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Como Tirar Suas Metas do Papel

by Pra Mim Eu Digo Sim

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Estamos em busca de ir atrás daquilo que queremos. Mas como resolver agir e concretizar tudo o que está em nossas mentes? Pra tomar coragem e refletir sobre como tirar nossas metas do papel, conversamos com Natália Santoianni, que tem ajudado muitas pessoas nesse caminho. Ouça nosso bate-papo, e entenda como se livrar dos julgamentos e ter mais clareza do que precisa para tornar o que você deseja, realidade.

Transcrição

Quantos projetos ou ideias você já teve,

Mas que nunca colocou em prática ou então acabou abandonando?

Na maioria das vezes,

Muita gente sente dificuldade em avançar até que seus planos se concretizem.

Mas por que sentimos essa dificuldade?

Medo,

Insegurança,

Falta de foco,

Ânimo e clareza,

Já aconteceu com você?

Hoje temos acesso a uma quantidade de informações como nunca visto,

Mas será que isso nos ajuda ou acaba nos confundindo?

Eu sou Júlia Guarnieri e eu sou Bárbara Duse e este é o Pra Mim Eu Digo Sim Podcast.

Hoje vamos falar sobre como ter clareza te ajuda a concretizar seus planos,

De que forma geralmente as pessoas se sabotam,

Como não deixar que o medo de falhar te impeça de tentar metas possíveis e planejamento.

E para isso a gente vai conversar com a Natália Santoriani,

Que trabalha como mentor e coaching de mulheres e acredita que quando temos clareza de quem somos,

Tudo fica mais fácil.

Oi Nath,

Obrigada por estar aqui hoje,

É um prazer te receber.

Eu sei que antes você trabalhava no mundo corporativo e em algum momento você resolveu criar o seu negócio próprio e passou a ajudar as pessoas com seus projetos e metas.

Como que foi para você esse processo?

Como que você fez a transição?

Oi meninas,

Primeiro de tudo,

Muito feliz em estar aqui nesse projeto lindo de vocês,

Muito honrada e vamos lá contribuir com a galera que está ouvindo a gente.

Então,

Como as meninas falaram,

Eu já trabalhei no mundo corporativo,

Eu sou formada em administração e em design,

Então vim de um mundo onde era mais focado em empresas,

Em resultado,

Marketing e trabalhava também,

Cheguei a trabalhar em multinacionais,

Então é uma pegada bem diferente do que eu trabalho hoje e é engraçado porque se me falassem há alguns anos atrás que hoje eu seria empreendedora,

Que trabalharia com desenvolvimento humano,

Com mulheres,

Que eu não acreditaria me expondo nas redes sociais,

Eu nunca acreditaria,

Mas essa jornada acabou me levando a chegar até aqui,

Então depois de um tempo trabalhando nessas multinacionais eu comecei a me questionar,

Teve um momento em que eu não me via mais fazendo aquilo ali por muito tempo,

Eu não me sentia realizada,

Eu comecei a sentir um vazio e por ter me formado tanto em administração como em design,

Ter trabalhado além de multinacionais também,

Agências de publicidade,

Na minha cabeça era assim,

Não,

Eu já tentei de tudo e eu não vou me sentir mais realizada em nada,

Eu vou estudar para concurso porque o que importa no fim das contas é eu ter qualidade de vida,

Naquele momento eu atribuí a qualidade de vida,

A estabilidade financeira e fui estudar para concurso,

Só que não foi uma escolha de dentro para fora,

Sabe,

Foi muito mais porque eu me vi perdida ali e naquele momento não se falava tanto em autoconhecimento quanto se fala hoje,

Então assim,

É muito importante esse debate que está tendo,

O projeto de vocês também vem muito trazer isso,

Então isso é muito importante para a gente trazer essa clareza de quem a gente é,

Então naquele momento lá atrás eu não tinha clareza de quem eu era,

Do que eu queria,

Então estava tomando as escolhas muito mais pelo externo,

Pelo que normalmente as pessoas fazem e aí nesse processo eu comecei a me cobrar demais,

Fiquei ansiosa,

Me cobrando muito,

Eu ter um resultado,

Ter um status,

Então eu estava ali estudando para concurso e eu queria,

Me comparava com as outras pessoas e queria ter um resultado que naquele momento eu ainda não estava tendo,

E acabou que eu me cobrei demais nesse processo e fui me anulando,

Fui deixando de sonhar,

Fui deixando de sonhar e a partir desse processo que eu fui tendo uma ansiedade muito forte,

Comecei a sentir falta de ar,

Etc,

Eu,

Opa,

Alerta vermelho né,

Deixa eu entender o que está acontecendo aqui comigo,

Porque eu nunca tinha sentido isso antes,

Inclusive foi muito novo,

Então essa foi basicamente,

Foi o meu chamado vai,

Se fala muito em chamado né,

No autoconhecimento e eu acredito muito assim que essas coisas que acontecem na nossa vida,

Seja de ansiedade ou seja de outras questões mais profundas acaba tendo só um chamado para gente ter essa clareza de quem a gente é e entender o que a gente está trilhando,

Então a partir daí eu fui buscar o meu próprio autoconhecimento,

Fui me entender,

Fui buscar o que é que eu realmente queria e aí eu entrei nesse mundo do desenvolvimento humano,

Conheci o mercado do coaching,

De consultoria,

De mentoria,

De desenvolvimento humano de forma geral,

Psicologia positiva e hoje eu estou aqui,

Basicamente,

Resumidamente se eu fosse falar,

Foi isso que me ajudou hoje,

Fazer o que eu faço.

Entendi Nath,

E assim,

Quanto tempo que você ficou nesse processo,

Você acha de,

Até você descobrir,

Ter mais clareza do que você queria,

Você tem noção mais ou menos de quanto tempo durou isso?

Tenho,

Tenho sim,

Ó,

No período que eu estava estudando para concurso,

Que eu posso dizer que foi tipo assim,

Ai,

Não sei o que eu vou fazer da vida,

Vou estudar para concurso,

Eu fiquei 3 anos estudando e aí foi mais ou menos nos 2 anos e meio que me deu essa crise de ansiedade e aí eu fiquei uns 6 meses nessa busca para descobrir o que é que realmente faria sentido para mim e aí eu entrei para o mundo do desenvolvimento humano.

Então,

O que é que eu vejo hoje?

Se lá atrás,

Ao invés de eu tomar a decisão de que,

Ai,

Vou estudar para concurso,

Já que eu não sei o que fazer,

Eu fosse me descobrir de verdade,

Tudo foi muito rápido.

