
Prāṇakriyā: A Respiração Completa
by Carol Mazeto
Este é o segundo áudio da série de pranayamas, as técnicas respiratórias do Yoga. A respiração completa te ajudará a ter mais consciência corporal, expandir sua capacidade respiratória, oxigenar as células do corpo, trazendo saúde, vitalidade e longevidade. Boa prática! Imagem: https://unsplash.com/@jareddrice Música: https://www.youtube.com/watch?v=v3LJ2un8V38&t=2614s
Transcrição
Olá,
Eu sou a Kral Mazeto e este é o segundo áudio da prática dos pranayamas,
Os exercícios respiratórios do yoga.
Os pranayamas são técnicas respiratórias que nos ajudam a expandir a capacidade respiratória,
A respirar com mais qualidade,
Nutrindo o nosso corpo de prana,
A energia vital.
Então,
Sente-se na sua postura confortável,
Sentindo os isquios,
Os ossinhos do bumbum em contato com o chão,
Com o tapetinho,
Com a sua almofada ou a sua cadeira.
Mantenha a sua coluna alinhada,
O seu peito aberto e os ombros relaxados.
É muito importante que você mantenha a sua coluna bem estendida para que o prana possa circular livremente pelo seu corpo,
Trazendo todos os efeitos do pranayama.
Hoje,
Iremos praticar o pranacria,
A respiração completa.
Se você não ouviu ainda o primeiro áudio dessa série,
Te convido a ir lá e ouvir o Adana Pranana,
Que é a respiração abdominal,
A respiração natural que fazemos quando estamos em estado de calma,
De relaxamento,
De descanso.
É importante que você já tenha esta consciência de sentir a respiração acontecendo no seu abdômen,
Porque hoje vamos ir um pouquinho mais além e sentir,
Além do abdômen,
A respiração que acontece na parte das costelas e na parte alta dos seus pulmões.
Então,
Para começar,
Sentindo-se confortável,
Se comprometa a não mover mais o seu corpo e permanecer por alguns instantes imóvel,
Onde a sua atenção está completamente voltada para os seus ciclos respiratórios.
Neste primeiro momento,
Observe a sua respiração.
Não é preciso interferir,
Silenciar,
Controlar.
Simplesmente vá tomando consciência de como você está respirando,
Do ritmo da sua respiração,
Da temperatura do ar que entra,
Do ar que sai.
Tome este lugar de observador de si mesma,
De si mesmo,
Percebendo cada inspiração e cada expiração.
Se a sua mente devagar,
Traga-la de volta.
Pensar no futuro,
No passado,
É algo natural da sua mente,
Não se julgue.
Se você dispersar,
Tome consciência de que este é o movimento natural do seu cérebro e traga então a sua atenção amorosamente para o momento presente,
Para a sua respiração.
E nesse estado de presença,
Traga suas mãos no seu baixo-ventre e,
Como na respiração passada,
Vá observando os ciclos respiratórios acontecendo nessa região,
A região abdominal.
Você inspira,
Seu abdômen cresce,
Você expira,
O abdômen se contrai.
Faça alguns ciclos,
Sentindo o movimento das suas mãos,
Que acompanham o seu abdômen,
Ao inspirar,
Crescendo e ao expirar,
Contraindo.
Esta respiração promove o massageamento dos órgãos abdominais,
Melhora o seu funcionamento,
Trazem uma sensação de relaxamento e de calma.
É a nossa respiração natural.
Então,
A partir de agora,
Eleve suas mãos para a região das suas costelas.
Deixe suas mãos apoiadas,
Sem fazer força,
Que você,
Com a ajuda do seu tato,
Traga ainda mais consciência para o movimento que acontece no seu corpo conforme você respira.
E trazendo as mãos na lateral,
Sobre as suas costelas,
Inspire e sinta as costelas se expandindo para as laterais.
Soltando o ar,
Elas voltam.
