14:27

Somos Galáxias

by Paula Beatriz Ribeiro

Rated
5
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
21

Meditação guiada de visualização da nossa própria galáxia. Um momento de exaltação da nossa mente, pela nossa essência, onde cabemos inteiramente e abrangemos cada parte do nosso corpo, cada sensação, cada emoção, cada sentimento e pensamento. Na galáxia infinita que somos, o nosso fogo de artifício arde continuamente e a cada nova cor, nova experiência, nova explosão de ligações no nosso cérebro, crescemos e expandimos. Fiéis à nossa essência, mas sempre em constante evolução.

VisualizationMeditationSelf AcceptanceSelf CelebrationCosmic ConnectionBody ScanDeep BreathingLetting GoGratitudeRelaxationPosture GuidanceHeart FocusLetting Go Of TensionInner VisualizationStar VisualizationGratitude For LifeFire VisualizationReturn To Present

Transcript

Bem-vindos a esta sessão de meditação.

Obrigada por se juntarem a mim,

Por reservarem este tempo para meditar em serenidade.

Convido-vos então a adotar a postura mais confortável para vocês neste momento,

Seja sentados ou deitados,

Lembrando a nossa intenção de manter uma postura desperta com a coluna direita em abertura a esta experiência.

Fazemos então uma respiração profunda,

Dá-mo-nos este espaço para respirar de forma deliberada,

Completa.

Como se a cada inspiração os segundos se alongassem e a cada expiração o tempo se prolongasse.

De olhos fechados ou semi-cerrados,

Como for mais cómodo para nós neste momento,

Observamos como todo o nosso corpo se acomoda.

Se liberta e se entrega aos pontos de contacto com a superfície.

A cabeça que abandona a tensão,

Na própria zona dos olhos as sobrancelhas que baixam,

As maçãs do rosto suavizam e o maxilar solta-se.

A própria língua descai,

Os tendões do pescoço relaxam e os ombros descaem suavemente,

Corpo e mente unidos,

Rendidos ao nosso momento,

Aqui e agora.

Notamos o sutil movimento do nosso peito,

O bater do nosso coração.

Sentimos-nos embalados pelo seu ritmo,

Tão vivo e tão gentil.

Acompanhamos a nossa respiração,

Deixamos que ela nos mostre o caminho entre o ir e o voltar,

Serenos,

Entregues.

Tudo em nós se permite estar inteiramente neste instante,

À medida que o resto do corpo mergulha,

Ainda mais num estado de relaxamento,

Onde toda a tensão se dissolve,

Desde a barriga,

Toda a zona lombar,

As nossas ancas,

Pernas,

Tudo desvanece e soltamos o que nos pesa.

Sentimos tudo cair pelos tornozelos,

Soltar-se pelos nossos pés.

Sentimos-nos talvez até um pouco mais leves e aqui,

No íntimo do nosso ser,

Vemos claramente como o nosso interior é tão vasto,

Como afinal,

A nossa consciência é indiscutivelmente espaçosa.

No escuro por trás do nosso corpo,

Atrás das nossas pálpebras,

Na nossa mente,

Não há sítios limitados,

Não há cantos apertados,

Nem posições difíceis.

Neste nosso lugar abrangente,

Não há desconforto,

Não há pressão,

Não há nada a forçar.

É uma escuridão tranquila,

Uma vastidão serena.

Cabemos assim completamente e abrangemos cada parte do nosso corpo,

Cada sensação,

Cada emoção,

Sentimento e pensamento.

Não é preciso carregar nada num fardo,

Pois percebemos que existe espaço para cada pedacinho de nós,

Do melhor ao pior,

Do passado ao futuro.

No presente,

Tudo cabe.

Não carregamos e,

Antes,

Abraçamos toda a nossa essência.

Livres de julgamento,

De expectativa,

Percebemos como nesta escuridão há centenas,

Milhares de pontos brilhantes.

