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O Que Ninguém Debate Sobre Linguagem Neutra de Gênero

by Maira Reis

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Não importa se você concorda com o uso ou não da linguagem neutra de gênero. Existem pontos sobre esse assunto que ainda não foram muito explorados, embora nos levem a um autoconhecimento incrível e possam melhorar nossa comunicação com as pessoas. Escute esse podcast para entender!

Transcrição

Olá,

Tudo bem?

Eu sou Mayra.

Seja muito bem-vinda,

Muito bem-vindo,

Muito bem-vinde para mais um podcast aqui no Insight Time.

Hoje eu quero pegar uma polêmica que ronda aí as conversas,

Trazer aqui para um debate para a gente falar sobre autoconhecimento,

Sobre entendimento de diversidade,

Que é sobre linguagem neutra de gênero.

Primeiramente,

Eu não vou te ensinar a colocar o E,

O X,

Se é ou não correta usar a linguagem neutra de gênero,

Enfim.

Eu acho que isso é uma outra pauta,

Um outro debate,

Vai fugir do que eu quero trazer aqui para a gente.

A primeira coisa,

Quando a gente fala sobre linguagem neutra de gênero,

De novo,

Deixando de lado as polêmicas,

A gente tem que entender o que está por trás dessa sugestão de comunicação inclusiva.

Em um momento foi autorgado que a gente,

A partir daquele momento,

Tem que usar a linguagem neutra de gênero.

Óbvio que algumas pessoas trans têm usado a neolinguagem,

Que a gente chama de linguagem neutra de gênero,

E pedem para usar com essas pessoas.

Mas por que essas pessoas trans pedem para usar com ela?

É um debate que todo mundo esquece,

Que todo mundo está ocultando e foca nas práticas,

Se vai ou não mudar o português,

Que a gramática não é assim,

Não é assado.

Mas pensa comigo,

Quando a gente fala sobre linguagem neutra de gênero,

Esse debate partiu do movimento trans.

A gente questiona,

Na verdade,

A galera trans questiona sobre invisibilidades,

Sobre espaço de poder,

Sobre se está sendo ou não inclusivo o debate sobre gênero,

Indo além de cisgênero,

Porque todas as vezes que a gente fala sobre diversidade de gênero,

Principalmente de empresa,

Pode ver,

Sempre é focado no homem versus a mulher e cisgênero.

Parece que só existem esses dois gêneros,

Essas duas possibilidades de identidade de gênero e pronto,

Acabou.

Esquece a galera trans e deixa a galera trans e não binária para o movimento LGBT e QEP+,

Sendo que a ideia deveria trabalhar de uma forma interseccional.

Mas aí a gente já está fugindo de onde eu quero chegar.

Quando a gente fala sobre o debate de linguagem neutra de gênero vindo da galera trans,

Da comunidade trans,

Tem toda uma descredibilização.

Pensa comigo,

Será que se o debate tivesse vindo daquele homem que ocupa sempre o centro do poder,

Se ele fosse branco,

Rico?

Pensa o empreendedor do Vale do Silício aí,

Que vem na sua cabeça de primeira.

Se esse cara tivesse propondo a linguagem neutra de gênero,

Será que a gente teria tantas polêmicas sobre isso?

Inclusive,

Tem um empreendedor aí que lança foguete que colocou o nome em um dos seus filhos com a linguagem neutra de gênero.

Deu um pouquinho de rebuliço,

Mas agora parece que todo mundo esqueceu desse debate.

Todo mundo meio que aceitou esse debate.

Agora,

Imagina se isso fosse jogado para as pessoas trans.

Será que se a gente tivesse esse debate vindo mais fortemente de uma galera trans,

Isso pegaria de uma forma mais intensa?

O que eu estou te dizendo é que a gente está no país que mais mata pessoas trans no mundo.

Eu li ontem uma reportagem falando que de 2020 para 2021,

O assassinato de pessoas trans aumentou no nosso país em 41%,

Morrendo por ser ela mesma.

Quando a gente fala sobre linguagem neutra de gênero e a galera trans não-binária traz a proposição sobre invisibilidade,

Sobre espaço de poder,

A gente está falando também sobre o preconceito da linguagem que existe.

Inclusive,

A neurociência tem um estudo gigantesco sobre isso,

Que você pode procurar em mais informações.

Mas a gente também,

Dentro desses espaços de comunicar,

De como a gente está se questionando,

De quais preconceitos implícitos,

Explícitos que estão ali naquela linguagem,

Todo esse questionamento vem a partir desses debates.

Ah,

Maira,

Mas tem outras pautas mais importantes para a gente debater.

Também tem outras pautas importantes,

Mas uma não invisibiliza a outra.

A gente pode debater todas as pautas importantes,

Como pode debater também o preconceito da linguagem,

Que a linguagem neutra de gênero vem questionar.

Existem várias formas de a gente se comunicar,

E nem sempre a gente se comunica com o português correto.

Se a linguagem neutra de gênero vai ou não adentrar na gramática,

Já são outros 500.

O que você precisa entender é que também a própria gramática já teve uma reformulação de ortografia e de outras regras.

Com o tempo,

Pelo avanço da sociedade e por debates da sociedade,

Ela teve uma atualizada.

E antes de a gente se preocupar se a linguagem neutra de gênero vai ou não adentrar a gramática,

A gente precisa se preocupar mais ainda em como é que a gente está se comunicando com outras pessoas.

E falando ainda sobre essas formas de se comunicar,

Aqui no Brasil,

Inclusive,

Já tem um idioma que usa a linguagem neutra de gênero.

A Libra já é o segundo idioma oficial aqui do Brasil,

A segunda língua oficial do Brasil.

Então,

Assim,

Já tem.

.

.

Se a gente for debater sobre o uso ou não da língua neutra de gênero no nosso dia a dia,

A gente já usa de uma certa forma,

Né?

A Libra,

Mayra,

Ela é focada na cultura surda.

Cara,

Quando a gente fala de cultura surda,

E a gente pode ter um outro debate aqui,

Eu posso trazer uma pessoa que é especializada em pessoas com deficiência para falar sobre isso,

A gente usar a cultura surda é um outro rolê,

Porque dentro da palavra surda tem várias diversidades.

E aí a gente também tem que lembrar que nem toda pessoa surda faz uso da Libra.

Óbvio que eu tô saindo do contexto que eu gostaria de trazer aqui pra vocês,

Já tô entrando na questão das pessoas com deficiência,

Mas é pra te mostrar como esse universo é muito mais amplo do que um debatezinho sobre colocar o X,

O E no final,

Se vai mudar o português ou não vai.

A gente tá falando sobre diversidade,

Diversidade corporativa,

Diversidade de pessoas,

Diversidade de mundos e mais a nossa forma de comunicar como tá implícita vários preconceitos.

Bom,

Se você quer que eu trago outros podcasts falando sobre o preconceito da linguagem,

Me deixa aqui nos comentários que a gente vai se falando.

Até mais,

Tchau,

Tchau.

4.0 (5)

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Dulciane

January 30, 2022

Esclarecedor, obrigada

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