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Temos a Família Perfeita para Nossa Evolução

by Laiz Marina

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Primeira parte da conversa com a consteladora Sheila Nowakowski. Para a Constelação Sistêmica, é no núcleo familiar onde encontramos as melhores oportunidades de transformação pessoal. É através da nossa família que passamos a olhar para dentro de nós, despertando o autoconhecimento.

Transcrição

Oi gente,

Tudo bem?

O nosso tema de hoje é Temos a família que merecemos.

E aí eu chamei a Sheila Novakovsky ou Yukta.

Depois ela vai me explicar o que significa.

Mas a Sheila é consteladora e a gente vai falar sobre esse tema aplicando a terapia de constelação.

E aí a gente tava conversando em off,

Né Sheila?

E a Sheila comentou comigo que dentro da constelação cada membro da família tem o seu lugar.

E aí eu já jogo pra você Sheila.

Como assim?

Como assim cada um tem o seu lugar?

Bom,

Inicialmente eu quero agradecer muito Larissa,

O teu convite,

A oportunidade de estar aqui com vocês.

Verdade.

Quando a gente nasce numa determinada família,

A gente já nasce ali porque ali é o nosso lugar certo.

Nosso papai,

A nossa mamãe,

Os nossos irmãos,

Se é que tivemos algum antes ou não,

Os que virão depois,

Os nossos vovós,

Titios,

Primos.

Gente,

A família é certa.

E a gente quando nasce ali,

A gente já tem um lugar.

Dentro deste lugar,

Existem energias diferentes para cada membro,

Sheila?

É que na minha linguagem é energia.

Talvez a constelação seja um papel?

Sim.

Cada um de nós ao longo de toda a vida,

A gente está mais ou menos em contato com essas energias.

Então tem a energia da mãe,

Tem a energia do pai,

Do irmão mais velho.

A nossa energia seja o lugar onde nós estamos ocupando o lugar de irmãos.

Então assim,

É uma energia toda do campo sistêmico e nós estamos ali sim envolvidos com toda essa energia,

Dando e recebendo energia.

A gente sabe que na constelação existe esse termo,

Honrar pai e mãe e a nossa ancestralidade.

Como que funciona isso dentro desse cenário de abandono?

Quando a gente é fecundado,

Quando o papai fecunda a mamãe ali naquele momento da fecundação,

Já existe o grande mistério,

Já existe a grandidade da vida.

Ela já começa ali naquele ato grandemente espiritual de Sbeth Helmer e as próprias religiões também,

Que é o ato da fecundação de uma nova vida.

Então a vida começa ali.

Se o papai vai,

Não vamos dizer abandonar a mãe e a criança,

Mas vamos dizer viver a vida dele.

O papai sai para viver a vida dele e nossa mãe continua conosco dentro da sua barriga,

Dentro do seu ventre para nos dar efetivamente a vida,

Ainda assim,

Se não houvesse aquele momento da fecundação,

Do relacionamento sexual,

Não teria vida.

Então só o fato da própria fecundação,

Só o fato do pai ter feito essa mágica espiritual de nos proporcionar a vida,

Já é o suficiente.

Porque o que acontece?

O importante para cada um de nós,

O importante para nós,

Pequenos,

Médios,

Adultos,

Não importa em que idade que a gente esteja,

É reconhecer que a vida é algo muito maior e que o fato da gente estar aqui na vida,

Podendo criar,

Podendo aproveitar,

Podendo trabalhar,

Podendo fazer tudo que a vida nos proporciona,

Isso em si é um verdadeiro milagre e isso só acontece porque eles nos deram essa vida,

Porque eles puderam,

Papai e mamãe,

Nos proporcionar esse momento da vida,

Essa vida como um momento entre o nascimento e a morte.

Mas veja,

Eu quero só complementar uma coisinha ali do pai,

Como é que a gente faz pra essa criança que teve o pai abandonado,

Que o pai abandonou essa criança lá no verde da mãe,

Como é que fica essa relação da criança com o pai?

Porque a gente não pode misturar os papéis,

Aquilo que a gente estava falando,

Da mãe e do pai,

Ali houve um relacionamento entre mãe e pai,

Pra criança,

Pro filho,

Isso aqui não importa,

O relacionamento da mãe e do pai é uma coisa deles,

Pra nós,

Pro filho,

Pra criança,

Pra aquele que vem pro fruto dessa relação,

Isso é uma outra coisa.

Por que que os irmãos são tão diferentes e o comportamento dos pais é tão diferente com cada filho?

