz imensa.
Hoje eu vivo de uma maneira mais consciente,
Mais presente.
Eu não busco mais a aprovação dos outros,
Nem vivo de acordo com as expectativas alheias.
Eu me permito viver do meu jeito,
No meu ritmo,
Respeitando meus próprios sentimentos e necessidades.
E quando me sinto pronta,
Quando minha energia está renovada,
É quando eu busco a companhia de pessoas que realmente agreguem algo positivo à minha vida.
Pessoas que respeitem a minha essência e que,
Assim como eu,
Saibam o valor da paz e da quietude interior.
Eu sou muito grata a tudo o que vivi,
A todas as lições,
A todas as quedas e reerguimentos,
Porque sem tudo isso eu não seria quem sou hoje.
E no fundo,
Eu sei que o tempo todo a vida esteve me ensinando a ser minha melhor companhia.
Agora,
Mais do que nunca,
Eu vivo com a certeza de que posso contar comigo mesma.
E isso é algo precioso,
Algo que antes eu nem sabia que precisava.
Hoje,
Sei que,
Ao aprender a estar bem comigo mesma,
Eu me tornei uma versão mais inteira,
Mais autêntica,
Mais livre.
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