A meditação que te trago hoje é uma meditação de auto-perdão.
A nossa realidade é criada por
aquilo que pensamos,
Sobretudo aquilo que pensamos sobre nós mesmos.
Certamente existem questões no
teu passado com as quais ainda hoje tens que lidar e que provavelmente se não olhares para elas,
As mesmas irão ter influência no teu futuro.
Isto não é tarefa fácil,
Mas é uma tarefa necessária.
Quanto mais resistimos àquilo que não queremos ver,
Mais isso se torna a nossa realidade.
Então
é preciso olhar para as coisas,
Para as situações que nos deixam desconfortáveis,
Para que as mesmas
apareçam.
Então se sentis que esta meditação não é para ti,
Está tudo bem,
Basta pausar esta
meditação,
Este áudio e ires fazer outra coisa qualquer.
Posto isto,
O meu convite para hoje é
uma viagem de auto-observação e auto-perdão.
Encontra uma postura onde não exista desconforto,
Distensão no corpo,
Mas sim estabilidade e intenção.
Desapega daquela imagem que supostamente
tens que adotar para meditar e encontra a tua postura,
Aquela que resulta para ti,
Neste momento.
Convido-te a fechares os olhos,
Mas em qualquer momento que sintas desconforto de estar de olhos fechados,
Não forças.
Abre-os e naturalmente volta a fechá-los.
Vamos começar esta meditação guiada por respirar.
Abra um pouco os teus lábios e deixa o ar passar,
Na expiração.
Então vamos inspirar pelo nariz
e expirar suavemente pela boca.
Inspira pelo nariz
e expira suavemente pela boca.
Não forças,
Não tentes que a tua respiração se torne mais profunda,
Mais barulhenta.
Apenas inspira pelo nariz e expira suavemente pela boca.
Tenta escutar o som da tua respiração.
Mesmo que sintas dificuldade em escutá-lo,
Coloque essa intenção.
É normal se um pensamento estiver a levar-te para outro sítio que não o momento do aqui e do agora.
É normal que a tua mente vá-te rompendo ao longo desta meditação.
Permite que a tua mente se acalme naturalmente e te traga para o momento presente.
E continua a respirar,
Inspirando pelo nariz e soltando o ar pela boca.
Inspira pelo nariz e solta o ar pela boca.
Aos poucos,
Deixa que a respiração aconteça agora apenas pelo teu nariz.
Então inspira e expira através das tuas narinas.
Novamente,
Não forças,
Não queiras que a respiração se torne mais profunda,
Respira normalmente.
E apenas observa.
Observa a temperatura do ar que entra e sai.
Observa esse fluxo.
Essa energia.
A vida.
A entrar e a sair através das tuas narinas.
Vamos começar a nossa viagem.
Vamos lá atrás,
Ao passado.
E convido-te agora a questionar-te,
Como era eu no passado?
E presta atenção.
Presta atenção se a tua mente te leva para algum lugar.
Presta atenção.
Presta atenção se a tua mente te leva para algum episódio em específico.
Alguma memória.
Observa para onde aquela te leva.
Uma memória pode ter acontecido na tua infância,
Na tua adolescência ou até já na idade adulta.
Questiona-te.
Quando eu penso no meu passado,
O que é que eu sinto que precisa de ser perdoado?
Em que episódio do meu passado eu quero colocar um ponto final?
Eu quero deixar ir.
Eu quero perdoar.
Presta atenção.
Ao tipo de pensamentos que surgem.
Às emoções que também podem surgir.
Às sensações físicas.
Observa o que é que essa situação,
Episódio,
Memória específica te traz.
Observa-te internamente.
Pensamentos.
Emoções.
Ou sensações.
Pode ser que,
De imediato,
Quando te questionas o que é que eu preciso perdoar no meu passado,
Que surja,
Logo de imediato,
Algum episódio,
Alguma situação.
Ou pode ser que não.
Independentemente disso,
Continua,
Segue a fazer a meditação.
Todos nós temos emoções retraídas,
Todos nós temos questões emocionais que ficaram presas.
E o passado,
Lembra-te,
O passado é ontem.
Foi ontem.
Então,
Pode ser que queiras perdoar algo forte.
Algo que tu sintas que foi forte.
Ou pode ser que tu queiras perdoar uma discussão parva que tiveste com um colega de trabalho.
Independentemente da situação,
Convido-te a voltares àquela respiração inicial.
Aquela respiração que iniciámos esta meditação.
Onde deixámos que o ar saísse pela boca.
Então,
Inspira pelo nariz.
E expira,
Suavemente pela boca.
Inspira pelo nariz.
E expira,
Suavemente pela boca.
E expira,
Suavemente pela boca.
Continua a inspirar pelo nariz e a expirar suavemente pela boca e utiliza a tua imaginação.
E visualiza que esse episódio,
Memória,
Situação em específico que procuras perdoar se liberta através do ar que sai.
O velho sai para que o novo possa ocupar o lugar.
É preciso criar espaço,
Desapegar daquilo que já não nos serve.
E o ar da expiração acontece para que o novo ar possa entrar na inspiração.
Deixa ir.
Deixa ir.
E à medida que fores fazendo essa respiração,
Deixando ir,
Libertando o ar pela boca,
Vais-te deixar envolver pelas seguintes afirmações.
Presta atenção àquela que te faz mais sentido.
Que mexe contigo de alguma forma.
O passado está para trás.
Já não tem poder sobre mim.
Eu sei que tomei as decisões certas face à consciência que tinha.
Não me castigo.
Apenas perdoo quem fui.
Não me culpo.
Apenas perdoo a situação.
Eu abençoo o meu eu do passado,
Pois foi ele que fez com que eu chegasse até aqui.
Através da auto-observação e do auto-perdão,
Eu desenvolvo compreensão.
O meu passado não me limita mais.
Respira mais algumas vezes,
Libertando pela boca.
E aos poucos,
Deixa que a tua respiração flua agora naturalmente através do teu nariz.
Vamos voltar às afirmações.
Se tu quiseres,
Podes repeti-las em voz alta ou mentalmente.
Continua a prestar atenção aos pensamentos,
Emoções ou sensações que vão surgindo.
Presta atenção àquilo que está a acontecer da pele para dentro.
O passado está para trás.
Já não tem poder sobre mim.
Eu sei que tomei as decisões certas,
Face à consciência que tinha.
Não me castigo.
Apenas perdoo quem fui.
Não me culpo.
Apenas perdoo a situação.
Eu abençoo o meu eu do passado,
Pois foi ele que fez com que eu chegasse até aqui.
Através da auto-observação e do auto-perdão,
Eu desenvolvo compreensão.
O meu passado não me limita mais.
Respiração profunda.
Aos poucos,
Vai regressando.
Movimentando o corpo.
Abrindo os olhos.
E agradecendo por este momento.
Podes continuar esta meditação.
Ou colocares agora num papel tudo aquilo que foi surgindo.
Tudo aquilo que foi surgindo.
Os pensamentos,
Descrever as emoções ou sensações.
Como se estivesse a escrever uma carta ao teu eu do passado.
E podes até de seguida fazer um pequeno ritual e queimar essa mesma carta.
E observar o fogo.
O fogo que liberta.
O fogo que deixa ir.
Namastê.