
Percebendo a Pureza da Criança Interior
by Willy Mona
Essa meditação é especial e profunda para nos reconectarmos ao estado de pureza e com nossa criança interior. Para voltar a este lugar sem julgamentos e críticas, onde vivemos apenas em total entrega e harmonia com o todo.
Transcrição
Sente-se de uma maneira confortável.
Pode ser sentado e se entregue para esse momento.
Deixe que a meditação aconteça.
Não é necessário tentar fazer a meditação.
Apenas perceba que ela já está existindo e aprecie esse momento de repouso da sua consciência em si mesma.
Comece percebendo a sua respiração pela barriga.
Durante toda essa meditação,
É importante que a respiração seja a sua âncora,
A sua respiração pelo diafragma,
A parte de baixo da barriga.
E deixe a respiração acontecer naturalmente.
Nesse momento,
Eu te convido a retornar a ser como um recém-nascido.
Um recém-nascido não tem ideias,
Julgamentos e pensamentos ainda.
Um recém-nascido é recém-nascido.
Então,
Durante essa meditação,
Esteja aqui como um recém-nascido que não tem memória,
Não tem ideias do passado,
Não tem projeções.
E sempre que você começar a se perder em pensamentos,
Reflita.
Um recém-nascido não teria esses pensamentos.
E daí você retorna para perceber a sua respiração e retorna para esse vazio,
Esse espaço.
Então esteja aqui como um recém-nascido que não tem ideias,
Não tem memória,
Não tem julgamentos.
Se você perceber algum julgamento,
Reflita.
Um recém-nascido não teria esses julgamentos.
E daí você volta.
Então pratique estar nesse lugar de pureza de um recém-nascido.
Sem preferências,
Sem exigências.
Esqueça tudo nesse momento.
Nada é necessário a não ser ser.
E deixe a sua consciência repousar a atenção nela mesma.
Simplesmente repouse a sua atenção.
Não esteja atento de nada.
Apenas repouse.
Como se você fosse um pedaço de gelo que vai se dissolvendo e dissolvendo e dissolvendo no mar.
De repente você é dissolvido por completo e se torna o próprio mar.
Agora lembre que uma criança também,
Uma criança recém-nascida,
Não sabe que ela tem um corpo.
Então perceba que você sente uma energia,
Mas você não sabe o que é o corpo.
O corpo é apenas um julgamento,
Apenas uma ideia.
Um recém-nascido nada sabe sobre o corpo.
Então perceba esse campo,
Esse campo de vibração que você pode perceber aí.
Perceba e repouse.
Você não precisa saber o que fazer nesse momento.
Na realidade nesse momento você não precisa saber de nada.
Durante muitos anos de nossa vida nós sabíamos de muitas coisas e mesmo assim éramos infelizes.
Quem sabe agora a gente aprecie a paz de não saber de nada.
A paz de ser como um recém-nascido que não tem julgamentos e nem pensamentos.
Um recém-nascido não tem passado nem futuro,
Não tem história e nem nome.
Então olhe para si mesmo percebendo que você não tem um nome e nem uma definição.
Nem mesmo uma família e nem história.
Você agora é simplesmente puro ser,
Puro espaço,
Um puro vazio.
O que é que acontece quando você olha para si mesmo sem imaginar algo?
Quando você olha para esse eu que existe aí,
Esse eu.
O que é que significa esse eu que eu sou?
Esse eu que eu sou,
De onde que ele veio?
Ele não teve nascimento,
Esse eu que eu sou.
Ele também não morre,
Ele não tem definição,
Ele não tem história nem preferência.
Olhe para esse eu que você é.
Olhe para esse eu que você é.
O que que você percebe quando você percebe o eu?
O que que é que você sente?
Quando você repousa nesse eu.
Do que que esse eu é feito?
De onde que esse eu veio?
Esse eu tem idade?
Por acaso você percebe limites?
Limites nesse eu?
Tente encontrar algum limite nesse eu.
Quando eu digo eu,
Lembre-se que você recém nasceu,
Você não sabe quem você é,
Você não tem nome,
Nem passado,
Nem história.
Então,
Tente encontrar um limite nesse eu.
Perceba que esse eu não tem passado e nem futuro,
Porque ele é eternamente aqui e agora.
Ele não conhece o passado e o futuro.
O passado e o futuro apenas uma mente,
Uma pessoa,
Um ego conhece.
Mas esse eu,
Ele nada conhece sobre o passado e o futuro.
Lembre-se sempre que você é essa criança recém nascida,
Que nem sabe que é uma criança.
Você apenas é esse puro ser,
Que puro é.
Não sabe de nada,
Não quer nada,
Apenas é.
O que que poderia atrapalhar esse eu se ele não tem preferências?
Perceba esse eu,
Perceba o que poderia atrapalhar a mim se eu não tenho preferências.
O que poderia me frustrar se eu não tenho exigências?
Eu não tenho desejos,
Eu apenas sou.
Se esse eu sou,
Esse eu que você é,
Esse eu sou,
Ele não tem passado,
Como ele poderia sofrer?
Perceba,
Eu,
Esse espaço,
Esse espaço de puro conhecer,
Puro ser,
Eu não tenho história.
Como eu poderia sofrer por algo se nada aconteceu comigo?
Esse eu,
Ele tem medo de algo?
Como ele poderia ter medo de algo se ele não tem experiências passadas?
Ele não tem preferências e ele não imagina nada e nem pensa em nada.
Esse eu é sem medo,
Ele nada sabe sobre a escassez,
Sobre o perigo.
O que poderia afetar esse eu?
O que poderia afetar esse eu se ele não é algo sólido,
Se ele é puro ser,
Se ele é invisível?
