Sente-se numa posição confortável,
Com as costas direitas,
Mas não rígidas,
De forma a que não fiquem muito tensas.
Coloque os pés bem assentos no chão e,
Quando se sentir confortável,
Feche os olhos.
Foque agora a atenção na sua respiração,
Estando consciente do ar a entrar e a sair do seu corpo.
Repare também como os ombros sobem quando inspira e descem quando a expira.
E repare como o ar que entra nas suas narinas é habitualmente mais fresco,
Comparativamente com o ar que sai,
Que sai sempre um bocadinho mais quente.
E tome consciência que não tem que fazer nada em relação a isso,
Que é mesmo assim que a respiração funciona.
É um processo natural e automático.
Peço-lhe agora que foque a atenção no seu corpo,
Em particular nas sensações corporais,
Onde lhe é habitual sentir a perda e o luto com mais força.
Algumas pessoas relatam que estas sensações aparecem com mais força ou visibilidade na garganta,
Como se tratasse de um nó na garganta.
Outras pessoas sentem estas sensações mais na zona do peito,
Como uma sensação de pressão no peito ou de angústia.
Outras até na barriga,
Sob a forma de desconforto abdominal.
Outras pessoas localizam estas sensações,
Típicas da perda,
Do luto,
Noutras zonas do corpo.
O que importa aqui é focar-se na sua experiência,
Na sua experiência individual,
Sem crítica ou sem julgamento.
Não há aqui respostas certas ou erradas.
É a sua experiência que conta.
E assim que tenha localizado estas sensações,
Faça algo muito simples.
Dê-lhes as boas vindas.
Permita-lhes que elas existam em si,
Sem as tentar afastar,
Sem as tentar controlar.
E por muito estranho ou contra a natura que isso lhe possa parecer,
Segure esta emoção ou sensações corporais nas suas mãos e braços,
Como se as estivesse a embalar.
Da mesma forma como embalaria um bebê.
De seguida,
Pergunte a essas sensações,
A essas emoções,
Qual o seu nome.
De facto,
Aquilo que pode parecer raiva,
Pode ser uma emoção genuína de tristeza,
De mágoa ou pesar pela perda de alguém que nos foi importante e que,
Em parte,
Continua a ser ainda de maneira muito distinta.
É importante,
Por vezes,
Darmos o nome correto às nossas sensações,
Aos nossos sentimentos,
Às nossas emoções,
Para que as possamos experienciar na sua plenitude.
Agora,
Pergunte a essa emoção de pesar ou de tristeza os motivos da sua visita.
Porquê é que voltaste a aparecer?
O que é que me queres dizer?
Que mensagem queres que eu receba?
E,
Uma vez mais,
Deixe que a resposta surja naturalmente.
Deixe,
Por muito estranho que isso possa parecer,
O sentimento ou a emoção de falar.
Não procure a resposta dentro da sua cabeça.
Deixe o sentimento ou a emoção de falar.
E pergunte-lhes,
O que queres de mim hoje?
O que é que precisas?
E,
Uma vez mais,
Deixe a resposta surgir naturalmente.
Não a procure dentro da sua cabeça.
Por vezes,
Essa resposta pode ser algo como presta-me atenção,
Presta atenção à minha dor,
Ao meu sofrimento.
Outras vezes,
Pode querer incitar-nos a fazer algo,
Como,
Por exemplo,
Escreva à pessoa que perdeste e diz-lhe o quanto sentes a falta dela e o quanto gostas dela.
Guarde tempo para fazer isto ou prometa à sua emoção que o fará mais tarde.
Mas faça-o.
Agradeça-lhe,
Por último,
A sensação de tristeza,
De luto,
De perda por o ter visitado,
Uma vez mais.
E diga-lhe que é bem-vinda no futuro,
Caso ela sinta a necessidade de voltar a aparecer.
Por último,
Volte a focar-se na sua respiração,
No ar a entrar e a sair do seu corpo,
Nos ombros a subir e a descer,
À medida que inspira e expira.
E termine por agradecer a si próprio ou a si própria o tempo que reservou,
Que colocou de parte,
Para completar este exercício.
Muito obrigado.