Procure visualizar que a respiração acontece neste local,
No meio do seu tronco.
Esta respiração é um pouco mais sutil do que a respiração abdominal.
Vá fazendo inspirações e expirações longas,
Profundas e observando este movimento das suas mãos e das suas costelas se expandindo e contraindo.
E então,
Traga os seus polegares embaixo das suas axilas e os dedos das mãos sobre o peito.
E então,
Observe sua respiração acontecendo agora na parte superior,
Na parte dos seus pulmões.
Inspire.
Observe o peito se expandindo,
Sendo preenchido.
Expire.
O seu peito se esvazia,
Os seus pulmões vão relaxando,
As suas mãos vão descendo,
Acompanhando o movimento.
Sinta essa respiração alta acontecendo por alguns ciclos,
Tome consciência e sem julgar,
Sem classificar,
Observe como você se sente.
Esta respiração também é um pouquinho mais curta.
A partir de agora então,
Que você tomou consciência destas três fases,
Destes três movimentos respiratórios do seu tronco,
Fazemos a respiração completa.
Traga suas mãos em dinamo mudra,
Unindo o polegar indicador e repousando o dorso das mãos sobre os joelhos.
Inale,
Expandindo o ventre e diafragma à parte baixa.
Em seguida,
Numa respiração contínua e profunda,
Preencha a sua parte média,
Descontraindo a musculatura intercostal.
Por fim,
Você preenche os seus pulmões,
Sentindo o peito abrir,
Expandindo,
Os alvéolos que se abrem para receber o ar.
E ao expirar numa respiração contínua,
Vá esvaziando de cima para baixo.
Expire esvaziando primeiro os pulmões,
Sinta suas costelas se contraírem e novamente,
O seu abdômen.
Faça mais alguns ciclos da respiração completa,
Inspirando de baixo para cima e expirando de cima para baixo.
Imagine que o seu tronco é como um copo de água que vai sendo preenchido de baixo para cima e o movimento de esvaziar acontece de cima para baixo.
Inspire,
Preencha o abdômen,
Expanda as costelas e pulmões.
Solte o ar esvaziar pulmões,
Costelas,
Abdômen.
Expire,
Abdômen,
Costelas,
Pulmões.
Expire,
Pulmões,
Costelas,
Abdômen.
Faça mais alguns ciclos,
Se observando,
Fazendo respirações conscientes.
Se entregue a este pranayama e observe como você se sente.
Faça quantos ciclos você achar necessário,
Quanto mais você respira a respiração completa,
Você aumenta a capacidade pulmonar,
A resistência do seu organismo,
Você oxigena suas células,
Revitalizando as células do seu corpo,
Você dissolve tensões e traz saúde,
Bem-estar,
Longevidade para o seu corpo.
Quando for possível,
Você também pode incluir pausas entre os ciclos respiratórios.
Segurar a respiração com os pulmões cheios,
Depois das suas inspirações,
Expirar,
Esvaziar todo o ar e então segurar com os pulmões vazios sem ar.
Quando fizer as retenções,
Tome cuidado para que você faça o próximo ciclo respiratório antes de sentir desconforto ou ansiedade por prender o ar por muito tempo.
Então,
Observe seu corpo,
Perceba os seus limites e num primeiro momento,
Coloque contagens,
Deixando que as retenções sejam na metade do tempo das suas respirações e expirações.
Vá se observando,
Ouvindo seu corpo e respeitando seus limites.
Hoje ficamos por aqui.
Sempre que precisar,
Faça as respirações completas,
Desenvolvendo a sua entrega,
A sua expansão e sentindo prazer em cada ciclo respiratório a cada vez que você coloca a prana dentro do seu corpo e solta o ar,
Relaxando,
Se entregando,
Fazendo ciclos conscientes,
Profundos e longos.
Obrigada por estar comigo.
Nos vemos numa próxima técnica respiratória ou numa meditação.
Namastê.
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