23:20

Respiração Compassiva: Outros (MBCL)

by Marta Lopes

Rated
4
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Experienced
Plays
9

Esta meditação convida-nos a práticar uma relação compassiva com o sofrimento dos outros, combinando um ritmo respiratório tranquilo com imaginação. Propõe-nos que possamos receber de forma respeitosa, íntegra o sofrimento de outros e possamos generosamente oferecer-lhes aquilo que alivia ou cura esse sofrimento. Esta prática faz parte do programa Mindfulness Based Compassionate Living (MBCL).

CompassionSelf CompassionBreath AwarenessEmotional TransformationVisualizationInterconnectednessPacingMindfulnessMeditationCompassion MeditationVisualization Technique

Transcript

Encontrando uma posição preferencialmente sentada,

Permitindo-se chegar ao momento presente,

Recolhendo aquilo que encontrar,

Tal como é,

Mantendo uma atitude de abertura e curiosidade relativamente a tudo o que surge,

Momento a momento,

Trazendo a atenção para a respiração,

Notando a respiração acontecer,

Momento a momento,

Permitindo que a respiração possa tornar-se mais lenta,

Mais profunda,

Até alcançar um ritmo tranquilo,

Sempre que notar que deixou de respirar este ritmo tranquilo,

Voltando a ele,

Permitindo que a respiração possa de novo tornar-se mais lenta e mais profunda,

Permitindo que a respiração flua livremente para dentro,

Para fora,

Permitindo ao corpo abrir-se para receber,

Deixar-se encher e depois dar,

Permitindo que cada ciclo respiratório seja uma troca sem esforço com o ambiente,

Permitindo-se receber e oferecer,

Se durante a prática notar a energia do sistema de ameaça ou do sistema de drive,

Se notar a resistência ou o esforço,

Permitindo-se regressar a uma consciência do momento presente e a um ritmo respiratório tranquilo,

Quando se sentir preparada e imaginando que incorpora compaixão,

Imaginando-se um ser compassivo que incorpora as qualidades,

As competências e a atmosfera da compaixão,

Imaginando que existe em si espaço interior,

Estabilidade,

Resiliência,

Expandindo a prática para incluir um bem-feitor ou um ser que lhe seja querido,

Mantendo uma imagem desta pessoa na sua mente e ponderando sobre o tipo de sofrimento que pode existir na vida desta pessoa,

Ligando-se a esta dor,

Tristeza ou dificuldade e imaginando as qualidades que possa ter,

Pode ser que um atributo visual ou de outro sentido seja proeminente ou talvez sobressaia uma atmosfera emocional,

Imaginando-se inspirando o sofrimento desta pessoa,

Acolhendo e permitindo a entrada deste sofrimento por todos os pós do seu corpo e permitindo que este sofrimento se transforme numa qualidade curativa que a inspira para esta pessoa,

Pode ser que se imagine a inspirar algo escuro,

Quente ou pegajoso e a inspirar algo leve,

Fresco,

Rejado ou inspirando algo frio e duro e a inspirar algo quente e macio,

Permitindo que a imaginação possa fazer o seu trabalho e notando com curiosidade e abertura tudo aquilo que surge,

Quando estiver preparada,

Expandindo a prática de uma forma semelhante a uma pessoa neutra,

A uma pessoa difícil,

A grupos de outras pessoas ou animais e eventualmente a todos os seres,

Sendo gentil consigo mesma,

Pode ser intimidatório e inspirar o sofrimento de um,

Lembrando que não se trata de trabalhar mais ardumente,

Não se trata de se esforçar por receber ou dar aquilo que não consegue gerir,

Não se trata de uma prática de grandiosidade mas sim uma prática de humildade,

Deixando que a sua imaginação faça todo o trabalho,

Permitindo que a mente e o coração possam abrir-se para a calma do corpo,

Apoiados por uma presença consciente e um ritmo respiratório tranquilo,

Imaginando uma proporção controlável de sofrimento a fluir com cada inspiração,

Deixando que seja transformado e aliviado e que neste novo formato,

Nesta nova qualidade,

Possa ser devolvido com cada inspiração,

Sempre que surjam emoções fortes ou algum stress,

Fazendo uma pausa consciente e voltando à auto-compaixão,

Permitindo que o ritmo respiratório tranquilo possa regressar antes de continuar,

Podendo experimentar adicionar movimentos conscientes de receber e movimentos conscientes de dar enquanto um inspira o sofrimento e inspira a qualidade de cura e alívio,

Lembrando que a cada respiração estamos interligados com todos os outros seres vivos,

Reconhecendo que a nossa imaginação não tem limites e os nossos corações podem ser tão grandes como o mundo.

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Marta LopesFaro District, Portugal

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