É que nem você tentar afetar o ara,
Tentar dar um soco no ara.
O seu eu é assim,
Ele é puro,
Um espaço puro e nada pode afetar esse espaço puro.
É que nem o espaço de uma sala onde é que você põe e tira os móveis.
Esse espaço,
Ele é afetado depois de você botar e tirar os móveis?
Ele não é,
Ele continua intacto.
Você também é esse espaço que nunca foi afetado por nada,
Porque nada nunca aconteceu.
Para você que é esse eu,
Para você nada aconteceu.
Porque você nunca nasceu e nem morreu.
Você está além das experiências temporárias e mundanas.
Você repousa no infinito e no eterno.
E lembre-se que você é essa criança que não sabe que é uma criança que não tem pensamentos e nem imaginações e nem julgamentos.
Do que é que esse espaço de puro ser,
Esse puro eu precisa?
Ele precisa por acaso de algo para completar ele?
Olha para esse eu que você é,
Percebe esse eu que você é.
Por acaso ele precisa de algo para completar ele ou ele já é completo?
Lembre-se que você é uma criança que não pode imaginar nada,
Um recém-nascido.
Então,
Tem algo que falte para esse puro espaço de eu sou?
Perceba,
Algo falta em mim,
Não em mim pessoa,
Mas em mim puro ser.
Algo falta se eu não tenho preferências e nem desejos e nem controle e nem exigências?
Como é perceber que eu sou esse puro espaço que já é completo e nada falta?
Eu apenas sou o que sou,
Eternamente sou o que sou,
Infinitamente sou o que sou.
Eu nem conheço Deus e eu nem preciso conhecer Deus porque Deus é esse eu sou.
A criança recém-nascida nada sabe de Deus,
Mas ela repousa em Deus.
O que é que poderia atrapalhar esse eu que você é se você não tem preferências e nem reclamações?
Porque você não fala,
Você não pensa,
Você apenas é.
O que poderia te atrapalhar nesse momento?
Você apenas é.
E você é conhecido ou você é desconhecido?
Você apenas é.
Nenhum,
Nenhum outro.
Você apenas é.
Perceba que você já é o que você é.
Você não precisa percorrer caminhos longos e difíceis de anos de prática para ser o que você é.
Você já é eternamente o que você é.
Basta você perceber.
Não há necessidade de anos e anos e anos de prática para reconhecer e repousar na consciência que você é,
Na essência que você é.
Aqui acabou a busca.
Acabou o caminho.
Porque você já está aonde você está.
Você já foi para onde você tem que ir.
Você já está repousando naquilo que você é.
Acabou a busca.
Acabou o caminho.
Você nem a menos sabe o que é buscar e o que é caminhar.
Porque você apenas é.
Repouse nesse espaço de puro ser.
Lembre-se que você é essa criança.
Que não sabe que é uma criança.
Que não tem pensamentos.
Que não julga.
E não tem preferências.
E simplesmente se jogue nesse desconhecido.
E se entregue a esse espaço.
E seja esse espaço de puro ser.
Acabou o caminho.
E a busca.
Acabou o eu sou isso.
Eu sou aquilo.
Eu quero isso.
Eu quero aquilo.
Restou apenas o eu sou.
Você é.
Mas não existe mais preferências em você.
E nem exigências.
Você é esse espaço de pura consciência.
Pacífico.
Relaxado.
Claro.
Sábio.
Amoroso.
E alegre.
Repouse nessa paz que você é.
Porque eu iria buscar por paz e alegria se já existe dentro de mim.
Se eu já sou essa paz e essa alegria.
Repouse nessa paz.
Se permita se entregar para essa paz.
E você deixa de existir como pessoa.
E percebe que você é essa consciência.
Sem nome.
Sem história.
Sem preferências.
Sem passado.
Sem futuro.
Sem caminho.
Sem busca.
O que você é.
Você não precisa saber responder isso com palavras.
Você precisa apenas perceber que eu sou.
Eu sou isso que está consciente desse momento.
Eu sou isso que está consciente.
Eu sou essa consciência.
Que está consciente.
Eu sou essa consciência.
Que está consciente.
Eu sou esse espaço que conhece.
Que apenas conhece.
Não tem nada que eu possa querer.
Porque eu já sou tudo.
O que eu preciso.
Repouse nessa paz.
Você nem sabe o que é a paz.
Porque você é uno com ela.
Você é a paz.
E nem sabe disso.
Você apenas é.
E não há depois.
Não há futuro.
Qualquer projeção é apenas ilusão.
Eu sou esse espaço sem futuro.
E sem passado.
O que falta nesse espaço de pura consciência?
Se ele já é completo.
É perfeito.
Absoluto.
Eu não preciso mais buscar a salvação.
E nem perdão.
E nem alegria.
E nem amor.
Porque nada disso existe.
Não existe passado para sentir culpa.
Não há necessidade de perdão.
E nem buscar salvação.
Porque tudo isso já está salvo.
Já está eternamente salvo.
Eu apenas preciso perceber que já está tudo salvo.
Eu não preciso mudar.
E nem alterar.
E nem chegar a algum lugar.
Não há mais necessidade de fazer nada.
E nem chegar a algum lugar.
E nem mudar.
E nem conquistar.
Porque o que eu sou já é completo.
Repouse nisso que é completo.
Repouse nesse mar de totalidade,
De completude.
Que nada precisa,
Nada quer.
Nada faz.
Sem caminho,
Sem busca.
Repouse nesse lugar de completude.
Que você é.
E perceba realmente.
Eu sou o absoluto.
E nada pode faltar.
Porque eu já sou eternamente completo.
E eu percebo isso.
E eu sou isso.
Conheça seu professor
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