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Um Pouco de Mim - Como Encontrei Minha Voz Interior

by Duda Schietti

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No primeiro episódio do meu podcast, eu conto uma parte da minha história que me fez estar aqui hoje. Do dia para a noite, minha vida virou do avesso, e eu tive que virar junto! Só assim eu pude me transformar e encontrar a minha voz interior, o meu verdadeiro Eu. Aprendi que a dor dói, mas ela também cura desde que nós nos permitirmos senti-la, por inteiro.

Transcrição

Oi,

Eu sou a Duda e vou te contar um pouco de mim.

Gostaria de poder te contar tudo,

Mas nem eu mesma sei,

Porque ainda estou me descobrindo e evoluindo a cada dia,

A cada nova experiência que eu vivencio.

O que eu sei,

Até agora,

É que eu não canso de procurar saber mais.

Eu tenho sede de conhecimento e um lado muito curioso que gosto de investigar os mistérios ocultos da vida.

Eu desejo a verdade e procuro as soluções.

Mas eu nem sempre fui assim.

Essa minha busca interna pelo autoconhecimento nasceu num momento mais difícil da minha vida.

Eu tinha 23 anos e eu me vi no olho do furacão,

Tendo que lidar com uma doença grave que poderia ter interrompido a minha vida ali.

Foi aí que eu aprendi a maior lição da minha vida até hoje.

Não existe evolução se você não passar pela tribulação.

Eu digo isso porque foi exatamente o que eu vivi.

Descobri que tinha um cavernoma,

Uma espécie de tumor que estava localizado no tronco cerebral,

Muito próximo da medula.

Ele se rompeu,

Causando uma hemorragia cerebral e uma paralisia social do lado direito do meu rosto.

A minha única solução era enfrentar uma cirurgia complexa e de risco,

Pois caso sangrasse novamente,

Poderia ser fatal.

O problema seria achar quem ia me operar,

Pois quando fala-se em cavernoma de tronco,

Poucos neurocirurgiões no mundo querem chegar perto.

Eu tive sorte,

Porque achei há tempo,

E mais do que o meu médico,

Eu achei o meu anjo da guarda,

Que me permitiu continuar a andar,

Falar,

Pensar,

Olhar,

Sentir,

Ver,

Ouvir,

Viver.

14 de março de 2013,

Foi o dia da minha operação para a retirada do cavernoma.

Mas não foi só ele que eu deixei no centro cirúrgico.

Eu estava entregando também uma parte de mim que não me pertencia mais.

Era o dia de me despedir daquela dúvida frágil,

Insegura,

Que constantemente fugia dos sentimentos ruins e escapava dos problemas,

Para receber uma nova mulher de cibra que estaria nascendo dentro de mim.

Foi muito difícil ter que lidar com todas essas mudanças ao mesmo tempo,

Principalmente com a condição estética do meu rosto.

Eu ainda era uma menina,

Mas já tinha uma vaidade de mulher.

Foi um processo doloroso e lento aceitar as minhas imperfeições,

Porque naquela época,

Meu ego era exigente e perfeccionista.

E como eu ainda não tinha o conhecimento e as ferramentas para enfrentá-lo,

Só me restava obedecer aos falsos comandos da minha mente,

Que viviam me dizendo,

Eu me olhava no espelho e eu não me reconhecia.

Afinal,

O nosso rosto é a nossa identidade.

É por meio dele que a gente se expressa para o mundo,

Onde fazemos contato com as pessoas,

É por onde somos vistos e lembrados.

De repente,

Eu havia perdido esse pedaço tão importante de mim.

Eu tinha perdido a minha identidade,

De repente,

Eu havia perdido esse pedaço tão importante de mim.

Mas aí é que mora o perigo,

Quando focamos a nossa energia no que está saltando e no que não podemos controlar.

Esse mindset de escassez foi me consumindo e me impedia de aceitar a minha vida como ela era naquele momento.

