
Liberta a Resistência e Confia no Teu Crescimento
by Rui Martins
Nesta meditação guiada, convido-te a explorar com presença aquilo que muitas vezes bloqueia o teu avanço: a resistência. Essa força subtil que se manifesta como dúvida, cansaço ou distração… mas que, na verdade, esconde um medo antigo de largar o conhecido. Através de respiração conectada e consciente (CCB) e de uma visualização profunda, vais ser guiado(a) a reconhecer onde estás a resistir — não para combater essa resistência, mas para a ouvir… e libertar com compaixão. Esta prática foi criada para te ajudar a abrir espaço dentro de ti, restaurar a confiança e permitir que o teu corpo, mente e energia se alinhem com o teu próprio processo de crescimento. Ideal para momentos em que sentes que estás perto de mudar… mas algo te trava por dentro.
Transcrição
Vamos começar por sentir a nossa respiração,
Só sentir,
A ver como é que ela se encontra,
Se ainda está muito ativa do nosso dia a dia,
Ou se já conseguiram que ela relaxasse,
Acalmasse.
Vamos começar por sentir o caminho da respiração,
Do ar a passar,
À medida que inspiramos,
Sentimos o ar a entrar pelas narinas,
Passar pela traqueia,
Chegar aos pulmões,
Tentar perceber aqui que áreas do nosso corpo mostram mais resistência,
À medida que eu inspiro.
O que é que para mim é mais difícil?
A zona da barriga ou a zona do peito?
Aquelas zonas onde eu tenho que fazer um pouco mais de esforço,
À medida que inspiro.
Ao mesmo tempo vou denotando também as áreas do meu corpo que sinto mais dificuldade quando expiro,
Quando liberto o ar dos pulmões,
Da minha barriga e do meu peito baixo.
O ar passa pela garganta,
Sai pela boca ou pelo nariz neste momento.
Tentar perceber se faço alguma resistência para libertar o ar.
O ar naturalmente por uma questão de pressão ele sai de uma vez só,
Mas muitas das vezes tentamos controlar essa cidadade,
Tentamos controlar aquilo que quase que é incontrolável.
Então à medida que eu deito o ar fora,
Vou libertando,
Sem esforço,
Como se quisesse libertar tudo aquilo que não faz parte do tempo presente,
Tudo aquilo que não faz parte do aqui e do agora,
Focando apenas em minha mente,
A minha consciência e no meu corpo e neste momento na minha respiração.
Eu vou tentar perceber que áreas mais afastadas dos meus pulmões possa sentir também alguma resistência,
Alguma pressão.
Será que é a zona dos meus pés,
À volta dos tornozelos?
Tentar perceber com a respiração se o ar flui livremente para os meus pés ou não.
Mais acima um pouco,
Na zona das canelas.
Os meus gêmeos atrás.
Como se fizesse um scan à volta de toda a minha perna.
Tentar perceber se há alguma sensação de pressão ou rigidez.
Posso também sentir as minhas pernas cansadas e o ar parece que circula muito debilmente para esta zona.
Mais acima nos joelhos,
À frente das rótulas,
Atrás.
Ou até talvez na zona das coxas,
À frente.
Tentar perceber se sinto alguma pressão nos meus membros inferiores.
Se sinto o cansaço do dia.
Sem tentar alterar,
Sem tentar modificar,
Sem tentar julgar.
Eu vou apenas ter consciência daquilo que se passa nos meus membros inferiores.
Mais um pouco acima,
Na zona pélvica.
Atrás,
Nas nádegas,
Nas ancas.
Na zona atrás,
O sacro,
Também ligado a esta zona das ancas.
Será que sinto alguma pressão?
Esta zona tem muito a ver com as minhas necessidades básicas,
As minhas emoções.
Será que eu tenho que reprimir algumas emoções?
Será que eu sinto algum desconforto,
À esquerda ou à direita?
