
O Que é Meditação?
by Isabela Lima
O que é meditação? Essa prática milenar existe em mais de uma cultura pelo mundo e hoje vamos conhecer melhor sobre ela nas lentes do zen budismo e do yoga. Também falo hoje sobre a preparação para a prática, um de seus principais benefícios a longo prazo e sobre dois conceitos irmãos dela: a não-dualidade e a impermanência.
Transcrição
Olá,
Seja bem-vindo.
Hoje vamos falar sobre meditação.
Sobre o que é meditação?
Tem três definições que eu gosto muito,
Três universos que trabalham a meditação,
Que são os três universos de influência.
O primeiro é o budismo,
Onde a meditação se faz sentada e em silêncio.
A meditação se faz simplesmente pelo ato de se sentar,
Isso falando do zen budismo.
Existem muitas pessoas budistas,
Mas o zen budismo,
Que é a linha que eu tenho mais proximidade,
Diz que só é preciso sentar-se em silêncio,
Se dar esse tempo e esse espaço para que se perceba melhor a vida e se esteja presente.
É simples e possível a todos que todos nós respiramos.
O budismo parte de que a vida está no momento presente,
Então o objetivo da meditação dentro do budismo é você ficar no lugar onde você realmente pode agir.
A monja Coen diz que o melhor lugar do mundo é o lugar onde você está agora,
Independentemente de qual seja o melhor momento.
Essa noção forte de presença começa a entrar no nosso dia a dia e esse é o objetivo da meditação,
É com esse objetivo que a gente pratica.
A segunda,
O segundo universo que traz a meditação de uma forma que eu sou muito adepta e apaixonada é o yoga.
O yoga em si é a meditação em movimento,
Porque a gente faz os movimentos sincronizados com a inspiração e com a respiração.
Então não existe um tempo certo do movimento,
Existe o tempo da sua respiração.
Então é o seu tempo.
Você começa a sincronizar os movimentos com o seu corpo,
Com o seu ritmo e isso é muito benéfico para a presença,
É muito benéfico para a gente conseguir ter mais consciência corporal também.
A cada passo que nós vamos,
A gente começa inclusive a corrigir posturas que a gente faz no dia a dia,
Por esse hábito de estar praticando yoga.
Então é uma forma que eu sou extremamente apaixonada de se meditar.
E no dicionário,
A meditação ela está descrita como foco em algo.
Então quando a gente vai estudar outras correntes de meditação também,
O mindfulness por exemplo,
Não é uma linha que eu conheço muito bem,
Mas eu sei basicamente que você está ali para focar a sua atenção na sua própria meditação.
Aí você vai começar a estudar o seu padrão de comportamento.
Então é muito,
Muito interessante.
Então meditar também é focar em algo,
Se concentrar,
Se aprofundar.
Eu acho que a meditação ela é um passo anterior à contemplação.
E é nesse lugar que a gente começa a contemplar a beleza.
A gente começa a observar que nós estamos aqui,
Nós estamos respirando,
Nós estamos bem.
Então o que eu estou deixando de observar?
De beleza,
De força da natureza,
De realização no lugar em que eu estou,
No meu momento,
No lugar em que eu estou.
Onde está a beleza da vida no lugar em que eu estou?
A meditação faz isso.
Com a prática a gente consegue chegar nesse lugar.
E para meditar a gente precisa primeiro aquietar-se,
No sentido de reservar um tempo mesmo.
Porque é preciso ter frequência.
Então a gente precisa trabalhar de uma forma que a gente possa criar um hábito e sentir os reais resultados disso.
Eu acredito que no mínimo são necessárias aí de oito a dez práticas para você incorporar e entender como está sendo para você.
Não basta fazer uma vez,
Não dá certo e desistir.
É preciso persistir um pouquinho para entender o real efeito da meditação,
Porque ela começa a transpassar esse espaço que a gente define,
Esse momento.
Você começa a colocar na sua vida mesmo,
E isso aumenta sua atenção,
Te dá mais foco,
Te dá mais satisfação,
Limpa a sua cabeça para que você esteja atento naquele momento,
Que você possa agir com força,
Mas com leveza,
Com firmeza,
Mas com leveza no momento que você está.
E o que a meditação faz com a gente?
