13:24

Deixar A Luz Entrar

by Paula Beatriz Ribeiro

Rated
5
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
13

Meditação guiada para maior presença e poder de decisão sobre as influências que deixamos entrar no nosso universo pessoal. Tal como escolhemos o que beber, o que comer, sabemos a importância dessas escolhas para a nossa saúde. Também relembramos como é vital escolher que estímulos, informação, influências serão absorvidos pela nossa consciência. Tanto no mundo real como no mundo digital. Temos o poder de reorientar a nossa mente para o nosso bem-estar, escolher deixar a luz entrar na nossa vida, nas nossas partes mais ocultas. Permitir essa possibilidade de sermos tudo o que somos, ocupar todo o nosso espaço.

MeditationPresenceDecision MakingConsciousnessWell BeingBody ScanDeep BreathingNon Judgmental AwarenessPresent Moment AwarenessEmotional RegulationSelf CompassionVisualizationLight Visualization

Transcript

Bem-vindos a esta meditação.

Obrigada por se juntarem a mim aqui no SereniMedit.

De forma deliberada,

Hoje decidimos estar aqui num momento de respeito e cuidado interior,

Livre de julgamento.

Adotamos assim a postura mais confortável para nós,

Sentados ou deitados.

Podemos fechar os olhos ou simplesmente baixar o olhar.

Dizemos olá ao nosso corpo e fazemos uma inspiração profunda,

Libertando na inspiração toda a pressão que possamos trazer.

Observamos como o ar entra pelo nariz e nos preenche o peito,

A barriga e a inspiramos com vontade,

Soltando o ar pela boca,

Expulsando qualquer pequena irritação.

E repetimos mais uma respiração bem profunda.

Sabemos que se a qualquer momento ficarmos distraídos por outros pensamentos,

Não há problema,

Basta reorientar a atenção para a minha voz,

Sem julgamento,

Com gentileza.

Neste espaço seguro e tranquilo,

Reencontramos-nos com o nosso corpo,

Com este veículo que nos permite atravessar e experimentar a vida,

Como nos serve até neste simples propósito de estarmos aqui,

Nesta reflexão,

Nesta curta pausa.

E nesse sentido,

Orientamos a atenção para a base do corpo e observamos que sensações existem neste momento nos nossos pés.

Observamos a seguir as sensações nos tornozelos e avançamos para as pernas,

O que surge aqui.

Observamos então o nosso tronco,

Englobando a barriga,

O peito,

As costas,

Os braços,

As mãos,

Os ombros.

Lembrámonos de que é uma mera observação,

Não é obrigatório sentirmos nada,

Mas estamos aqui,

Agora,

E oferecêmonos este momento de escuta.

E subimos a atenção pelo pescoço,

O rosto,

Até o topo da nossa cabeça.

Deixámonos captar pelas nossas feições e até aprofundamos um pouco mais a atenção e notamos se temos uma axilar em tensão,

Se podemos soltar um pouco os lábios,

Relaxar os músculos também à volta dos olhos.

Permitimos-nos esta observação e também a libertação de qualquer tensão que nos possa trazer algum incómodo.

Voltamos a respirar profundamente,

Inspiramos pelo nariz,

Sentimos o ar que nos preenche e soltamos o ar pela boca num movimento lento e completo.

Deixámonos absorver pela nossa presença física,

Deixámonos sentir o próprio espaço que ocupamos aqui,

Neste momento.

Neste mundo tudo parece tão etéreo por vezes,

Tão passageiro,

Ora rápido,

Ora lento,

Mas esta casa que é o nosso corpo está sempre aqui,

No presente.

Podemos sempre regressar ao nosso corpo,

À nossa respiração,

Sempre presente,

Sempre a viver,

Momento a momento.

Nesta perceção física reconhecemos como partes deste corpo estão mais expostas,

Mais visíveis e outras mais ocultas,

Mais protegidas,

Seja pela posição em que estamos,

Sentados ou deitados,

Ou pela roupa e tecido que nos cobre,

Por acaso,

Neste momento.

Reconhecemos como esse estado de exposição ou ocultação acontece de forma aleatória umas vezes e outras vezes de forma intencional e assim acontece também com as nossas partes interiores,

As nossas emoções,

Sentimentos,

Disposição variam a cada dia,

A cada fase da nossa vida e varia também a nossa intencionalidade de os expor ou não ao mundo exterior.

Relembramo-nos desse poder que temos,

Dessas escolhas que podemos fazer,

Podemos expor o que sentimos ao exterior,

Mas,

Acima de tudo,

Podemos escolher o que deixamos entrar no nosso mundo interior.

Tal como escolhemos o que beber,

O que comer e sabemos a importância dessas escolhas para a nossa saúde,

Também relembramos como é vital escolher que estímulos,

Informação,

Influências serão absorvidos pela nossa consciência,

Tanto no mundo real como no mundo digital.

É um dos nossos grandes poderes,

Mesmo quando parece que a vida nos acontece e que os eventos se sucedem e nos fazem tropeçar no caminho.

Tal como temos o poder de regressar ao nosso corpo e à nossa respiração,

Temos o poder de reorientar a nossa atenção para o presente,

Para o nosso bem-estar.

Não significa fugir nem evitar as sombras deste mundo,

Significa antes encarar as situações pelo que são e empreender a ação deliberada de procurar as luzes no caminho,

De procurar as alternativas,

De nos abrirmos ao facto de não sabermos tudo e da existência de infinitas possibilidades neste nosso universo.

Podemos cultivar o hábito de deixar a luz entrar na nossa vida,

Nas nossas partes mais ocultas,

Permitir essa possibilidade de sermos tudo o que somos,

Ocupar todo o nosso espaço,

Destapar pedacinhos que talvez nos incomodem,

Nos confundam,

Que nos possam pesar e trazê-los à luz do dia,

Observá-los de todos os ângulos,

Sem julgar,

Sem recriminar e indagar se não poderemos descobrir algo novo,

Se há luz,

Afinal esses pedacinhos até podem brilhar.

Não somos estáticos,

Não estamos presos a definições nem passados,

Somos maravilhosamente plásticos e mutáveis e podemos escolher viver mais,

Deixar a luz entrar nos recantos deste corpo,

Desta nossa mente e encontrar tesouros que trazemos escondidos,

Inspiramos profundamente,

Sentimos o ar a ocupar o nosso espaço e expiramos deliberadamente,

Sentimos-nos leves e ficamos aqui um pouco e imaginamos como será deixar a luz entrar com este ar que respiramos.

No nosso próprio tempo,

Com calma,

Regressamos ao nosso espaço,

Movendo o corpo com gentileza e abrindo os olhos se os tínhamos fechado.

Obrigada por estarem aqui hoje.

Boas práticas!

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Paula Beatriz RibeiroPortugal

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