Então,

No processo de autoconhecimento,

Quando começou para eu encontrar a luz no fim do túnel,

Foi mais ou menos uns 6 meses,

Tá?

E aí,

Hoje,

Eu estou há 3 anos empreendendo.

Então,

Isso faz o que?

Uns 3 anos e meio.

O que eu posso dizer,

Assim,

Quando eu descobri esse mundo do desenvolvimento humano,

Comecei a ir a treinamento de inteligência emocional,

Passei por processos de coaching e tudo mais,

Eu disse,

Caramba,

É isso e,

Tipo,

Eu vi onde estavam os meus erros de tomar escolhas ou tomar um rumo para a minha vida que não fazia sentido para mim,

Eu disse,

Caramba,

Quantas outras pessoas também não estão vivendo a sua vida pautada nos outros,

Né?

Nesse olhar externo,

Sem saber o que é que elas realmente querem.

Então,

Esse meu despertar para ver que várias coisas da minha vida estavam desalinhadas por simplesmente eu não saber quem eu era me ajudou também a olhar para alguma coisa que realmente fazia sentido para mim.

Pronto,

Fez o meu olho brilhar.

Então,

Uma coisa que eu tinha perdido foi esse brilho nos olhos,

Porque no começo,

Quando comecei a trabalhar em multinacionais,

Eu era muito,

Sabe aquela pessoa que veste a camisa da empresa?

Eu era muito essa pessoa e,

Com o passar do tempo,

Eu fui perdendo isso.

Então,

Como eu perdi isso,

Eu achei que nunca mais eu iria me realizar.

Então,

Ter esse brilho nos olhos de novo foi o que fez eu dizer,

Não,

Beleza,

Me encontrei.

Claro que esse processo de autoconhecimento nunca acaba,

Né?

Então,

Cada vez que a gente se conhece mais,

A gente vai galgando novos degraus,

Né?

Então,

Essa questão da clareza.

Por que é tão importante a gente entrar em movimento?

Porque a gente nunca vai ter clareza 100% de tudo,

Como,

Às vezes,

A gente gostaria,

Né?

Então,

Às vezes,

Quando a gente está em busca de novas direções ou de novos caminhos para a gente,

Eu vejo muitas pessoas travarem porque elas não têm essa clareza 100%,

Sendo que a gente só vai ter uma clareza maior quando a gente dá os nossos passos.

Então,

Por exemplo,

Quando eu decidi fazer a minha formação em coaching,

Um pouquinho antes,

Eu disse,

Poxa,

Será que é isso mesmo que,

Pô,

Eu vou querer trabalhar com isso para o resto da vida?

Será que,

Sabe?

Mas eu tinha que ir,

Eu tinha que fazer para depois entender se era aquilo ou não.

Claro que a gente vai sair fazendo as coisas aleatoriamente,

Né?

A partir dali,

Eu já tinha algum autoconhecimento e vi que fazia sentido para mim,

Mas é uma descoberta que a gente vai trilhando.

Então,

Por exemplo,

Naquele começo,

Eu trabalhava só com coaching,

Hoje eu trabalho com mentoria também,

Porque eu tenho minha própria jornada,

Fui ganhando experiência,

Tirei o meu projeto do papel e hoje eu consigo também ajudar outras pessoas a tirarem seu projeto do papel,

A empreenderem,

Viverem do que amam.

Então,

Nunca tem um ponto final nessa jornada do autoconhecimento,

Mas tem o quê?

Tem uma base para a gente tomar decisões mais assertivas.

Então,

A cada momento,

A gente vai ir se conhecendo,

Né?

É assim que eu enxergo,

Pelo menos.

Não,

E assim,

Ouvindo você falar sobre esse processo de transição de carreira,

Parece ser uma coisa muito factível e quando eu penso em termos de clareza de quem somos,

Do que gostamos,

O que faz bem,

O que não faz,

O que a gente quer,

Né?

Eu acho que fica bem mais fácil entender o que precisa ser feito,

Mas assim,

Pensando em qualquer projeto,

Né?

Seja uma mudança de emprego,

Que foi no seu caso,

Né?

De carreira.

Seja lançar um novo negócio ou um negócio próprio,

Ou mesmo,

Assim,

Se aventurar em um novo hobby ou tentar um novo esporte,

Por exemplo.

Como é que eu,

Né?

A gente,

No caso,

Quem está nos ouvindo agora,

Pode começar a tirar seus planos do papel?

Porque o que eu queria entender é como é que funciona?

Quais são os primeiros passos?

Perfeito,

Ju.

Muito boa a sua pergunta.

O primeiro passo é,

De fato,

Ir atrás dessa clareza.

Então,

O que eu trabalho é baseado em três pilares.

Clareza,

Autoconhecimento e movimento.

Então,

O autoconhecimento vem dessa clareza de quem a gente é,

Né?

Então,

Para qualquer projeto que for.

Perfeito?

Você falou aí,

Ah,

De um novo esporte,

De alguma coisa nova.

É a gente entender o que faz sentido para a gente.

Não é só tentar o novo pelo novo.

E a gente vai entender o que faz sentido para a gente,

Né?

Nessa descoberta,

Se aprofundando,

Buscando ou ferramentas,

Ou profissionais,

Ou livros.

Não tem um único caminho de autoconhecimento.

E até,

Por exemplo,

De reflexão mesmo.

De parar,

Pensar,

Refletir,

Escrever.

A escrita é uma ferramenta muito poderosa de autoconhecimento e que ajuda a gente a ter essa clareza.

Então,

Por exemplo,

Se você está pensando em um novo projeto,

Comece a se questionar disso,

Né?

Para ter mais,

Gerar mais essa clareza.

Ah,

O que é que me faz querer esse projeto?

Por que ele faz sentido para mim?

O que é que me empolga?

O que é que me dá,

Me deixa animada para esse projeto?

Ou então,

Para quem não tem um projeto,

Que é muito comum isso,

Viu Ju?

É a pessoa assim,

Ah,

Beleza,

Quero alguma coisa nova,

Ou quero empreender,

Ou quero algum projeto novo na minha vida,

Mas não sei por onde começar.

E isso,

Muitas vezes,

É um indício de que está faltando esse autoconhecimento no sentido de entender o que você quer,

O que você quer construir,

Qual é a vida que você quer viver.

E isso acontece,

Muitas vezes,

Porque a gente parou de sonhar.

A gente cresceu,

Veio para o mundo adulto,

Entendeu que tinha que ser racional,

Que tinha uma cartilha a ser seguida,

Né?