Ah,

Essa pergunta é linda!

É linda pelo seguinte,

Cada vez que nasce um filho,

Nasce também um pai e uma mãe,

É incrível,

Mas é essa a questão.

Por exemplo,

Eu tenho três filhos,

Na verdade eu tenho quatro filhos,

Então pra cada um desses filhos nasceu uma mãe,

Mas não se repete o nascimento da mãe,

Não é o mesmo,

Porque a primeira mãe que nasceu em mim,

Eu tinha 16 anos,

Como é que vai ser a mesma mãe do que nasceu depois quando eu tinha 25?

É outra mãe que nasce.

Então a gente pensa,

Senso comum,

É o mesmo pai,

É a mesma mãe,

Deram o mesmo amor,

Deram o mesmo carinho,

Foi feito tudo igual,

Esses filhos são tão diferentes.

Não é!

A cada nascimento do filho,

Nasce um pai e uma mãe também,

Então essa é a grande mágica da vida.

Como que fica a situação desse filho quando ele é totalmente influenciado pelo pai ou pela mãe numa separação,

Por exemplo?

Nossa,

Isso aí causa tanta dificuldade,

Causa tanto problema pra vida desse filho,

Porque nós precisamos exercitar na nossa cultura aquela coisa de deixar papai e mamãe na relação deles.

A gente normalmente não está acostumado,

A gente normalmente dentro de uma estrutura familiar,

A gente acaba tomando partido de um em relação a outro e muitas vezes,

Diz Bertha e Helen,

É estimulado pela própria mãe.

Então numa separação,

Numa dificuldade do casal,

Numa dificuldade familiar,

Ficar numa neutralidade de filho,

Às vezes é quase impossível.

Se a criança é pequena,

Como é que ela vai dizer?

Ela ama a mãe,

Ela ama muito o pai,

Ela ama igual,

A criança ama igual.

Normalmente ela acaba acreditando,

Imaginando,

Pensando que ama mais a mãe,

Porque ela está sendo conduzida pela própria mãe a achar isso.

E ela não quer entrar em conflito com a mãe no momento que ela vinha dizendo,

Mas meu pai pra mim é tão importante quanto você.

Eu quero trazer um exemplo do que aconteceu na minha vida,

Que foi muito marcante e até vai ser uma boa oportunidade pra você explicar o que aconteceu comigo,

Mas há muitos anos atrás,

Uns 5 anos atrás mais ou menos,

A minha irmã se separou e o meu comportamento quando ela se separou foi de mãe com ela,

Eu saí da posição de irmã e eu entrei na posição de mãe porque eu queria proteger ela.

Como eu já tinha passado pela situação de uma separação,

Eu queria muito evitar que ela sofresse como foi sofrido pra mim,

Enfim,

E aí eu nitidamente vi que eu saí da minha posição de irmã,

Então eu tinha atitudes com ela de mãe,

De proteção,

De sair da minha casa,

De querer dormir com ela,

De estar perto dela,

De trazer ela pra minha casa e com o tempo eu fui percebendo que isso começou a influenciar dentro da minha casa,

Dentro da minha relação,

Dentro da minha vida.

Pergunta-me,

Você é irmã mais velha?

Eu sou a mais nova,

Eu sou a caçula.

Então saiu mesmo do papel,

Mais ainda do que se fosse uma irmã mais velha.

Nós,

Qual o maior amor que a gente tem na vida?

Cada um de nós,

Queiramos ou não,

Seja consciente ou não,

Tenhamos ideia ou não,

Seja isso uma realidade que a gente já vivencia ou totalmente fora da realidade.

O maior amor que a gente tem aqui,

Nesse planeta,

É pra nossa família.

Não existe amor maior.

Nesse amor você põe pai,

Mãe,

Seja como for o pai e a mãe,

É o maior amor,

E irmãos,

Amor de irmãos é algo muito grande.

O que acontece em função desse amor que a gente tem?

A gente não quer que o outro sofra.

A gente faz qualquer coisa pra evitar que um membro da nossa família sofra.

Quando a gente é criança,

É muito pior.

Aí começam os grandes emaranhamentos que vão trazer dificuldades lá na frente.

Porque por amor a eles,

A gente faz qualquer coisa pra que eles não sofram.

Gente,

Qualquer sofrimento,

Qualquer situação que a gente venha a passar,

De dor ou dos nossos familiares,

Alguém que a gente ama muito,

Nossos filhos,

Não importa quem seja,

Qualquer situação,

Ela vai trazer um fator muito grande de aprendizado,

Existe uma força muito grande naquilo de ruim que está acontecendo com o ente querido.

