Bem-vindos a mais uma meditação e hoje vamos voltar ao corpo,
Libertar a tensão e sentir uma paz real.
Vamos a isso?
Começa por encontrar uma posição confortável,
Sem tentar esforçar o relaxamento.
Não preciseis de fazer nada especial agora,
Nem de atingir nenhum estado,
Porque só estar aqui já é suficiente.
Fecha os olhos suavemente e permite-te chegar como se estivesse a regressar a um lugar onde já estiveste,
Mas que foste deixado para trás.
Sente o peso do teu corpo,
O peso real,
Mas não imagines,
Não cries,
Apenas sente.
Sente o contato com o chão,
Ou com a cadeira,
Ou com o apoio que te sustenta.
O teu corpo está apoiado,
Não está a cair,
Não está perdido,
Ele está aqui.
E sem mudares nada ainda,
Leva a tua atenção à cabeça,
Sente o peso do crânio,
Como se pela primeira vez a tua cabeça deixasse de ser só pensamentos e começasse a ser corpo.
Sente a pele do rosto,
Os olhos dentro das órbitas,
A língua pousada dentro da boca e talvez percebas que não precisas de parar os pensamentos,
Basta sentires a cabeça como parte do corpo e aos poucos algo começa a abrandar,
Agora deixas a atenção descer lentamente para o tronco,
Sem tentares relaxar,
Só sentir e à medida que colocas a tua atenção no abdomen,
Consegues reparar se ele se move ou está preso,
Não tentes corrigir,
Só observa.
Agora deixa a respiração acontecer de forma um pouco mais consciente,
Inspira suavemente pelo nariz e solta pela boca,
Sem pausas,
Sem esforço,
Deixa o ar entrar e enquanto respiras dá espaço ao abdomen,
Como se ele não precisasse de estar contraído,
Como se pudesse simplesmente existir,
Agora sobe ao peito,
Consegues perceber se há espaço ou há contenção,
Talvez sintas uma pressão leve ou até nada e está tudo bem,
Respira dentro do peito,
Sem forçar a abertura,
Sem querer mudar,
Só permitir e agora às costas,
Sentes essa parte do corpo que quase nunca sentes,
Mas que está sempre lá a sustentar-te.
Senta o apoio,
Senta o contato,
Como se houvesse algo por detrás de ti a segurar e a pouco e pouco o teu tronco deixa de ser tensão acumulada e começa a ser espaço,
Agora leva a tua atenção aos braços.
O peso dos braços,
As mãos,
Os dedos,
Não tens de fazer nada com eles,
Só sentir e talvez percebas que muita da tua ação vem daqui,
Mas agora não há nada para fazer e isso por si só já liberta.
Agora às pernas,
O contato com o chão,
O suporte,
As pernas não precisam de ir a lado nenhum,
Só precisam de estar.
Podes sentir a tensão das pernas,
A diferença entre a perna direita e a perna esquerda,
Sem tentar alterar,
Continua a observar.
Poucos,
Sem esforço,
Começas a sentir o corpo como um todo,
Os membros,
Já não como partes separadas,
Mas como um único espaço contínuo,
Um corpo inteiro,
Presente,
Não fizeste nada de extraordinário,
Mas talvez estejas mais aqui do que estavas antes,
Mais dentro,
Mais presente,
E isso muda tudo.
Fica mais alguns instantes neste estado simples,
Sem procurar mais,
E quando estiveres pronto,
Começa a trazer pequenos movimentos,
Abre os olhos,
Devagar,
Ao teu corpo inteiro,