A mais B igual a C.

E aí,

Quando você vê,

Não é nada disso.

E aí,

Você fica,

Meu Deus,

E agora?

Então,

Eu acho que essa clareza também começa a vir mais profundo quando a gente volta a se permitir sonhar.

Então,

Quando a gente se permite sonhar,

E deixa de achar que isso é besteira,

Né?

A gente começa a resgatar desejos que a gente tinha vontade,

Que a gente tinha,

Às vezes,

Sonhos de criança,

Ou às vezes,

Novos sonhos,

Porque a gente também muda.

E isso começa a fluir,

Sabe?

Então,

Uma pergunta que eu gosto muito,

Já para quem está ouvindo a gente,

Começar a gerar essa clareza,

É o seguinte.

Imagina que aparece o gênio da lâmpada aí para você.

Você pode pedir qualquer coisa na sua vida.

O que você pediria hoje?

E eu sei que,

Talvez,

Algumas pessoas diriam,

Ah,

Eu pediria não sei quantos bilhões de reais,

Pediria isso,

Pediria aquilo.

E aí,

Vai entender,

Por exemplo,

Para quem respondeu,

Ah,

Não sei quantos bilhões de reais,

O que você faria com esse dinheiro,

Sabe?

Então,

É entender o que é que está por trás,

Porque,

Às vezes,

A gente acha que é tudo muito difícil,

Que sonhar é perda de tempo,

Porque a gente foi ensinado a isso e tal,

Só que é isso que vai mover a gente,

É isso que vai dar para a gente a coragem de depois fazer as mudanças que a gente vai precisar.

Porque,

Cara,

Se tem uma coisa que eu tive,

Foi medo.

Quando eu decidi empreender,

Eu nunca fui uma empreendedora nata,

Sabe,

Meninas?

Então,

Assim,

Isso nunca foi natural para mim.

Eu sempre fui uma pessoa super introvertida,

Tímida,

Insegura.

Então,

Quando eu disse,

Caramba,

Eu vou empreender,

Quem vai mandar os clientes para mim?

Acostumada,

Né,

Com o formato corporativo,

Né,

Que tinha lá,

Cada área tinha o seu,

A empresa tem o seu departamento,

E eu,

Caramba,

Eu vou ter que ir atrás dos clientes,

Eu vou ter que vender.

Então,

Assim,

Já conectando,

Claro,

Com essa minha trajetória,

Mas isso para qualquer outro sonho,

Quando a gente pensa num sonho,

Num projeto,

Sempre vai ter alguma coisa que vai tirar a gente da zona de conforto.

E se a gente for só por isso,

Sem conectar aquilo de verdade com o nosso coração,

As coisas não acontecem.

Então,

Eu falo muito que a gente tem que conectar mente,

Coração e ação,

Né.

Muitas vezes as pessoas ficam só querendo,

Ah,

É só ir lá,

Fazer a ação,

Executar,

E uma hora não vai,

Trava.

Por quê?

Tá faltando,

Às vezes,

O coração para ter aquela paixão para ir,

Pô,

Eu vou mesmo com medo,

Eu vou me preparar.

Também você não precisa queimar a ponte,

Né,

Como falam,

Jogar tudo para o alto,

Mas como que eu posso me preparar?

Como que eu posso começar a me movimentar para ir na direção do que eu quero?

Então,

Eu acho que conectando essas coisas e respondendo lá a tua pergunta,

Eu acho que começa a gente se permitindo sonhar e se permitindo se conhecer num nível mais profundo para conseguir ter essa clareza.

Não,

Exato,

E assim,

A gente tem muito,

A gente tem vontade,

Eu acho que muitas pessoas se conseguem ser mais sonhadoras,

Assim,

Do que outras,

Acho que isso vai muito do perfil,

Né,

De cada um.

Eu me identifico com esse perfil.

De sonhadora?

Aham.

Eu também,

Só que,

Às vezes,

Eu,

Por exemplo,

Né,

Você falou da escrita,

E para mim,

Eu concordo super,

Assim,

A escrita funciona demais,

Eu já escrevi muito sobre tudo que eu gostava de fazer,

O que eu não gostava,

Quando eu estava tentando descobrir também,

Algo para eu criar um negócio próprio,

Enfim,

Só que daí eu comecei a perceber que eu fazia listas,

Tipo,

Imensas,

Sabe,

Que,

Quando eu olhava para aquilo,

Eu falava,

Nossa,

Eu desisto,

Sabe,

É muito difícil,

Eu não vou conseguir fazer isso,

E aí eu percebi que era uma forma de auto-sabotagem,

Sabe,

Eu ficava criando dificuldades,

Meio que para mascarar um medo de que eu estava tendo de agir,

De tomar uma decisão,

De,

Às vezes,

Decepcionar alguém,

Eu acho que isso também é um negócio que pega com muita gente,

Sabe,

Medo de decepcionar alguém,

Decepcionar pai,

Mãe,

Ou,

Né,

Acho que até nós mesmos,

Né,

Tipo,

Medo do que a gente não conhece,

Né,

Que foi aquilo que você falou,

Quando você falou que resolveu se empreender,

Você também teve medo,

Você não sabia como ia ser,

E isso acho que em tudo,

Né,

Até tudo que é novo,

Que a gente não conhece,

Eu acho que todo mundo tem um certo receio,

Um medo,

Alguma limitação,

Toda transformação,

Toda mudança gera um desconforto,

Com certeza,

É,

Ninguém falou que ia ser gostoso mudar,

E aí entra o que a gente até falou no nosso último episódio,

E não sei,

Eu queria escutar de você um pouco sobre isso,

Né,

O que,

Como que esse medo atrapalha as pessoas,

E como a gente pode não deixar isso ser um impedidor para tirar nossos projetos do papel,

Né.