Ou mais acima no umbigo,
Um pouco mais acima até,
Na zona do plexo.
Posso até sentir alguma pressão.
Como que se fosse um bloqueio,
Algo que não me deixa andar para a frente,
Seguir o meu caminho.
Posso sentir até alguma falta de força geral.
Então esta zona torna-se rígida,
Comprometida até.
Ou mais acima no meu coração.
Na zona do meu externo,
Do meu peito,
Dos meus seios,
Ou os meus ombros,
Ou maopladas,
Toda esta região.
Pode trazer alguma tristeza,
Alguma angústia,
Ou até alguma perda,
Alguma infelicidade.
Ou às vezes até alguma felicidade reprimida.
Um pouco mais acima,
Nos meus ombros.
Será que eu carrego alguma pressão?
Alguma responsabilidade que não é minha,
Que eu carrego ao longo deste tempo todo?
Ou a zona da minha cabeça?
A zona das fontes?
Às vezes posso sentir alguma drumencia à frente,
Na testa?
Alguma pressão em cima,
Na cabeça,
Na zona da coroa?
Alguma dificuldade que eu possa sentir em relação a mim próprio?
Aquilo que eu acredito naquilo que eu consigo fazer?
E o quanto eu consigo fazer?
E aos poucos e poucos,
Vou entrando na minha respiração,
Consciente e conectado.
Começando a respirar através da boca para a minha barriga.
E depois a deitar fora num só sopro através da boca.
Continuo no meu ritmo.
Pode ser até um pouco desconfortável.
Mas eu vou mantendo a técnica.
Sem grandes pressões.
Eu dei aqui a sentir em profundidade.
Toda a minha barriga a expandir,
E depois o peito,
E largar num sopro só.
Libertar tudo aquilo que não nos faz parte do aqui e do agora.
Libertar tudo aquilo que nós já não queremos carregar,
Aquilo que já não nos faz sentido.
Eu entro cada vez mais em ligação com o meu próprio corpo.
Deixo a minha mente descansar só por um momento.
Dizendo-lhe que estou num espaço seguro.
E a segurança que a minha mente quer.
Então eu dou-lhe essa segurança.
Aqui estás segura.
Estás confortável.
E podes deixar o corpo falar desta vez.
E continuo a minha técnica,
No meu ritmo.
Vou diminuindo as pausas.
Mas sem grande rapidez.
Apenas em grande profundidade.
Tento encontrar o meu ritmo.
Pode parecer um pouco desconfortável no início.
Posso até obrigar o meu corpo.
A fazer esta técnica no início.
Mas está tudo bem.
É apenas a maneira de encontrar aquilo que é confortável para mim.
A entrar mais no meu corpo.
E a sair mais da minha mente.
A minha técnica.
Sempre no meu ritmo.
Sempre.
Sempre respeitando o meu corpo.
Dizendo à minha mente que está tudo bem.
Podes expressar,
Podes deixar o corpo falar por si.
Se calhar o corpo já aguarda algumas sensações que já tem muito tempo.
Algumas sensações que já deviam ter sido expressas e não foram.
Por medo.
Por receio.
Ou até por culpa.
Continuo cada vez mais em profundidade.
Agora chegou a hora de libertar tudo aquilo que não faz parte.
Tudo aquilo que o meu corpo quer exprimir.
Eu deixo de sair.
Pode ser um grito,
Um choro.
Pode até ser um movimento involuntário de algum dos meus membros.
Pode ser um abanar.
Pode ser até um bucejar ou um espreguiçar.
Algo que seja aquilo que o meu corpo quer.
Neste momento.
Só mais um pouco.
Ir ao meu ritmo.
Se vir alguma sensação,
Posso acolhê-los.
Se surgir algum desconforto,
Dê-lhes espaço.
Se aparecer alguma emoção,
Deixe-a fluir.
A tua resistência pode tentar esconder-se neste momento.
