Prática de RAIN,
Do Estúdio da Alma.
Vamos começar por nos sentarmos numa posição confortável,
Sentir a respiração à medida que deixamos o corpo relaxar,
Dando conta de cada movimento da respiração,
Notando cada respiração mais profunda e vamos deixar a mente deambular,
Deixando-a trazer situações que de alguma forma nos trouxeram algum desconforto,
Que nos prendem de alguma forma emocional,
Talvez por alguma culpa,
Ansiedade,
Alguma mágoa,
Se chegar mais do que uma situação,
Vamos deixar que a mente segure apenas uma delas.
Vamos procurar olhar para esta situação como se estivéssemos a ver um filme,
Um vídeo,
Em que somos talvez a personagem principal deste filme.
Vamos deixar que a ação se desenvolva,
Observando essa situação,
As pessoas que possam fazer parte desse momento,
Até fazermos um momento de pausa naquela situação específica que desencadeou essa emoção,
Esse desconforto.
Nesse momento de pausa,
Vamos observar o que está a acontecer,
Vamos nos dar conta do que é que efetivamente está a acontecer nesse instante,
Quais são as histórias que estamos a contar sobre este momento,
Que emoções estão presentes,
Podem ser histórias de culpa,
Mágoa,
Tristeza,
O que quer que seja,
Vamos apenas nos dar conta,
Ao mesmo tempo que vamos permitindo que essas emoções se estejam presentes,
Sem querer alterar o que quer que seja,
Apenas deixá-las estar,
Com generosidade para connosco,
Com gentileza,
Apenas deixando-os estar,
Dando-nos esse direito de permitir,
De sentir o que quer que estejamos a sentir nesse instante,
E vamos investigar,
Investigar no corpo,
Como é que eu sinto estas sensações,
Estas emoções,
Quando tudo isto está a acontecer,
Se nos for mais confortável,
Podemos até alterar a posição do corpo para esta situação,
Podemos contrair,
Pressionar as mãos,
O que quer que seja,
O que nos faça sentir e perceber e investigar como é que eu sinto o que eu sinto no meu corpo,
Em que eu estou a acreditar sobre mim mesmo neste instante,
Que os outros não se importam,
Que eu vou falhar,
Que não sou respeitada,
Que alguma coisa vai correr mal,
Se eu sou invisível,
O que é que eu estou a acreditar,
Dar-me-nos conta de que é que acreditamos e de que emoções vêm agarradas a estas crenças no meu corpo,
De que forma é que se intensificam quando eu acredito em tudo isto.
Agora,
Vamos nos ligar a esta parte dentro de nós,
Que se sente mais vulnerável,
Vamos fazer estas perguntas para nós,
O que é que estás a precisar,
O que é que precisas neste instante,
Amor,
Segurança,
Compreensão,
Presença,
Qual a mensagem que mais gostarias de ouvir de alguém em quem confias,
O que seria mais reconfortante neste instante,
E vamos ouvir,
Escutar com toda a atenção o que esta parte dentro de mim precisa,
Vamos termos noção do nosso corpo neste instante,
Estamos-nos a ligar ao nosso eu interior mais sábio,
Se nos for confortável,
Vamos deixar a mão no coração,
Onde for que sintamos a necessidade de nos conectarmos,
E vamos escutar com atenção,
O que é que eu preciso,
E vamos começar a responder,
A nutrir-me-nos,
Vamos começar a dar a nós mesmos este amor,
Este carinho,
Esta presença,
Esta compreensão para mim mesmo,
Esta parte de mim mais precisa,
Mais quer neste instante,
E que mais ressoa dentro dela,
Vamos nos dar,
Vamos notando a presença deste carinho,
Deste amor,
Deixando-nos aqui neste espaço,
Nesta clareza,
Nesta partilha para connosco,
Oferecendo-nos esta nossa generosidade,
Este amor,
Vamos deixar que esta pergunta encontre uma resposta dentro de nós,
Como é que seria a minha vida,
Se eu não acreditasse que há algo de errado comigo,
Vamos deixar esta pergunta aloiçar dentro de nós,
Tal como uma bota de água que cai num lago,
Que vai criando todas aquelas ondas,
Vamos deixar esta pergunta ressoar dentro de nós,
E criar estas respostas,
Deixando-o ir,
Soltando-se,
Apertando o espaço no coração,
Preenchendo-o de amor,
Tudo o que vem dentro de nós,
Enquanto humanos,
É tudo o que podemos dar,
Vamos mantendo a respiração,
Sentindo a respiração,
Ainda com os olhos fechados,
Vamos nos dando conta do espaço,
Na nossa bota,
E aos poucos,
Vamos sentindo,
Mexendo os dedos dos pés,
As mãos,
Fazendo uma respiração mais profunda,
E o nosso tempo,
Sem pressas,
Abrimos os olhos,
E deixamos que esta sensação se mantenha no nosso corpo.