Massa,

Essa questão do medo é o principal,

Né,

Porque qualquer movimento,

Qualquer mudança,

Qualquer novo projeto que a gente tá indo,

Vai tirar a gente da zona de conforto,

E aí vem a questão do instinto natural,

Né,

De,

Opa,

Não,

Vamos sobreviver,

Aí vem a auto-sabotagem,

Né,

Os nossos sabotadores internos,

E vem,

Não,

Peraí,

Fica aí quietinha,

A gente foi feito pra sobreviver,

A gente funciona dessa forma,

E quanto menos energia a gente gasta,

Né,

Melhor,

Né,

Falando de forma bem simples,

Pra,

Pra nosso cérebro,

Digamos assim,

Então,

É,

Quanto menos energia a gente gasta,

Melhor,

Então,

Vou poupar energia,

Como é que eu poupo energia,

É me desafiando,

É me arriscando,

É,

É,

Talvez,

É,

Arriscando errar,

Perder dinheiro,

Perder tempo,

Ou ser julgada,

É,

Ou é ficando quietinha no cantinho,

É ficando quietinha,

E aí vem uma pergunta que eu faço muito pra minhas mentoradas,

É o seguinte,

Você tem,

É,

A opção de,

Uma,

Ir pelo lado,

De fazer acontecer,

De,

É,

Se preparar,

Ir mesmo com medo,

E se desafiar,

Ou você tem a opção de,

É,

Atender esses sabotadores que querem que você fique quietinha,

Então,

São dois caminhos,

Você quer ser feliz,

E realizar seus sonhos,

Tirar seus projetos do papel,

Ou você quer só sobreviver,

Porque a missão dos sabotadores é fazer com que a gente sobreviva,

E a gente tem duas opções,

Beleza,

Eu vou só sobreviver,

Ficar aqui na,

Quietinha,

Né,

No,

No cantinho,

Por mais que seja zona de conforto,

Não é gostosinho,

Então,

É muito escolhedor,

O que a gente quer é sentir,

Então,

A gente pode sentir a dor da estagnação,

E a dor do crescimento,

Né,

A dor da estagnação,

É quando a gente,

Poxa,

Eu queria tirar tal projeto,

Eu tenho um sonho e tal,

Mas é muito difícil,

É complicado,

Porque as pessoas vão pensar,

E se der errado e tal,

Então,

Isso consome muito a gente também,

Ou a gente tem a opção de ir pelo caminho da dor do crescimento,

Pô,

Não é fácil,

É desafiador,

Vocês falaram aí,

Por exemplo,

De,

É,

Do receio das outras pessoas,

O que é que elas vão pensar,

O que é que elas vão falar,

No meu caso,

Por exemplo,

Meus pais não me apoiaram,

É,

Eles achavam que não ia dar em nada,

Que eu não ia poder me sustentar com isso,

Então,

Assim,

É,

É muito difícil quando a gente não tem o apoio das outras pessoas,

Mas é uma coisa que eu falo sempre,

É o seu sonho,

Então,

Não dá lag isso para outras pessoas,

Ou,

A maior apoiadora tem que ser você mesma,

Né,

Então,

É,

Não é uma coisa que é fácil,

Porque é muito mais fácil quando a gente tem todos os recursos,

Todo o apoio,

E mesmo assim,

Mesmo assim,

Tem os nossos desafios internos,

Né,

A nossa maior batalha é essa batalha interior,

Então,

Assim,

Esse medo vem por conta dessa questão de auto-sabotagem,

A partir do momento que a gente tem clareza de quem é,

A gente volta para o primeiro ponto,

De entender quem a gente é,

Entender que,

É,

Uma pessoa,

Por exemplo,

Vai se sabotar mais pelo perfeccionismo,

Por querer complicar e deixar difícil,

Como foi o caso aí que a Bárbara falou,

É,

Por exemplo,

Ah,

Eu tenho uma ideia megalomaníaca aqui de um projeto,

E vai ter não sei quantos pilares,

E tantas coisas,

E tal,

E aí,

Às vezes,

Vai ficando tão complexo que,

Putz,

Você olha para aquilo ali,

Caramba,

Isso vai dar muito trabalho,

Vai ser muito difícil,

Vai precisar de muito dinheiro,

Muito tempo,

Não vou conseguir,

É,

Ou então tem outros sabotadores que são do tipo,

Ah,

É,

Vou me esquivar,

Vou me esquivar dessa situação porque eu vou ficar,

É,

No,

No que é mais prazeroso,

No que é mais agradável,

Só que aí fico o quê?

Com aquele sentimento ali de que,

Poxa,

Não tô vivendo aquilo que eu queria viver,

Então,

Assim,

É,

Esses mecanismos,

Né,

Internos vão,

Vão travando a gente,

E é natural,

Agora,

Quando a gente entende esses mecanismos,

E aí vem o papel do autoconhecimento,

A gente vai abrindo espaço para quê?

Para se empoderar,

Então,

Assim,

A meu ver,

Esse,

Esse processo de tirar algum projeto do papel,

É,

O autoconhecimento faz um papel de empoderar a gente para que a gente consiga seguir apesar desse medo.

E também,

Começar aos poucos,

Eu acho que é uma,

É,

Porque quando você começa aos poucos,

Aquilo não te assusta,

Você não precisa se expor tanto,

Às vezes,

E você acaba meio que tendo um tempo maior para ir se adaptando com a mudança que tá acontecendo,

Né,

Não só na sua vida,

Como dentro de você também.

E eu,

Uma vez,

Eu vi uma frase que é,

Assim,

O ótimo inimigo do bom,

E isso me ajuda muito quando eu tô com alguma ideia na cabeça e eu quero fazer,

E eu penso assim,

Tá,

É melhor eu fazer isso,

Assim,

Da forma que eu consigo,

Embora não seja perfeito,

Como eu gostaria,

Mas,

Pelo menos,

Eu tenho um sentimento de realização do que se eu não tivesse feito,

Né.

A gente passou um pouco por isso no nosso,

No lançamento do podcast,

Justamente porque a gente tava querendo,

Ah,

Atingir,

Assim,

A perfeição,

Né,

Fazer todas as,

Desde o projeto,

É,

Instagram,

Convidados,

Como que a gente ia falar e tal.

Quando a gente desencanou,

A gente falou,

Não,

Vamos fazer o que a gente consegue para ter o nosso episódio no ar dia tal.

Independente de como fique,

A gente vai fazer essa,

O nosso primeiro episódio acontecer.

E aí foi,

Né,

Ju?

Exato,

Porque,

É,

Uma coisa que a gente queria era que,

Nossa,

O nosso primeiro episódio fosse perfeito,

De uma coisa que a gente nunca tinha feito,

A gente nunca tinha gravado um episódio,

A gente nunca tinha nem,

É,

Pensado em como fazer uma coisa dessas,

Né,

Então a gente foi procurar ajuda e tudo mais,

E quando a gente recebeu a primeira versão,

A gravação,

A gente falava assim,

Nossa,

Mas a gente podia ter melhorado isso e ter feito isso,

E a gente falou,

Não,

É,

Vamos,

Vamos lançar do jeito que tá,

Do jeito que saiu.