Pode surgir como um cansaço,
Uma distração,
Até uma impaciência.
Mas tu escolhes continuar.
Respira.
Fica.
Mantenha este ritmo só por mais alguns instantes.
Como se estivesse a abrir janelas dentro de ti.
Janelas que estavam fechadas há muito tempo.
E agora recebem ar novo.
Espaço novo.
Possibilidades novas.
Inspira.
Expira.
Sem parar.
Sem julgar.
Só respirar.
Hora de exprimir.
Trazer ao de cima.
Deixa sair.
Deixa sair a emoção.
Tudo bem.
Este é o teu espaço.
Este é o teu momento.
E agora,
Suavemente,
Comece a deixar o ritmo da respiração voltar ao seu fluxo natural.
Mais calmo.
Mais silencioso.
Mais repousado.
Permanece neste estado de presença e abertura.
Porque agora vais iniciar uma viagem interior.
Agora que a respiração te abriu por dentro,
Comece a imaginar que estás a descer.
Como se estivesse a entrar num lugar mais profundo de ti.
Uma camada abaixo do que costumas visitar.
Podes visualizar uma escadaria suave ou um caminho em espiral.
E a cada passo que dás vais entrando num estado mais tranquilo.
Mais sensível.
Mais autêntico.
Lá embaixo,
Nesse espaço interior,
Existe um lugar onde guardas tudo o que resiste.
Tudo o que resiste à mudança,
Ao crescimento,
Ao novo.
Permite chegar a esse lugar Talvez revele como que uma sala escura ou até uma paisagem pesada.
Ou então até uma tensão física localizada no corpo.
Não importa como ela parece.
Apenas observe.
Repara.
Há algo aí dentro que está a lutar para manter o que já conheces.
É a resistência.
Aquela parte tua que acredita que é mais seguro não avançar.
Talvez sintas de novo a pressão no peito ou então até uma rigidez no estômago.
Um aperto subtil ou até uma névoa emocional.
Permite escutar essa resistência.
Sem te quereres livrar de ela ainda.
Só reconhecê-la.
Como quem encontra uma criança assustada e a acolhe com ternura.
Pode até perguntar-lhe em silêncio.
O que é que está a tentar proteger em mim?
O que é que ainda não te sentes pronto para deixar?
O que receis que aconteça se eu crescer?
Se eu mudar?
Ou se eu avançar?
Fica atenta ao que surgir.
Pode ir uma mensagem,
Uma frase,
Uma emoção antiga.
Confia que tudo o que aparece é o que precisa de ser olhado hoje.
Não há nada para resolver agora.
Só a reconhecer.
Porque quando reconhece a resistência ela começa a dissolver-se.
E nesse estado de presença,
De escuta,
Vamos entrar em breve num processo de soltar essa defesa antiga.
Mas com respeito,
Com compaixão e com verdade.
Permanece nesse lugar interior onde encontraste a resistência.
Onde observaste-a.
Onde te aproximaste dela com respeito.
E ora imagina que essa resistência começa a mudar de forma.
Como se aquilo que era denso,
Rígido,
Começasse a abrir espaço.
A suavizar.
A derreter por dentro.
Não porque estás a forçar,
Mas porque estás a permitir.
Imagina agora que colocas essa resistência numa espécie de recipiente energético.
Pode ser uma esfera de luz,
Ou uma nuvem translúcida,
Ou até as tuas próprias mãos a segurarem na contornura.
E agora diz-lhe em silêncio.
Obrigado por me teres protegido até aqui.
Mas agora,
Já não preciso que carregues esse peso.
Estou pronta para crescer e confio que posso fazê-lo em segurança.
Visualiza essa energia elevar-se como se estivesse a ser levada por algo maior.
Pelo vento,
Pela luz,
Pela inteligência do universo.
Vê-a afastar-se suavemente,
De forma natural,
Sem esforço.
E sinta o espaço novo que fica dentro de ti.
