32:42

Meditação da Chama

by Jorge Miguel Porfírio

Rated
5
Type
guided
Activity
Meditation
Suitable for
Everyone
Plays
9

Uma meditação que ajuda a levar energia/atenção ao nosso corpo, desde o centro testemunha. A Chama corresponde à energia Vital (Ki/Prana). E dado que a energia segue o pensamento, uma vez direcionada a luz da Chama (energia) a pontos-chave do corpo, a mesma energia tem nesses pontos um forte poder de regeneração e revitalização.

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Transcript

Muito bem,

Então vamos lá à nossa meditação da chama hoje.

Vamos fazer a meditação sentados.

Vou-vos convidar a sentirem os vossos isquios voltados para o coração da Terra.

A partir daí,

Vamos verticalizar a coluna vertebral,

Inspirando e elevando os ombros das orelhas,

A inspirar a rodá-los para fora,

Para trás e para baixo.

Vamos colocar as mãos em recetividade,

Colocando as costas das mãos simplesmente pousadas nas pernas.

Palmas das mãos voltadas para cima.

Vamos fechar as pálpebras.

Uma respiração profunda completa,

Ajudando o corpo a descomprimir.

Mais uma respiração profunda,

Relaxando ainda mais o teu corpo na expiração.

Mais uma respiração profunda,

E desta vez o relaxamento deve ser também o profundo.

E dá-te conta daquilo que fica.

E dá-te conta de como aquilo que fica,

Fica.

Como sentes.

Nesse olhar para dentro,

Tu dás-te conta que os teus sentidos continuam disponíveis,

E através deles tu percebes os estímulos sensoriais,

O contacto com o exterior,

Não só o contacto físico,

Que consegue-se sentir através do toque com a roupa,

Com o ar,

Com as mãos,

O peso do corpo,

No apoio.

Mas percebes também o toque do som,

E a forma como registas o toque do som,

Através da audição.

Tu percebes as ondas sonoras que viajam até os teus ouvidos.

Percebendo os vários sons que circulam à tua volta e que te chegam,

Desde os sons mais distantes,

Aos sons mais próximos.

Tu percebes os canais auditivos sem pedidos,

Livres,

Frescos.

Tu registas o que está a acontecer na boca,

Percebendo o paladar.

Tu dás-te conta da temperatura interna da tua boca neste instante.

Percebes a língua,

Os dentes,

O céu da boca,

E permites-te afrouxar um pouco os teus maxilares.

E damos-nos conta de como os nossos lábios relaxam também.

Tu percebes o contacto do ar a interagir nas paredes nasais enquanto respiras.

Tu percebes o contraste térmico entre a inspiração e a expiração.

O teu nariz.

Tu percebes uma troca de informação que está a ocorrer entre o interior e o exterior,

Em relação ao corpo físico.

O que está para lá da pele,

A roupa,

O ar,

Os sons,

O cheiro,

E o que está antes da pele.

Os teus tecidos orgânicos,

Os órgãos,

Os músculos,

As glândulas,

Os fluidos,

As moléculas,

As células,

Os átomos,

O espaço.

Tu percebes o corredor entre o espaço interior e o espaço exterior,

A respiração.

Enquanto respiras,

Permite sentir como a fronteira entre o interior e o exterior tende a ruir,

A dissolver-se,

Ajudando-nos a libertar tensões mais subtis.

Enquanto isso,

Tu percebes que as tuas pálpebras se encontram fechadas.

Atrás das pálpebras,

Tu reconheces os teus globos oculares.

Não só que eles existem,

Mas investigas também como é que eles estão,

Neste momento,

A fazer o quê.

Estão aquietados?

Estão inquietos?

E dás-te conta daquilo que tende a mover os globos oculares.

Quais são as tendências internas,

As correntes que tendem a puxar a atenção associada tantas vezes aos globos oculares?

Tu dás-te conta dos teus pensamentos.

Tu dás-te conta de.

.

.

As imagens que passam,

Das sensações.

Das sensações não apenas relativas ao corpo físico,

Mas também as sensações relativas à experiência individual.

A impaciência,

A expectativa,

A sensação da espera.

Tudo isso,

Sensações,

Fenómenos.

Permite-te,

Observando-os,

Permitir que eles passem.

Enquanto respiras,

Entregamos tudo isso ao espaço.

Respiramos.

Como se desvaziássemos os bolsos de conteúdos,

De expectativas,

De passados,

De futuros.