Atentamos mais um pouco e vislumbramos milhares e milhares de estrelas neste escuro.

Na galáxia infinita que somos,

Multiplicam-se as nossas estrelas os pontos de energia que nos iluminam o céu que é a nossa mente.

Um brilho vivo,

Quente,

Que nos acalenta esperança.

Observamos mais atentamente e percebemos que todas essas estrelas são as nossas pessoas,

Quem nos quer bem,

Quem nos ama,

Quem nos recorda,

Quem nos sustenta.

As que podemos ver e as que já não podemos ver estão sempre connosco.

E outros tantos desses pontos brilhantes são todo o nosso próprio amor,

As nossas capacidades,

As nossas memórias,

Cada ponto de luz uma qualidade,

Um defeito,

Um destino.

Todos estão aqui.

Trazemos tudo isso dentro de nós.

Ficamos deslumbrados pela galáxia que se espelha em nós e cuja luz refletimos de volta,

Flutuando num mundo nosso de possibilidades infinitas.

Numa tranquilidade absoluta,

Deixamo-nos absorver neste céu estrelado.

Saboreamos esta sensação de comunhão.

Na galáxia infinita que somos,

O espetáculo de luzes é hipnotizante.

As estrelas são fulgurantes e as sensações explodem em nós como ao fogo de artifício.

De todas as cores,

De todos os feitios,

Vemos como se erguem pelo céu e explodem em alegria,

Em exultação.

Tudo brilha,

Desde o espanto ao receio,

Desde o amor à raiva,

À confiança e à desilusão.

É um fogo de artifício completo.

Somos tudo dentro de nós a dar-se permissão para se exprimir,

Para se erguer e dizer estou aqui.

Sobem rápido,

Tão rápido,

Pelo nosso céu e a panóplia de cores é deslumbrante.

Uma celebração de tudo o que nos compõe cada recanto,

Todos os pedacinhos em exaltação.

Apercebemos-nos encantados da nossa própria galáxia e sorrimos.

Somos estrelas,

Somos luz,

Somos puro fogo de artifício e damos-nos permissão para o ser.

Deixamo-nos ser avivados por esta existência completa,

Consciente,

Inteira.

A alegria é contagiante e ecoa por todo o nosso corpo.

O amor funde-se em cada célula do nosso ser e quase nos arrepia a pele,

Invoca-nos um sorriso aberto e sincero.

É tão maravilhosa a nossa galáxia.

É tão deliciosamente nossa.

O nosso fogo de artifício arde continuamente e a cada nova cor,

Nova experiência,

Nova explosão de ligações no nosso cérebro,

Crescemos e expandimos,

Fiéis à nossa essência,

Mas sempre em constante evolução.

Deslumbrados,

Subimos de braços abertos toda a experiência de quem somos.

Tentamos guardar esta sensação na nossa memória como que um tesouro ao qual podemos voltar.

Colocamos as mãos sobre o peito,

Deixamos que o amor em nós transborda.

A sensação de poder,

De esperança,

De capacidade permeia as nossas mãos,

Sentimos-nos fortes,

Seguros.

Relembramos como somos de facto feitos do pó de estrelas,

Como trazemos nas veias o ferro que explodiu algures no universo,

Correndo-nos no sangue um verdadeiro milagre.

A nossa galáxia é real.

Emergimos assim revigorados desta experiência relembrados da nossa galáxia de possibilidades infinitas.

Colocamos as mãos sobre a barriga e fazemos uma respiração profunda,

Inspirando pelo nariz e expirando pela boca.

Por agora,

O fogo de artifício terminou.

Sem problema algum,

Pois sabemos que ele continua a arder dentro de nós e que podemos sempre regressar.

Basta fazer a escolha e reativar uma explosão de mil cores.

Mexemos um pouco os dedos das mãos,

Os pés e abrimos os olhos,

Caso estivessem fechados.

Bem-vindos de volta e obrigada por estarem aqui hoje.

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Paula Beatriz RibeiroPortugal

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