Agora com esse espaço mais leve,
Mais livre,
Começamos a semear novas verdades no teu subconsciente.
Permite receber cada sugestão como uma semente de transformação.
É seguro para mim avançar.
Eu cresço com leveza e confiança.
Liberte-se do que já não preciso e abre-me algo que me espante.
A minha resistência transforma-se em coragem.
Deixa que essas frases vibrem dentro do teu corpo,
Como se fossem echos suaves que se espalham pelas tuas células.
E sentes uma nova energia a despertar.
Uma energia de movimento,
De permissão,
De aceitação.
Agora já não és refém da resistência.
És o teu próprio espaço seguro.
Capaz de sentir medo e mesmo assim escolher avançar.
Mantém-te neste estado de abertura.
Trás contigo a leveza,
A liberdade de quem escolheu soltar.
Respira fundo agora,
Como se quisesses consolidar tudo o que viveste nesta jornada interior.
Respira com consciência,
Com suavidade,
Com gratidão.
Agora agradeço o meu corpo à minha mente por me terem permitido manifestar as minhas emoções.
Por me terem permitido ter consciência daquilo que se passa dentro de mim.
À minha mente por ter baixas guardas para me deixar entrar mais profundo.
E ao meu corpo por ter manifestado aquilo que há muito tempo queria manifestar.
Posso colocar a minha mão no coração ou simbolicamente e vou começar a pensar numa emoção feliz,
Numa memória que tenha trazido felicidade.
Pode estar mais presente ou pode estar mais no passado,
Não faz mal.
O que interessa é não pensar muito e agarrar a primeira memória de felicidade que nos venha à cabeça.
Deixe-me sentir essa memória.
Sentir no meu corpo a sensação de felicidade,
De amor.
Aquilo que eu senti na altura e aquilo que eu não quero esquecer.
É uma sensação e uma emoção forte no meu coração como que se aquecesse.
Até posso visualizar uma luz que começa a crescer dentro do meu coração à medida que a memória começa a se tornar cada vez mais vívida,
Cada vez mais detalhada.
Eu vejo o quanto foi bom e o quanto é bom recordar esta memória.
E aos poucos e poucos começo a sentir esta memória a espalhar-se desde o meu coração para todas as minhas células do meu corpo.
Começa a expandir,
A abrir como que um círculo e vai expandindo todo o meu corpo,
Todas as minhas células,
Trazendo uma sensação de felicidade,
Uma sensação de proteção,
De amor,
De conforto.
Sem tentar alterar,
Sem tentar modificar,
Estou apenas grato por tudo aquilo que eu experienciei hoje,
Aqui e agora.
Mais uma vez,
Tudo aquilo que o meu corpo permitiu-me manifestar.
Reconheço agora que este momento tenha sido um marco no meu processo.
É uma escolha silenciosa,
Mas poderosa.
Não resistir mais a mim mesmo.
Agora,
Aos poucos e poucos,
Começa a trazer a tua atenção ao teu corpo físico.
Começamos a voltar,
Sentindo os pés,
As mãos,
A superfície onde me acolho,
O ar da sala onde me encontro.
Posso começar a mover devagarinho,
Posso querer ter a alongar os meus braços ou as minhas pernas,
Rodar os ombros ou simplesmente respirar mais profundamente.
Permite que tudo foi a libertade e que se entregue com leveza,
Sem pressa.
Sabendo agora que a transformação já começou,
Mesmo que não sintas logo,
Confia.
Podes dizer a ti mesmo,
Eu escolho avançar,
Eu escolho confiar,
Eu escolho crescer com verdade.
Se quiseres,
Podes abrir os olhos ou deixar-te um pouco mais.
Posso trazer contigo o estado de presença,
Como que uma semente viva que vai crescer nos teus dias.
A tua resistência não é o inimigo,
É uma parte do que hoje começou a descansar.
Conheça seu professor
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