Como se desvaziássemos um copo,

Preocupado com coisas,

Com boiças,

Desvaziando o copo,

Libertando todo o conteúdo,

Ainda que seja por alguns minutos.

À medida que vamos respirando,

Percebemos aquilo que sustém o conteúdo,

A capacidade que és.

A atenção.

E com a tua capacidade,

Tu permites-te perceber como se encontra a região lombar,

A região dos teus rins,

E lembras-te-os manter,

Suave e delicadamente,

Empurrados para a frente.

E ao fazeres isso com os rins,

Tu dás-te conta de uma transformação a acontecer na base da tua atenção,

Expressa na tua coluna.

E percebes que ao fazeres esse movimento sutil nos rins,

Toda a tua estrutura torácica se adapta.

A tua respiração tem agora uma outra capacidade de fluir através do corpo.

O espaço que respiras encontra outro espaço,

Para se fazer sentir-te.

Enquanto respiras,

Dá-te conta do movimento do teu tronco,

Desde o espaço mais profundo em ti.

Expresso no teu diafragma,

Sente a roupa em movimento.

Observa-a com a capacidade da tua atenção.

E reconhece-a.

Reconhece que sem a respiração,

Tudo o resto não poderia estar a desenvolver-se,

A fluir.

Percebe a energia que te anima,

Que te sustém,

Enquanto estamos ocupados a correr atrás da vida,

A querer segurar a vida.

Reconhece a vida que tu és,

Essencialmente.

E enquanto respiras,

Permite-te mergulhar mais e mais em direção a essa vida.

Coloca aí um sentimento.

Quando o inspiras,

Tu avanças um passo em direção à vida que és.

E quando a inspiras,

A vida que és avança dois,

Em direção a ti.

Percebe como a tua respiração é uma passadeira que te une àquilo que nunca deixaste de ser.

Tal como se regressássemos da periferia de uma circunferência ao centro.

Tal como se regressássemos a casa após uma viagem,

Uma jornada longa.

Reconhecendo o centro.

Sente as sensações.

E dás-te conta que é a tua sensibilidade que confere o valor do que respiras,

Do que vibras,

Do que vives.

A tua sensibilidade consciente,

Abrindo-nos mais e mais às sensações internas.

E imagina-te agora que fazes parte de um círculo.

Um círculo que todos os participantes que estão neste momento online a fazer o exercício,

Desenham junto contigo.

Estamos sentados em círculo.

Para lá das fronteiras do tempo e do espaço.

Dá-te conta que aquilo que respiramos é aquilo que nos une.

E de acordo com como colocamos a atenção,

Assim nós estamos a fortalecer a nossa vivência individual e de grupo.

Enquanto respiras,

Dá-te conta,

Imagina,

Visualiza no centro desse círculo uma vela acesa.

Visualiza a chama dessa vela.

Percebe as cores,

O brilho.

Dá-te conta como a luz dessa chama chega até ti.

Iluminando o espaço que aparentemente separa essa chama do teu olhar.

Levando luz à escuridão.

Iluminando a escuridão enquanto respiramos.

Dá-te conta como tanto tu como os membros à tua volta estão a focar o mesmo centro.

A sentir o mesmo centro.

A partilhar-se com o mesmo centro.

Permite-te sentir que na inspiração tu recebes a luz dessa chama e que na inspiração envias gratidão,

Reconhecimento,

Presença.

Inspirando energia,

Luz.

Inspirando reconhecimento,

Gratidão.

Dá-te conta que tanto tu como cada um dos membros que estão presentes estão a ajudar a que esse brilho dessa chama se torne cada vez mais e mais intenso.

E dá-te conta como à medida que essa luminosidade expande e cresce todo o teu ser,

O teu corpo,

Parece também ele expandir desde a nível celular.

Sendo como cada célula é iluminada pela chama que respiras.

Sendo o corredor entre a chama no centro do círculo e a chama em ti.

Sendo como a chama no centro do círculo ressoa com a chama em ti,

Com o teu coração.

E permite sentir desde o centro do teu ser à região do coração uma chama a expandir em espiral incluindo cada parte do corpo.

Desde o espaço mais profundo e sublimo em ti.

Enquanto respiras,

Dá-te conta como esse brilho integra cada parte do corpo interpenetrando os tecidos,

Os órgãos,

As glândulas,

Os fluidos,

A estrutura óssea.