Eu acho que pra uma primeira versão ficou muito bom e foi muito bom,

Assim,

Ter esse primeiro,

Essa,

Vendo esse projeto saindo do papel,

Mesmo que não fosse,

Não foi de uma forma tão perfeita como a gente achou que fosse ficar,

Mas a sensação de dever cumprido e de ver aquilo lá saindo do.

.

.

E a gente acabou sentindo até mais motivada pra continuar,

Né?

Aquele risco que a gente tinha de desistir,

Meio que a gente superou,

Né,

Fazendo isso.

Exatamente.

Sem dúvida.

E até pra complementar isso que vocês falaram,

Assim,

É uma coisa que eu acredito muito e eu repito muito pra mim mesma,

Assim,

Porque no começo,

É,

Isso também do perfeccionismo me travava muito,

Né,

É,

A excelência,

A consistência vem antes da excelência,

Então,

É,

No comecinho,

Pra mim,

Como eu falei pra vocês,

Era muito difícil me expor,

E aí eu queria gravar no Instagram um vídeo perfeito,

E às vezes eu demorava 50 minutos pra conseguir gravar um vídeo de 5 minutos,

Porque falava,

Voltava,

Ia,

Voltava,

Né,

Tentava que a entonação fosse perfeita,

A escolha da palavra fosse perfeita,

E aquilo ali demandava muita energia,

E o que virou uma chavinha pra mim foi que,

Peraí,

O vídeo não vai sair perfeito,

Até porque eu tô desenvolvendo a minha habilidade aqui nisso,

É uma competência nova também,

É isso pra mim,

Então,

À medida que eu for consistente,

Ou seja,

Que eu fizer mais vezes,

Vai ser melhor.

É exatamente isso que vocês falaram,

Então,

É,

Essa excelência,

Né,

Esse nível de perfeição,

Entre aspas,

Que a gente gostaria de ter,

Muitas vezes,

Só vai vir com a consistência,

Então,

É uma outra frase também que me ajuda pra vocês verem,

Essa questão do perfeccionismo pega muito,

Pegava muito no começo,

É,

Eu busco progresso,

E não perfeição,

Eu tenho um quadro bem na minha frente,

No meu escritório,

Falando isso,

Sabe,

Em inglês,

É,

Então,

Essas âncorazinhas,

Assim,

Também ajudam a gente.

Né,

A se lembrar,

Quando a gente tá gastando mais energia do que precisava.

Pô,

Nath,

E nessa linha,

Né,

É porque aqui a gente tá muito focando,

Assim,

Né,

Você tá no seu processo,

Como que foi toda a sua mudança de carreira,

Aqui a gente tá falando do nosso projeto,

Mas as pessoas que tão nos ouvindo,

E mesmo a gente,

Assim,

Pode tá falando em qualquer pequenos projetos que a gente tem no dia a dia,

Então,

Por exemplo,

Sei lá,

É,

Inserir um novo esporte,

Alguma coisa no nosso dia a dia,

Eu acho que a gente sofre dos nossos julgamentos mesmos,

Nós julgando as nós mesmas,

Né,

Então,

A gente tá sempre com o chicotinho ali,

Tentando ser perfeito,

E também dos julgamentos dos outros,

Né,

O que as outras pessoas vão pensar,

E eu acho que isso acaba me limitando muito em algumas coisas que eu vou fazer,

Tanto dos meus próprios julgamentos,

Ou do que,

Nossa,

Do que as pessoas vão falar,

Ou será que tá bom,

Será que não tá,

É,

Nessa linha da perfeição,

Né,

A gente tem medo de julgar,

É,

Dos julgamentos,

Por isso que a gente quer fazer tudo perfeito.

Você tem alguma dica,

Alguma,

É,

Sei lá,

Alguma coisa que você faz pra sentir isso,

Se livrar disso,

Ou pelo menos amenizar os efeitos desses julgamentos,

Tanto internos quanto externos?

Show,

É,

Falando primeiro do interno,

Né,

É,

Mais uma vez,

Aquela questão de auto-sabotagem,

Então,

Quando eu percebo que eu tô sendo muito dura comigo,

Eu paro,

Tipo assim,

Me conecto profundamente comigo,

Respiro fundo,

E busco me conectar com a sabedoria interna,

Sabe,

Com o meu eu superior,

Com,

Poxa,

Pera aí,

Se fosse outra pessoa aqui,

Né,

Se fosse uma amiga minha,

Será que eu estaria falando isso pra ela,

Isso que eu tô me falando?

Será que eu não tô pegando muito pesado comigo,

É,

Como é que o meu lado mais sábio reagiria nessa situação,

Então,

Dia desses eu me peguei,

Eu me culpando,

Né,

Por uma determinada situação,

Pensando,

Poxa,

Eu poderia ter agido melhor nessa situação,

E aí,

Quando eu percebi que eu tava me culpando,

E eu consegui muito fazer esse,

É,

Essa percepção,

É,

Escrevendo,

Né,

Como a gente tava falando,

A escrita,

Eu acho muito terapêutica pra mim,

Eu disse,

Pera aí,

Eu tô me culpando,

O que que eu posso fazer pra parar de me culpar ou me cobrar?

Nessa situação,

Né,

Serve pra qualquer coisa,

Da gente achar que,

Ai,

Minha performance,

Meu desempenho poderia ter sido melhor,

Poderia ter feito isso ou aquilo,

É simplesmente focar no aprendizado,

Pô,

Poderia ter sido melhor?

Poderia.

O que que eu posso aprender dessa situação?

A partir do momento que eu pego o aprendizado,

Beleza,

Aquela situação serviu para me ensinar,

Então,

Com esse aprendizado,

Eu sigo em frente,

Sabendo que eu não sou perfeita e que tá tudo bem,

Então,

É exercitar essa amorosidade com a gente,

Pra mim,

É,

Nessa crítica interna,

É esse olhar,

Então,

E trazer a atenção plena também pra esses pensamentos,

Sabe,

Então,

É,

Muitas vezes,

Esses pensamentos são muito intensos e,

Às vezes,

A gente nem percebe que a gente tá se julgando e se criticando,

Internamente,

Eu percebia muito isso,

É,

Quando eu começava a gravar meus vídeos,

Né,

Lá no começo,

Então,

É,

Eu comecei a exercitar isso,

Opa,

Peraí,

Se fosse outra pessoa,

Ou,

Então,

Como o meu lado mais sábio reagiria,

Então,

É,

Exercitar a amorosidade,

Sabe,

E,

No sentido das críticas externas,

Isso também me atrapalhou no meu projeto e eu percebo que atrapalha também muitas pessoas,

