Encontre uma posição sentado ou deitado que seja confortável e comece por relaxar e descontrair todo o corpo.
Foque a tua atenção na respiração e faz três respirações profundas,
Inspirando pelo nariz e expirando pela boca,
À medida que soltas todas as tensões e preocupações.
Volte a fazer uma respiração natural pelo nariz e observa-te à medida que a respiração te vai permitindo sentir mais tranquilo e descontraído.
O mundo gira a uma velocidade por vezes tonteante,
Outras vezes paralisante.
O tempo é real,
Consoante a nossa forma de o ver,
A nossa forma de olhar para ele e senti-lo.
O facto é que os nossos sentidos são os nossos sensores de tudo o que vem do exterior.
E é através dos sentidos que recebemos as informações e lhes atribuímos um significado,
Ainda que,
Na maioria das vezes,
De forma inconsciente.
Mundo que me rodeias e que me abraças com tanta gente cheia de graça,
Com tanta gente cheia de zanga e de arrelia,
De sorrisos belos e cabelos amarelos,
De olhos tristes e mágoa no coração.
Tantas vezes me pergunto quem sou eu no meio de tantos.
Todos estão diferentes,
Mas em tanta coisa igual.
Minha cabeça é inteligente,
Mas por vezes trapaceira e diz-me que sou alguém com alguéns que não sou.
Outras vezes é tão estratégia e mostra-me que através do olhar para o outro vou encontrar o melhor de mim.
Mas também o pior,
Porque esta parte é fundamental conhecer.
Solta agora a tua mente,
Deixa que ela te leve onde quer.
Deixa que seja ela a sacudir,
Deixa-a solta.
Se está certo ou errado,
Não importa.
Agora é um momento de a mente ser louca ou sábia.
E se sentires necessidade,
Levanta o teu corpo e deixa que o mesmo tenha voz,
Que dance,
Salte e descanse.
E aos poucos,
De forma gradual,
Vais voltando ao aqui e agora.
E vais sentar-te de forma confortável,
Com a coluna alinhada,
Direita,
Mas descontraído,
Com o corpo aberto,
Com a cabeça aberta,
Com a cabeça aberta,
Com a cabeça aberta,
Com a cabeça aberta,
Com a cabeça aberta,
Com a cabeça direita,
Mas descontraído,
Completamente relaxado.
Vais inspirar e expirar três vezes,
De forma calma e tranquila,
Ao teu ritmo,
Para aquietares a mente,
Para aquietar o corpo e focar a atenção na respiração e no momento presente.
A mente é uma grande parte de ti,
Mas quem decide de que forma é que ela te conduz,
És tu.
Ficar à mercê da mente é como entrar no carro e não ter qualquer poder de condução.
A mente sente,
Observa tanta coisa e a partir daqui decide atribuir um significado a estas vivências.
Mas o que é pretendido é que sejas tu quem decide os ambientes que queres viver,
As pessoas com quem queres contactar e o significado que queres atribuir a todas as tuas experiências.
A variedade de ambientes e as pessoas que te rodeiam servem para nos mostrar que existem várias realidades,
Outras formas de pensar.
Mas tudo isto só tem verdadeiro significado se souberes escolher-te.
Sim,
Ouviste bem,
Escolher-te.
Escolher a tua forma de estar,
A tua conduta,
O teu expressar.
Tu não és alguém que veio de uma fábrica.
Tens características específicas e possíveis de serem transformadas.
O grande objetivo é poderes transformar-te,
Moldar-te de forma a ser quem queres ser.
A meditação,
Os momentos a sós,
A escrita,
A consciência de ti são formas de não te perderes nos outros.
Os outros,
O mundo,
Existe para te encontrares,
Para que tudo gire de forma sincronizada.
No meio dos outros encontra-te e faz de ti quem queres ser.
Gradualmente vais sentir o teu corpo,
Mexer as mãos,
Os pés e aos poucos,
Ao teu tempo,
Abrindo os olhos,
Bem-vindo.