Como se no escuro uma luz se acendesse dissipando e varrendo toda a escuridão.

Percebe o teu corpo iluminado.

Dá-te conta como o próprio círculo,

O próprio grupo,

Está iluminado desde a chama no centro de cada membro.

Enquanto respiramos,

Dá-te conta como essa luminosidade expande.

Dá-te conta como desde o teu centro,

O teu brilho,

A tua presença expande à divisão onde te encontras,

Iluminando os objetos.

Todas as formas de vida.

Atravessando as paredes.

Permite-te perceber o teu brilho a incluir a estrutura onde te encontras a casa,

A rua,

As árvores,

Os vizinhos,

Os conhecidos,

Os menos conhecidos,

Os amigos,

Os menos amigos,

A família de sangue,

A natureza.

Visualiza essa esfera a expandir-se mais e mais ao longo do território,

Incluindo os elementos presentes,

A terra,

Ar,

Fogo,

Água.

Até que finalmente percebe que todo o planeta é ser abraçado por ti.

Senta em ti todo o planeta,

As inúmeras manifestações de vida sem julgamento.

Enquanto respira simplesmente emanando luz desde a chama em ti,

Ressoa com a chama presente no grupo,

No círculo,

Sendo como o centro do círculo vibra como se fosse uma fonte,

Em constante dar-te-si.

Permite-te receber da fonte,

Percebendo a fonte em ti,

E desde a fonte em ti permite-te doar-te.

Dá-te conta do presente,

Neste instante.

Enquanto respiras,

Dá-te conta de todos os processos instalados no teu corpo que não servem o teu propósito mais profundo,

A serem dissolvidos pelas chama.

Dá-te conta como essa chama apenas queima tudo aquilo que tu não és,

Mas que até então acreditavas ser.

Entrega-te tudo aquilo que pesa,

Que gera confusão,

Mágoa,

Tristeza,

A essa chama.

Tudo aquilo que gera a sensação de separação,

Tudo aquilo que gera peso,

Sofrimento.

E dá-te conta como desde o espaço mais profundo em ti aflora uma sensação de leveza,

De bem-estar,

De uma sensação de serenidade,

Uma sensação de equilíbrio,

De equanimidade.

Permite-te sentir a lucidez universal,

Tudo sendo em ti.

Permite-te desfrutar dessa presença,

Desfrutar da tua companhia.

E desde esse centro iluminando,

Sentindo a energia do grupo,

Fortalecer ainda mais a tua vivência.

Dando-te conta de como a tua própria vivência está a ajudar vivências de outros elementos presentes no círculo e também presentes neste momento do outro lado do planeta.

Estejam,

Ou não,

Conscientes.

Dá-te conta como a tua entrega beneficia a vida,

A tua lucidez.

Sente como a tua respiração te ajuda a manter-te no caminho.

Acolhe as sensações.

Observa.

Levas a atenção de volta à experiência do corpo.

Do corpo,

Tu percebes o movimento do abdomen a mostrar a presença do profundo.

Tu percebes o quão simbólico é apenas ser,

Estar presente,

Sem tensão,

Sem pressa,

Sem ter que procurar como ser.

Através do corpo,

Tu percebes o contacto.

Tu percebes o apoio da superfície que está a apoiar o corpo.

Tu percebes os sons à tua volta.

Tu dás-te conta da temperatura do ar na pele.

Tu dás-te conta que os globos oculares estão disponíveis.

Tu dás-te conta que estás presente,

Serenamente alerta,

Num estado desperto.

Desde o centro,

Tu percebes o corpo disponível.

Movimentamos os dedos das mãos,

Um a um,

Os dedos dos pés,

Percebendo as sensações orgânicas dos tecidos que constituem os teus membros em movimento.

Apoiamos as palmas das mãos nas pernas,

Inspirando,

E erguemos os ombros das orelhas,

Inspirando,

Rodando-os para trás e para baixo.

Elevamos as mãos,

Colocando-as em Angeli mudra,

Em frente ao centro.

Inglinamos a mente,

A testa,

Em direcção a esse centro.

Mergulhando,

Em referência,

Em reconhecimento,

Para com aquilo que somos,

O que nos une.

E lentamente,

As mãos colocam nas pernas,

E abrimos as pálpebras dos olhos,

Lentamente,

Até que fiquem cerca de 30% abertas.

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Jorge Miguel PorfírioCovilhã, Portugal

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