É,

É saber que quando o outro fala dele,

Né,

Fala de você,

Ele tá falando muito mais dele,

Tem um livro que fala muito sobre isso,

Que chama Os Quatro Compromissos,

Que eu recomendo muito,

É,

Que leia,

Né,

Que vocês leiam,

Enfim,

Quem tá escutando aqui a gente,

É um livro fininho e traz muita sabedoria,

É,

Da gente saber que quando o outro fala,

Ele tá falando da perspectiva dele,

Da visão dele,

Das crenças dele,

E que ele tá falando muito mais dele do que de você,

É,

E,

Aí,

A gente precisa aprender a não levar pro lado pessoal,

Vou dar um exemplo aqui de,

Cara,

Eu tinha muito medo de fazer live,

Porque live era ao vivo,

Né,

Não dava pra editar e ficar lá uns 50 minutos querendo editar o que eu tava falando,

Né,

Então,

É,

Eu suava frio e tal,

E,

Aí,

A primeira live que eu fui fazer,

Depois de todo um trabalho de desapegar das críticas,

Do medo de não ter ninguém,

De ser um fracasso e tal,

É,

O que é que veio?

Assim que eu terminei a live,

Tiveram pessoas que elogiaram a fala ambiental,

Mas,

Assim que eu terminei,

Eu recebi um direct da pessoa,

É,

Criticando,

Dizendo que,

Ah,

Você tá falando mais do mesmo,

Muitas pessoas já falam isso,

E tá sem embasamento,

E isso e aquilo,

Putz,

Se eu não tivesse preparada pra aquilo,

Poderia ser o fim do meu projeto,

Só que,

Como eu tinha me trabalhado internamente,

Eu digo,

Opa,

Peraí,

Aquela pessoa tá falando dela,

Talvez,

De fato,

O que eu falei não serviu pra ela,

Mas,

O que é que eu sei?

Eu sei que minha missão é maior,

Eu sei que tem pessoas que precisam ouvir a minha mensagem,

Foi exatamente o que eu respondi,

Assim,

Ó,

Obrigada pelo feedback,

Agradeço,

Mas,

Eu sei que tem pessoas que precisam me ouvir,

E tá tudo bem se essa mensagem não foi pra você,

Sabe,

Então,

É,

É um trabalho da gente desapegar do ego,

Né,

E,

E saber que nossa missão é maior,

Acho que isso ajuda muito,

Também.

Vale diário,

Eu acho que,

Quando você se propõe a fazer algo novo,

A sair da sua zona de conforto,

A começar a mudar,

Você precisa,

Assim,

É muito importante que você tenha um processo de autocuidado,

De autoconhecimento,

De atenção plena,

Seja,

Assim,

Prática de meditação,

Ou ioga,

Eu não sei,

O que funciona pra cada pessoa,

Mas,

Pelo menos pra mim,

Isso faz muito sentido,

Sabe,

Porque você precisa ter os dois lados,

Né,

O lado que você cuida de você,

E o lado que você,

É,

Do seu projeto,

Do seu lado profissional,

Onde você tá aplicando essa mudança na sua vida,

Porque senão fica muito pesado,

É difícil,

Não é fácil mesmo,

Mas acho que é,

Assim,

Que compensa,

No fim,

Né,

Você tentar algo,

Sair da sua zona de conforto,

E,

E depois você,

É,

Começa esse processo de aprendizado,

Que é necessário.

Você tem alguma dica de livro,

Seriado,

Exercício,

Alguma técnica que você usa pra contrabalancear todos esses desafios que surgem com esse processo de mudança,

De planos,

Planejamentos,

Metas?

Cara,

Tem várias coisas,

Assim,

Mas uma coisa que você falou aí,

Né,

Dessa questão do autocuidado,

Pra equilibrar e tal,

Isso é muito importante,

E uma das coisas que eu prezo muito,

Assim,

No que eu faço,

Ou seja,

Né,

Como minhas mentoradas,

Quando eu tô orientando,

É trazer essa leveza no sentido de que,

É,

O caminho,

Né,

Nessa jornada,

Quando a gente sai da zona de conforto,

Vai fazer algo novo e tal,

Vai ser desafiador,

Mas pode ser leve no sentido de que,

Eu acredito que leveza é a gente viver a nossa verdade,

Sabendo que as nossas escolhas fazem sentido pra gente,

Que a gente tá,

É,

Alinhada com os nossos valores,

É que a gente tá buscando construir uma vida que faz sentido,

Não quer dizer que vai ser sempre gostosinho,

Não quer dizer que,

É,

Tudo vai ser fácil,

Porque não vai,

Mas quando a gente sabe que tá buscando,

Né,

É,

Algo maior,

Ou que faça sentido pra gente,

É,

Isso ajuda muito,

E,

E,

É comum também,

Quando a gente,

Principalmente falando num projeto profissional,

É,

A gente no começo fica tão envolvida,

Que a gente acaba deixando,

É,

Se deixando levar,

Deixando de cuidar da gente,

E isso aconteceu comigo também,

É,

Não é,

Você se empolga tanto,

Que você esquece de você,

Só que o nosso trabalho,

Ou qualquer coisa que a gente faça,

Flui a partir da gente,

Se a gente não tá bem,

E isso foi um aprendizado muito grande pra mim,

Principalmente no ano passado,

Se a gente não tá bem,

Nada vai fluir,

Então,

É primeiro colocar máscara de oxigênio na gente,

Né,

É,

Se cuidar,

Buscar se,

Se energizar,

Fazer aquilo que traz energia pra gente,

Pra depois fazer qualquer outra coisa,

Então,

Trazer esse autocuidado,

Né,

No sentido de que,

O que cabe na tua rotina,

É,

Pra algumas pessoas,

Cabe uma rotina matinal de duas horas,

Pra outras pessoas,

Cabe uma meditação,

Ou uma respiração,

Ou um alongamento,

Ou simplesmente,

Um tomar café da manhã com calma,

Pra você começar aquele dia com intenção,

Então,

É,

Não acredito que existe aquele equilíbrio,

100% perfeito,

Onde todas as áreas da sua vida vão estar,

Né,

100% equilibradas,

Mas,

O que é importante,

É a gente trazer intenção,

E saber que tudo que vai fluir a partir da gente,

Só vai fluir,

Se a gente estiver bem primeiro,

Então,

Se colocar em primeiro lugar,

Nesse sentido,

Sabendo que não existe uma rotina ideal,

Mas existe aquilo que é possível pra você começar,

É,

A se cuidar,

Pra,

A partir disso,

Ter energia pra qualquer outra coisa,

Então,

Acho que é basicamente isso,

E,

Dando uma dica aqui,

De livro que eu sempre dou,

Né,

Que a gente,

Não necessariamente tem a ver com essa parte do autocuidado,

Mas,

Tem muito a ver com tudo que a gente tá falando aqui,

Né,

Ai,

Do medo,

Seja do medo do julgamento,

Medo de errar,

De críticas num novo projeto e tal,

É,

Que eu recomendo demais,

É aquele livro da Brene Brown,

A Coragem 100% Perfeito,

Que é muito maravilhoso,

Assim,

E traz essa questão da,

É.