Ela nos torna mais percedores e observadores de nós mesmos e da vida que nos rodeia.
Então quando a gente fala em observar a si mesmo,
A gente está falando de consciência.
A gente vai ter mais contato,
Um contato mais íntimo com os nossos pensamentos,
Emoções,
Sentimentos e nosso comportamento.
A gente vai lembrar de algum momento do dia em que não foi bom ou que a gente agiu de uma forma que não foi mesmo reprova,
Para poder analisar e dizer,
Poxa,
Eu errei aqui,
Vou fazer melhor da próxima vez.
Ou você vai reconhecer que aquele dia foi maravilhoso,
Porque você viu alguém da sua família que você ama,
Estava com saudade,
Que você conversou com alguém,
Que você teve um bom momento no seu dia,
Que às vezes passa batido porque a gente não está presente.
Então você vai conseguir reconhecer essas coisas.
E quando a gente fala da vida que nos rodeia,
Que eu acho esse ponto maravilhoso,
Você começa a entender que você não está só.
Você expande a sua consciência,
Porque você quebra a dualidade.
Eu acho que isso é interessante.
Eu vou falar então,
Para a gente finalizar,
Desses dois conceitos.
Eu quero falar da não dualidade.
A não dualidade é a sensação que a gente tem de que nós somos partes do mundo,
De que a gente não está sozinho,
De que a gente faz parte desse ambiente que a gente vive,
Desse ambiente que nos rodeia.
E a não dualidade nos faz pensar que a gente faz parte desse ambiente,
A gente não é separado.
Então quando a gente vive só para nós,
Ou só no nosso mundo pequeno,
Para as nossas necessidades,
A gente sente que não é suficiente.
A gente busca satisfação,
A gente busca expandir,
A gente quer estar conectado com a vida e com os outros.
Então a meditação quebra essa dualidade.
Quando você percebe que você faz parte do ambiente que você está,
Você entende que você não está só.
E todas as pessoas que vivem com você fazem parte do seu ambiente,
As pessoas que encontram no seu trabalho.
Você se vê no outro,
O outro está em mim,
Eu estou no outro.
E aí a gente começa a respeitar e acolher muito mais a individualidade do outro também.
Buscando nossa própria liberdade,
A gente dá liberdade ao outro.
E o outro conceito que é muito importante,
Eu volto aqui no budismo,
É um conceito que mudou muito a minha forma de pensar também.
Quando eu comecei a estudar yoga foi o conceito da impermanência.
Nada é fixo e permanente,
As coisas se transformam,
Elas começam e elas acabam também.
Então quando a gente fala de relações com as pessoas,
De relações com nós mesmos,
Isso muda,
As coisas se transformam.
Nada é fixo,
Permanente,
Que não possa ser transformado,
Que não possa ser olhado de outra forma,
Que não possa ser refeito,
Refinado,
Revalorizado.
Esse conceito da impermanência nos mostra que nós não temos o controle de muitas coisas e isso ajuda a nossa cabeça a ficar mais leve.
Então o que eu quero propor para nós no exercício para essa semana é que você escolha o momento do seu dia,
Que você separe o momento do seu dia para praticar maquiatação.
Não é uma meditação ainda,
A gente vai conhecer sobre como meditar em uma aula que a gente faz,
Mas é uma tentativa de aquietação,
Para você perceber um pouquinho do efeito meditativo.
Você vai fazer o seguinte,
Você vai sentar-se,
Pode ser deitado também por cinco minutos,
Então você pode pegar um timer do celular,
Eu aconselho muito o timer,
Que aí você pode configurar,
Virar o celular de cabeça para baixo,
Para que você não tenha aquela sensação de que quando vai acabar,
Tá muito longo,
Tá muito curto,
Para você não ficar preocupado com o tempo,
Tá.
Então coloca cinco minutinhos e você vai ficar ali quieto,
Quieta,
Sem fazer uma outra atividade.
O que isso significa?
Só permanecer,
Só ficar,
Aquietar-se por cinco minutos.
Você pode então anotar suas percepções durante a semana,
Se você gosta de monitorar esse fundamento,
Você pode perceber como você se sente no final e me conte nos comentários,
Tá bom?
Desejo uma ótima semana para todos,
Muito,
Muito obrigada pela companhia,
Nos vemos na próxima.
Namastê!
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