Então,

Quando a gente quer proteger,

Nesse caso você quis proteger a sua irmã,

Por um outro lado,

Você estava impedindo que ela tivesse todas as possibilidades e as condições de vivenciar algo que era importante.

Pra ela,

Pra vida dela,

Pra que ela crescesse,

Pra que ela visse a vida de outra forma,

Pra que ela tivesse a força,

Pra que ela assumisse aquela força que estava vindo com todo esse sofrimento.

Me sinto totalmente diferente dos valores da minha família.

Vamos considerar esse exemplo como o famoso a ovelha negra.

É muito bacana,

Porque às vezes a gente,

De uma forma bem objetiva,

Bem clara,

Às vezes a gente vê assim família de advogados.

O avô é advogado,

O pai é advogado,

O filho,

O que a família pensa?

Será um advogado.

Ou dentista,

Ou engenheiro,

Enfim,

Na profissão a gente vê isso muito,

Mas não é só na profissão,

É só pra ficar um pouquinho mais claro.

Então,

Esse ovelha negra seria aquela pessoa que vai fazer algo de diferente.

Quando a gente está buscando ser quem a gente é,

O ovelha negra acaba sendo um exemplo disso,

Normalmente ele tem que sair daquela zona de conforto,

Mas é sofrido,

Muito.

Assim como é sofrido pra nós qualquer coisa que a gente escolha fazer e que vai sair da nossa zona de conforto.

Então,

Essa pessoa normalmente é o ovelha negra,

Ovelha negra usando essa metáfora,

Essa imagem.

É ele que vai trazer,

Vai fazer com que a família,

De forma geral,

Se abra pra coisas que antes ela estava fechada.

Como que a constelação vem pra ajudar essa pessoa?

De que forma,

Né?

Como que é trabalhado com essa pessoa?

Primeira coisa,

O filho,

Pra ele ter essa força pra fazer isso,

Ele tem que,

Ele toma,

A palavra toma,

Ele toma papai e mamãe exatamente do jeito que são.

Toma ou significaria aceitam,

É mais que aceitar,

Aceitar é assim.

Você aceita esse copo d'água?

Ah,

Eu aceito,

Alguém te ofereceu.

Tomar é assim,

Esse copo d'água é meu,

Eu estou com sede e esse copo d'água é meu,

Eu estou com sede e essa água vai matar mim assim.

Tomar é alguma coisa ativa,

Ou aceitar é algo passivo.

Quando você,

Como qualquer um de nós,

Quando nós nascemos filhos do papai e da mamãe,

Não nos cabe aceitar,

Nós não somos ninguém pra aceitar.

Porque o fato de a gente aceitar ou não,

Não vai mudar nada,

É algo muito forte isso,

Tudo na nossa vida gira em torno desse tomar papai e mamãe.

Quando você toma o pai e a mãe do jeito que são,

Exatamente do jeito que são,

Sem aquela imaginação,

Sem aquela coisa do,

Ah,

Mas deveria ser assim,

Deveria ter se engraçado,

É,

Exatamente,

Ah,

Mas meu pai podia naquela vez lá ter me dado apoio,

Enfim.

Quando a gente deixa de arrogar,

De se arrogar no direito de fazer qualquer cobrança do pai e da mãe,

Quando a gente toma como adição exatamente,

Com esse ato de tomar,

A gente vai pro nosso lugar,

Porque só faz isso quem já está no outro lugar dele.

O lugar dele,

Papai e mamãe grande aqui,

No caso,

Vivendo o caso deles,

A vida deles,

A história deles e eu aqui,

Fruto disso.

Tomei papai e mamãe,

Eu tô forte,

Eu tô bem,

Porque através desse tomar a vida no seu curso maior,

Ela nos abençoa.

Olha,

A gente vai falar também sobre mãe,

Dentro da constelação e a influência das nossas mães na nossa vida,

Será que isso é bom,

Será que isso é ruim?

Você vai saber no próximo programa,

Até o próximo programa,

A gente se vê então na próxima entrevista,

Até mais.

Obrigada,

Sheila.

Obrigada,

Laís,

Beijo no coração de vocês,

Tchau.

Conheça seu professor

4.5 (15)

Avaliações Recentes

deborah

June 25, 2020

ameiiiii super recomendo

Karen

June 9, 2020

Gratidão!! 🙏🙌

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