.

.

Deixar muito claro de que só pode ser julgado,

Só pode julgar quem tá no palanque,

Né,

E eu acho maravilhoso.

Aham,

Quem tá na arena.

Exatamente.

Sim,

E tem também o,

O documentário dela,

De uma palestra dela na Netflix,

Que também vale muito a pena,

Complementa o livro,

Assim,

Então,

Mais uma indicação aí,

Que eu super recomendo.

E esse,

E tudo isso que você falou,

Né,

De autocuidado,

De autoamor,

Tal,

Com a gente mesmo,

De tá,

Se a gente não tá bem com nós mesmos,

Como é que em algum projeto nosso,

Alguma escolha vai fluir tão bem,

Né?

Eu acho que essa é a ideia geral do nosso podcast,

Que gerou o nome do nosso,

Do nosso projeto,

Né,

Que é o Pra Mim Eu Digo Sim,

Então,

Que muitas vezes a gente,

No nosso dia a dia,

A gente acaba falando,

Sim,

Pra tanta coisa,

Não,

Eu posso fazer isso,

Eu posso fazer mais esse projeto,

Eu posso trabalhar mais tantas horas,

Eu posso,

É,

Não,

Eu te ajudo,

E a gente acaba esquecendo de nós mesmos,

De falar sim pra nós mesmos,

Né?

Então,

De,

De falar sim,

Eu preciso de um tempo,

Sim,

Eu preciso fazer isso pra mim,

Sim,

Eu preciso,

É,

Tirar o dia hoje,

Sei lá,

Seja o que for.

Sério que eu acho que tá,

Até pensei nisso agora,

Né,

Que você falou,

É,

A gente,

Geralmente,

De sim pros outros,

Tem dificuldade de dizer sim pra gente,

É,

Será que,

Assim,

A culpa não tá ligada a isso?

Porque,

Às vezes,

A gente,

Quando a gente se aceita,

Quando a gente se permite,

Geralmente,

Surge um sentimentozinho de culpa,

De,

Ai,

Não tô fazendo aquilo que as pessoas esperam,

Eu acho que isso tem muito a ver,

Assim,

Com a realidade,

Não sei,

Pelo menos pra mim,

Eu percebi que isso acontece.

Eu acho também,

Tem muito a ver,

E também tem muito a ver com aquela questão do merecimento,

Né,

De,

Ah,

É como se eu não merecesse,

Eu não merecesse me permitir,

Sei lá,

Um momento de descanso,

Ou de lazer,

Ou um momento só pra mim,

Né,

Eu acho que tem,

É,

Muito junto também com essa questão do merecimento.

Tá tudo bem se eu me doar,

Né,

Se eu fizer isso pros outros,

Mas não tá tudo bem se eu fizer isso pra mim,

Eu acho que isso é uma coisa que vem vindo de muito tempo,

Né,

É uma consciência que foi criada e a gente traz esse padrão,

Né.

Sim,

Sem dúvida,

Porque fica aquela ideia de que,

Ai,

Se eu fizer isso por mim,

Não fizer pelos outros,

Eu sou egoísta,

Né,

Mas é aquela história,

Tem a lei do dar e receber,

Se a gente só fica doando,

Doando,

Doando,

Seja energia,

Seja tempo,

Seja o que for,

É,

Falta pra gente,

Né,

E ai uma hora vai esgotar,

E não vai ter nem pra você,

Nem pro outro,

Então,

É,

Eu vejo muito isso também presente pra mães,

Né,

Pra todo mundo de forma geral,

Mas pra mães isso eu vejo ainda mais presente,

No sentido de que se doa tanto pro outro e acaba se esquecendo e se anulando nesse processo,

Então,

É,

A gente cuidar da gente primeiro,

E eu vou dizer que as vezes a gente acha que,

Ah,

Isso é besteira e tal,

Mas faz toda diferença,

E inclusive,

É,

O que vai fazer com que você consiga realizar todas as outras coisas muito bem,

Se você estiver bem.

Tem muita mãe que passa por isso que você falou,

A gente tava até começando,

Né,

Ju,

Sobre isso hoje,

Que as mães,

Elas acabam tendo projeto filhos,

Né,

Por,

Sei,

Vinte anos,

Vinte e poucos anos,

E depois quando os filhos saem de casa,

É super difícil de criar novos projetos pra elas mesmas,

Né.

Sim,

Ficam ninho vazio,

Né,

E,

E as vezes elas se culpam se,

Ah,

Eu tenho filhos de,

Sei lá,

Cinco,

Quatro,

Cinco anos,

E eu tô querendo um novo projeto,

Mas eu vou deixar dedicar pro meu filho,

E uma das coisas que a gente trabalha é justamente o ressignificar,

Pô,

É,

Será que,

Como que será que seu filho ou sua filha vai ficar se,

É,

Descobrir um dia que você abandonou seus sonhos,

Seus projetos por causa dele,

Né,

Tenho certeza que não vai gostar,

Então,

É,

É muito mais uma forma de você enxergar diferente,

Pô,

Você pode ser inspiração pro seu filho,

Né,

De que você não desistiu dos seus sonhos,

Seus projetos,

E mostrar que ele também pode,

É,

Ou você pode,

Né,

Enfim,

Abrir mão por achar que tento dedicar ali cem por cento aos filhos,

E não é,

É o que faz sentido pra você,

Né,

Se pra algumas pessoas faz sentido dedicar cem por cento e não ter outros projetos,

Tá tudo bem,

Né,

Mas pra quem tem os seus sonhos,

Seus projetos,

Não ter,

É,

O medo do julgamento,

Ah,

O que é que vão falar,

Eu tenho um filho pequeno,

Isso rola muito,

Né.

