Encontrando uma posição confortável,
Sentada,
Deitada ou em pé,
Permitindo-se chegar ao momento presente.
Ocultando o que quer que surja a cada momento,
Com uma atitude de abertura,
De curiosidade.
Procurando aquilo que encontrar tal como é,
Sem tentar mudar nada.
Notando a respiração,
Notando cada inspiração e cada expiração,
Permitindo que a respiração possa tornar-se mais lenta,
Mais profunda,
Até alcançar um ritmo que seja para si tranquilo.
Permitindo que a respiração possa fluir por si mesma.
Lembrando que em qualquer momento desta prática,
Quando sentir que isso lhe pode ser útil,
Pode regressar a esta consciência do momento presente e a este ritmo respiratório tranquilo.
Durante esta prática,
O convite é para que possa usar a sua imaginação de uma forma leve,
Ligeira.
Começando por permitir que surja a um lugar seguro,
Seja ele qual for.
Deixando todos os sentidos participar nesta imaginação deste lugar seguro.
Imaginando que recebe a bondade deste lugar seguro que o rodeia.
A partir deste lugar seguro,
Ou independentemente dele,
Imaginando que surge um companheiro compassivo.
Imaginando-se a receber bondade deste outro ser que o aceita tal como é e que lhe deseja sempre o melhor.
Imaginando como este ser incorpora todas as qualidades de bondade e compaixão.
Ligando-se a este companheiro compassivo e a todas as suas qualidades.
Sentindo como é estar na sua presença.
Quando se sentir preparado,
Imaginando-se a si mesmo incorporar compaixão.
Permitindo que todas as qualidades que imaginou no seu companheiro compassivo,
Possam também estar presentes em si.
Permitindo que a sua imaginação crie uma versão compassiva de si mesmo.
Explorando conscientemente aquilo que surge,
Enquanto a sua imaginação cria uma versão compassiva de si mesmo.
Permitindo-se imaginar que é profundamente sensível às necessidades dos outros e às suas próprias necessidades.
Que está empenhado em aliviar o sofrimento,
Empenhado em promover a felicidade em si e nos outros.
Imaginando que pode simpatizar e empatizar com as experiências que vão surgindo à medida que surgem.
E que compreende aquilo que se passa nas nossas mentes,
Nos nossos corações.
Imaginando que tem a coragem de enfrentar o que é difícil,
Acelerar o sofrimento e estar presente com esse sofrimento o tempo que for necessário.
Imaginando que incorpora sabedoria e uma atitude não julgadora.
Imaginando que aprendeu as lições da vida,
Que sabe como e quando responder com palavras e com actos.
Imaginando que é paciente,
Dando espaço ao não saber e à mente de principiante,
Mantendo-se aberto a novas possibilidades.
Imaginando que todo o seu ser é premiado por calor,
Gentileza,
Calma e leveza.
E enquanto se imagina incorporar a compaixão,
Explorando também os efeitos que isso tem sobre em si.
Notando aquilo que acontece no seu corpo.
Notando a sua postura.
Talvez notando a temperatura do corpo.
Notando o rosto.
A garganta.
O peito.
A barriga.
Os braços.
As pernas.
Notando também como este imaginar que incorpora a compaixão,
Afeta a sua mente e o seu estado de espírito.
Todas as experiências que encontrar fazem parte da prática e podem ser reconhecidas como tal.
Também sua reatividade ao exercício,
Pensamentos como não consigo fazer isto,
Ou sentimentos como de ilusão,
Frustração.
Qualquer uma destas experiências faz parte da prática.
Colhendo estas experiências de uma forma consciente e notando que fazê-lo é já incorporar compaixão.
Quanto mais praticar,
Estar na versão compassiva de si própria,
Mais familiar esta versão se tornará.
Portanto seja paciente consigo mesmo.
Reconhecendo conscientemente o que quer que surja e voltando repetidamente à prática de imaginar-se incorporando compaixão,
Tanto nas suas qualidades mais suaves como nas suas qualidades mais poderosas.
Também se pode imaginar a incorporar e a radiar compaixão quando olha para algo doloroso em cima.
Imaginando a compaixão fluindo de si para onde ela é necessária.
Terminando a prática,
Ao seu ritmo,
Lembrando-se que pode sempre voltar a ela.