Meditação,
Loving Kindness.
Hoje vamos fazer uma prática meditativa,
Sempre com uma boa bondade em relação a nós mesmos.
Sabemos que muitos dos comentários negativos para connosco,
E mesmo internamente,
Começam desde a nossa infância.
Infelizmente as crianças recebem,
Ao longo da vida,
Muitas imagens negativas sobre si próprias.
E essas imagens podem vir dos pais,
Dos professores,
Dos amigos,
Dos colegas e até dos meios de comunicação.
Geralmente isto leva a padrões competitivos e a elevados índices de autocrítica.
Está provado que este tipo de práticas,
De Loving Kindness ou de amor-bondade,
Fomentam e cultivam a aceitação e a compaixão,
Tanto por nós próprios como pelos outros.
Este é um tipo de prática que nos faz sentir bem e que nos ajuda a desenvolver essa mesma aceitação e compaixão,
Tanto por nós como pelos outros.
Sendo de salientar que este tipo de práticas começa sempre e primeiro por nós mesmos,
Por nós próprios.
Vamos então começar por adotar uma posição confortável,
Que pode ser sentada ou deitada.
Uma posição que nos permita estar atentos e simultaneamente descontraídos.
Fazemos algumas respirações mais profundas,
Mais prolongadas,
De forma a que o corpo esteja bem presente neste momento,
Aqui e agora.
E podemos fechar os olhos ou sem encerrar os olhos,
O que for mais confortável para cada um.
Podemos colocar uma ou ambas as mãos sobre o nosso coração,
Ou sobre qualquer outra parte do corpo que sintamos que está a necessitar desse conforto,
E dando-nos algum tempo para sentirmos o toque da mão ou o toque das mãos.
Lembrando que este gesto serve para trazer a nossa atenção,
Sobretudo esta atenção de forma afetuosa,
Para esta prática,
Para esta experiência,
Para cada um de nós.
Vamos agora imaginar que há alguma bondade,
Ou mesmo algum calor,
Que passa da mão ou das mãos para o nosso corpo,
Suscitando-nos uma sensação positiva.
Vamos agora levar a nossa atenção para todo o corpo,
Notando que sensações é que surgem.
É possível que haja alguma zona que nos chame mais a atenção,
É possível sentirmos mais pressão em determinada parte do corpo,
Seja pela nossa posição,
Ou é possível simplesmente sentir algum tipo de tensão.
Acima de tudo,
Damos tempo para sentirmos o que estamos a sentir.
Vamos agora focar a nossa atenção nas sensações de respiração do nosso corpo,
Sentindo o corpo a respirar,
A inspirar e a expirar.
Tanto quanto a do rito da nossa respiração,
Sentindo esse movimento natural da nossa respiração.
Podemos inclusive,
Se desejarmos,
Deixarmos-nos passar por este movimento natural da respiração.
Vamos agora trazer a nossa atenção para as palavras,
Com palavras de bondade,
Com paixão,
E focando a nossa atenção precisamente nas palavras,
Oferecendo-nos desejos,
Como se sussurrássemos ao ouvido de alguém de quem gostamos muito.
Palavras como que eu seja feliz,
Que eu tenha paz,
Que eu tenha saúde,
Que eu esteja seguro.
Vamos utilizando palavras que nos falem diretamente com o nosso coração.
Palavras profundas,
Simples,
Verdadeiras e bondosas.
Palavras essas que aterrem no interior,
No nosso interior,
Como se tomássemos a sussurrar ao ouvido de alguém de quem gostamos.
Que eu seja feliz,
Que eu tenha saúde,
Que eu esteja em paz.
Vamos deixando que as palavras passem pela mente e vamos saboreando o seu significado.
Ou podemos,
Talvez,
Utilizar outras palavras.
Que eu seja carinhoso para comigo,
Que eu me aceite tal como sou,
Que eu possa começar a aceitar-me tal como sou.
As palavras que vamos escolhendo são palavras bondosas,
Compassivas,
E à medida que as vamos utilizando,
Vamos sentindo a sua importância e o seu significado,
Permitindo,
Se pretendermos,
Que as palavras nos enjam a nossa essência.
Se precisarmos de nos sentir seguros,
Então,
Permitimos receber esse desejo,
Que eu esteja seguro.
E à medida que vamos usando as nossas palavras,
Vamos tendo em atenção dois pormenores,
De forma a que as palavras respondam a duas questões.
A primeira,
Que é que eu preciso realmente de ouvir?
E a segunda,
Que se tivesse de ouvir alguma coisa,
Todos os dias,
Para o resto da nossa vida,
O que é que seria?
Abrindo-nos a essa questão,
Vamos deixar que as palavras surjam na nossa mente,
Dando-nos o que precisamos de ouvir,
Neste momento.
Se houver algo mais que precisemos de ouvir,
Então colocamos a segunda questão.
O que é que precisamos?
O que é que realmente precisamos,
Neste momento?
Se pudéssemos sussurrar o que é que realmente precisamos,
O que é que iríamos sussurrar no nosso próprio ouvido?
Permitimos-nos saborear essas palavras?
E agora?
Apenas?
Agora?
Neste momento?
Vamos libertar todas as palavras,
Deixando-nos descansar na nossa própria experiência,
Sentindo o que estamos a sentir,
Deixando-nos ser o que somos,
Sabendo que podemos regressar a esta prática sempre que precisarmos.
E,
Quando estivermos preparados,
Abrimos suavemente os olhos,
Terminando esta prática.