É,

E,

Mas por outro lado,

A gente falou bastante,

Né,

Do julgamento e tal,

Que acaba sempre,

É,

Acho que limitando,

Muitas vezes,

A gente tirar nossos projetos e sonhos do papel,

Mas quando a gente faz isso,

E a gente começa a colher os frutos,

Sejam eles,

Eu acho que pode,

Até não ser o que você tava esperando,

Ou que você,

As suas,

Alinhado com as suas expectativas,

Né,

Mas o aprendizado que vem por trás disso,

Quando você sai da sua zona de conforto,

Ele é tão válido,

É,

E eu digo isso no sentido assim,

Acho que a gente aprende demais quando a gente sai da nossa zona de conforto,

Né,

É dolorido,

Claro,

Mas acho que toda mudança vem com um pouco de dor,

E lá na frente a gente consegue enxergar os impactos dessas mudanças,

Né,

Os benefícios que essas mudanças trouxeram,

Tanto em termos de desenvolvimento profissional,

Mas assim,

Todo o desenvolvimento pessoal que tá por trás,

Né,

É,

De tudo isso.

Você,

Você,

Nath,

Enxerga muito isso nas suas mentoradas?

Demais,

Eu ia falar agora,

Que o que você falou,

Eu resumi em uma frase,

Não é só sobre tirar o projeto do papel,

É sobre quem você se torna ao tirar,

Então muitas vezes a gente fica focada só no ai,

No projeto,

Na meta,

No objetivo,

Só que é muito maior do que isso,

Muito mais poderoso do que isso,

É,

Dando pelo meu exemplo aqui,

Poxa,

Quem que eu me tornei hoje,

Uma pessoa que fala,

Que se comunica,

Que,

Que vende,

Que pra mim,

Vender pra mim já foi,

Ai meu Deus,

Eu não sei vender,

É,

Eu não consigo me expor no projeto,

É,

Eu não sei vender,

É,

Eu não consigo me expor no projeto,

É,

Eu não sei vender,

É,

Eu não sei vender,

É,

Eu não sei vender,

É,

Eu não sei vender,

É,

Eu não sei vender,

É,

Eu não sei vender,

É,

Eu não sei vender,

É,

Eu não sei vender,

É,

Eu não consigo falar em público,

Então,

A gente vai destravando e se desenvolvendo,

E no fim das contas,

Beleza,

Tirei meu projeto do papel,

Realizei aqui vários objetivos e metas,

Mas cara,

Me orgulho muito de quem eu me tornei,

Então isso,

Que eu acho que é o mais gostoso,

Que as vezes no começo a gente não consegue enxergar,

Porque o medo,

É,

É maior,

Mas isso é o mais gostoso,

Sabe,

Você chegar lá na frente e olhar pra trás e pô,

Eu me orgulho de quem eu sou,

Me orgulho de quem eu me tornei,

Então isso,

Isso é muito gostoso,

Assim,

É,

É sobre quem a gente se torna,

Né,

Nessa,

Nessa jornada,

Acho que isso é,

É o que vale mais do que qualquer outra coisa,

Assim.

Tem até aquela frase,

Que dá,

Tem tudo a ver com isso que a gente tá falando,

Que é assim,

Escolhas difíceis,

Vida fácil,

Escolhas fáceis,

Vida difícil,

Depois que eu escutei essa frase,

Eu comecei a me sentir,

Não sei,

Mais corajosa pra tentar escolhas não tão confortáveis,

Assim.

Bom,

Nath,

Eu acho que é isso,

A gente tá finalizando o nosso segundo episódio,

Você gostaria de fazer mais algum comentário,

Você gostaria de adicionar alguma coisa,

Algo a mais que você tá fazendo,

Algum projeto?

Primeiro eu quero agradecer a vocês,

Mais uma vez,

Né,

O convite de estar aqui,

Agradecer a quem tá ouvindo aqui a gente,

Né,

Por ter tirado um tempinho aí do seu dia pra escutar a gente e volto a falar,

Assim,

Leveza é viver a nossa verdade,

Não existe uma vida perfeita,

100% equilibrada,

Mas quando a gente se permite sonhar,

Vai atrás daquilo que faz sentido pra gente,

Né,

Seja quem sonha mais,

De uma forma mais lúdica,

Seja quem sonha de forma mais racional,

Né,

Porque tem vários perfis,

Mas quando a gente vai atrás daquilo que a gente quer e faz esse caminho,

Né,

Valer a pena,

Né,

Se entregando,

Se permitindo,

Se transformar nesse processo,

Se permitindo evoluir,

Se conhecer,

No fim das contas,

Tudo vale a pena,

Né,

Então eu acho que pra mim essa é a grande mensagem,

Assim,

De você se permitir,

De você ir atrás,

E se movimentar,

Então,

Assim,

Se eu pudesse deixar uma frase aqui também pra quem tá escutando a gente,

É a ação cura o medo,

Sabe,

Pra mim é isso,

A gente fala aqui do medo em vários momentos,

Mas a ação,

O movimento,

Né,

Como vocês falaram,

Dá um passinho,

Depois outro,

Depois outro,

Depois outro,

Isso é que vai curando,

Entre aspas,

O nosso medo e vai fazendo a gente confiar mais na gente,

Né,

A gente se empoderar e entender que sim,

A gente pode,

Então,

É isso,

Hoje eu ajudo mulheres a tirarem seus projetos de papel,

Viverem do que amam e viverem uma vida que faça sentido pra elas,

Né,

Hoje eu tenho tanto atendimentos individuais de mentoria e coaching,

Então,

Espero ter contribuído aqui com quem tá escutando a gente e foi incrível esse papo com vocês,

Meninas.

Agradece,

Foi super gostoso,

Foi enriquecedor escutar todas essas dicas e saber o quanto a gente tá evoluindo a cada dia,

Enfrentando nossos medos,

Nossos obstáculos aqui,

Que surgem no caminho e saber que isso só vem pro nosso bem,

Então,

Muito,

Muito obrigada por ter topado participar desse bate-papo e fazer parte desse projeto nosso que tá saindo do papel agora.

Ai,

Gratidão,

Tamo juntas,

Fico muito feliz de ver esse projeto nascendo,

Poder acompanhar ele nascendo e pra mim é uma honra tá aqui,

Eu tenho certeza que esse projeto vai muito longe e vai ajudar muita gente que precisa ouvir essa mensagem,

Precisa ouvir o que vocês têm pra contribuir na vida delas também.

Obrigada,

Nath,

Foi um prazer te receber hoje,

Obrigada mesmo,

Um beijo pra você.

Beijo.

Beijo,

Nath.

Legendas pela comunidade Amara.

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