Foi um período super turbulento,

Mas eu decidi aguentar sim,

Porque eu tinha fé e eu me sentia amparada constantemente pela força idiosina.

Dito e feito.

O tempo foi passando e o universo foi me mostrando,

Aos pouquinhos,

Qual era o real propósito de tudo aquilo.

Um dos sinais que eu recebi foi quando eu li em um livro budista a seguinte frase que mudou a forma de eu enxergar a minha vida.

Tudo o que acontece comigo é a melhor coisa que poderia acontecer comigo.

Chega de questionamento,

De medo,

De apego,

De dúvida,

De insegurança.

Era o que eu tinha naquele momento para abraçar.

Eu precisava me acolher depois de tantos anos me machucando com os meus próprios pensamentos.

Naquele momento,

Eu reconheci que eu era a minha própria cura.

Então,

Eu resolvi começar essa busca interna,

Através da espiritualidade,

Consultas com psicóloga,

Terapia holística,

Coaching,

Vivências,

Astrologia,

Retiros,

Yoga,

Meditação,

Livros,

Cursos,

E outras coisas mais.

Quanto mais eu cavava,

Mais eu me encontrava,

E mais as coisas iam fazer sentido.

O mais incrível de tudo é que quando estamos nessa frequência energética,

Atraímos as pessoas que entram em nossa vida para nos apontar a direção que temos que ir.

Nessa história toda,

Rolaram muitos encontros,

Conversas e experiências onde eu tive o privilégio de construir grandes amizades que abriram o meu olhar para diversas partes de mim que eu nem sabia que existiam.

Eu digo que elas são os meus processores da vida.

A troca que eu tive com cada uma dessas pessoas foi essencial no meu processo de cura e autoconhecimento,

Porque cada oportunidade era um convite a olhar mais para dentro de mim.

E eu quero ter essa mesma troca com você.

A minha intenção com esse podcast é,

A cada episódio,

Ir plantando uma semente para você ouvir,

Refletir e talvez até achar as respostas para suas questões internas.

A gente vai falar de expansão de consciência,

Autoconhecimento,

Amor próprio,

Autoaceitação,

Espiritualidade,

Saúde,

Bem-estar e outras coisas que envolvem o equilíbrio emocional.

Às vezes isso vai ser em forma de meditação,

Áudios ou com convidados especiais que me inspiram.

Eu não pretendo impor nenhuma opinião e não quero te convencer a nada.

Ouça,

Medite,

Experimente,

Deforma ao conteúdo que escutar aqui da maneira que fizer sentido na tua vida,

Do seu jeito e no teu tempo.

Vá se construindo com calma,

Porque acredite,

É uma obra que não tem fim.

Quando a gente acorda para a nossa própria consciência,

A gente consegue mudar a nossa história.

E por último,

Mas não menos importante,

Eu quero estimular as pessoas a ouvirem mais,

A si mesmo e ao outro.

Ouvir por inteiro a outra pessoa é um ato de generosidade.

Forma conexões mais profundas e gera momentos de admiração e de insights.

Às vezes a solução do nosso conflito pode estar na história do outro.

A voz tem um grande poder de cura.

O mesmo acontece quando damos ouvido a nossa sabedoria interior ou a nossa intuição,

Que fala com a gente o tempo todo,

Mostrando o caminho.

Mas,

Na maioria das vezes,

Estamos desconectados de nós mesmos para poder escutá-la.

Ouvir e fazer perguntas tem o poder de mudar a nossa visão do mundo.

Obrigada por me ouvir.

Um super beijo e até a próxima!

4.9 (47)

Avaliações Recentes

Neide

April 29, 2025

Excelente reflexão! Obrigada por compartilhar! 🙏❤️‍🩹🌻

Cleci

February 12, 2025

Gratidão 🙏🏻 pela partilha.🥰

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🙏

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September 23, 2019

Pessoas como você, que tiveram a coragem de entrar em contato com sua centelha divina, durante um momento muito duro na vida, são sempre inspiradoras e merecem serem ouvidas.

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