
Seu Corpo - Esta Casa Onde Você Não Mora
O texto é a parte da introdução do livro "O corpo tem suas razões" de Therese Bertherat, fisioterapeuta francesa. Ouvir este texto "O seu corpo - a casa em que você não habita" te levará a uma reflexão sobre o seu corpo como a sua casa e você poderá observar se sente-se presente nele. Traga sua consciencia para o seu corpo, habite-o.
Transcrição
Olá,
Procure uma postura confortável,
Preste atenção na minha voz,
No texto e,
Ao mesmo tempo,
Se conecte com o seu corpo.
O texto é de terresperterrar,
O seu corpo,
Esta casa onde você mora.
Neste instante,
Esteja você onde estiver.
Há uma casa com seu nome.
Você é o único proprietário,
Mas faz tempo que perdeu as chaves.
Por isso,
Fica de fora,
Só vendo a fachada.
Não gostaria nem a morar nela.
Esta casa,
Teto que abriga suas mais rescondidas e reprimidas lembranças,
É o seu corpo.
Ah,
Se as paredes ouvissem!
Na casa,
Que é o seu corpo,
Elas ouvem.
As paredes que nunca ouviram e nada esqueceram são os músculos.
Na rigidez,
Fraqueza e dores dos músculos das costas,
Pescoço,
Diafragma,
Coração e também do rosto e do sexo.
Nesta casa está escrita toda a sua história,
Do nascimento até hoje.
Sem perceber,
Desde os primeiros meses de vida,
Você reagiu a pressões familiares,
Sociais,
Morais.
Ande assim,
Não se mexa,
Tire a mão daí,
Fique quieto,
Faça alguma coisa,
Vá mais depressa.
Ou onde você vai com tanta pressa?
Para conformar-se,
Você se deformou.
Seu corpo de verdade,
Harmonioso,
Dinâmico e feliz por natureza,
Foi sendo substituído por um corpo estranho,
Que você aceita com dificuldade,
Que no fundo você rejeita.
É a vida,
Diz você,
Não há outra saída.
Responda-lhe que você pode fazer algo para mudar e que só você pode fazer isso.
Não é tarde,
Nunca é tarde Saúde,
Bem-estar,
Segurança,
Prazeres,
Deixamos tudo a cargo de outros.
Médicos,
Psicólogos,
Arquitetos,
Políticos,
Patrões,
Maridos,
Amantes,
Filhos.
Confinamos a responsabilidade de nossa vida,
De nosso corpo,
Aos outros.
Por vezes,
Há aqueles que não desejam essa responsabilidade e que se sentem esmagados por ela.
Quase sempre,
Aqueles que pertencem a instituições,
Cuja primeira finalidade é a de nos tranquilizar e,
Portanto,
De nos reprimir.
Quando renunciamos à autonomia,
Abdicamos de nossa soberania individual,
Passamos a pertencer aos poderes,
Aos seres,
Àqueles que deveriam nos recuperar.
Se reivindicamos tanto a liberdade,
Porque nos sentimos escravos,
E os mais lúcidos,
Esses reconhecem ser escravos cúmplices.
Mas como poderia ser de outro jeito,
Se não chegamos a ser donos nem da nossa primeira casa,
Da casa que é o seu corpo?
Você pode,
No entanto,
Reencontrar as chaves do seu corpo,
Tomar posse dele,
Habitá-lo,
Enfim,
E nele encontrar a vitalidade,
Saúde e autonomia que lhe são próprios.
Nosso corpo somos nós,
É nossa única realidade perceptível.
Não se opõe a nossa inteligência,
Sentimentos,
Alma,
Ele os inclui e dá-lhes abrigo.
Por isso,
Tomar consciência do próprio corpo é ter acesso ao ser inteiro,
Pois corpo e espírito,
Psíquico e físico,
E até força e fraqueza,
Representam não a dualidade do ser,
Mas a sua unidade,
A sua integridade.
Um forte abraço.
Conheça seu professor
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